Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 31 de julho de 2010

Kogal Mini Contos: Fazendo boas ações pt. 1


Aki, Rika e Hitomi aproveitavam o intervalo das aulas para tomar seu lanche e conversar, até Rika tocar em um assunto incomodo para Aki.
- Aquela menina nova é muito esquisita.
Aki estremece.
- O que foi?
- na... nada não.
Neste momento a morte pula sobre as costas de Aki massageando seus seios, Aki fica vermelha enquanto Rika e Hitomi olham assustadas para aquela cena digna de uma pornochanchada. Finalmente Aki desvencilha-se dos dedos da morte, olhando-a furiosa.
- Que idéia é esta?
- Foi o cumprimento que Afrodite me encinou por que?
- Afrodite? - Rika tentava entender a conversa das duas enquanto Hitomi terminava de beber seu suco desviando o olhar para o outro lado.
Aki segura a morte pelo braço e a leva correndo para o outro lado do pátio longe de todos.
- O que está acontecendo?
- Eu falei com meu pai como você me animou ele deu permissão para que eu passe uns dias com os mortais, e foi bom eu ter vindo já que você precisa fazer suas boas ações para não morrer novamente.
- E você vai me ajudar?
Vou supervisionar. Papai mandou.
- Papai?
- Tanatos - sua voz torna-se grave, seus olhos vazios, o vento fica gelado - deus grego da morte, filho da noite inimigo da humanidade odioso até mesmo aos imortais. Por isto é melhor você se apressar.
- Quanto tempo eu tenho?
- Vinte quatro horas.
Aki grita desesperada, suas duas amigas aproximam-se encarando a Morte, que sorri gentilmente para elas, antes que Rika ou Hitomi digam algo Aki as segura pelos braços arrastando-as para fora da escola, a morte as segue flutuando atrás delas, para a surpresa dos que passavam.
Minutos depois as três garotas estavam em um estacionamento, Rika irrita-se e decide interromper o silêncio.
- O que estamos fazendo aqui?
- Viemos fazer uma boa ação.
- Por que?
- Eu não quero ir para o inferno.
Hitomi olhava para o nada e indiferente comenta:
- É uma boa justificativa.
Aki aponta para um carro estacionando em uma vaga de deficientes físicos. Assumindo um ar meigo e doce Aki aproxima-se do motorista.
- Por favor, este lugar é reservado para deficientes - ela geme sutilmente - mude seu carro, por favor.
- Vai pentear macaco baranga.
Enraivecida Aki deixa o homem ir embora, em seguida ela ergue um martelo de quebrar concreto e começa a arrebentar o carro do homem. Rika, Hitomi e a morte olham assustadas, o homem vê seu carro sendo destruído e grita desesperado, Aki e suas amigas fogem até um lugar seguro.
- Então? O que você achou desta boa ação?
- Que boa ação - Rika grita em desespero - você destruiu o carro daquele homem.
- Pode ser, mas agora ele aprendeu a não mais estacionar nas vagas de deficientes. O que você achou morte?
- Não sei se é uma boa ação.
Rapidamente Aki procura por outra boa ação, ela encontra uma velhinha tentando atravessar a rua.
- Ja sei.
Aki corre até o meio a rua esticando seu braço e fazendo os carros pararem, Aki pisa no capo de um deles e começa a gritar.
- Vocês não percebem que aquela senhora quer atravessar.
Aki olha em volta procurando pela velinha.
- Cadê ela?
A Morte surge flutuando ao lado de Aki.
- Aquela velinha assaltou o motorista do segundo carro e saiu correndo.
Assim que ouve as sirenes da polícia as garotas fogem. Aki interrompe sua corrida ao ver uma menina olhando para cima de uma árvore onde seu gato estava preso, Aki retira o sapato e o atira no gato, matando o animal, Aki recupera seu sapato e continua correndo enquanto a menina chora sobre o gato morto.
Em fim as quatro voltam para a escola frustradas por terem causado mais destruição do que boas ações.
- Hitomi, eu sou má?
- Acho que não, um ciclone não é mal quando destroi uma casa ou um terremoto não quer matar centenas de pessoas quando derruba um prédio? Eles simplesmente acontecem.
- Eu sou uma força destruidora da natureza?
- Você está mais para uma maré alta que afoga banhistas desavisados, acho que o mundo precisa de pessoas como você para equilibrar as coisas.
Aki afasta-se de suas amigas, desesperançada ela chuta uma lata vazia que acerta a cabeça de Takami.
- Por que você fez isto?
- Cale a boca.
- Desculpe.
- O que você está fazendo aqui?
- Eu deveria estar na aula de natação, mas tive vergonha.
- Por que seu corpo é deformado e feio?
- Não! Por que eu não sei nadar.
Aki sorri maquiavelicamente.

Continua...

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