Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

TOP 10 Cinema Brucutu

O Top 10 de hoje está um pouco diferente, está exalando testosterona. Chegou a vez do cinema de macho, tão comum nas décadas de 80 e 90 onde um brucutu destruía tudo que via pela frente. São filmes divertidos, barulhentos, onde as leis da física e da lógica são descartadas.


Braddock (1988)
"As pessoas tem medo do escuro, o escuro tem medo de Chuck Norris". Começando a lista o homem, a lenda, Chuck Norris como Braddock, um sobrevivente da guerra do Vietnam que não consegue superar os traumas da guerra, uma de suas lutas pessoais é fazer com que o exército volte aquele país e resgate os prisioneiros de guerra, que o governo nega existir.
Por que está aqui: É a personagem de cinema mais famosa de Chuck Norris, no filme ele invade o Vietnã sozinho, resgata os prisioneiros e invade o congresso americano com eles. Tudo ao melhor estilo exército de um homem só.


Comando para Matar (1985)
Arnold Schwarzenegger é o ícone do cinema brucutu e sem somobras de dúvidas aquele com carreira mais brilhante. Nessa pérola o governador da Califórnia vive John Matrix, um coronel aposentado que mora com sua filha nas montanhas, até que um grupo paramilitar sequestra a garota e obriga Matrix a matar um presidente de Val Verde (país fictício da América Central)
Porque está na lista: Esse é o filme mais ignorante do Schwarzenegger, na primeira cena ele aparece carregando uma árvore no ombro, Matrix vira um carro no muque, tem uma das contagens de corpos mais altas do cinema e é desse filme a frase: "Gostei de você, vou te matar por último".


Conan O Bárbaro (1982)
Outro filme do Arnold, mais do que isso um clássico do cinema, uma das melhores adaptações de um personagem de quadrinhos, ainda é o filme que revelou o austríaco. Conan conta a história de um garoto sobrevivente a um massacre, que vira escravo, ladrão e rei. Tudo isso enquanto busca por vingança.
Porque está na lista: Primeiro que o filme é bem violento e fantasioso, ao mesmo tempo: Conan é pegador, decapita seus inimigos e combate feiticeiras e cobras gigantes com a mesma naturalidade; nesse filme Schwarzenegger está gigantesco, reza a lenda que ele precisou perder alguns músculos das costas pois não conseguia sacar sua espada.


A Fúria do Dragão (1972)
Chen Chen (Bruce Lee) volta para casa e descobre que seu mestre fora assassinado, os responsáveis são alguns japoneses que invadiram a China durante a guerra e tentam implantar seu governo, matando todos que se opuserem. Um dos primeiros filmes de Bruce Lee, ainda na China, e um dos melhores, onde o astro parte em busca de vingança.
Porque está na lista: Em uma cena Bruce Lee quer entrar em um parque, em uma placa está escrito: "proibida a entrada de chineses e cachorros", um dos japonese diz: "se você ficar de quatro deixaremos que entre", furioso Lee começa a empilhar japoneses com seu kung-fu. Uma cena que vale mais que muitos filmes.


O Grande Dragão Branco (1988)
Quando criança Frank Dux (Van Damme) tentou roubar uma espada de um japonês, pego ele fez um acordo para não ser preso: serviria de sparring para o filho do homem que tentou roubar. Com o tempo Frank provou seu valor e foi treinado. Já adulto e alistado no exército Dux promete ao senhor que o treinou que iria honra-lo no Kumite, um torneio de artes marciais clandestino.
Porque está na lista: São vários os motivos, esse é o primeiro e melhor filme do belga; o conceito de um torneio de Vale tudo funciona perfeitamente; o vilão vivido por outro brucutu Bolo Yeung é emblemático e assustador e claro uma das cenas mais emblemáticas do cinema de ação: Frank utiliza uma técnica desintegrando um tijolo, Yeung olha para ele e diz: "Bom, mas tijolo não revida".


Massacre no Bairro Japonês (1991)
Dolph Lundgren (um policial criado no Japão) e Brandon Lee (um descendente de japoneses que não sabe nada sobre sua cultura) unem forças contra a Yakuza, que tenta dominar Little Tokyo iniciando uma guerra.
Porque está na lista: Do mesmo diretor de Comando para Matar esse é um dos filmes mais absurdos dessa lista usando e abusando de todos os clichês, todas as leis da física são jogadas fora: ninguém escuta os tiros, os heróis saltam sobre carros, saem ilesos de tiroteios, etc... incluindo uma cena onde os heróis transformam um vilão em fogos de artifício. 


Os Mercenários (2010)
Aqui Stallone realizou os sonhos de uma geração ao reunir brucutus dos anos 80 e 90 com os do século XXI e manda-los para um pequeno país "comprado" por um ex-agente da CIA que o utiliza para plantio de drogas. E claro que sobra tempo para salvarem a heroína local (Gisele Itié).
Porque está na lista: Além do elenco Os Mercenários é um ode a década de oitenta, com todos os exageros e heroísmo daquela época, o título em inglês The Expendables (descartáveis) é uma palavra dita pelo Stallone na maioria de seus filmes, sendo dita pela primeira vez em Rambo II.


Operação sol Nascente (2005)
Steven Seagal vive um agente da CIA que não superou a morte de uma criança e encontrou paz no Japão, lá ele ficou conhecido por sua habilidade no kendô (esgrima japonesa), mais especificamente por conseguir decepar o braço de uma pessoa com um só golpe! Tudo ia bem até que a Yakuza e a máfia chinesa unem forças para comandar a distribuição de drogas no mundo. Ai é guerra!
Porque está na lista: E se eu disser que Operação Sol Nascente é o Kill Bill de Steven Seagal? Mesmo fora de forma ele sai massacrando criminosos com sua espada, em uma das cenas o ator corta uma flecha ao meio.


Predador (1997)
E se o Rocky enfrentasse o E.T.? Dessa brincadeira absurda alguns roteiristas juntaram dois dos gêneros mais populares daquela década: o terror e o cinema brucutu. O major Allan Duchs (Schwarzenegger) comanda um esquadrão especializado em resgate, acaba sendo usado para destruir grupo de rebeldes e entra na mira de um alienígena caçador.
Porque está na lista: O filme reúne uma série de brucutus, onde cada um deles tomba perante o alienígena, terminando na luta final onde Schwarzenegger sai na mão com o alienígena. Quer mais? falei do filme no blog, basta clicar aqui para ler.


Stallone Cobra (1986)
Marion Cobretti (Stallone) é um policial determinado a acabar com o crime, mesmo que para isso tenha que matar todos os criminosos do mundo, e é isso que ele tenta fazer. Ingrid é uma modelo que entra na mira de uma seita de criminosos e Cobra é destacado para salvar a garota.
Porque está na lista: Esse é o filme mais incorreto já feito, Cobra compra briga na rua; rasga a roupa de hippie;, corta pizza fria com uma tesoura; pronuncia a célebre frase para um criminoso: "você é a doença, eu sou a cura". Impossível ser mais divertido.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Pabllo Vittar não sabe cantar! Por que ela faz sucesso?

Pabllo Vittar não sabe cantar, ela desafina, berra a música inteira e é impossível entender a letra da música. 
Esse tipo de crítica é cabível e qualquer profissional deve estar aberto a melhorias. Ela poderia ajustar o tom de voz, trabalhar a dicção.
Mas por que as três observações feitas acima soam como ofensa aos seus fãs? Qualquer um que diga: Pabllo Vittar não sabe cantar; Pabllo Vittar desafina, é chamado de ignorante, preconceituoso, homofóbico e fascista.
A Joelma do finado grupo Capypso também não sabe cantar, ela também desafina, ela também grita durante a música. Porém sua dicção é aceitável. Por que essas críticas não são rebatidas com as mesmas ofensas?
Seus fãs dizem que ao criticarmos Pabllo Vittar estamos barrando uma oportunidade a um artista LGBT, uma oportunidade que só foi possível após muita luta e nunca antes na história desse país um artista homo afetivo teve.
Curioso essas pessoas nunca ouviram falar de Roberta Close? Famosa transexual dos anos 80 que foi capa da Playboy e declarada pelo povo como "a mulher mais bonita do Brasil"; Clodovil? Um homem culto, estudioso, refinado que nunca escondeu sua homossexualidade; Rogéria? Uma atriz de talento, uma cantora que sabia cantar, maquiadora (a preferida de muitos artistas) e Drag Queen.
Mas foram só esses? Não! Dois dos maiores nomes do rock nacional foram homosessuais assumidos e poetas brilhantes: Renato Russo e Cazuza, os dois seguem sendo cultuados.
Por que os fãs de Pabllo Vittar ignoram essa rica história de pessoas que conquistaram seu lugar pelo talento e não pela orientação sexual. Para responder essas questões resolvi ir mais a fundo na questão e dar uma lida em pensadores da nossa cultura.
Em seu texto O imbecil juvenil, publicado na coletânea O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota o professor Olavo de Carvalho parte de um mito: a juventude como época de rebeldia e celebração da liberdade.
Em seu testo o professor discorre duas posturas do jovem: a rebeldia e a subserviência. Na primeira o garoto ou a garota contrapõem-se aos professores, aos pais ou a outras figuras que o prezam ou amam e por isso mesmo aceitam sua rebeldia.
O segundo cenário é o que nos interessa. O jovem é no fundo um ser assustado e confuso, assustado com a perspectiva do isolamento, da rejeição, da humilhação e do bullying. Ele precisa aderir a alguma coisa (a moda vigente), aqui não existe rebeldia, existe obediência.
O professor Olavo de Carvalho descreve como o candidato a aceitação do grupo deve fazer: "O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação - literal, servil e sem questionamentos".
Acredito que minhas perguntas foram respondidas: 
Por que críticas ao trabalho de Pabllo Vittar são confundidas com críticas pessoais?
R: Existe um pensamento em vigor de aceitação e inclusão (o qual concordo), mas tal pensamento está torto,confunde-se aceitação com imposição. Qualquer crítica vira uma injúria pela falta de reflexão. Um artista LGBT sem talento que está lá apenas por uma onda é benéfico ou maléfico ao movimento?
Por que os fãs de Pabllo Vittar o consideram o expoente de um movimento, ignorando seus antecessores (verdadeiramente talentosos)?
Na imitação propagada por uma onde não existe lugar para o pensamento, só a repetição de frases, gestos e ações. O fã de Pabllo Vittar o é por estar na moda. Assim que outra pessoa estiver bombando seus fãs se vão e Vittar vai ser outra lembrança no fundo da gaveta.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Superman que queremos no cinema

Agora em 2018 o Superman, o maior herói de todos, completa 80 ano de existência, para iniciar esse marco fiz um exercício. Qual Superman eu quero ver nos cinemas:
Antes de começar eu gostaria de evitar alguns mau entendidos. Em primeiro lugar eu gosto de O Homem de Aço e adoro Batman vs Superman, o segundo filme possui alguns erros, mas é um dos melhores filmes de heróis do século XXI.
A visão que Snyder tem do Superman, um ser mais sério e atormentado pelo peso de ser o estrangeiro; assustador (aqueles olhos vermelhos) é possível, o kryptoniano já teve versões semelhantes nos quadrinhos.
O final de O Homem de Aço, onde Superman mata Zod é surpreendente, eu gosto quando um diretor sai do comum e me surpreende, eu gostei, a reação do herói após seu ato é condizente com sua personalidade clássica.
Provavelmente Christopher Reeve ou Tom Welling agiriam diferente, dariam um jeito de salvar as pessoas e derrotar Zod. Por isso esse final gera tanta discórdia e convenhamos se um filme gera discussão ele não pode ser ruim.
O Homem de Aço tem muito mais ação que outras versões do herói, nesse quesito ele é único, pela primeira vez pudemos ver o Superman lutando com todas suas forças, sempre tem aquele que fala: "o filme é muito violento". Sim, essa é uma de suas
virtudes.
Eu gosto do Henry Cavill, acho ele um bom Siuerman e deve sim continuar a vestir a capa vermelha. Ele é um bom Kal-El e um bom Clark.

E o Superman que queremos?

Eugosto da visão do Snyder, mas seu Superman não é o meu preferido. Qual a melhor representação do herói fora dos quadrinhos? Isso mesmo, o filme de 1979, que até hoje é reverenciado. 
Algumas pessoas não gostam do Superman, dizem que ele é chato, muito certinho. Ninguém fala isso do Christopher Reeve, não é mesmo?
Superman é muito poderoso, suas origens são bíblicas, ele é quase um deus, mas não é. Em suas melhores histórias ele vive um conflito: não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ele precisa escolher quem salva.
Em Superman All Star vemos Lois Lane adquirir os poderes de Superman por um dia, ela fica horrorizada ao perceber que seu ídolo não tem um momento de paz, ele está sempre ouvindo pessoas pelo mundo sofrendo, morrendo e clamando por sua ajuda.
Superman teve que aceitar que não pode salvar a todos e que se tentasse não teria uma vida. Esse conflito existencial está Presente nas melhores histórias dele e seria muito interessante ver nos cinemas.
Nos quadrinhos Superman escreve um diário dentro da fortaleza da solidão, lá ele registar suas impressões para as gerações futuras; ele possui um zoológico onde criaturas da galáxia são preservadas; ali ele cultua sua herança kryptoniana.
Outro componente importante é Lois Lane, é a repórter quem humaniZa Clark, é ela quem diz: "você não pode fazer tudo". 
Outro fator importante e pouco trabalhado por Snyder, Superman é uma ideia, ele é uma fonte de esperança. Nos quadrinhos existem aqueles que não gostam dele, mas a maioria o ama. Em Origem Secreta sua aparição faz as pessoas terem esperança e andar olhando para cima. 
Em A Morte do Superman as pessoas tomam para si a responsabilidade de fazer do mundo um lugar melhor. Um dos fãs de Superman (que fora salvo por ele) veste sua camisa e inicia ações de caridade; Aço
(um herói menor da DC) passa a usar seu emblema.
O Superman ideal nos cinemas não é aquele que nos faz rir ou que é acusado por ter matado terroristas ou ser uma ameça (mesmo sendo interessantes e possíveis) mas sim um símbolo de esperança, aquele que nos inspira.
A ação nas histórias do Superman sempre foram um detalhe, a principal emoção por ele despertada é a admiração, você lê a história e fica esperançoso, o cinema é uma fábrica de sonhos, especializada em gerar admiração, nos deixar sonhando, nos sentindo dentro da história.
O filme do Superman que queremos é aquele que ao final fiquemos pensando: "Seria tão bom se o homem de aço existisse".  

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

O filme de Sailor Moon Crystal

Quando a Toei anunciou Sailor Moon Crystal em 2014, um reboot do principal e mais importante anime Shoujo da história os fãs comemoraram. O projeto adaptaria o mangá fielmente (a série clássica é muito diferente). A empolgação diminuiu quando as primeiras imagens foram vistas.
Feito com doses de computação gráfica o anime dividiu opiniões: algumas pessoas acharam lindo, mas a maioria não gostou. É comum ouvir críticas como "as garotas ficaram parecendo aliens". Pernas gigantes e cabeçudas o designer não agrada.
O roteiro é fiel ao mangá, porém a qualidade da animação atrapalha alguns momentos mais cômicos ou dramáticos: CGI trás sérias limitações e defeitos para qualquer área, envelhece rápido e fica falso. Nos animes a coisa é pior e compromete as emoções.
A qualidade melhorou na terceira fase (correspondente a Sailor Moon S) com melhoras no CGI, o anime foi vendido pelo mundo. Era 2016, desde então a produção parou.
Estamos em 2017, mais especificamente 30 de junho, aniversário da Usagi. No Japão o mangá vem sendo adaptado para o teatro como sucesso de público e crítica (eu assisti e vale muito a pena), a Toei, junto a Naoko Takeushi (criadora de Sailor Moon) prepararam uma festa e muitos fãs esperavam pelo anuncio da quarta temporada.
Naoko, juntamente com a Toei anunciaram a continuação de Crystal, em dois filmes a serem produzidos entre o final de 2017 e 2018, com direção de Chiaki Kon e mesma equipe de dublagem, ainda sem data de lançamento. 
A justificativa oficial foi que em dois filmes a qualidade da animação seria melhor: dois filmes de duas horas são mais simples de animar que 12 episódios de 25 minutos. 

Por que filmes e não séries?

Quando a Toei anunciou que o quarto arco seria feito em dois filmes eu pensei comigo mesmo: "Eu já sabia", não eu não tenho contatos na Toei e nem participo da produção do anime. Simplesmente entendo como a industria das animações funciona e é isso que vou explicar para vocês.
Blu-Ray de Crystal

Responda rápido: porquê os animes são feitos. Não são para divertir você, são um negócio, um meio para ganhar dinheiro assim como a música e o cinema. Nenhum problema com isso.
Como funciona o lado mercadológico da industria de animação, em outras palavras como os produtores ganham dinheiro: A resposta pode deixar muita gente surpresa. A industria se sustenta com a venda de Blu-Rays e DVDs.
Agora você pergunta: "Como assim venda de DVD e Blu-Ray, todo mundo tem Netflix". Pois é meu amigo, a geração Nutella pode viver de Streaming, mas os animes não tem esse público como alvo principal e sim os fãs. E fã de verdade consome.
O anime é exibido na televisão, dali lançam produtos, anunciam o mangá e ao seu final (ou durante ele) vão lançando os DVDs, que são bem diferentes do que estamos acostumados no Brasil.
Cada DVD possui de um a três episódios e custam em média US$ 60.00 (R$ 120.00 aproximadamente), um BOX com 12 episódios pode passar dos US$ 120.00 chegando até US$ 160.00 (R$ 640.00). É caro porque os BOX vem com materiais exclusivos como notas de produção, storyboard, autógrafos de dubladores, chaveiros, alguns vem até com figures exclusivas.
A conta é simples: Venda de DVDs + aumento nas Venda de Mangás + Vendas de figures tem que ser muito maior que o custo de produção.
Imagine que para cada anime feito é lançado um BOX. O fã vai ter que fazer escolhas, se o fã for milionário ai tudo bem, mas pessoas comuns não podem comprar trinta BOX de seiscentos reais cada. Mesmo no Japão, onde o custo de vida é alto.
No Japão se ganha bem, mas o custo de vida é muito alto, não sobra tanto para o lazer, é por isso que muitos animes não ganham uma segundo temporada.
Agora você entendeu porque a maioria dos animes tem de 12 a 13 episódios, é para vender DVDs, se um deles faz muito sucesso ganha uma segunda temporada; se o anime se paga ou tem uma margem de lucro pequena os produtores preferem investir em outra coisa, que pode virar um hit.
"Ok entendi essa parte, mas e o filme para cinema". Duas coisas: desde o ano passado os Japoneses tem ido mais aos cinemas, por lá o cinema sempre foi caro e os Japoneses não iam tanto. Ao que parece esse hábito vem mudando. Basta observar o aumento na produção de animes voltados aos cinemas.
Outro fator: animar um filme de 120 minutos é mais barato que uma série e o lucro é imediato. Para se lucrar com uma série é preciso esperar quase um ano entre pré-produção, produção, exibição e lançamento de DVD e Blu-Ray. No cinema o lucro é imediato, a cada semana se tem a bilheteria e depois pode-se vender o DVD.


Por que Sailor Moon não ganhou continuação?

O que faz um anime ganhar continuações:
a) ser um anime de audiência, ou seja a emissora de televisão produz o anime para ser exibido, são aqueles animes longos: Sailor Moon clássico, Dragon Ball, Naruto, etc... esses não precisam vender DVD, a emissora lucra com comerciais e produtos licenciados. Não é o caso de Sailor Moon Crystal;
b) aumentar a vende de mangás. Muitos animes são pagos pela editora, que enxerga ali uma oportunidade de vender mais. Pense bem Sailor Moon precisa de um anime nos dias de hoje para vender mangá? A Naoko já relançou os mangás várias vezes, com modificações, redesenhando a arte, etc... e sempre vendeu bem. Venda de mangá não justifica uma quarta temporada;
c) Venda de figures. Um exemplo: a terceira temporada de DxD vendeu poucos DVDs, mas vendeu muitos figures, o lucro foi o suficiente para o criador da obra apostar em uma quarta temporada, que vai sair esse ano. Olhemos para Sailor Moon, a Naoko proibiu a produção de figures por tanto tempo que quando ela aprovou a coisa vendeu mais que pãozinho quente, até hoje saem produtos, que sua imaginação não consegue alcançar. A venda independe de um anime, se Crystal não tivesse sido feito os produtos venderiam da mesma maneira. Portanto não justificam uma quarta temporada;
d) Venda de DVD e Blu-Rays. Agora sim, Quando Sailor Moon voltou os moonies (fãs de Sailor Moon) não se aguentavam de alegria, todos eles queriam ter o DVD ou Blu-Ray da nova série, ao mesmo tempo outras obras foram sendo lançadas e esses fãs pensaram: compro um anime com animação ruim ou uma obra nova, bem feita que eu gosto muito? Crystal não vendeu tanto, a terceira temporada teve uma queda de vendas. 
Só para você ter uma ideia a série clássica tem sua primeira temporada lançada em Blu-Ray, ela vende muito mais que Crystal. O que um produtor pensa: eu tenho um produto caro, que precisa de investimento que vende menos que outro produto, de mesmo nome, de custo zero que vende muito mais.
Diante desse cenário a Toei e a Naoko optaram por fazer dois filmes, se eles derem muito lucro poderemos ter a quinta saga adaptada em outros dois filmes.


Dream Arc

Assim é denominada a quarta fase do mangá, na
Dream Arc
série clássica foi chamado de Sailor Moon Super S, ao mesmo tempo essa é uma das melhores fases do mangá e a pior do anime.

Na série clássica Super S mostra Chibi-Usa espalhando sua chatice pelo mundo, Usagi vira uma coadjuvante e as demais sailor guerreiras quase não aparecem, uma ou outra tem mais destaque em episódios ocasionais.
No mangá a coisa muda: a fase é focada nos sonhos das garotas, a primeira parte trás quatro histórias explorando a personalidade e o passado de cada garota - vemos Ami (Sailor Mercury) se sentindo sozinha - ela foi abandonada pelo pai; Makoto (Sailor Jupter) Questionando se vale a pena estudar e entrar para uma universidade; Rei (Mars) questionando o que é melhor para ela ser sacerdotisa ou ter uma vida amorosa e seguir carreira.
Minako (Venus) entra em crise, ela não consegue mais se transformar, as meninas sentem falta da experiência de Urano e Netuno, o que faz a loirinha se sentir rejeitada. Lembrando que no mangá ela é a líder, aqui ela não consegue exercer essa liderança.
Na segunda metade vemos Haruka (Uranus), Michiru (Neptun) e Setsuna (Pluto) entristecidas, elas levam uma vida normal, mas ficam se lamentando por não serem mais guerreiras e estarem longe de sua princesa.
Mamoru (Tuxedo Mask) sente-se inútil, ele vê Usagi e as demais lutando, enquanto ele mesmo não tem esses poderes, além de passar por um sério problema de saúde. Se na série clássica tudo gira em torno da Chibi-Usa, aqui ele é um co-protagonista, sendo muito importante para a trama.
Os inimigos são da Dead Moon Circus, um circo instalado no centro de Tóquio, que rouba energia das pessoas e não se esconde, as vilãs são muito fortes. O desafio é real para as marinheiras.
Essa fase foi publicada no Brasil pela JBC e está nos volumes 8 (ultimo capítulo), 9 e 10.
Agora é esperar pelo filme, que deve chegar em 2018 ou 2019 (na pior das hipóteses).     

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Beth Lily

Esqueça os Beatles e o Rolling Stones Beth Lily é a melhor coisa que saiu da Inglaterra para o mundo. Chegou a vez do blog Os Deuses Mortos trabalhar como material de exportação e apresentar para o Brasil essa linda britânica.
Natural de Essex (que nome sugestivo), Inglaterra Beth não teve trabalho para decidir qual carreira seguir. A natureza lhe impôs a profissão de modelo, essa loirinha de seios naturais (pode acreditar) "espalha o amor pelo mundo", definição dada pelos pais da moça.
Bilíngue, ela é fluente em francês, essa deusa é fã do Manchester United e com apenas 21 anos ela é uma modelo requisitada e querida da Internet, com um grande número de fãs, que agora deve crescer.
Sobre sua profissão ela fala: "Fiquei muito intrigada com o fato de alguém me chamar em qualquer lugar do mundo e eu poder fazer uma fotografia e enviar de volta para ele". Pronto para virar fã?















Perfil
Altura171 cm
Busto 94 cm
Cintura: 66 cm
Quadril 92 cm


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...