VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sobre Ídolos e sombras ou Ainda argumentando com um martelo


Existem vários tipos de ídolos (ou deuses), alguns são feitos de pedra que perduram por décadas, outros são feitos de barro que desgastam-se com o tempo e ainda existem aqueles feitos de areia que dissipam-se com a primeira brisa, se Nietzsche nos ensinou alguma coisa (e ele nos ensinou muito) é que todos os ídolos devem ser destuídos para que assumamos os seus lugares (o que ele chamava de filosofar com um martelo).
O Brasil de hoje possui um ídolo - e este tem plena consciência disto considerando-se um semi deus, falo do Lulla que tem até um segmento de adoração que empresta o seu nome o "Lulismo", após oito anos Lulla tenta achar um substituto a altura e este é o grande problema dos ídolos, eles não são facilmente substituíveis e quando esta troca ocorre ela não é provocada como pretende nosso querido nove dedos que quer ver sua protegida Dilma guerrilheira na presidência do Brasil.
A ultima pesquisa do ibope a corrida presidencial realizada entre os dias 06 e 09/02/10 sob o protocolo nº 3196/2010 mostrou que a distância entre Dilma permanece inalterada fato curioso ao considerar-se que a mesma pesquisa demonstra que para 47% dos entrevistados, a administração de Lula é boa, para 29% é ótima, para 19% é regular,péssima para 3% 2% a concideram ruim. ocorre que Dilma não é um ídolo, se muito ela é uma sombra gravada em uma caverna, a estratégia petista é torna-la conhecida do grande público, irei fazer o mesmo e apresentar a gentil e amorosa ministra da casa civil:

Filiação:

pai - Pétar Russév (mudando posteriormente para Pedro Roussef), filiado ao Partido Comunista búlgaro, deixou seu filho (Luben) na Bulgária vindo para América latina primeiro em Salvador, depois Buenos Aires (ele poderia ter ficado por lá) e, ao fim para São Paulo.
Mãe Dilma Jane da Silva (rica filha de fazendeiro), e com ela casou e viveu em Belo Horizonte, tendo três filhos: Igor, Dilma e Lúcia. Igor morreu em 1977.
A família Roussef viviam em uma grande casa, com três empregadas, refeições servidas à francesa, com guarnições e talheres específicos. Dilma tinha aulas particulares de piano e de francês até ser matriculada no Colégio Sion (uma escola de freiras) e posteriormente no renomado Estadual Central.
Ainda jovem Dilma entrou para o POLOP - Política Operária - e depois mudou-se para o COLINA - Comando de Libertação Nacional (tuda ver com ela não é?). Ela apaixonou-se e casou-se com Cláudio Galeno Linhares, especialista em fabricar bombas. Sua primeira aula de marxismo foi-lhe dada por Apolo Heringer e, pouco depois, estava em suas mãos o livrinho: "Revolução na Revolução", de Régis Debray, francês que mudou-se para Cuba e ficou amigo do Fidel e mais tarde, acompanhando Guevara, foi preso na Bolívia.
Com a bolada a organização dividiu-se entre vertentes uma defendiam o trabalho do rebanho e junto às "bases", enquanto os militaristas" priorizavam a imediata e constante luta armada comunista.Dilma era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Então foi para São Paulo onde dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora imediata no Planalto (surpresa!).
Dedurada por José Olavo Leite Ribeiro, que mantinha com ela três contatos semanais Dilma foi presa em um bar da Rua Augusta, juntamente com Antônio de Pádua Perosa, logicamente ela estava armada, uma vez presa ela entregou à polícia seu amigo Natael Custódio Barbosa. Enquanto isso Carlos Araújo teve um romance com a atriz Bete Mendes, da TV Globo.
Dilma saiu do presídio em 1973 e foi para Porto Alegre, reatar com o marido infiel. Mas hoje, Carlos Araújo mora sozinho com dois vira-latas (Amarelo e Negrão), numa casinha às margens da lagoa do Guaíba, em Porto Alegre. Ele tem enfisema pulmonar e está com 71 anos. Diz que é feliz, mesmo a ex-esposa sendo Ministra e candidata à Presidência da República.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma Espiadela em Baixo da Saia da Sociedade IV: Vida de Gado no país do Carnaval ou Sambódromo: pasto coletivo


"Vocês que fazem parte desta massa [...] é duro tanto ter de caminhar e dar muito mais do que receber" É indiscutivel que Zé Ramalho é um génio, mas seria ele um profeta do Apocalipse? Estamos as vésperas de mais um Carnaval época de festa popular, época de ser feliz, mas por que? Você já perguntou para um folião por que ele gosta de pular Carnaval? O que leva uma pessoa a dedicar-se o ano inteiro à uma escola de samba? Não estou falando de sua diretoria, do compositor ou da rainha de bateria (geralmente uma famosa que quer se promover) mas falo das "pessoas comuns".
O Carnaval é uma verdadeira vida de gado - a massificação humana pulando na avenida, dentro do sambódromo. Um ano de esforço para uma hora de dança. Não estou questionando o divertimento, mas o sentido do divertimento, o Carnaval é muito diferente de sair com os amigos para divertir-se com uma garrafa de vinho ou de assistir a um bom DVD, mesmo as esvaziadas baladas não acarretam tanto preparo prévio.
Muito bem no Carnaval temos duas ideologias em virtude: o trabalho em grupo e a atenção voltada a diversão: a primeira resume o indivíduo a uma peça da engrenagem, um verdadeiro rebanho humano esta visão é a mais perfeita realização do contemporâneo ideias cotidianas de igualdade são mascaras hipócritas da manutenção do rebanho que pacificação indivíduo ao torna-lo parte de um todo, o que nos remete ao segundo tópico a festa do Carnaval uma época onde todos são igualmente felizes, o rico e o pobre o branco e o negro pulam a um só som, no entanto para manter esta farça é necessário o esforço de um ano.
Na Alemanha do século XIX existiam duas palavras para designar o que era bom e o que era mau para o bom havia o significado aristocrático que significa bravo, forte, poderoso e guerreiro enquanto que popularmente bom era sinonimo de pacífico ou inofensivo, como o gado deve ser. O sentido de mau aristocrático significava ordinário, comum e desprezível enquanto que popularmente mau significava desconhecido, irregular, perigoso e cruel [1]. Seria cruel retirar o Carnaval do povo? Tão cruel quanto afastar um viciado de sua droga.
O carnaval resume o momento atual do povo brasileiro, embora muito mais antigo ele o ilustra com mestria onde todos somos pacíficos bezerros de valores vulgares temendo pelo desconhecido e qualquer valor, ideia ou questionamento que perturbe este marasmo é severamente censurado, destruído e tachado como "reacionário" ou "de direita". Hoje em dia não importa a ideia, mas sim de onde elas vêem, nos dias de hoje você precisa ter passado fome na infância para ter direito a ser bem sucedido, enquanto a classe média esta fadada a ser ignorante, preconceituosa e medíocre.
Zé Ramalho é um profeta? Provavelmente não, mas ele é um dos maiores artistas que o Brasil já conheceu tudo por que soube escolher quem o chamaria de mau.
Gostaria de deixa-los com uma frase de Reinaldo Azevedo, se ele é um reacionário? não sei, apenas sei que as vezes ele exagera, mas outras vezes ele é cruelmente verdadeiro: "não se é um marxista convicto, sem ao menos ser um idiota dedicado" [2].

[1] DURANT, W. (SD) A filosofia de Nietzsche. Rio de Janeiro: Ediouro.

[2] AZEVEDO, R. (2009) Máximas de um país mínimo. Rio de Janeiro - São Paulo: Record.

"Os Deuses Mortos" Oito Anos

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