Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Kogal Mini contos: O encontro de Aki com Takami



Aki passa seu batom, dá uma volta na frente do espelho esvoaçando sua saia, o sorriso da garota torna-se uma expressão de raiva, Aki bate o pé no chão contrariada.
- Por que tenho que sair com aquele idiota?
- Por que você prometeu - A morte flutuava atrás de Aki, assustando a garota.
- O que você você está fazendo aqui?
- Estou curiosa com esta coisa de "encontro". posso ir junto?
- Se você vier junto não será mais um encontro - dizia Aki contrariada - pensando bem, pode vir.
- Não você prometeu que "teria encontro" com o Takami.
Flash Beack
Duas semanas atrás Aki agarrava a perna de Takami chorado em desespero.
- Por favor, eu não estudei nada, me ajuda PELO AMOR DE DEUS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- A culpa é sua por não ter estudado. Além do mais estamos em salas diferentes, como você vai colar de mim?
Aki - com olhos brilhando e um sorriso maligno retira dois celulares de sua bolsa, seguido por dois blusões da sua escola.
- Passo 1) irei colocar este fone de ouvido neste celular; passo 2) vou enrolar o fone de ouvido no meu antebraço, o lado em que se ouve irei encostar na orelha, o lado em que se fala irei colocar no cotovelo; passo 3) Farei minha prova com minha cabeça apoiada no braço assim poderei falar todas as perguntas e ouvir as respostas. E você faz o mesmo.
- O tempo em que você levou para pensar nesta cola dava para ter estudado.
- Por favor Takamiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
- Tudo bem.
- Viva!
- Masssssssssssssssssss em troca vou querer sair com você em um encontro.
De volta ao dia de hoje
Aki estava desconsolada, arrependida pela decisão, mas obrigada pela pouca consciência que tem. Em fim, ela vai ao encontro de takami.
Meio dia Takami estava em uma praça vestindo terno de lã amarelo com quadriculados verdes,camisa azul e gravata verde, cabelo repartido ao meio fixado com gel. Ele já estava preocupado pois chegara duas horas antes do combinado quando finalmente Aki chega ao local combinado.
- É exatamente meio dia portanto boa tarde.
- Tanto faz.
Assim que o "casal" inicia seu encontro a Morte aproxima-se da praça voando sem ser percebida por ninguém(!?) primeiro Takami leva Aki para um cinema onde estava passando um filme de Jackie Chan para a surpresa da garota.
- Jackie Chan?
- Achei que este filme combinava com você.
Irritada Aki acerta um chute rotatório no rosto de Takami jogando-o longe. Aki respira profundamente olhando para os outros filmes, ela percebe um cartaz de filme romântico e sente um arrepio na espinha, Takami aproxima-se dela e recebe um soco no olho da garota.
_ O que foi agora?
- Eu nunca assistiria uma romance com você!!
Morte anotava cuidadosamente os passos deste estranho ritual chamado encontro.
Em seguida Takami leva Aki para uma feira de flores, a garota surpreende-se positivamente.
- Achei que uma garota fosse gostar de ver flores.
Aki agradece feliz, em seguida ela corre para ver de perto algumas flores, os raios do sol atravessam a estufa iluminando o rosto de Aki, Takami olha encantado para Aki, sem conseguir se controlar Takami corre enlouquecido até Aki. Esta se assusta quando vê Takami correndo para cima dela exibindo os lábios pronto para beija-la, em desespero Aki pega um caquitos enfiando-o na boca de Takami que rola no chão de dor.
A morte anotava tudo o que Aki fazia.
Pouco depois Aki sai da feira de flores irritada com Takami que estava com os lábios inchados.
- Você estraga tudo mesmo.
- Desculpe.
- Estou com fome.
- Como assim?
- Fome! Meu estômago está vazio, meu organismo pede comida, o açúcar de meu sangue já foi metabolizado... não vá me dizer que você convida uma garota para sair e não a leva para jantar.
- São três horas da tarde!
- Não importa! Eu quero comer.
Aki chuta Takami para que este ande logo.
Pouco depois Takami leva Aki para um restaurante por quilo. Aki fica furiosa.
- O que é isto?
- Eu sempre como aqui.
Aki saca um caquitos que comprou na feira de flores e o enfia no olho de Takami que fica rolando de dor no chão.
- Como você leva uma garota linda, simpática e maravilhosa para comer em um restaurante por quilo.
Morte anota tudo em seu caderninho enquanto Takami leva Aki para um restaurante e chora ao pagar a conta.
No final do dia Takami estava desanimado e arrastando-se enquanto leva Aki para casa, a garota saltitava segurando uma sacola cheia de presentes.
- Muito obrigada.
Aki entra em casa e bate a porta no rosto de Takami que desiludido começa a chorar. Aki estava dentro de sua casa apoiada contra a porta ouvindo o choro de seu amigo.
Takami voltava por uma rua deserta, olhando para baixo quando vê Aki encostada em um poste de luz, esta aproxima-se de Takami e dá um beijo em seu rosto.
- Obrigada, eu me diverti muito hoje.
Aki vai embora sorrindo enquanto Takami pula de alegria, nenhum dos dois repara na morte que anotava tudo.
Conclusão da morte:
"O ritual humano denominado 'encontro' é precedido por muita indecisão, rapidamente o casal se confraterniza, ambos os lados adaptam-se ao gosto do outro. Conclusão nenhum dos dois faz o que quer por querer agradar o outro. Mas no fim os dois fazem o que queriam à tanto tempo. Por que os humanos enrolam tanto?"

FIM

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