Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A procura de um herói na F1 ou quem salva a mocinha peituda?

Chamar um esportista de herói é algo precipitado e muitas vezes injusto, não por seus feitos mas pelo mesmo estar fazendo o seu trabalho e nada mais. Tendo isto em mente mantenho o termo herói apenas para fins dramáticos.
Nos brasileiros estamos acostumados com grandes pilotos o primeiro foi Emerson Fittipaldi seguido por Nelson Piquet e Ayrton Senna depois... Rubinho "pé de chinelo" Barrichello o piloto de batata frita (lembram-se daquele comercial em que ele pilotava um pacote de batatas fritas), o fiel escudeiro (piada criada pro Galvão Bueno que tentava elogiar o inelogiável), também conhecido como tartaruga ou caracol (segundo pânico na TV)... como esquecer de suas músicas "este ai passou, este ai passou, este ai passou..." ou "sempre atrás de um alemão/é o Rubinho/ sempre atrás de um Alemão/é o Rubinho/e o motivo todo mundo já conhece/Problema hidráulico, o motor que aquece..."
O ultimo domingo foi um dia triste para o auto mobilismo brasileiro, foi o dia em que Felipe Massa virou Rubinho... Vamos voltar no tempo quando Rubinho foi demitido da Ferrari nós brasileiros comemoramos - comemoramos pois não passaríamos mais vergonha com o Barrichello e comemoramos pois teríamos um piloto de verdade na Ferrari. Massa quase foi campeão, era arrojado, determinado e nos orgulhava até semana passada... assisti o GP da Hungria e Massa foi discreto, atrás de Alonso atuação digna de um Rubinho.
Pensemos na analogia de um filme de ação temos o herói, uma mocinha peituda que precisa ser sáuva e o alívio cômico - aquele personagem meio pateta que fica fazendo trapalhadas a arrancando risadas do público. O mocinho é atlético, simpático, corajoso, salva o mundo e fica com a mocinha peituda já o alívio cômico é baixinho, fora de forma, feio e fica com o cavalo do herói. Se o auto mobilismo brasileiro fosse a série Star Wars Senna seria Luke Skywalker, Nelson Piquet seria Han Solo e Barrichello seria Jar-jar Binks. Massa saiu da categoria de herói para alívio cômico, rótulo difícil de perder o único caso que me lembro de um alívio cômico virar herói de ação foi Nigel Mansel - apelidado por Piquet como "o idiota veloz" claro que Mansel venceu competindo sozinho, mas foi campeão.
Falta alguém nesta equação os anti-heróis aquele personagem que mais parece um vilã mas é um herói Piquet pode ser um bom representante para este personagem, mas acho que ninguém representa o anti-herói melhor que Michael Schumacher - pessoalmente prefiro os anti-heróis eles são debochados, canalhas e fazem coisas pervertidas com as mocinhas. Outro bom protagonista seria Fernando Alonso, eu não critico Alonso e absolvo massa pelo contrário todos os envolvidos na troca de resultado são igualmente responsáveis a diferença é que Alonso é um anti-herói e sabe o que precisa fazer para resgatar a mocinha já Massa foi o alívio cômico preferindo beijar o cavalo.
Neste GP pudemos ver ecos da amarelada de Felipe massa, Barrichello ultrapassou Schumacher (algo inédito) o alemão defendeu-se sem ser desleal, a rede globo chamou o multi campeão de desleal mas a onde ele foi desleal? O Rubinho poderia ter batido? Era só ele tirar o pé do acelerador, algo que fez por anos ao lado de schumi. A Globo sempre tratou os dois como rivais quando na verdade Rubinho vendeu sua dignidade por seis abrindo espaço para o alemão ser vitorioso trajetória semelhante a de Weber vencedor da prova com uma diferença ambos tiveram apenas uma chance de provra que eram pilotos com capacidade de serem campeões, Rubinho falhou no ano passado terminando em terceiro no campeonato já o australiano pode vencer este ano, como Button fez ano passado em cima do Rubinho.
Depois da corrido Barrichello ficou chorando para o microfone global dizendo que esta ultrapassarem foi para desentalar os seis anos de fidelidade ao alemão. Interessante se foi tão incomodo para o Rubinho por que ele demorou tantos anos para levar a público? A verdade é que a única coisa em que o Barrichello é bom é chorar.

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