sexta-feira, 30 de abril de 2010

O Erótico-Grotesco ou o que você esconde em baixo da cama?


Creio que o termo "erótico-grotesco" seja auto explicativo também conhecido como ERO-GURO é uma manifestação artística da sexualidade hipócritamente definida como perversa.
Uma definição para não mais retornar ao assunto: Toda sexualidade é perversa, porém para que nós possamos ficar mais a vontade com nossos desejos "obscuros" a sociedade tente a nomear as manifestações menos ortodoxas como perversas podendo assim ficar a vontade com a sua sexualidade. sexo "papai-e-mamãe" pode, "papai-e-mamãe" fantasiados de super-homem e mulher maravilha não, já sexo anal só no aniversário do homem.
Se alguém tiver interesse no ERO-GURO recomendo o grafic novel "ERO-GURO o erótico-grotesco de Suehiro Maruo" o autor trás nove contos ilustrados sobre: sodomia, coprofilia, incesto, canibalismo, pedofilia, flagelação entre outras belas atrocidades, ao contrário do que sugerido seu traço é suave e lindo criando verdadeiros poemas visuais, o livro foi lançado pela editora Conrad. Meus contos favoritos são: "Noite podre", "Uma temporada no inferno", "receita para uma sopa de merda" e "o grande masturbador".
Outra obra de Maruo é "O vampiro que ri" primeira publicação do autor aqui no Brasil, o livro possui três personagens principais:
Kônosuke: estudante comum e delicado (ele parece uma menina) introduzido ao universo dos prazeres do sangue por uma vampiresa corcunda e deformada.
Runa: Colegial moralista, indignada com sua irmã que casou grávida, amiga de duas garotas que vendem suas calcinhas para idosos ou urinam em seus rostos/os masturbam em troca de dinheiro, Runa perde sua "inocência" ao ser estuprada por um palhaço.
Sotoo: Um garoto que sente prazer em provocar incêndios e matar pequenos animais, ao descobrir sobre o vampiro ele masturba-se com os restos das vítimas.
Caso você tenha curiosidade, mas não estômago para Suehiro Maruo recomendo "Um romance sentimental" do francês Alain Robbe Grillet editado pela record com então 85 anos Grillet escreveu a relação de Gigi (com 14 nos) e seu pai que a educa com contos eróticos de século XVIII quando Gigi tem seu primeiro orgasmo em um sonho e relata o ocorrido com curiosidade para seu pai este a presentei com Odile uma menina de 13 para tornar-se escrava sexual de sua filha. Grillet não é desenhista como Maruo, porém sua narrativa não é menos interessante, "Um romance sentimental" é um conto de fadas para adultos - definição do próprio Grillet. Sua obra possui menos atrocidades comparadas a obra de Maruo tendo apenas pedofilia, tortura, estupro, necrofilia e assassinato (aliás um dos assassinatos mais sensuais, belos e terríveis da literatura, não vou descreve-lo para não estragar a leitura).
A lição de moral nestes três livros é muito simples: lições de moral não existem, elas são fabricadas e aceitas sem questionamento, não usarei o termo rebanho neste post pois desde que existe um superego existe moralidade e estamos a mercê dela, mas eventualmente podemos apagar as luzes para que a moral não nos veja.
referências:

MARUO, S. (2005) ERO-GURO o erótico-grotesco de Suehiro Maruo. São Paulo: Conrad.
MARUO, S. (2004) O vampiro que ri. São Paulo: Conrad.
ROBBE-GRILLET, A. (2008) Um romance sentimental. Rio de Janeiro: Record.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Como ser uma Kogal pt. 2


Aki estava de pé na mesma sala, diante do mesmo quadro negro iluminado pelo mesmo refletor, o público murmurava trocando comentários, Aki limpa a garganta pedindo silêncio delicadamente, os murmúrios continuam na medida que a paciência de Aki diminue, ela ataca o apagador na cabeça de um infeliz.
- Calem a boca - todos fazem silêncio enquanto Aki arruma-se assumindo novamente a aparência meiga - muito bem, o Diego pediu para que eu continue as explicações, parece que o tempo do ultimo mini conto foi muito pequeno para todas as explicações.
- O tempo foi o suficiente, você que ficou enrolando - Diego interrompe, Aki limpa a garganta disfarçando.
- Como nós tivemos contratempos, como a pergunta daquela besta - ela aponta para o coitado que ousou fazer uma pergunta na apresentação anterior - vamos continuar.
O projetor mostra outra imagem de uma Kogal, Aki aponta a bolsa da Kogal.
- Nós gostamos muito de acessórios como bolsas Louis Vuitton e Gucci, assim como encharpes Burberry. Como nossas mesadas e empregos de meio espediênte não são suficientes para comprarmos o que gostamos algumas colegas inventaram a "caça aos velhos", é muito simples.
A imagem do refletor muda para um desenho rústico feito com giz de cera onde uma Kogal estava abaixada atrás de uma moita observando um executivo de meia idade andando despreoculpadamente pela rua indo para um buraco coberto por folhas - "o primeiro passo é encontrar o nosso alvo, geralmente um homem solitário e rico, principalmente rico".
Uma segunda imagem com desenhos rústicos surge na tela, o executivo havia caído no buraco, a Kogal observava de longe esfregando suas mãos, ela tinha chifres vermelhos e rabo pontiagudo - " o segundo passo é captura-lo, nós fazemos nossa oferta, os velhos podem jantar conosco, dar uma volta pelo Schopping, ou para os mais taradinhos vendemos nossa roupas íntimas, como eu sou linda, inteligente e acima da média em tudo o que faço uma calcinha minha é caríssima".
Surge uma terceira imagem, mais uma vez um desenho rústico onde uma mão masculina aproxima-se de uma saia colegial prestes a levanta-la, um X vermelho cobria a imagem - "Muita atenção nós vendemos nosso tempo, não nosso corpo, mesmo que algumas de nós aceitem fazer sexo pelo dinheiro, eu estou fora, minha 'estrelinha' é muito valiosa e eu sou muito especial para ir com qualquer um.
As luzes ascendem, o projetor é desligado, o mesmo homem da outra vez levanta sua mão.
- Isto quer dizer que você é virgem?
Aki compacta o apontador, em seguida o guarda, calmamente ela caminha até o Homem, ficando frente a frente, a garota sorri controlando-se para não demonstrar sua raiva ela quebra o projetor na cabeça deste homem, Aki volta para sua posição inicial deixando o homem desmaiado no chão.
- Meninas como eu são meigas e delicadas, você não pode sair por ai perguntando este tipo de coisa.
Ao voltar para sua posição Aki percebe que havia um outro homem de pé, este sorri educadamente, Aki fica furiosa, a final ela é a estrela do mini-conto.
- E você quem é?
- Eu sou o lobo - o homem revela seu facão - sou o assassino do conto.
- Fudeu - Aki olha assustada para o assassino que mantinha a clama e a tranquilidade - Tudo bem?
- Sim, fique calma, não vou fazer nada antes do conto terminar.
- Sorte a minha - ela procurava uma escapatória quando teve uma ideia brilhante - tudo bem, pode aparecer quando quiser, como o conto é uma adaptação da "chapelzinho vermelho" o caçador vai me salvar a qualquer momento, provavelmente ele é um homem lindo e rico, principalmente rico.
- Na verdade o Diego está adaptando a versão do Perrault, o caçador aparece apenas na versão dos irmãos Grinn.
Tomada pelo desespero Aki olha para o além procurando pelo Diego.
- É verdade, não tem caçador.
Aki volta a olhar para o lobo, em seguida suspira, indo embora esbravejando.
- Francês filho da puta.

FIM

Aki estava sentada em seu quarto lendo "Chapelzinho vermelho" de Perrault, ela arregala seus olhos de medo.

domingo, 25 de abril de 2010

Kogal - Mini contos: Como ser uma Kogal


Olá a todos, estou escrevendo um novo conto de terror intitulado "Kogal" é uma mistura de chapelzinho vermelho (versão do Perrault) com anime. Em fim está muito divertido escrever este conto por isto resolvi criar mini-contos com as personagens principais em uma espécie de mundo paralelo, ao invés de posta-los no "recanto das letras" com meus outros contos vou fazer uma experiência e posta-los aqui.

Como ser uma Kogal

Aki (minha protagonista) está em uma sala de aula, na frente do quadro negro segurando um apontador (um aparelho de metal que serve para apontar e não aquilo com o que se aponta o lápis).
- O Diego pediu para que eu viesse aqui tentar explicar o que é uma Kogal, em pleno sábado a noite, será que ele não tem vida?
- Faça - voz de Diego irrompendo o silêncio.
- Tudo bem, já vai.
Ainda irritada Aki tentava recompor sua concentração quando as luzes se apagam, a luz de um projetor ilumina o quadro negro revelando a imagem de uma colegial.
- Isto é uma Kogal, boa noite.
- Aki!
- Tudo bem - ela grita contrariada, batendo o pé com força no chão Aki volta para o quadro negro apontando para a figura - vamos começar por cima o cabelo da Kogal pode ser tingido de loiro, castanho claro ou simplesmente ter mexas, eu prefiro o meu preto e liso, o que não quer dizer que não tenha estilo. nossa pele é bronzeada por que frequentamos salões de bronzeamento, eu não uso muito por que estraga a pele, mas é necessário bronzear-se um pouco se você quer ser uma Kogal.
Alguém levanta a mão na sala de aula.
- O que você quer?
- Por que é necessário bronzear-se?
- É para dar um clima californiano - ela já estava irritada - será que eu tenho que falar tudo? Você é idiota por acaso?
Aki aponta para o corpo da figura.
- Usamos uniformes colegiais por que somos colegiais, o suéter é sempre largo dando a impressão de algo infantil, contrastando com a minissaia, muiiiito mini a final somos crianças sensuais - ela pisca o olho seduzindo a plateia.
Ela aponta os meiões usados pelas colegiais.
- Nós usamos estes meiões enrugados envolvendo nossas canelas, não é fofo? - seu ataque repentino de meiguice deixa a plateia sem palavras o que irrita Aki.
- Alguma pergunta - Aki gritava furiosa, ela vira-se para o além - Você viu Diego, eles não tem mais perguntas.
- Apenas termine sua apresentação.
- Finalizando a Kogal quer ser sedutora, meiga e bonita, assim como eu, bom não como eu já que eu não sou bonita eu sou linda aliás minha beleza me garante vida eterna já que Deus sabe se eu morrer irei tomar seu lugar no paraíso pois eu sou perfeita, se vocês quiser podem fazer uma religião ao meu respeito podem mandar suas ideias...
FIM
- Como assim fim? Você não disse que u devia falar? Bom eu estou falando, agora você quer que eu fique quieta...
Sem que Aki soubesse O assassino "Lobo" estava assistindo apresentação enquanto acariciava seu facão.
- "Que belos olhos você tem" disse a chapelzinho.

Continua...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

50 anos de Brasília ou para quem devo dar os parabéns?


Pois é hoje dia 21 - comemoração da morte de Tiradentes - outra figura forjada para uma causa, mas não entrarei nos méritos da questão vou falar sobre Brasília.
A final para que serve Brasília? Para que aquela porcaria está de pé? Para enaltecer o Ego de JK um político mediano transformado em genio político por uma mini-série, talvés ou seria uma boa forma de distanciar a política da população? Provavelmente as duas coisas.
O que sempre chamou minha atenção sobre Brasília é seu fundador Niemeyer auto intitulado comunista faria uma cidade para políticos no meio do mato. Não sei mas isolar o poder político da população não é contra tudo que os comunistas pregam? Comecei a me questionar sobre esta ideia no centenário de Niemeyer nesta época eu via o marxismo como utopia, por isto não era estranho um comunista centralizar o poder político onde ninguém tem acesso (estou falando de 50 anos atrás) hoje minha visão mudou hoje entendo o marxismo como utopia hipócrita assim é lógico que um comunista construiria Brasília no meio do mato - "não se é um marxista convicto sem, ao menos, ser um idiota dedicado" [1].
A Rede Record está fazendo uma série sobre a capital, em uma das matéria eles comentam que a ditadura talvez não durasse tanto se Brasília não fosse a capital. É provável, assim como também é provável que o mensalão, votos de aumento de salários de deputados e senadores ou até mesmo as leis de incentivo ao rebanho (bolsa esmola, bolsa cachaça, bolsa putero etc... - todas estas não seriam tão facilmente aprovadas se Brasília não fosse tão isolada.
Em tempo Brasilia foi cidade de nascimento da Legião Urbana o melhor conjuto musical de todos os tempos da América latina - Que bela ironia do destino.

[1] AZEVEDO, R. (2009) Máximas de um país mínimo. Rio de Janeiro: Record.

sábado, 17 de abril de 2010

Ainda sobre a vacinação ou o por que do por que?


Tomei minha vacina hoje (16/04/10) e posso dizer com segurança, não senti nenhum efeito colateral exceto um dolorido no local da injeção e nada mais. Não quero desacreditar que alega ter sentido efeitos colaterais, pois eles podem existir, não gosto de explicações naturalistas mas este é o caso - os efeitos colaterais são uma questão de organismo. Resta entender o medo de tomar a vacina.
Comentei no post anterior a início do medo das vacinas, agora serei mais contemporâneo.
Eu havia escrito que a campanha de vacinação foi bem feita, eu estava enganado a campanha de vacinação por grupos é um tanto estranha: qual o critério para escolha etária? Qual a diferença de potencial de contaminação entre uma pessoa de 59 anos e uma de 60? Conversando hoje com um amigo pensei: esta divisão de classes lembra os grupos de "Admirável Mundo Novo" . Esta divisão está de acordo com a política de segregação do PT.
Outro fator que leva o medo as pessoas é a falta de credibilidade no ministério da saúde, a idolatria do Lulla não espalha-se pelos seus ministros, fora que estávamos mal acostumados com um ministro como o Serra, nos últimos oito anos tivemos surtos de doenças imunizadas, vacinações desastrosas e pataquadas - qual a credibilidade do palhaço?
Some um ministério sem credibilidade, uma campanha duvidosa e a ignorância planejada pelo PT o resultado é uma onda paranóica. Os postos de vacinação estão vazios, vendas de vacinas falsificadas (em algumas clínicas particulares de Goiás), e-mail suspeitos. Neste cenário a reação mais absurda seria uma confiança na campanha do governo, não precisam confiar no governo confiem na ciência.

domingo, 11 de abril de 2010

Quem tem medo da vacina? Ou diploma para que?


Pois bem estamos em época de vacinação, o ministério da saúde está fazendo campanha na mídia, dividindo a vacinação por grupos, informando sobre efeitos colaterais neste aspecto não há motivo para críticas mas... e quanto a outra campanha? Aquela informal rolando na Internet "avisando" que a vacina contra o vírus H1N1 é feita a base de mercúrio? Antes de mais nada tal campanha é na melhor das hipóteses uma grande idiotice. Vocês devem tomar a vacina.
Agora irei retornar ao título do meu post quem tem medo da vacina? Quando a vacina foi implantada no Brasil os populares revoltaram-se contra o governo alegando que o mesmo os queriam contaminar com algum vírus. Perceberam a ideia as pessoas acreditavam que seriam contaminados por algum vírus mortal caso fossem vacinadas muitos tiveram de ser vacinados a pressa, esta vacinação ocorreu há dois séculos atrás, já era hora das pessoas perderem este medo da vacina não é mesmo? Então por que não perderam?
Os primeiros vacinados tinham medo pois eram ignorantes - não entendam ignorantes de maneira pejorativa mas como um grupo de pessoas que ignora um fato, mas hoje em dia não se ignora mais o efeito da vacina não é mesmo? Vejamos a vacina está relacionada a ciência - produtora de conhecimento, aquela coisinha boba que fazemos nas universidades a mesma que um certo presidente vangloria-se por nunca ter cursado. Voltando ao medo da vacina as pessoas hoje em dia ainda ignoram o por que da vacinação, não é uma simples falta de conhecimento de como a vacina é feita, mas a falta de conhecimento do que a ciência faz, ou melhor da falta de conhecimento da produção de conhecimento, a final a produção científica é conhecida pela própria comunidade científica,
Faço minha mea culpa a população em geral não está a par das discussões que tenho com meus grupos de estudo (embora nossos textos e de outros estejam disponíveis em uma revista eletrônica) porém existe mais do que uma elitização do conhecimento pois é estranho que após dois séculos as pessoas continuem temendo a vacinação - isto é produto de um governo que enaltece o rebanho, ataca os intelectuais e valoriza a ignorância valorizando-se de não ter diploma e não saber conjugar verbos ou colocar palavras no plural. Estou falando de um governo que sabe que a ignorância é facilmente manipulável, que o rebanho pode ser controlado com esmolas, bolsa assistencialismo e ditos populares, diferente da situação de dois séculos atrás a ignorância de hoje não é uma causa mas um produto. A principal doença a ser combatida não é o H1N1 mas o PT e o conhecimento é a vacina.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Uma Espiadela em Baixo da Saia da Sociedade V: Julgamento como BBB ou Quando o rebanho canta e dança


Eis me aqui novamente, levantando as saias e expondo as vergonhas da sociedade, ao comentar sobre o maior julgamento da ultima semana.
Agora que o julgamento e a poeira baixou posso escrever sobre o "caso Isabella" um assassinato que virou circo.
Vamos pela ordem: Em uma manhã como qualquer outra acordo e enquanto tomava meu café ouço que uma menina havia sido atirada pela janela de um apartamento de classe média alta meu primeiro e único pensamento "isto acontece" termino o café e saio para o consultório; naquela mesma semana surge a suspeita que o pai e a madrasta poderiam ter matado a menina, em seguida fica impossível sair de casa sem que alguém falasse sobre a menina, todas as mídias trazem o rosto da menina estampado em revistas, jornais e imagens na TV. Bom temos quase dois anos de paz até a penúltima semana de Março.
Agora vou refletir um pouco sobre esta semana: Em primeiro lugar temos a dor de uma mãe que perdeu sua filha, também temos a dor de uma avó que perdeu uma neta e o que mais? Mais nada! Por que tanto interesse pela mídia? Por que a comoção popular? Assassinato da crianças é algo muito comum, pais matarem seus filho é ainda mais comum então por que tamanho circo? O que houve nesta semana foi a perversão do luto de uma família - nos últimos dias do circo digo julgamento a própria família deixou-se contaminar por esta perversão:
O público torcia pelo promotor - o herói, vaiava o defensor - a avó desfila com uma camiseta da Isabella nas costas, o público pegava senhas para assistir, pulava na frente do fórum com o anúncio da condenação e por fim a mãe A VENCEDORA recebe os aplausos do público. Estava me esquecendo que o resultado foi transmitido ao vivo, este julgamento esteve mais próximo de uma final de BBB, ainda mais medíocre que o realit tendo como seus apresentadores o rei do sensacionalismo barato José Luiz Datena e toda a grade jornalistica da Record igualmente sensacionalista.
O julgamento foi uma farça - não estou me referindo ao resultado, considero o casal cuilpada pela morte da menina refiro-me a situação em si como no BBB existe a ilusão do cidadão comum tornar-se famoso a partir de anônimos que ficam trancafiados, aqui existe a ilusão do cidadão comum de acertar as contas mas com o que? A maioria do público perdeu entes queridos por assassinatos não solucionados? Acho que não. O que houve foi a manutenção da farça social representado pela máxima "a voz do povo é a voz de Deus", o fato do casal assassino vir de uma família de classe média alta contribui para o espetáculo:
Nós o povo estamos representados por uma mãe que teve sua filha violentamente assassinada por eles a elite assassina que todos os dias comete o crime de não serem idiotas sem talento e aproveitarem seu dinheiro esta sim é a máscara dos assassinos, a menina morta foi apenas uma desculpa.
Sinais dos tempos meus amigos, nossa sociedade caminha para um caminho onde o rebanho acredita que deve ser sustentado por quem tem mais do que ele, ao mesmo tempo estas pessoas não tem o direito de conseguirem sucesso pois é "sinal do tempos petista" em que vivemos.
No dia seguinte o julgamento era notícia nos revistas semanais, jornais e noticiários seus parentes cedem entrevistas coletivas, são temas de debate em programas de TV, eles deixaram de ser parentes enlutados e foram transformados em celebridades... até o próximo evento.

"Os Deuses Mortos" Sete Anos

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