VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um Pesadelo Comportamental ou O Homem Máquina Vs. o Homem Trágico

Historicamente cada época é marcada por doenças: algumas destas doenças são biológicas, outras de cunho psicológico no século XIX tivemos a histeria e o final do século XX até os dias de hoje temos a depressão. Nossa "sociedade depressiva" decorre do que Roudinesco chamou de "a derrota do sujeito" em suma o homem contemporâneo experimenta um vazio fruto de um modo de vida onde as pessoas evitam entrar em contato com suas questões emocionais,angústias e sofrimentos. Tal evitação decorre de um pensamento behaviorista (importado dos EUA) e a busca desenfreada por medicamentos.
Gostaria de esclarecer dois tópicos: 1) O Behaviorismo é uma corrente da psicologia nascida nos EUA apoiando-se na ideia de que o comportamento humano depende exclusivamente da continência estímulo - resposta; 2) Vivemos em uma sociedade normatizadora ela rotula e impõe padrões de comportamento e ética, aquele que não enquadrar-se é sumariamente banido sem exceções independente da popularidade ou riqueza - um bom exemplo foi o cantos Michael Jackson mas falarei dele em um próximo post. Já que estamos falando de MJ vale citar o curta "Ghosts" sobre um prefeito que tenta expulsar o cantor de uma casa assombrada por ele ser um Freeak o curta tem roteiro co-escrito por Stephen King.
Tendo em mente este panorama, meu amor pela obra frudiana, meu gosto pessoal por romances clássicos de SCI-FI como "Admirável Mundo novo" e "O Fim da infância" juntamente a um pesadelo vivência-do em um cinema e em um hospital psiquiátrico somado a morte de Michael Jackson surgiu meu mais novo conto: "Abra os Olhos" sobre um funcionário do ministério da justiça perfeitamente inserido em um mundo utópico livre da violência e de doenças cujo preço é a liberdade. Tudo muda em um cinema onde este protagonista (personagem sem nome) encontra uma garota rebelde - mistura de Lolita com Punk e Michael Jackson - que incita nele a semente da desordem. procurada pela justiça a garota é presa mas já era tarde. A culpa por tê-la abandonado junta-se ao recém descoberto inconformismo criando um novo homem, um tipo de herói que parte em busca da amada mas o sistema é muito forte e ele cai vítima dos valores que anteriormente defendia representado pela figura do cientista mor "O Grande behaviorista".
O protagonista inicia o conto como Homem máquina uma criatura cientificista sem emoções ou desejos criatura pratica para ele tudo é preto ou branco torna-se o homem trágico perante um dilema edipiano, ele fica em dúvida, angustiado por não conhecer a si próprio. Aquilo que considerava verdadeiro deixa de ser. Esta transformação - um tanto facilitada por mim - deve-se a Elizabeth - garota de 17 anos, personagem secundária e ao mesmo tempo a personagem mais importante do conto, sendo mais importante que o protagonista. Sua descrição, personalidade e ímpeto sexual/destrutivo incitam desejos desconhecidos e insuportáveis no protagonista que no início tenta afastar-se dela, mas acaba fascinado. Ele vê na prisão da garota uma oportunidade de livrar-se permanentemente de Elizabeth, mas já era tarde. O protagonista vê-se tentado pelos dois desejos do homem trágico: O desejo do incesto (simbolizado por Elizabeth) e o desejo de matar o pai (simbolizado pelas normas sociais behavioristas).
Outro personagem importante formando a tríplice dos protagonistas é o "vilão" O Grande Behaviorista, personagem tirano e insensível, fruto de um sistema que ele defende explicando emoções e pensamentos por descargas químicas do cérebro ele tortura Elizabeth e o protagonista pois vê no sadismo sua única defesa contra os conflitos do homem trágico. Como tal cientista prático, racional e cientificista poderia aceitar que seus ideais podem ser falsos? Sua única saída é a violência justificada por técnicas comportamentais.
Caso tenha ficado interessado ai está o link do conto:

http://recantodasletras.uol.com.br/contosdeficcaocientifica/1724911

referência:
ROUDINSCO, E. (1999) Por que Psicanálise?. Rio de Janeiro: ahar Editor.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe: O filme mais sinistro e também o mais engraçado da série (ou o início do fim)

Quem lê o título deste post deve imaginar que este é o melhor filme da série. Bom não é. O sexto filme da série é muito bom, com ótimas cenas de ação, uma trama é complexa envolvendo elementos dos outros filmes da série, o lado sentimental dos personagens emerge de maneira quase insuportável (para eles, nós por outro lado nos divertimos), tem até um confronto entre Harry e Darco Malfoy. Este também é o filme mais violento da série nada que vá traumatizar as crianças mas os adolescentes/adultos são o público alvo do filme. Nunca tinha visto tanto sangue em um filme de HP.
Um pouco de história: Harry Potter e o Enigma do Príncipe deveria te sido lançado ano passado, mas problemas da produção atrasaram o lançamento. O filme foi gravado cinco vezes. O que geralmente é um péssimo sinal.
O trio principal está vivendo conflitos amorosos Hermione não sabe mais como deixar claro seu amor por Rony, suas indiretas estão cada vez mais óbvias, este por sua vez gosta dela mas não sabe o que fazer. Quando o improvável acontece o ruivo torna-se uma estrela do Quadribol e com isto ganha uma namorada - que não é a Hermione. O triângulo amoroso é responsável pelas melhores piadas do filme. Harry por sua vez não pode ter uma vida normal, seu lado bruxo o impede. Ele é o perfeito herói trágico amaldiçoado por suas façanhas, durante a via crucis que tornou-se sua vida Harry descobre que a irmã menor de Rony cresceu e a sensação que temos é que HP aprendeu a flertar com os três patetas.
O lado sinistro impera no filme, as ruas estão deserta, a loja onde todos os bruxos compararam suas varinhas foi abandonada. As pessoas estão com medo pela volta de Voldemort. Darco Malfoy e HP que são mostrados como antagonistas desde o primeiro filme agridem-se de forma direta, mas tem algo em comum ambos possuem uma missão. Seriam eles tão diferentes assim? Darco está a serviço daquele-que-não-se-deve-nomear em conta partida Harry deve-se aproximar de um veterano e gentil professor para obter informações. Se não fossem as varinhas mágicas poderia jurar que estava assistindo a um filme de espionagem.
Também vemos o senhor das trevas na sua infância ainda com poucos poderes sendo convidado a ingressar em Hogwarts e uma pergunta desconcertante de Harry para Dumbordore: "Se você soubese quem ele seria o que você teria feito?".
O filme é um perfeito equilíbrio entre o sinistro e o ridículo o HP bonachão e amigável mostra-se capaz de iludir e manipular, o odiado Darco revela-se humano e frágil sem dúvidas este é o filme que melhor mostra os personagens como humanos: ambivalentes, indecisos, covardes, heróis, magoados e que magoam. Rony foge de seus sentimentos nos braços de sua namorada, Hermione finalmente mostra sua fragilidade e Harry fica fascinado por um livro de feitiços que pode ser usado tanto para aprimorar seus feitiços como para atacar (e não defender-se) de seus inimigos.
O principal defeito do filme são os mistérios revelados: Finalmente descobrimos em que lado Severo Snake está mas a maneira de como esta revelação é aliada a própria estrutura ambivalente do filme deixam suas intenções um tanto quanto óbvias para o ultimo filme. Convenhamos a pergunta: "Qual o lado do Severo Snake?" era uma das mais charmosas da série. Outro ponto negativo é a resolução do filme ficamos com a sençassão de que muita coisa foi apresentada mas quase nada foi resolvido. ficam muitos para o próximo filme - que será dividido em duas partes - tantos que seriam necessários mais seis filmes para resolve-los Por outro lado a revelação do tal Enigma do príncipe é surpreendente e o final deixa claro: Nada mais será como antes.
Concluindo Harry Potter e o Enigma do Príncipe é um filme muito bom que emociona, diverte e nos deixa apreensivos. Ele tinha tudo para ser o melhor da série, mas não o é.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

As Ninfas do Inverno (Campanha do agasalho)

Esta é uma ideia que eu tive estes dias de misturar um conto e uma música o enredo surgiu um dia desses quando vi uma caixa destinada a receber doações de agasalhos vazia, escondida em um canto. Ninguém podia enxerga-la.
Não costumo apoiar as ditas "campanhas sociais" pela maneira como são feitas - O que deveria ser um projeto sério para assistir quem sofre torna-se assistencialismo (como faz o PT em todos os seus governos), a diferença é grande assistir alguem requer auxilia-lo para que este recupere sua dignidade já o assistencialismo coloca uma coleira nestas pessoas e mante-las na situação de miséria. Acredito que a campanha do agasalho é uma campanha emergencial.
Eu juntei estas duas ideias eu um único conto. Temo que tenha ficado "piegas" mas o que vale é a mensagem.

Você pode encontrar ste conto no Link abaixo
http://recantodasletras.uol.com.br/contos/1700167

"Os Deuses Mortos" Oito Anos

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...