Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

domingo, 8 de agosto de 2010

Kogal Mini Contos: Fazendo boas ações pt. 2


Começava à anoitecer quando Aki arromba o portão da piscina onde ela fica olhando para as águas ao lado da morte, Rika e Hitomi estavam mais atrás, Rika olha curiosa enquanto Hitomi comia um x-burguer.
- Ei Hitomi, por que a amiga da Aki fica flutuando?
- Eu já desisti de entender como o autor pensa.
- Como assim?
Hitomi olha para sua amiga, que ainda não sabia que era uma personagem de ficção.
- Você é mais feliz assim.
No primeiro plano Aki olhava para a piscina ao lado da morte.
- Ajudar um amigo a nadar é uma boa ação?
- Acho que sim, mas você não tem tempo para tentar outras coisas.
Aki olha irritada para o relógio esperando por Takami.
- Cadê você o lagartixa?
Takami grita de dento do vestiário - Por que você está me ajudando?
- Quatro lindas garotas querem ajuda-lo e você foge?
- Eu tenho vergonha.
Aki olha novamente o relógio, invade o vestiário masculino de onde arrasta Takami, ela o joga na água para o desespero do garoto.
- Agora nade!
Takami debatia-se em desespero até chegar na borda, Aki pisa em sua cabeça afundando-o até o corpo de Takami flutuar sem vida na piscina.
A morte suspira e devolve a vida para Takami que volta a debater-se e morre novamente. Aki e Morte olham-se.
- É melhor retira-lo da água antes de revive-lo.
Minutos depois Takami estava recuperando o Fôlego na beira da piscina.
- O que aconteceu?
Morte adianta-se.
- Nada de mais, você só morreu um pouquinho, mas já passou.
Takami olha assustado para morte que sorri de maneira ingênua. Aki fica desesperada e chuta o garoto para a piscina, ele começava a se afogar, mas Rika o ajuda a sair da água, em seguida ela encara Aki.
- Não é assim que se ensina alguém a nadar.
- O que você sugere?
- Que tal um pouco de incentivo?
Pouco depois as garotas estavam de micro biquínis, cercando Takami que estava sentado cobrindo suas partes íntimas.
- Isto não é muita apelação? - Rika parecia irritada, Hitomi bebia um refrigerante com a mão na cintura indiferente se alguém visse seu corpo, morte estava envergonhada, Aki não aguentava mais esperar.
- Muito bem, vamos voltar para a água.
- Agora não dá.
Aki percebe que o garoto estava de "barraca armada" ela acerta um chute nele que faz Takami quica três vezes na água antes de cair e começar a afogar-se novamente, ele para de se debater quando percebe que Aki também entrara na piscina.
- Escute aqui, se você vier nadando até mim eu te dou um selinho.
- Só um selinho? Eu prefiro brincar de "plaft - plaft".
- "plaft - plaft"?
- Sim, eu coloco o meu rosto no meio dos seus seios e "plaft - plaft".
- Filho da puta! Quem você pensa que eu sou? Vem logo aqui se não eu te mato desgraçado!
Takami atravessa a piscina em 2.5 segundos instaurando assim um novo recorde, Aki consegue sua boa ação.
No dia seguinte Aki acorda no limbo, a morte estava na sua frente.
- Por que eu estou aqui? Não fiz minha boa ação?
Morte fala consigo mesma olhando para o leitor - Ela chama aquilo de boa ação?
- Mas... o Takami aprendeu a nadar e aquela menina recuperou seu gato, ou um pedaço dele e aquela velinha sentiu-se viva e pronta para assaltar mais um dia.
Morte estava pensativa.
- Tem razão.
- Tenho?
- Sim, mas algumas coisas serão diferentes.
- Tudo bem, qualquer coisa, mas eu quero viver.
A morte sorri maquiavelicamente.
- Foi você que pediu.

FIM

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