Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Kamen Rider Drive


Fiquei anos sem assistir a um tokusatsu, sendo preciso desde a época da Manchete que eu não navegava por esses mares, recentemente resolvi dar uma chance a esses heróis coloridos. Me surpreendi com a qualidade das séries e principalmente com minha diversão ao assisti-las.
Esse é um post introdutório a série (a qual não terminei de assistir) tendo como base minha experiência e um vídeo do canal TokuDoc (que você assiste clicando aqui link). Esse é um Kamen Rider que agrada a maioria dos fans da franquia, com história esperta e bons efeitos.


Um Pouco de História

Mas antes de começar, algumas explicações: O que é tokusatsu? É um gênero, assim como terror, aventura, SCI-FI. O toksatsu trás elementos de ficção científica, monstros e ingredientes infantis (seu público alvo). 
Surgido no Japão pós-guerra, o governo japonês encontrava-se derrotado, falido e com o orgulho ferido. Lá pela década de cinquenta começaram chegar na terra do sol nascente os heróis da DC.
Preocupados com a perca de sua identidade o governo incentivou a produção de filmes locais.
Foi assim que surgiu Godzilla, com orçamento pobre (existiam outras prioridades ao cinema), colocaram um homem usando roupa de borracha pisoteando maquetes. Essa fórmula improvisada fez tanto sucesso que virou uma marca.
Hoje em dia o tokusatsu possui orçamentos substanciais, contudo as características de sua origem permanecem. Assim como qualquer gênero do cinema.  
O tokusatsu não é uma exclusividade do Japão, podendo ser feito em qualquer lugar do mundo, desde que se respeite suas características.
Kamen Rider é um exemplo de tokusatsu, o primeiro Rider surgiu em 197, inspirado no mangá de Shotaru Ishinomori, das páginas ao live action a personagem sofreu modificações radicais. Inicialmente uma obra sombria e pesada se tornou um produto divertido voltado a um público jovem - tal qual Tartarugas Ninja.
Kamen Rider significa motoqueiro /cavaleiro mascarado, em geral inspirado em algum animal no qual o herói transforma-se gritando Henshi (transformar) caracterizado pela armadura, uma moto e um cinto. Kamen Rider é uma das mais longevas franquias da televisão.


Kamen Rider Drive


Essa é a vigésima quinta série da franquia exibida originalmente em 2014, para você só viu as séries Black e Black RX exibidas na Manchete vai ter o mesmo choque que eu, se você está acostumado a séries tokusatsu então não vai ligar muito para a qualidade do seriado, que supera muitos filmes japoneses.
Drive começa em uma noite chuvosa, pessoas se divertiam inocentemente quando o tempo desacelera. A vida começa a andar em câmera lenta, acompanhado de desastres e estranhos seres chamados Roidmulds.
Ao mesmo tempo nosso protagonista Shinosuke Tomari é um policial que acaba vendo seu parceiro morrer na mesma noite em que o tempo parou, meses depois ele foi transferido para a Divisão de Investigações Especiais, dedicada a descobrir o motivo do congelamento do tempo e prevenir/socorrer esses evento.
Shinoske que fora um excelente policial está desmotivado, é preguiçoso e não enxerga razão em seu trabalho, cabe a sua parceira Kiriko Shijima motiva-lo (se o cara não se motiva com uma gata dessas, então esqueça). O dois formam o casal da série e isso não é spoiler, fica nítido na primeira cena de Kiriko que eles se amam.


Mudanças na Fórmula

Drive é uma das séries mais queridas da franquia Kamen Rider, isso deve-se a sua qualidade que vai desde o roteiro até o elenco, passando pela parte técnica. Mas quando as primeiras imagens saíram
não foi assim.
As primeiras críticas foram para o visual. A maioria dor Riders são baseados em animais, esse é baseado em um carro. Criticas injustas, pois o visual desse Rider é muito legal! 
Se você prestou atenção no começo do post sabe que Rider é motoqueiro ou cavaleiro. Aqui a Toei mudou para um carro, o que não faz nenhuma diferença para a série.
Uma das principais marcas da franquia é um cinto que permite a transformação do herói. Esse continua, mas com uma mudança o cinto fala! E é cheio de personalidade, ele lembra os gatos de Sailor Moon que precisam incentivar o herói preguiçoso. Muito legal.
A trama é muito bem desenvolvida, com episódios duplos (foi isso que chamou minha atenção inicialmente e me motivou a ver a série) com desenvolvimento das personagens e reviravoltas. Um formato bem diferente do "monstro da semana" onde todo episódio existe um monstro que é derrotado, sem nenhum acontecimento significativo.
Drive tem roteiro, mas também tem homenagens. Aparentemente a onda saudosista também chegou ao Japão e a Toei vem inserindo elementos setentistas, oitentistas e noventistas em seus seriados.
A garagem da Divisão de Investigações Especiais é uma referência ao Jiban; o carro do Rider, fonte de
Time Fórmula homenageia Ayrton Senna 
discórdia, é uma referência ao Ridron, carro usado pelo herói em Kamen Rider Black, confirmado pela Toei.

Segurem as lágrimas, Driver tem uma homenagem ao nosso querido Ayrton Senna, os japonesas adoram Fórmula 1 e idolatram o piloto brasileiro que nos anos 1990 foi uma espécie de embaixador do esporte no Japão. Pois bem a série tem uma transformação inspirada no piloto.
A transformação Time Fórmula tem os motivos do Senna na Willians, com direito ao capacete amarelo. Provavelmente a Willians foi escolhida por ser azul, uma vez que a armadura principal é vermelha não dava para pegar a McLaren Honda.


As Gatinhas de Kamen Rider

Outra tradição de Kamen Rider é a presença de belas atrizes, eu sei as séries de Tokusatsu costumam ter japinhas maravilhosas, mas Kamen Rider é um capítulo a parte. Drive tem duas atrizes que você não vai conseguir desviar os olhos.
A primeira delas é a Rio Uchida que interpreta Kiriko, uma policial casca grossa, mas cheia de charme que inicia a série incentivando nosso herói (assim até eu salvo o mundo). A moça é uma Gravure Idol, uma modelo especializada na publicação de livros com fotos sem nudez.
Saindo de Drive a moça não fez muita coisa, somente mais dois filmes Okitegami Kyoko no Bibōroku de 2015 e  Bloody Chainsaw Girl de 2016, esse de título bem sugestivo. 
Na série ela tem um papel muito importante, acaba funcionando como narrado., Explico: é a partir dela que vemos a evolução do herói, é ela quem o apresenta ao projeto da polícia. 



A outra beldade da série atende pelo sugestivo nome de Fumika Baba e você baba (perdão pelo trocadalho do Carilho), a moça é linda. A exemplo da Rio Fumika também é importante na série, com uma pequena diferença. Ela é uma vilã.
O mais correto seria dizer ela é A vilã da série, Roidmulds que assumi forma humana (se é para escolher um corpo humano, que seja da Fumika Baba), uma das cabeças dos vilões. Não posso falar muito dela para não estragar a diversão de quem não assistiu.
Fiquem de olho nela, Fumika promete ser uma das grandes atrizes de sua geração (ela tem 22 anos), a moça vem atuando em dramas e filmes como o elogiado Code Blue (2008 - 2009); Kaiju Club e Puzzle de 2014; Kuroi Bodo e Mars: Tada, Kimi wo Aishiteru ambas de 2016. Atualmente está em um novo dorama.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Kill la Kill

Uma garota em busca de vingança, uma sociedade de classes, situações loucas e lutas absurdas, muito fã service em um anime onde as coisas não são o que parecem. Essa seria a melhor forma de descrever Kill la Kill.
Outra maneira de descrever esse anime único (e não estou usando figura de linguagem) é como a história de duas garotas: Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin.


Uniformes curtos e tesouras

Kill la Kill começa com Ryuko chegando a academia Honnouji em busca da verdade sobre a morte de seu pai, percebendo que está em um lugar diferente (para dizer o mínimo), um colégio hierarquizado, onde a líder Satsuki Kiryuin, membro de uma rica família, comando o colégio com mãos de ferro.
Nessa instituição os alunos agraciados usam uniformes com fibras de vida chamados Uniformes Goku (Gokuseifuku, junção de Gokusei que significa dominação e seifuku uniforme escolar). Esses uniformes dão poderes sobre-humanos para seus usuários graças a um material misterioso chamado fibra de vida.
No primeiro episódio Ryuko salva uma garota hiperativa e preguiçosa chamada Mako, que a acolhe em sua casa. 
Ryuko é "atacada" por seu uniforme

Ryuko procura pelo assassino de seu pai e não está nem ai para o colégio. Aparentemente ela descobre que Satsuki sabe alguma coisa e a desafia.
Sem entrar em detalhes para não estragar a experiência de quem não viu Ryuko descobre nos destroços de sua casa um porão contendo um uniforme escolar vivo que lhe dá poderes superiores aos uniformes Goku. 
O designer ousado dese uniforme transforma Ryuko em sex symbol, o que rende algumas das melhores piadas do anime. Chamada constantemente de exibicionista a moça não pode fazer nada, uma vez que o modelo do uniforme foi desenhado pelo seu pai e não muda.
Por ser um uniforme vivo ele fala e conversa com Ryuko, a única capaz de ouvi-lo. Mais uma vez nossa protagonista passa por louca. Mako diz para todos que Ryuko é solitária e ama seu uniforme, segundo a garota essa amizade é muito bonita e inspiradora. Sim a Mako tem um parafuso a menos.
Ryuko acaba abrigada pela família de Mako na favela onde vivem. O pai é um médico que orgulha-se de matar mais pacientes do que consegue salvar, o irmão é um trombadinha e a mãe uma cozinheira alienada. Lá a moça do cabelo curto é feliz, menos quando tenta tomar banho, já que os homens da família (e o cachorro) tentam espia-la.
A única pista do assassinato de seu pai é uma meia tesoura vermelha que Ryuko usa como espada. Essa tesoura tem a capacidade de aumentar ou diminuir de tamanho e é a única arma capaz de cortar os uniformes Goku.

As Primeiras impressões enganam

Kill la Kill é um anime que pode facilmente te
Satsuki Kiryuin
enganar. Ele parece um obra de ação comum com uma heroína em busca de vingança que se depara com uma grande vilã. Nada está mais longe da verdade.

Ryuko vaga pelo país em busca da verdade sobre a morte de seu pai, um cientista, suas andanças a levam para a academia Honnouji, onde o conselho estudantil, comandado por Satsuki, impera oprimindo os estudantes.
O colégio opera em uma meritocracia exagerada e distorcida: os estudantes são ranqueados em três estrelas, duas estrelas, uma estrela e sem estrelas. Essa classificação resulta em sua qualidade de vida. Quanto mais estrelas mais conforto. Os de três estrelas moram em mansões; já os sem estrelas moram em favelas.
Como alguém conquista uma estrela? Em um misto de conquistas acadêmicas e desempenhos nos clubes escolares. Se um aluno frequenta um clube que se desenvolve bem, realiza suas atividades com sucesso e conquista membros ele vai receber estrelas. A quantidade de estrelas se relaciona com sua posição no clube. Presidentes de clubes tem mais estrelas que novatos.
Os alunos desleixados, que não frequentam clubes, tiram notas baixas, se atrasam constantemente e dormem durante as aulas não ganham estrelas. 
Conforme os episódios vão se desenvolvendo vamos conhecendo a outra protagonista, Satsuki Kiryuin e descobrimos que suas motivações não são tão egoístas como pensamos. Ela não é uma patricinha arrogante que quer mandar em todo mundo, mas sim uma garota preocupada em combater as injustiças do mundo.
Percebemos que ela construiu esse sistema depois de ver pessoas sofrendo nas mãos dos mais fortes sem poder se defender. Satsuki decidiu desde pequena ser essa defesa e criou a academia Honnouji. 
Dependendo do ângulo que você olhe a história muda, ambas as protagonistas podem ser taxadas de excessivas e radicais ou de bondosas e heroicas. Aliás Satsuki é até mais heroica que Ryuko por querer combater as injustiças, a moça da tesoura quer apenas solucionar a morte de seu pai, todo o demais é consequência.


Um estúdio Inovador

Kill la Kill  foi a primeira animação do estúdio Tigger, fundado por dissidentes da Gainax. Lendário estúdio
Muito fanservice
responsável por Evangelion. O diretor do anime Hiroyuki Imaishi foi o animador principal de Evangelion e diretor de Tengen Topp Gurren-Lagan.

A adaptação do roteiro ficou por conta do outro sócio Kazuki Nakashima, responsável por animes como Crayon Shin-chan e Gurren-Lagan
A influência da Gainax é importante e visível dito que esse foi o primeiro estúdio criado por otakus e voltado para otakus. Sendo responsável pela criação do fanservice, enxertos generosos de cenas cômicas e absurdas, situações que desafiam a lógica e claro mocinhas sensuais em situações de pouca roupa.
Kill la Kill não tem compromisso com a realidade, marca do estúdio e herança da Gainax.
Outra herança do estúdio pioneiro fica nas camadas do roteiro. Evangelion e Gurren-Lagan começam prometendo um anime comum e vão se revelando algo mais profundo, suas personagens são verticais, repletos de dramas enquanto a história em si vai se ramificando até você perceber que não existem cenários simples ou histórias lineares.

sábado, 7 de outubro de 2017

Jennifer Love Hewitt é eleita a atriz mais sexy do mundo

Meu primeiro pensamento ao ouvir essa notícia foi "não me surpreende", Jennifer é linda, inteligente, sensual e talentosa. Pode não ser uma atriz brilhante, mas entrega boas interpretações dentro de suas limitações. 
A eleição foi feita pela revista americana Glam´mag, que anualmente elege as atrizes mais quentes do cinema, Jennifer atingiu o topo da lista (pela segunda vez) aos 38 anos de idade, deixando muitas novinhas para trás. A mulher é igual vinho, melhora com a idade.
Essa gata ficou famosa na década de 1990 com os dois filmes da série Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Hit do horror que a projetou como estrela.
Curioso notar que Jennifer nunca apareceu nua nos cinemas ou televisão, o mais próximo foi na série The Client List, onde interpretou uma mãe solteira que necessitou se prostituir para sustentar sua família. 
Sobre sua nudez em cena a atriz é enfática: "É muito mais sexy não mostrar tudo. Sinto que a imaginação pode ser muito mais interessante do que isso". Você vai discutir?
Fique com algumas cenas de filmes e séries que á ajudaram na eleição:


Eu sei o que vocês fizeram no verão passado


Doce Trapaça

O Julgamento do Diabo

Legalmente Chic


Ghost Whisperer

The Client List

domingo, 1 de outubro de 2017

Juliana Maia

Não existe apelido mais apropriado do que Juju – meigo e sexy – para essa menina mulher vinda do sul do país que adora receber elogios no Facebook: “Que mulher não gosta? Tem uns meio escrotos mas eu apago. De resto é legal. Curto causar isso”.
Essa paranaense de 22 anos afirma que a parte preferida de seu corpo é o bumbum: “Gosto de todas, mas o meu bumbum é minha parte preferida. Graças a meu pai e minha mãe. Naturalmente grande”. Alguém discorda?
Aliás grande é uma ótima palavra para descreve-la linda e voluptuosa Juliana prefere os homens que não se interessam por ela (ou seja aqueles que mentem bem, pois não se interessar por uma mulher dessas é impossível).
Sua maior loucura na cama foi afirma ter feito sexo a três: “Foi legal porque não teria coragem se fosse só eu e uma mulher” continuando “Ela quase jogou o cara para fora da cama”.
A morena possui fantasias de fazer sexo em locais proibidos: “Já fiz na beira da estrada, no capô de um carro” e gosta de ser dominada na hora H: “Com força é bom, gosto de ser dominada, acho que é o homem que tem que mandar no negócio”.














Perfil
Altura: 166 cm
Busto: 94 cm
Cintura: 64 cm
Quadril: 103 cm


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Um Método perigoso

Aproveitando o aniversário da morte de Freud resolvi revisitar a película de 2001, dirigido por David Cronemberg, mais conhecido por obras como A Mosca e Videodrome.
Dada as devidas apresentações Um Método Perigoso comprova duas tendências: a primeira é que os filmes do diretor vem ficando mais sutis, Cronemberg amadureceu como cineasta e faz aqui sua obra-prima, a segunda máxima fica por conta do enredo: a relação entre Freud e Jung respectivamente o pai da psicanálise e seu principal pupilo é usada para relatar uma relação de pai e filho.
Como cinema Um Método Perigoso está mais próximo da sutileza envolvente de Senhores do Crime e Spider do que a visceralidade de A Mosca e Crash - Estranhos prazeres. Essa sutileza não deve ser entendido como falta de intensidade.

Baseado em Fatos

Tudo começa quando Sabrina Spielrein é internada em um hospital na Suíça. O jovem psiquiatra suíço Carl Jung vê ali a oportunidade perfeita para testar um novo tratamento, a cura pela fala desenvolvido por Sigmund Freud, a quem ele só conhece por suas publicações.
Sabrina é a figura central do filme, foi ela quem proporcionou o encontro entre Jung e Freud e foi ela quem protagonizou o rompimento entre os dois. 
Jung sempre admirou Freud, foi justamente esta admiração a razão de seu rompimento. O suíço esperava um mito e encontrou um homem.
Por sua vez Freud sempre teve questões não resolvidas com figuras paternas, com Jung o mestre vienense experimentou o papel de pai, coube a ele lapidar o jovem psiquiatra, prepara-lo para a sucessão. 
Jung tinha outros planos, ele não suportou a sombra de Freud e trilhou seu próprio rumo. O rompimento dos dois foi terrível, envolvendo desmaios e o mais profundo ódio. Eles nunca mais se falaram.
Jung não suportou estar abaixo de Freud, durante o tratamento de Sabina o jovem suíço comete o maior erro que um analista pode cometer. O de se envolver amorosamente com sua paciente. Ter que admitir este erro para Freud foi doloroso, dor maior foi quando Sabina torna-se psicanalista e opta pela teoria freudiana a dele.
O perigo do método está no joguete emocional nascido da relação entre analista e seu paciente. Os desbravadores do psiquismo pagaram um preço alto por sua ousadia, Jung quase se destruiu, precisando superar um surto psicótico. Freud jamais cedeu a tentação e manteve a mão de ferro protegendo sua ciência. 

Um Método Perigoso (A Dangerous Metod) 
Canadá, 2011, 99 minutos
Direção: David Cronemberg
Sigmund Freud - Vigo Mortensen
Carl Jung - Michael Fassbender
Sabina Spielrein - Keir Knightley

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