Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 13 de julho de 2010

Rompendo Tabus 2: A verdade não existe e a moral também não.


Estava eu assistindo "V. de vingança" pela quarta ou quinta vez permiti-me divagar na história, analisando as personagens e suas motivações pude reuni-los em três grupos: O governo autoritário, moralista e conspirador que expunha sua verdade; O segundo grupo é o mais amplo de todos engloba a população, aqueles que aceitavam a verdade do governo com algumas variáveis desde desde a população que ostenta a foto do primeiro ministro em suas salas, a garotinha de óculos que questiona o governo veladamente, passando pelo humorista que guarda relíquias proibidas em sua casa, a personagem de Natalie Portman que percebe algo de errado mas permanece estável em seu lugar até o detetive - membro do partido que aos poucos questiona a verdade imposta. O terceiro grupo é o próprio V. personagem revolucionário que tem como objetivo de vida a vingança. Em "V. de vingança" temos duas verdades extremas, opostas cuja única semelhança é o autoritatrismo. As duas verdades aprisionam as pessoas, V. tem uma existência isolada, seus companheiros são relíquias de outros tempos, seu rosto está escondido por uma máscara, jamais o vemos, conhecemos V. por seus ideais enquanto o primeiro ministro aparece por um telão, seu rosto é ampliado, sua figura é raivosa "junte-se a mim ou será destruído" o verdadeiro primeiro ministro aparece apenas no final, até então temos a sua verdade, tão rígida quanto a de V. para manter esta verdade o primeiro ministro promoveu um genocídio.
A verdade pode ser uma prisão, radicais são inflexiveis, rabiosos, prisioneiros de seus próprios ideais Hitler tinha sua verdade e foi as ultimas consequencias para mante-la, Che Guevara idem, eram verdades diferentes mas ambos foram à extremos abdicando da própria vida para mante-la, o mundo está repleto de famosos extremistas: Pol Pot (na minha opinião um genocida muito mais notório que Hitler), Idi Amin, Stalin, Pizarro, Torquemada, em níveis mais brandos Hugo Chavez, Fidel Castro, George Bush, MR 13. Porém não quero falar de figuras históricas mas sim da realidade cotidiana.
Vimos que podem existir mais do que uma verdade e quando isto ocorre temos um embate, também existe a possibilidade de uma verdade mais tênue, branda que divaga entre duas verdades. Uma pessoa pode ter mais do que uma verdade? Assim como a realidade à verdade é uma construção e como tal possui infinitas possibilidades, diria mais: quanto mais verdades tivemos melhor caso contrário seremos como V., impossibilitados de retirar nossa máscara.
Nietzsche já nos alertava a busca pela verdade é ridícula pois ela não existe, cada um tem a sua verdade porém algumas questões podem ser levantadas:
P. Para cada verdade existe uma mentira oposta?
R. Não, tal pensamento é positivista, a verdade (assim como o real) corresponde à ordem da metafísica, se as verdades não passam de possibilidades elas englobam a mentira em si como um único organismo pois afirmar que uma verdade é falsa implica em sobrepor outra verdade sobre ela.
P. Podemos ter 2 ou mais verdades contraditória?
R. Lógico que sim, o ser humano é contraditório suas invenções não poderiam ser diferentes.
Já dizia o poeta "a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer".
Indo mais além a verdade está intimamente relacionada a moral, ambas são amantes uma depende da outra para exercer seu gozo assim se a verdade não existe a moral também não: valores como bondade, generosidade, "humanismo", crueldade não são marcados a ferro em nossa alma. O que existem são emoções e mesmos estas podem ser confundidas pois o erro é humano.
Fulano ajuda os pobres, ele é tão humano! QUEM DISSE? Este é apenas um ponto de vista embargado pela moral e não uma verdade.
Por fim quero deixa-los com uma pergunta: seus valores são seus ou vocês apenas foram aceitos?

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