Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Aquilo que está oculto pode ser visto pelo buraco da fechadura ou contando uma piada


Estes dias estava pensando na Bruxa de Blair este excelente filme de terror consegue assustar da maneira mais simples possível, não mostrando nada. A produção levou três atores para o meio do nada, deu duas comeras para eles e ficaram fazendo barulho á noite, não poderia ser mais simples, nem mais assustador.
A verdade é que gostamos de histórias do tipo Bruxa de Blair não (apenas) pelo terror porém por sua estrutura. O filme é basicamente uma mentira, claro que toda a sétima arte é uma mentira, o cinema nos vende ficção mas Bruxa de Blair é uma mentira mentirosa somos levados a crer que a trama é real e que de fato aqueles garotos foram mortos por algum espírito da floresta. Ou gostaríamos de acreditar? O cinema possui outras histórias semelhantes como "Canibal Holocaustro" e "Contatos imediatos de quarto gral".
Estamos falando de um segredo que não é segredo - o segredo só existe até ser revelado este é o objetivo do segredo caso contrário não o confidenciar-mos. existe algo de erótico, de fetichista neste mundo em que viemos onde nada se revela por inteiro como se o olhássemos pelo buraco de fechadura lembro-me de Al Pacino explicando a psique de Deus em "Advogado do Diabo" em seu monólogo ele explica o por que o pecado original não só era inevitável como arquitetado - Deus diz veja a maçã mas não pegue; tudo bem pegue a maçã mas não prove; Vá... prove a maçã mas não coma; pode comer a maçã mas não engula.Assim é nossa sociedade com regras frágeis com aparências rígidas pronto para serem quebradas, alias estas proibições nascem para serem quebradas, nós brasileiros temos uma ótima fórmula para expor esta mentira é o humor alguns programas humorísticos são mestres em desmascarar a realidade como: "Os Simpsons", "Family Gay", "South Park" e os nacionais "CQC" e "Pânico na TV", nossa cultura popular também desmascara esta realidade através do humor. um exemplo:

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes apenas duas virtudes. Assim:
- Aos Suíços os fez organizados e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, corajosos e estudiosos.
- Aos argentinos, chatos e arrogantes.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.

- Aos Italianos, alegres e românticos.

- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Brasileiros, inteligentes, honestos e petistas.
O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo,
indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém, aos brasileiros foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.

- Isto é verdade!

- Façamos então uma correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do
meu coração, manterão estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas simultâneamente, como os outros povos!
- Assim, o que for petista e honesto, não pode ser inteligente.
O que for petista e inteligente, não pode ser honesto. E o que for inteligente e honesto, não pode ser petista. Palavra do Senhor...

Em uma entrevista para rede Record Lulla chorou ao despedir-se do país que governa, sua ênfase em anunciar sua aproximação do povo e jogar com o fato de vir de uma origem humilde, como se pobreza fosse uma virtude e não uma criação social.
Voltemos ao tópico apenas para encerra-lo, criamos o mundo em que vivemos o criamos de maneira subjetiva, assumimos papéis que tornam-se máscaras rígidas as quais não conseguimos retirar, vestimos uma carapuça, determinamos papéis que são aceitos pelos que nos rodeiam, precisamos dos pobres, dos ricos, das desigualdades e de sonhos idealistas são todas máscaras que precisamos retirar, para isto serve o cinema, o humor e a cultura popular.

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