segunda-feira, 31 de maio de 2010

Seleção de diretores


Finalmente estamos em junho, mês da copa do mundo - daqui até julho só se falará da copa por isto resolvi escalar minha seleção, mas como bom cinéfilo escalei uma seleção de diretores.

Esquema utilizado 4-5-1

Goleiro:
James Cameron: Bons goleiros são a cima de tudo seguros, Cameron sempre entrega o que promete sucessos de bilheteria, o diretor não é nenhum génio mas sempre achamos tempo para assistir seus filmes
filmes de referência: O Exterminador do Futuro 1 e 2; True Lies; Aliens, O resgate; Avatar.

Zaga:
George Romero: Romero é um açougueiro vide a trilogia dos mortos-vivos, ele dá o recado (recheado de críticas sociais) sem meias palavras.
filmes de referência: Zombie O despertar dos mortos; O dia dos mortos; A Noite dos mortos vivos.

Tim Burton: O diretor seria um zagueiro de classe, contrastando com seu colega de posição, talentoso Burton destaca-se dos demais, em uma situação de perigo os demais defensores podem tocar a bola que Burton resolve.
filmes de referência: Batman; Batman O retorno; Edward Mãos de tesoura, A Lenda do cavaleiro sem cabeça; Os fantasmas se divertem; A fantastica fábrica de chocolate.

Laterais:
Paul Verhoeven: O diretor holandês é daqueles que ninguém lembra pelo nome, mas sempre que assistimos um de seus filmes o aplaudimos de pé, Verhoeven é o homem surpresa, como um bom lateral deve ser.
filmes de referência: A espiã; Robocop; O vingador do futuro; Instinto selvagem; O homem sem sombra.

Takeshi Miike: Diretor moderno e versátil que reinventa-se a cada filme passando do terror para aventuras juvenis sem perder o pique, ele pode jogar como zagueiro, volante e meia.
filmes de referência: Ishii o assassino; A grande batalha Yokai; Marcas do terror; Uma chamada perdida (versão original).

Volantes:
Wess Craven: Todo time precisa de um carregador de piano, aquele cara que faz o trabalho pesado, Craven faz o feijão com arroz bem feito e já entregou algumas pérolas do terror.
filmes de referência: A hora do pesadelo 1 e 3; Criaturas atrás das paredes; quadrilha de sádicos; Voo noturno; Pânico 1 e 2.

Alfred Hitchcock: Versátil e talentoso o diretor costumava alternar suspense, terror e comédia no mesmo filme (sempre aparecendo como extra), Hitchcock é um verdadeiro artista como um volante deve ser.
filmes de referência: Um corpo que cai; Frenesi; Marnie - confissões de uma ladra; Os pássaros; Topázio; Trama macabra; Pisicose.

Meiocampistas:
Stanley Kubrick: Mio-campo é lugar de craques, e Kubrick foi o maior de todos, digno de usar a camisa 10, inventivo o diretor passeou pelos géneros sempre com ideias inovadoras, imprimindo marcas registradas sem repetir-se.
filmes de referência: Laranja Mecânica; 2001 Uma odiséia no espaço; De olhos bem fechados; Dr. fantástico; O iluminado; Nascido para matar.

Akira Kurosawa: Outro génio que conseguia emocionar e inovar a cada filme, ousado foi o primeiro filme à integrar ocidente e oriente com perfeição.
filmes de referência: Os sete samurais; Rapsódia em Agosto; Ran; Trono manchado de sangue; Dodeskaden; Fortaleza escondida (este é uma pérola esquecida).

Quentin Tarantino: Tarantino seria um meio-atacante, contrastando com os dois armadores: Kubrick e Kurosawa diferente destes seus filmes são muito semelhantes, ele obedece a mesma fórmula, porém sua assinatura genial subverte seu próprio estilo muito copiado mas nunca imitado, quando você pensa que já sabe o que vai acontecer em seus filmes... Tarantino nos surpreende.
filmes de referência: Pulp fiction; Cães de aluguel; Bastardos inglórios; Kill Bill Vol. 1 e 2.

Centro-avante:
Richard Donner: Não existe um 9 talentoso, o jogador ideal é aquele que ninguém o coloca entre craques, mas sempre que aparece é para decidir os filmes de Donner são assim, você pode não reconhece-lo pelo nome mas com certeza já viu um de seus filmes (ou provavelmente todos) e gostou, eventualmente Donner realiza uma pérola do cinema.
filmes de referência: Superman (1978); A Profecia (1976); Os Goonies; Máquina Mortífera (os quatro)

Técnico:
Ingmar Bergman - O diretor sueco é provavelmente o único que pode ensinar alguma coisa para todos estes craques.
filmes de referência: Da vida das marionetes; A fonte da donzela; Morangos silvestres; O sétimo selo; Depois do ensaio.

sábado, 22 de maio de 2010

Entre Obrigações sociais, prostitutas e Frankenstein


Em meados de 1816 um grupo de amigos realizava uma festinha muito provavelmente regada à álcool e ópio quando um dos participantes teve a ideia de escrever um conto de terror, logo os participantes da festa concordaram com a ideia e foi-se cada um para seu lado, dentre estes homens havia uma garota de 19 anos pedindo para participar, os homens concordaram carregando sorrisos de desdém em seus rostos - o que uma menina pode escrever de tão aterrador. No dia seguinte os homens ainda viviam a ressaca do dia anterior, suas histórias tinham fracassado, ou nem lembravam-se delas quando a garota de 19 anos aproxima-se pedindo para ler sua história, novamente ela foi recebida com sorrisos e uma permissão mais por tentar agrada-la do que por expectativa, a garota iniciou sua narrativa, os sorrisos tornaram-se expressões de pânico por fim seus ouvintes estavam petrificados de medo o nome da menina era Mary Shelley - acabara de nascer "Frankenstein".
Ao contrário do que se imagina Frankenstein não é o nome de um monstro, mas o nome do cientista que o criou, a criatura permanece sem nome - rapidamente: Frankenstein era um médico decidido a criar a vida, ele recolhe peças de cadáveres criando um ser, ao visualizar sua criação o jovem médico fica horrorizado e abandona sua criação chamando-a de abominável, a criatura vaga sozinho até instalar-se em um celeiro, ao lado de uma casa onde algumas crianças estão sendo alfabetizadas, ele aprende a ler no diário do Dr. Frankenstein perdido no casaco vestido pela criatura de fato Frankenstein foi a primeira palavra da criatura que busca seu criador, exigindo que este responsabilize-se por seus atos. Não vou contar mais para não atrapalhar possíveis leitores, mas peço apenas que tenham este breve resumo em mente no decorrer deste post.
Na ultima terça-feria assisti ao final de "A Liga" novo programa da Band comandado por Rafinha Bastos (um dos apresentadores do ótimo CQC) o programa mostrava prostitutas vitimisadas, sofridas e abandonadas por nós cruéis e sanguinolentos brasileiros, uma das integrantes do programa (não vou saber o seu nome) fica horrorizada com a declaração de uma "prima" ao dizer que já prostituiu-se grávida e mais - vejam que horror alguns clientes preferem prostitutas lactantes - "eles (os clientes) querem mamar enquanto transam" NOSSA! QUE ABSURDO! Que tipo de pervertido pode querer trepar com uma mulher que o amamenta!? Na melhor das hipóteses esta repórter é uma idiota.
O importante em "A Liga" é o clima fatalista das matérias o sensacionalismo dá o tom, mais ainda existe a vitimização o programa exime as prostitutas de toda e qualquer responsabilidade, estou falando da liga nada extraordinária, mas temos muitos exemplos qualquer programa social do governo, a bolsa cachaça, bolsa esmola, bolsa putero, leve leite, uniformes tamanho único distribuídos gratuitamente - Chegamos ao ponto onde estas vítimas acreditam que nós - seus algozes temos a obrigação de ajuda-los.
Retornemos a Frankenstein - uma criatura feita com cadáveres humanos exige de seu criador a responsabilidade talvés a criatura de Frankenstein seja o ser mais humano da literatura feito por pedaços de significações humanas ele tenta entender que ele é - a analogia mais simples seria a criatura são os excluídos e nós somos o cientista, proponho outra leitura o cientista somos todos nós - eu que vos escrevo, vocês leitores, os excluídos, aqueles de dão esmola, as prostitutas grávidas, etc... já a criatura é o resultado de nossa significação do mundo para que tudo fique em "ordem" é necessário alguns excluídos ai neste momento entram programas como "A Liga", "Domingo Legal", "Programa do Gugu" ou políticos como Paulo Maluf e Lulla que tencionam combater a fome quando na verdade realizam sua manutenção. os excluídos não podem ser incluídos pois perderia-se o poder que detêm-se sobre eles e com isto a estrutura social em que vivemos, ao mesmo tempo estas pessoas estão confortavelmente desconfortáveis, elas são assistidas o suficiente para não se revoltarem.
Por fim nós assistimos programas assistêncialistas, o governo Lula paga por filhos gerados, tais ações não saem impunes, nós somos manipulados (com fortes apelos emocionais) ajudar nossos semelhantes é uma obrigação - obrigação de cu é rola se quer ajudar não ajude, não seja um agenciador do rebanho, sem a manutenção da miséria ela tende a sumir os próprios miseráveis irão buscar uma maneira de mudar, mas para isto devemos parar de olhar para estes de maneira compadecida e mudar nossa expressão conforme a realidade, assim como os leitores de Mary Sheeley.

sábado, 15 de maio de 2010

Uma breve despedida


Devo dizer que estou um pouco triste ao escrever este tópico, meu computador será encaixotado, alias todo o meu quarto será encaixotado para uma reforma do meu quarto, no meio desta bagunça ficarei impossibilitado de escrever em meu blog por algum tempo - na verdade vou ter que acampar na sala da minha casa por algum tempo.
Se tudo der certo estarei de volta em duas semanas, já tenho ao menos dois posts prontos, assim que voltar tentarei avisar meus leitores via e-mail (para aqueles que conheço) e via comunidades do Orkut.
Para compensar minha ausência irei presenteá-los com a imagem de Scarlett Johansson como viúva negra no filme "Homem de Ferro 2".

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mini Contos: Kogal o musical


Para mais informações vide os mini contos anteriores:

Ao fundo ressoa a música as três garotas soltam risinhos e gritos excitados, as três amigas estavam alinhadas Aki adianta-se sorrindo e seduzindo.

(Aki)
Eu sou linda, sensual, você não consegue parar de olhar.
Meu corpo é sensual é erótico, você vai querer brincar.
Você é meu brinquedo, eu coleciono favores dos homens.
Sou maravilhosa, linda, encantadora e você não pode parar de olhar.

(Hitomi)
Eu gosto de olha-la sem que você perceba.

(Aki)
Meu corpo é erótico, meu rosto é maravilhoso você vai se apaixonar.
Vou leva-lo em uma viagem de prazeres, mas só em sua imaginação.
Você é meu brinquedo e vai implorar para que eu brinque.
Sou maravilhosa, linda, encantadora e você não pode parar de olhar.

(Rika)
Acho que é minha vez?

(Aki)
Vai falar de mim.

(Rika)
Eu sou Rika, sou sensual e quero brincar.
Vou derreter entre seus braços.
Sei ser misteriosa, provocante, vou te conquistar.
Espero que você seja bom.

(Aki)
Você não está falando de mim.

(Rika)
Eu sou doce, irresistível, minha língua é de açúcar.
Meu corpo é tentador, pecaminoso, você vai derreter.
Estou além de sua compreensão, você pode tentar me desvendar.
Espero que você seja bom. Eu vou ser.

(Aki)
Eu sou mais bonita.

(Hitomi)
Com licença, agora é a minha vez.
Eu seduzo pela submissão, é só pedir e serei sua.
Meu charme é fatal, você ficará acorrentado a mim.
Estarei sempre em casa a sua espera.

(Rika)
As feministas não vão gostar disto.

(Hitomi)
Sou recatada, feminina e sedutora.
Meu corpo é o mais bonito e meus seios são maiores.
Eu preciso de uma ordem sua.
Se eu quiser, serei apenas sua, as suas ordens.

(Aki)
Uma fofoca Rika e Hitomi são um casal.

(Rika)
Por que está falando isto? É inveja pela nossa beleza.

(Aki)
Eu sou a protagonista, a mais bela e sensual.
Vou leva-lo em uma viagem de prazeres, mas só em sua imaginação.
Você é meu brinquedo e vai implorar para que eu brinque.
Sou maravilhosa, linda, encantadora e você não pode parar de olhar.

FIM

(Aki)
Vocês duas cantem mais sobre mim.

(Rika/Hitomi)
Não.

(Aki)
Chatas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Uma Espiadela em Baixo da Saia da Sociedade VI: Uma noite de quarta-feira ou por que não tenho Twitter


Psicólogos são criaturas estranhas, na ultima quarta-feira o Corinthians - vulgo time do Carandiru - faria sua partida mais importante do centenário o jogo contra o Flamengo (uma filial do Comando Vermelho) precisando vencer por pelo menos dois gols. O que fazer? Sair com dois amigos, escolhemos o Hila (perto da São Judas) - barsinho menos movimentado e conversar sobre psicanálise.
Conversa vai, conversa vem, Ronaldo bolota participa do primeiro gol, uma corintiana loira grita histericamente - ela até seria bonitinha se não fosse tão maloqueira, este é apenas o pano de fundo, este tópico começa realmente quando meu amigo dá o passe em nossa conversa "as pessoas não estão mais lendo".
Rapidamente passamos para o Twitter, febre atual, nenhum de nós sabíamos exatamente o que é ou para que serve este espaço do passarinho azul, sabemos apenas que é um espaço para postar alguns recados com um número limitado de caracteres é uma comunicação limitada. Não só o espaço é limitado, mas a mensagem também. Este meu amigo acredita que o Twitter tem a quantidade de texto que as pessoas conseguem ler, concordo com ele, porém gostaria de jogar um pouco de gasolina no incêndio.
O Twitter é um movimento onde pessoas que não tem nada para dizer escrevem superficialidades (eventualmente achamos algo de bom, não deve-se generalizar) para pessoas que não querem compreender nada basicamente o Twitter é um grande pasto onde se rumina e caga (eventualmente alguma coisa acontece).
Fora levantado nesta noite a importância do Twitter, nas premiações populares os ilustres artistas tem citado o número de seguidores do Twitter, agora segundo a lógica a cima o que pessoas como Ivete Sangalo ou Mano Menezes tem a dizer de tão importante em duas frases? Hoje (quinta-feira) Mano Menezes poderia dizer "fiz merda ontem a noite" e quanto aos artistas? Chaplin recusava-se a dar entrevistas justificando-se para entende-lo bastava assistir seus filmes. Basta ouvir atentamente alguma música da Ivete para perceber que aquilo é outro pasto ou talvez uma latrina pública sobre carregada em pleno Carnaval baiano (que dura 12 meses) - e depois querem promover o desenvolvimento do Nordeste...
Nosso papo termina com o final do primeiro tempo, o "curintia" vencia por dois a zero, a loirinha do meu lado estava tendo orgasmos múltiplos com Ronaldo sumo, vamos todos para casa, no caminho ouço fogos e um grupo cantarolando o hino do flamengo, chego em casa em tempo de assistir o apito final galinha 2 X Urubu 1, cantarolo o hino do Flamengo, pelo menos a parte que eu sei e vou dormir.

domingo, 2 de maio de 2010

Mini-conto: Conversa no quarto


Sequencia do mini conto: Como ser uma Kogal
Aki estava deitada de bruços em sua cama, apenas de camiseta regata e calcinha, lendo uma revista, rindo escandalosamente, a ponto de incomodar suas duas amigas Rika e Hitomi (sim, elas estão no conto principal), Aki gargalhava batendo os dois pés na cama.
- Ai, ai eu vou mijar de tanto rir.
- Quanto escândalo - Rika não se contém com a amiga - dava para você se comportar.
Aki olha diretamente para o leitor:
- Estas duas são minha amigas Rika é rabugenta, ela parece uma velha - sua amiga fica irritada com Aki pela maneira como foi definida - a outra é Hitomi, ela é mais relaxada e também gosta de se vestir como personagens de animes só que ela o faz no cotidiano como se ninguém percebesse.
- O que eu gosto não é da conta de ninguém - Hitomi continuava lendo algumas páginas avulças de papel, ignorando a amiga escandalosa.
- Sabe Aki, é por causa deste seu gênio que você não arranja namorado.
Aki muda de posição rapidamente deitando de costas na cama, aproximando-se de Rika, encarando-a com seus olhos cheios de lágrimas.
- Por que você é má comigo? - Aki fazia uma voz meiga e expressão frágil - eu gosto tanto de você amiga, assim eu vou chorar - Aki não se contem e começa a rir deixando Rika injuriada.
- Viu amiga, se eu quiser um namorado é só "mudar".
Hitomi limpa sua garganta chamando a atenção de todas, ela lê em voz alta:
- "... duas meninas estavam presas em uma sala a sua frente com um par de sapatos Louis Vuitton quatro números menor e uma mensagem "aquela que conseguir calçar primeira irá viver", as garotas mutilavam seus pés, a primeira terminava de arrancar a carne em volta de seus dedos, a segunda cerrava os calcanhares..."
- O que é isto que você está lendo?
- É um trecho do conto que você é a protagonista Aki - sua voz era calma e desprovida de sentimentos - Estas garotas são duas vítimas do Lobo.
Aki senta-se na cama de braços cruzados, olhando para cima como se pensasse em algo, Rika e Hitomi prestam atenção na amiga pronto para socorre-la a qualquer momento, finalmente Aki rompe o silêncio:
- Fiquei com vontade de comprar sapatos.
A ingenuidade da garota faz com que suas amigas caiam para trás, Rika levanta-se irritada.
- O que você tem na cabeça?
- Mas o conto ainda não está terminado, e pelo rítimo que anda ainda vai demorar. Vamos comprar sapatos.
Aki sorri para o leitor fazendo um "V".

FIM

"Os Deuses Mortos" Sete Anos

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