Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Shigatsu Wa Kimi no Uso: Um anime que vai mentir para você

Shigatsu Wa Kimi no Uso ou Sua Mentira em Abril é um dos animes mais belos, profundos e tristes produzidos no século XXI com potencial para entrar para a história como um clássico absoluto e tornar-se referência no gênero drama. 
Prepare-se para conhecer uma das histórias mais tristes e bonitas já contadas.
No anime acompanhamos Kossei Arima, um pianista prodígio que não consegue mais tocar piano, tentando esquecer seu passado ele vive como um adolescente normal, incapaz de se distanciar completamente a música está em sua vida.
Arima trabalha escrevendo a letra de músicas famosas para karaokes, seu local preferido é a sala de música do colégio onde passa a maior parte do seu dia, mesmo assim ele não toca uma única nota. Tsubaki Sawabe, sua amiga de infância, repara e comenta abertamente sobre a ambiguidade do rapaz que odeia piano e vive junto a ele.
Um dia Tsubaki decide apresentar uma menina ao melhor amigo de Arima, Ryota Watari e convida o rapaz para ir junto, assim ficariam em dois "casais", é onde a história realmente começa.
Arima chega cedo ao local do encontro e vê uma linda menina tocando uma flauta com teclado junto a algumas crianças. A cena provoca impacto em nosso protagonista, para quem música nunca foi sinônimo de diversão.
A menina chama-se Kawori Miyazono, uma violinista livre que dedica sua carreira a se divertir e fazer com que as pessoas se lembrem dela. A moça gosta de improvisar, tentar coisas nova, mudar a interpretação de músicas clássicas. Ela experimenta coisas novas para ver como sai e se divertir.Atitude que deixa os músicos puritanos furiosos.
A apresentação da Kawori não podia ser melhor, ela está se divertindo, a câmera dá um close em seu rosto e em slow motion vemos lágrimas em seu rosto. A imagem é breve, mas impactante, no desenvolvimento do episódio suas lágrimas não voltam. Só o sorriso e a empolgação.
Esse é o primeiro indício de que tem alguma coisa errada: porque essa garota é tão animada e empolgada com a vida?; qual a relação da música com suas lágrimas? A narrativa do anime vai brincando com o espectador ora mostrando o lado frágil dela, ora seu lado forte. O resultado é a apreensão para saber o que está acontecendo, com um final épico.

Preparem seus Lenços

O anime gira em torno desses dois personagens, no primeiro momento somos apresentados a eles por suas diferenças: Arima é famoso e respeitado no mundo da música, conhecido como "metrônomo humano" o rapaz conseguia tocar perfeitamente as melodias, sem um único erro, dedicado e concentrado; Kawori é seu oposto a garota prefere improvisar e inventar sobre a música ao invés de segui-la rigorosamente. São duas posturas válidas.
A personalidade de ambos também são bem diferente, o pianista é quase melancólico, vive calado é passivo e dificilmente toma atitudes; a violinista é agressiva, empolgada e ousada. Arima não gosta de estar vivo, já Kawori quer viver ao máximo.
Logo no início do anime (isso não é um spoiler) ficamos sabendo que a mãe de Arima era uma pianista que não conseguiu seguir carreira, tornando-se professora de piano, assim ela treinou seu filho para viver seu sonho. 
Com duras e incessantes lições de piano qualquer erro era punido com agressões verbais e físicas, fazendo o garoto acreditar que a única forma de demonstrar seu amor seria tocando bem. Achou cruel? Em determinado momento a mulher adoece e convence seu filho que a única maneira de salva-la é tornando-se o melhor pianista. 
Quando o anime começa a mãe de Arima está morta e essa historinha é sugerida logo nos primeiros episódios. Como consequência o rapaz não consegue mais tocar, sempre que tenta ele não ouve a melodia.
Voltando a Kawori, logo depois daquele primeiro encontro ela vai para uma competição de violino, onde deve ser acompanhada por um pianista, a apresentação da moça encanta o público, mas enfurece os jurados - a loirinha ignorou completamente seu acompanhante e improvisou, algo muito mal visto em competições. 
Aprovada graças ao público Kawori passou para a segunda fase e pede para Arima ser seu acompanhante. O garoto entra em desespero.
Nessa fase da trama (por volta do terceiro episódio) Arima está apaixonado pela loirinha, mas sabe que ela está interessada no seu amigo (Watari) que também gosta dela, partindo do princípio que vai perder nosso protagonista decide afastar-se da garota, que não o deixa em paz.
Se Shigatsu Wa Kimi no Uso promete muitas lágrimas ele também trás muitos risos, as cenas de persuasão da garota são hilárias, ela espalha a partitura da música pela casa do rapaz, pela sala de música, corre atrás dele até convence-lo a tocar (isso não é spoiler, uma vez que é óbvio que ele aceitaria).
Assim eles fazem sua primeira apresentação e... acho que dá para imaginar o que acontece. Arima está tão machucado que ele enxerga sua mãe moribunda sorrindo cruelmente na plateia, ele não consegue tocar.
Kawori para sua apresentação e a recomeça, incentivando o rapaz, que não consegue ouvir a música que toca, assim ele toca por instinto, ao invés de acompanhar faz um duelo. 
Vale dizer que a cena é maravilhosa em vários sentidos: pela animação, a emoção passada pela reação da plateia e dos protagonistas, mas principalmente pela música, dá vontade de aplaudir.
Após a apresentação Kawori desmaia, volta a sensação de que existe alguma coisa muito errada com a garota, que fica hospitalizada, ela esconde um segredo de Kosei e seus amigos.
E agora, como os dois vão se desenvolver, Kawori convence Kosei a entrar em uma competição de piano, ele vai conseguir superar as marcas de seu passado? Qual o segredo que Kawori esconde? E Tsubaki, a amiga de infância que percebe-se apaixonada por Kosei, o que ela vai fazer? Qual a verdade por detrás das atitudes da mãe de Arima?  Não existem respostas fáceis ou lugares comuns assim como a vida não existem promessas de finais felizes ou certezas de finais tristes. E qual seria essa mentira referida no título? Você vai ter que assistir. 

sábado, 12 de agosto de 2017

Sailor Moon - Live Action


Encerrando a série de posts comemorativos aos 25 anos de Sailor Moon chegou a vez de falar do Live Action.
Mas antes, foram anunciados dois filmes baseados no quarto arco do mangá, assim que tiver mais informações posto aqui.
O ano é 2002, Sailor Moon completa 10 anos, fazem cinco anos que o mangá terminara sua publicação, os fãs esperam por algo especial. Foi quando Naoko Takeushi, a criadora da série, sinalizou novidades.
E novidade é o termo certo, muitos esperavam uma continuação do mangá ou um remake do anime. O décimo aniversário era a chance perfeita de apresentar a obra para uma nova geração, de certa forma foi o que aconteceu. Naoko anunciou a produção de um live action.
Os fãs ficaram inertes: não sabiam se ficavam animados com a volta, imaginativos com a produção ou preocupados com a adaptação. Vale dizer que até hoje o live action divide opiniões.
Em Agosto de 2003 o seriado estreou e foi um sucesso.

O Choque Inicial

É inevitável olhar a caracterização das atrizes e não ficar chocado, os uniformes parecem cosplayers, as lutas são feitas em coreografias de Ballet (o que faz
sentido dentro da mitologia fofa de Sailor Moon), os vilões são monstros de borracha ao melhor estilo Changeman ou Jaspion (Power Rangers, para os mais novos) o que mais chocou foram os cabelos.
Todas as cinco são japonesas, ou seja cabelos negros e "normais" dentro de um padrão, Usagi usa marias chiquinhas e Makoto um rabo de cavalo, uma vez transformadas seus cabelos também se transformam, resultando em um visual bizarro.
O seriado é repleto de momentos "vergonha alheia" como vilões fantasiados, figurino exagerado, transformação em computação gráfica, tudo isso dá um tempero trash irresistível, que faz o live action ficar irresistível.

Personagens Profundas

O grande mérito da série é a maneira como as cinco guerreiras são trabalhadas, diferente do anime, onde cada episódio trazia Usagi em aventuras solo e episódios esporádicos para cada Sailor brilhar. Aqui a coisa é mais dividida e profunda.
A série clássica tem dois problemas: fora a Usagi ela não aprofunda a vida e os dramas de cada personagens e existe um excesso de episódios que não acrescentam nada. O live action veio para corrigir esse erro.
Cada Sailor tem seu drama pessoal, na série eles são bem explorados: a solidão da Makoto, a relação da Rei com seu pai, a dificuldade que Ami tem para se ajustar e as renúncias que Minako faz pela sua missão.
A maioria dos episódios possuem algum elemento que contribui para a mitologia, são raros aqueles em que nada acontece, tornando a coisa mais dinâmica. É muito legal ir acompanhando mais de perto a vida pessoal das meninas, seus momentos de fragilidade e alegria. Nesse contexto a trama e os vilões são apenas uma desculpa para a interação das cinco.
O grande tema do live é a amizade, diferente do anime onde tudo sempre está bem e as meninas se entendem e até se separam. Aqui a coisa é mais real. Toda a amizade tem discussões, brigas, desentendimentos não resolvidos e que vão crescendo e as vezes tomam proporções desmedidas.
De início Rei não quer saber de amigas, topando lutar apenas para cumprir sua missão, Ami tenta mudar quem ela é para ficar mais amiga da Usagi, já Minako trata suas companheiras com frieza devido sua missão. Usagi sofre por um amor não correspondido, Mamoru (o Tuxido Mask) tem uma noiva.


A Trama

O Live Action não é muito diferente de tudo que vimos: a Rainha Beryl quer encontrar o Cristal de Prata para reviver sua soberana, a rainha Metália, para isso conta com ajuda de seus quatro generais.
As Meninas vão despertando seus poderes e se reunindo tentando encontrar a princesa, a qual acreditam ser a Sailor V (que tem um destaque maior do que no anime). 

Ao mesmo tempo Tuxedo Mask salva Sailor Moon, mas não sabe o motivo de estar apaixonado por ela, o rapaz tem sonhos que o mandam encontrar o Cristal de Prata.
A maioria das personagens da série clássica estão lá, alguns bem diferentes como o Motoki Furuhata, que no anime era o amor platônico de todas as garotas, aqui ele é um esquisito que ama tartarugas! A mãe da Usagi ficou tão amalucada e brincalhona quanto a filha. O que explica muito da garota.
Quem chama a atenção é a Naru, melhor amiga de Usagi (no anime seu nome foi traduzido como Moly, lembram dela?). De todos os coadjuvantes ela é quem tem mais destaque, graças a beleza e simpatia da atriz e cantora Chieko Kawabe.
Em determinado momento a série vai se distanciando do mangá, chegando a ter personagens próprios (que eu não vou falar, se quiser saber vai ter que ver a série).
Antes de acabar uma ultima curiosidade, a música tema foi escrita pela própria Naoko. Com tudo isso vale a pena assistir o Live Action? A resposta é um grande sim! Sendo ou não fã das marinheiras da lua o seriado é diversão certa. 


Personagens


Usagi/ Sailor Moon
Atriz: Sawai Miyuu
De longe a adaptação mais fiel, vemos todos os exageros do anime, abobalhada e atrapalhada ela vive esbarrando nas pessoas na rua e está sempre no mundo da lua. Apaixonada pelo Tuxedo Mask (ou Tuxido Kamem). Nessa versão ela é menos medrosa e chorona, sendo mais útil nas lutas do que sua versão animada.
Outra característica muito legal da Usagi é sua popularidade, na escola ela está sempre rodeada por amigas, isso se deve a sua personalidade, um verdadeiro imã de pessoas. Ela conhece alguém e logo vai chamando pelo nome e dando apelidos, algo raro e não muito bem visto pelos japoneses. A Rei que o diga, a garota fica indignada com a proximidade da coelha pouco depois de se conhecerem.
A Usagi foi a personagem de mais destaque da Sawai Miyuu, que depois nunca mais protagonizou outro drama, série ou filme. Ela lançou algumas músicas, faz pitacos em dramas e filmes, tem uma carreira sólida como modelo. O ramo onde mais se destaca é na dublagem de animes.


Ami Mizuno/ Sailor Mercúrio
Atriz Hama Chisaki (ou Rika Izumi)
Ami é a preferida dos japoneses, logo teve um destaque maior na série.
Ami é a típica nerd: se isola dos outros e só pensa em estudar. Diferente do anime, onde tudo está sempre bem aqui a garota é sozinha, não porque quer, mas por não saber como fazer amigas. Ela fica radiante quando Usagi se aproxima.
Como alegria de sailor dura pouco ela descobre que foi escolhida para lutar e pensa que a aproximação da Usagi se deu apenas pela missão delas e se afasta. 
Em outro episódio a garota tenta aprender a fazer amigas e para isso compra um livro ensinando (típico lixo de auto ajuda), ela se força a ser mais como a Usagi, nossa coelhinha da lua não percebe nada de estranho nisso (vai ser burra assim lá na lua). 
Das cinco ela é a mais observadora, sempre percebendo quando alguma coisa incomoda uma amiga e está sempre disposta a ajudar, seu vínculo com as demais segue sendo o mais frágil devido a sua insegurança, em alguns momentos ela precisa se deparar com sua inveja e com a decepção.
Se a Ami é recatada e delicada o mesmo não pode ser dito de sua interprete, Chisaki até tentou seguir carreira como cantora, mas ela mudou de nome e virou Gravure Idol - um tipo de modelo que faz fotos sensuais lançadas em livros. Sensualidade é a palavra certa, faça uma pesquisa, mas antes certifique-se em estar sozinho.


Rei Hino/ Sailor Marte
Atriz: Kitagawa Keiko
Arredia, severa e muito sincera (ou quase) Rei aparenta não querer amigos, ela vive isolada em um templo (palmas para quem construiu o cenário, está perfeito) e mantém uma cara fechada. Tudo isso é uma máscara da garota que reprime seus sentimentos e evita outras pessoas, evitando assim novas feridas.
Esse isolamento tem motivo, Rei era muito apegada a sua mãe, quando essa morreu seu pai (um político) a abandonou no templo se encontrando uma vez por mês. Em um episódio vemos a tristeza de Rei ao perceber que um desses encontros serviria apenas para mostrar aos eleitores como é um bom pai. 
Outro drama da garota é a saudades que tem de sua mãe falecida quando ela era uma criança. Não é de se estranhar que a sacerdotisa ficou arredia. Com o passar dos episódios seu coração vai amolecendo, principalmente depois que conhece a Minako.
Rei e Minako são muto parecidas, elas não permitem se divertir, são duras e severas. Por isso brigam tanto, dai nasce uma forte amizade, clara referência a mitologia romana onde Marte e Vênus são casados.
De todas as atrizes a Keiko foi quem se deu melhor, hoje ostenta status de estrela protagonista de dramas e filmes, chegou a fazer uma participação em Velozes e Furiosos 3. Dentre seus filmes recomendo Paradise Kiss (adaptação brilhante de outro Shoujo). 


Makoto Kino/Sailor Júpiter
Atriz: Azama Mew
Outra grande sacada do live action, Makoto nos é apresentada como uma garota de trejeitos masculinos, Usai chega a dizer algumas vezes que ela parece um garoto. Meio rude e vestindo-se como rapaz ela afasta as pessoas só com sua presença e olhar selvagem, lógico que Usagi se aproxima fazendo amizade.
São nos pequenos detalhes que Mako se revela, uma história de percas fez com que ela se feche para outras pessoas: marcada pela morte de seus pais e depois a cruel rejeição de um cara de quem ela gosta resultou numa briga e sua transferência de escola. 
Logo de cara ela é enganada por três moleques que forjam uma carta de amor, a menina se arruma toda e espera horas na chuva. Uma crueldade, devidamente vingada por Usagi, Rei e Ami.
Depois de virar uma Sailor Mako vai se soltando e vira uma das personagens mais divertidas do live action, ao lado da Rei (por causa da Keiko) ela é minha personagem preferida do live. Após tanto sofrimento ela encontrou amigas que a aceitam e ela pode ser quem é.
Azama Mew parece ser bem diferente da Mako, a atriz é a encarnação da meiguice, o que só revela sua boa atuação, mesmo conseguindo se consolidar como atriz ela é mais conhecida por seus singles e trabalhos como modelo, onde empresta seu rosto para marcas e produtos.


Minako Aino/ Sailor Vênus
Atriz: Komatsu Ayaka
De todas a Sailor a Minako foi quem mais sofreu mudanças, o motivo deve ter sido evitar um cast duplicado, quem leu meu post sobre Sailor V sabe que a Usagi foi inspirada na Minako. Diferente de um anime uma série com atores precisa de personagens bem delimitados, até para dar liberdade de criação e interpretação. A solução foi deixar a protegida de Vênus mais amarga.
O Live começa com Minako sendo uma idol, uma das mais famosas, no primeiro episódio vemos um pôster dela no quarto da Usagi, sua vida é muito diferente das outras quatro, ao encontrar com Sailor Moon e as outras a cantora se recusa a fazer parte do grupinho, não por estrelismo, mas por experiência. Ela se passa pela princesa, atraindo a atenção do inimigo, protegendo Usagi. Ao preço da solidão ela se sacrifica.
Minako tem todas as lembranças da vida passada e sabe da tragédia que pode se repetir, por isso é 100% dedicada a sua missão, considera qualquer tipo de diversão uma perca de tempo e até mesmo perigosa! Postura essa que cobra um preço alto, Ayaka empresta profunda tristeza em sua Minako, que diferente do anime é melancólica e sombria. Após a metade da série descobrimos uma terrível sombra se aproximando dela.
O live action dá mais espaço para Sailor V, que combate crime e observa as demais guerreiras a distância, nos poucos momentos em que se aproxima das demais ela revela-se uma garota amiga e companheira, essa dureza é para tentar preservar a vida da princesa se colocando como alvo.
Minako se identifica com Rei, as duas começam brigando, isso porque Rei se vê na protegida por Vênus, erguendo uma barreira para ficar isolada, já dizia o sábio: "eu odeio as pessoas por elas mostrarem o que odeio em mim mesmo". 
Intrigada Marte tenta aproximar-se, aos poucos, onde vai conhecendo o coração de Mina e uma relação não muito definida surge entre elas. 
A Ayaka é outra atriz que deu muito certo, depois da Kitagawa é quem tem a carreira mais sólida nas atuações tanto em dramas como em filmes, ela também é uma cantora de sucesso e modelo que sabe explorar muito bem seu erotismo, mas sem ser vulgar. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Titãs Renasceram


Depois de Superman, Batman, Mulher Maravilha, Arlequina e outros heróis mais maduros chegou a vez da molecada da DC renascer, está nas bancas a edição número um dos Jovens Titãs Renascimento.
Para quem não sabe a linha Universo DC Renascimento é a reestruturação do universo DC vindo unicamente para corrigir as bobagens dos Novos 52. A revista da vez é a equipe adolescente composta dos "ajudantes" da DC com algumas personagens originais, vamos a ela:
Eu particularmente fiquei muito feliz com esse lançamento, sou fã dos Titãs e sempre sofri com as publicações nacionais, que vinham com uma história da equipe enquanto o restante da revista era preenchida por heróis sortidos. 

Um Pouco de História

Tudo começa com a Ravena, essa personagem original juntou os Titãs em sua primeira aparição nos quadrinhos em 1964. Sombria e capaz de usar poderes mágicos ela é uma empata, simplificando ela sente e absorve as emoções das pessoas a sua volta e esse é um dos motivos dela viver isolada.
Ravena viaja o país encontrando os aprendizes dos principais heróis: Robin, Moça Maravilha, Kid Flash e por ai vai avisando de uma grande ameaça que aproxima-se da Terra, o demônio dimensional Trigon.
Apelando ao lado heróico de cada um e seduzindo os adolescentes pela liberdade de agir sem o "comando de um adulto" ela funda os Titãs, que rapidamente são confrontados pela Liga da Justiça: inicialmente Ravena buscou os heróis por ajuda, mas foi rejeitada após sentirem uma força sinistra nela.
Ravena revela-se filha de Trigon, que pretende usar seu corpo como um portal dimensional, por isso a empata mantém distância, qualquer pertubação em sua energia pode abrir o portal, sua intenção é estar preparada para quando o papai vier.

O Renascimento

Nessa nova versão a estrutura básica da equipe continua a mesma, com algumas mudanças, que não
vou falar quais, você vai ter que comprar e ler.
Somos apresentados individualmente a cada personagem: Mutano (personagem original dos Titãs) capaz de mudar de forma, ele aparece curtindo a vida em uma balada; Kid Flash que passa seu tempo jogando basquete; Ravena a isolada empata que vive nas sombras; Estelar uma princesa alienígena adulta e que tem um caso com Asa Noturna e o Robin, vivido por Damien Waynne.
Uma das heranças dos Novos 52 foi a Estelar adulta, o que faz muito sentido. Qual herói deixaria um bando de adolescentes super-poderosos morando sozinhos sem supervisão? Pois é um adulto se faz necessário e que seja a Estelar.
Estelar se faz uma guerreira mais experiente e casca grossa, bem diferente de sua versão animada - Teen Titans e Teen Titans em Ação! Alias quem conhece a equipe apenas pelos desenhos do Cartoon tem aqui uma ótima oportunidade.
Damien, o atual Robin, também é conhecido como o filho do Batman com Talia Al Ghul, quem não conhece ou não acompanhava os quadrinhos Ra´s Al Ghul é líder da Liga dos Assassinos - Ele foi mostrado em Batman Begins e sua filha aparece em Batman - O Cavaleiro das Trevas Resurge.
Damien foi treinado para suceder seu avô e liderar um novo mundo, purificado pelos assassinos, o que não combina muito com os ideais do morcego. Uma vez sob a tutela do pai Damien torna-se o novo Robin, onde vive o dilema sobre qual caminho seguir.
Damien tem algumas caracteristicas bem interessantes: ele é arrogante e despreza certos conceitos como ética e respeito ao sofrimento alheio, o que provoca alguns cabelos brancos em Bruce Wayne. O garoto é desobediente e não está acostumado a trabalhar em equipe.
A Ravena parece ter saído de algum mangá, com cabelo colorido e presilha de caveira ela se distancia da visão clássica que era quase uma mestra indu.
Se sua imagem está mais moderninha. Sua personalidade também mudou, mas manteve-se fiel a original. Ravena sempre foi serena e solitária aqui ela está um pouco mais vaidosa, seu visual é mais selvagem que o clássico com uma capa rasgada e um cabelo rebelde.
A Ravena clássica nunca demonstrava emoções, dai sua eterna melancolia, a renascida tem momentos de raiva e faz piadas (nada que a descaracterize) porém sua essencia se mantém, uma garota aprisionada aos medos do passado que precisa tomar cuidado com as emoções.
Ela segue sendo gótica, porém está um pouco mais cool e muito bonitinha, o que ajuda bastante. Parabéns para DC!

Outro motivo para alegria é o formato, assim como ou outos heróis da DC Jovens Titãs tem 52 páginas e conta com duas histórias completas, finalmente podemos comprar uma revista dos Titas que tenham apenas suas aventuras, um pulo de qualidade.
E por falar nas aventuras as duas primeiras histórias estão ótimas com a equipe se reunindo (a origem é diferente da clássica) com um gancho que nos deixa ansiosos pelo próximo mês, então corra para a banca mais perto de sua casa, sendo fã ou não vale a muito apena.
Jovens Titãs é publicado pela Panini e custa R$ 7.50.

sábado, 5 de agosto de 2017

A Nova Liga da Justiça: Zack Snyder Vs Joss Whedon


Passado algum tempo dos anúncios da DC no cinema pude respirar um pouco e ainda estou sem ar com as novidades, principalmente pela cereja do bolo o trailer da Liga da Justiça, marcado para estrear em 16 de Novembro.
A Liga da Justiça é descendente direto de Homem de Aço e Batman vs Superman, dois projetos de Zack Snyder, diretor que divide opiniões mas deve ser reconhecido por ser um autor de assinatura, é praticamente impossível assistir um de seus filmes e não reconhece-lo como tal.
Snyder abandonou o projeto em Maio após o suicídio de sua filha de 20 anos, incapaz de seguir adiante com o projeto, o que ele tentou mas a tristeza foi devastadora. Todos do elenco compartilharam o sentimento, porém tendo em mente que deveriam continuar com o filme.
Foi então que Joss Whedon foi contratado para seguir adiante com o projeto, para quem não ligou o nome a pessoa Whedon é o criador de Buffy - A Caça Vampiros e Angel, também dirigiu o ótimo Vingadores e o sofrível Vingadores: A Era de Ultron.
O trailer anunciado promete um filme de Whedon e não de Snyder, mas o que muda? A princípio muita coisa, a diferença entre os dois cineastas é tanta que é quase inconcebível um filme feito por ambos, por isso as notícias de refilmagens devem ser todas verdadeiras. Vamos lá.


Estilos diferentes

Snyder é um diretor de assinatura, seus filmes são muito semelhantes: protagonistas decididos porém humanos, repletos de dúvidas e lutando por fazer a coisa certa.Seus filmes são ambientados em um universo de desesperança,habitando um mundo sombrio e decadente, de onde sabem que não podem fugir. É no heroísmo que tem a certeza da morte.
A Mulher Maravilha surge no trailer como principal heroína

Pegue alguns alguns de seus filmes: Madrugada dos Mortos, 300, Sucker Punch e Watchmen. Evito aqui os filmes do universo Dc propositadamente. Reparem nessas quatro obras bem diferentes. O protagonista ou herói é sempre representado por uma figura humana ao extremo.
Em Madrugada (...) um vendedor de carros guia os sobreviventes por entre os zumbis; em 300 um rei pesa o destino de sua família e seu povo contra uma morte iminente, enxergando a salvação em um ato extremo; Suker Punch nos trás cinco amigas dispostas a enfrentar os maiores desafios para saírem do inferno já em Watchmen o Coruja é um e-herói derrotado pela vida e pela impotência sexual, sem confiança cabe a ele juntar uma equipe de fracassados e salvar o mundo.
Os quatro filmes são ambientados em um mundo apocalíptico, cada um a sua maneira, desde o apocalipse zumbi até um bravo guerreiro que ao despedir-se de sua esposa sabe que nunca mais irá vê-la. 
Seus filmes trazem a essência do heroísmo, alguém que abdica de tudo por uma fagulha de esperança, mesmo sabendo que não irão viver para ver um novo nascer do sol.
E quanto a Whedon? Seus filmes são mais genéricos (o que não quer dizer ruim), ele é um diretor sem marcas registradas, você facilmente assiste a um filme dele sem saber. Suas principais características são mulheres fortes apoiadas nos conceitos do herói clássico - Buffy e Doll House.
A caça vampiros está mais preocupada com os rapazes do que em caçar vampiros, com o desenvolver do seriado suas feridas vão moldando uma protetora valente e machucada. 
Temos ai outras duas virtudes de Whedon: boa construção de personagens e desenvolvimento de dramas pessoais.
Quais os melhores momentos dos dois Vingadores? Sim a interação das personagens, Whedon trabalha turmas como ninguém, ele trabalha um outro lado da humanidade, aquele que sabe descontrair, mas não esquece suas tragédias.
Se Snyder desconstrói o herói clássico Whedon trabalha o herói trágico dos amores impossíveis, porém mais próximo do clássico.


O Trailer da Liga da Justiça

O trailer não deixa dúvidas estamos diante de um filme do Whedon a começar pela guitarra ao fundo logo na primeira cena, a fotografia é mais clara - Snyder gosta de filmar a noite e usar tons sombrios. O trailer de Liga da Justiça é colorido, exceção feita as cenas do Batman.
Liga da Justiça mostra uma Invasão
alienígena comandada pelo Lobo da Estepe vindo do planeta Apokolips, um universo bélico que conquista e destrói. Seus emissários trazem a morte e a guerra. 
Nesse clima de invasão a emoção do trailer é de esperança, basicamente ele nos diz: "Apokolips vem ai, mas nós temos uma amazona, o morcego, o rei de Atlantis e o maior herói de todos". Pressuponho que um trailer de Snyder traria um tom de desesperança.
Comparando com os trailers de Homem de Aço e Batman Vs Superman esse é descontraído, os outros filmes tem trailer sóbrios, com uma música clássica ao fundo e um certo tom épico. O trailer da Liga está descontraído.
O trailer promete o retorno de Superman, não que alguém duvidasse. Seu surgimento está em "suspense" com Alfred dizendo que ele é a esperança.
Outro destaque óbvio é a presença Mulher Maravilha sendo apresentada como a principal personagem, acredito que o trailer está assim pelo sucesso do filme e a alta da personagem.
Agora é esperar para ver, torço para que o filme não sofra do mal das piadinhas que assolam os filmes da Marvel. No demais sigo esperançoso.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nina Dias


A gata desse mês é mais uma beldade vinda de Santa Cataria (êh terra bonita) a loira descreve-se como muito crítica consigo mesma e que espera demais das pessoas. Ela adora dançar, cursou publicidade e virou capa da sexy.
Sua carreira começou por necessidade, depois do primeiro divórcio começou a ser perseguida pelo ex-marido provocando sucessivas demissões, até que uma amiga a levou para uma boate, precisando de dinheiro ela começou a fazer strip-tease, sua sorte mudaria em 2008.
Um produtor da Record a procurou para integrar o programa O Melhor do Brasil, onde apaixonou-se pela televisão. Sua carreira deslanchou, foi para o SBT, fotografou para Playboy e Sexy e o resto é história.
Como nós do Blog somos legais ensinamos o caminho das pedras, veja o que a Nina diz sobre homens, o que ela gosta e como conquista-la: "Gosto de pessoas com atitude, de sentir que faço falta. Homem para mim tem que ser cheiroso, preciso admirar a pessoa antes de ser conquistada e adoro homens inteligentes, isso me excita!".
Nina diz que mantinha a forma só na base da dieta, mas a carreira a obrigou a fazer academia e dança: "hoje faço academia três vezes por semana, mantenho uma dieta bem regrada e Ballet duas vezes por semana", alguém aposta qual a parte preferida de seu corpo? "Eu gosto demais da minha cintura, já gostei mais do meu bumbum, mas com a academia ele diminuiu 6 cm". Maldita academia.














Perfil
Altura: 163 cm
Busto:
Cintura: 53 cm
Quadril: 98 cm 

Ensaio Dreamcam
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