Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 4 de setembro de 2010

Kogal Mini Contos: Cuidados femininos


Era apenas mais um dia no colégio, se não fossem os gritos de Aki ecoando pelo corredor. Rika passa correndo pelo corredor seguida por Aki, as duas amigas discutiam arremessando seus sapatos uma na outra - Aki arremessa uma carteira, Rika responde com uma pia de cozinha Aki atira uma privada Rika joga um bode. Aki desvia do animal que acerta o professor Kurosawa. As meninas olham assustada para Kurosawa desmaiado, ao lado do bode que comia a flor de um vazo colocado na janela.
Minutos depois as duas garotas estavam arrependias na frente da diretora que babava de raiva.
- O que as duas pensam que estavam fazendo?
- Sabe o que é... nós duas nos desentendemos, só que as coisas saíram do controle.
A diretora desacreditava naquelas duas garotas que pediam desculpas pelo que fizeram.
- Posso saber o motivo da briga?
Aki leva seu dedo ao queixo, olhando para cima como extrema seriedade ela recorda o início da briga, ela puxa o ar e começa a explicação:
- Esqueci.
A diretora quase cai da cadeira, Rika cai de costas enquanto Aki tenta disfarçar sorrindo.
- Eu não tenho culpa se o escritor não pensou em nada.
- Escritor? - desta vez é a diretora quem fica confusa - que escritor?
- A Aki pensa que ela é uma personagem de ficção.
Aki segura as mãos de sua amiga sorrindo.
- De qualquer forma o motivo de nossa briga não é importante, o que importa é continuar nossa amizade.
- E o que acontece com o professor de vocês? Ele está de cama depois de ... - a diretora lê a ficha médica do professor Kurosawa ficando perplexa - de... de... ter sido atingido por um bode!?
- Ele está doente? - Aki parecia preocupada - que bom, a aula dele é um saco mesmo.
- Que bom, já que vocês não gostam da escola, eu vou suspende-las.
As meninas entram em desespero implorando de joelhos para a diretora lhes dar outra chance, a mandatária da escola sorri vitoriosa.
- Existe uma maneira de vocês continuarem no colégio, já que estavam brigando cooperem e ajudem seu professor enquanto ele estiver descansando em casa.
Durante a tarde as duas amigas encontram-se com Hitomi explicando seu castigo para ela, que ouve em silêncio enquanto come um x-burguer.
- Ei Hitomi?
- O que foi Aki?
- Eu estava pensando, você é tão serena, você nunca fica irritada?
- Um samurai tem que saber controlar suas emoções.
- Samurai?
- Eu só entraria em uma batalha a pedido de meu mestre.
- Mestre?
- Se entrasse em uma luta seria rápida e letal, caso perdesse cometeria suicídio envergonhada por viver.
- Do que você está falando?
- Venham comigo, tenho algo que irá ajuda-las em seu castigo.
Meia hora depois Hitomi estava em seu quarto esperando que suas amigas saiam de dentro do banheiro onde estavam se trocando, o que ela ouve é a voz de Rika.
- Por que temos que fazer isto?
- Por que combina com a tarefa designada a vocês.
Antes que as duas respondam Hitomi abre a porta do banheiro revelando Aki e Rika vestidas como coelhinhas da plaboy.
- Por que temos que usar isto!? - berrava Aki em completo descontrole.
- Você não vão cuidar de um homem? É assim que mulheres devem se vestir para alegrar um homem doente?
Aki espumava num misto de ódio e desespero por não ser compreendida, enquanto Rika olha-se no espelho com os olhos cheios de lágrimas "o que aconteceu comigo? Eu era uma menina com sonhos, vivia cada dia aspirando pela esperança do meu futuro. Onde está aquela menina sonhadora?"
- Acho que entendi sua confusão - Hitomi percebe que talvez cometera um erro - vocês preferem uma roupa de enfermeira sexy?
- Sua maluca, nós vamos cuidar do nosso professor - os olhos de Aki giravam devido a sua loucura induzida - isto é um castigo entendeu? c-a-s-t-i-g-o CASTIGO!
- Você está dizendo que prefere algemas e chicotes? Pois eu também posso empresta-los, mas limpem o sangue antes de devolver.
Aki desiste e arrasta Rika para fora daquela casa.
Minutos depois as meninas estavam na casa do professor Kurosawa que fica assustado quando encontra as duas garotas. Aki e Rika desculpam-se pelo ocorrido dizendo que irão cuidar dele. Kurosawa deita-se sorrindo pois duas colegiais irão "cuidar dele" seus sonhos eróticos são interrompidos por gritos de garotas, som de pratos quebrando, uma parede cai. Kurosawa levanta-se e corre até a cozinha que pegava fogo enquanto as duas garotas brigavam por uma panela.
- O que vocês estão fazendo?
- Esqueci?
Aki fica rindo enquanto o professor e Rika caem de costas.
- Nós estávamos decidindo quem faria sua janta professor.
- Por que as duas não cooperam?
As garotas concordam enquanto o professor vai deitar-se.
Minutos depois Kurosawa é acordado pelas garotas que oferecem um filet de peixe para ele, o professor prova com receio de ser envenenado mas percebe que estava delicioso.
- Está muito bom meninas.
- Obrigada.
- Você cooperaram para fazer meu jantar?
- Sim, a Aki pescou e matou o peixe, enquanto eu o cozinhei.
- Pescou?
- Sim, eu o pesquei naquele lago atrás da sua casa era um peixe bem grande e gordo, ele parecia amigável por isto foi fácil surpreende-lo, depois eu cortei sua cabeça, abri sua barriga, limpei e retirei as entranhas então...
Kurosawa deixa o peixe de lado e levanta-se indo até um armário contando uma antiga história de sua família:
- Quatro anos atrás meu filho casou-se e saiu de casa, pouco depois ele teve uma filha Yuri - Kurosawa procurava algo em seu armário - Com três anos de idade Yuri me deu um peixe de presente no meu aniversário, dias depois Yuri adoeceu morrendo em seguida, então eu cuidei daquele peixe. A ultima memória da minha netinha. E agora vocês matam esta doce lembrança, me contam os detalhes do seu sofrimento e me fazem comer este peixe que simboliza minha neta?
Kurosawa saca uma metralhadora com motosserra (!?), algumas granadas e corre atrás de Aki e Rika explodindo sua casa. As garotas caem ao lado de uma parede destruída onde algo ovalar pulsava chamando a atenção das meninas.
- O que é isto?
Aki olha mais atentamente aquela coisa quando descobre sua identidade.
- É um ovo de tijolo.
Rika fica muda diante de algo tão estapafurdio, ela levanta catatônica e prepara-se para a morte, vinda pelas mãos de seu professor que mira nas duas garotas sorrindo como um demônio vingador.
- Espere professor - Aki estende sua mão impedindo a vingança de Kurosawa - entendo que o senhor esteja furioso conosco, mas não deixe que esta pobre criatura venha à um mundo cercada pela violência.
Aki segura o ovo delicada mente mostrando-o ao seu professor que sensibilisado abaixa a arma.
- Um ovo de tijolo, eles são raros, geralmente nascem dentro das paredes...
Kurosawa para percebendo que havia destruído a parede e provavelmente matado a mãe daquele ovo.
- O que foi que eu fiz? Sou um assassino eu mereço morrer!!!
- Não! O que aconteceu foi um acidente, se quer mesmo redimir-se então cuide e ame este tijolinho com o mesmo amor que o senhor tinha por sua neta.
O ovo começa a rachar Aki e Kurosawa tinham lágrimas nos olhos de emoção por estarem diante do milagre da vida. O ovo se quebra nascendo um tijolinho.
- Veja professor, uma nova vida veio ao mundo, dê a ela amor e não ódio, cuide dela, a proteja mas cuidado para não ser zeloso em excesso.
Kurosawa pega o filhote de tijolo em suas mãos em com muito cuidado o embala.
- É uma fêmea, seu nome será Yuri.
Rika olha indignada para o leitor.
- Por favor acaba logo.
FIM
- Obrigada

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