Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 11 de setembro de 2010

Kogal Mini contos: A Odisseia de Cousteau - Um dia na vida de três garotas


- Boa noite, sou Jacques Cousteau, o oceano está lindo, a vida segue seu rítimo preservada, longe da interferência do homem. Esta noite visitaremos visitaremos uma espécie pouco conhecida a Kogal.
Jacques Cousteau estava de pé na proa de seu barco, o Calypso, a morte passa atrás dele flutuando e dando tchauzinho para o leitor.
Aki caminhava sem ter para onde ir pelas ruas que circulam sua casa quando ouve uma voz vindo do além. Uma voz com sotaque francês.
- Como toda forma de vida marítima a Kogal é fruto de uma evolução, entre as décadas de 60 e 70 as garotas queriam ser más, eram agressivas e andavam em Ganges. O primeiro elo da evolução chama-se "Sukeban" Suke (fêmea), Ban (chefe).
Década de 60, Aki, Rika e Hitomi estavam sentadas no primeiro degrau de uma escadaria as três fumavam cigarros, usam uniforme de marinheiro com longas saias indo aos joelhos, cada uma tinha uma gilete escondida em suas mãos. Aki segurava uma espada de bambu, Rika e Hitomi traziam correntes.
- Ei garotas - gritava Aki - e aquele bunda-mole hoje querendo me desafiar? Ele mijou nas calças quando ameacei cortar o olho dele com minha gilete.
As três ficam rindo do feito de sua líder quando ouvem um narrador francês:
- Estas garotas além de violentas costumavam roubar lojas e baterem carteiras, muitas escondiam uma gilete entre os seios para rasgarem os rostos dos seus inimigos.
As três garotas erguem-se perante uma gange rival, Aki cospe o cigarro sorrindo, ela ergue sua espada de bambu ameaçadoramente.
- Deixemos está barbárie para prosseguir na evolução, em meados dos anos 80 as colegiais abandonaram seu aspecto violento, seus uniformes tornaram-se cada vez mais sensuais assumindo um aspecto sensual e meigo até o dia de hoje. Veremos o exemplo de três espécimes, irei me aproximar lentamente, evitando assusta-la.
Aki estava sentada na sua cama, irritada de braços e pernas cruzadas, ela olha para o narrador com os olhos vermelhos de raiva, o narrador afasta-se preocupado por afetar o eco sistema daquele ser marinho.
- Eu não sou um peixe!
Aki levanta-se irritada, saindo de seu quarto, sua irritação aumenta por ser seguida pelo documentarista.
- Escolhi esta espécime por ser absolutamente mediana, do tipo que pode ser vista em qualquer lugar, mesmo seu cabelo sobre os ombros ou expressão raivosa não a diferem das demais garotas.
Furiosa Aki atira um sapato contra o documentalista esbracejando com dentes pontiagudos, língua bifurcada, soltando fogo pela boca (conseguiram visualizar?).
- Quem disse que eu sou mediana? Sou muito linda - Aki batia o pé no chão ininterruptamente - é inaceitável que você não perceba como eu sou especial seu francês pervertido.
Aki vai embora irritada mancando pois usava apenas um pé de sapato. A câmera de Cousteau, continuando sua narrativa.
- A Kogal pode aumentar sua renda com encontros pagos, o que envolve encontros com homens mais velhos, envolvendo passeios ou jantares.
Aki estava sentada à uma mesa de um restaurante sujo e caindo aos pedaços, na sua frente um homem de quase cinquenta anos parecia envergonhado.
- Isto deve ser brincadeira.
- Desculpe boneca.
- Não me chame de boneca seu velho mentiroso.
- Não me chame de mentiroso tchutchuquinha.
- Cadê o seu carrão?
- Emprestado.
- Seu terno?
- Do meu irmão.
- Seu celular?
- Da minha mãe.
- A carteira de couro?
- Do meu primo.
- O sapato de marca?
- Roubei de uma loja.
- Você é uma fraude!!!
- Não fale assim ô bacanuda.
Aki salta de sua cadeira acertando aquele homem com um chute no rosto.
A cena muda para o quarto cor-de-rosa de Hitomi, esta estava sentada sobre os joelhos em sua cama abraçando uma boneca de pano artesanal no formato de Rika.
- Estamos no recinto de outra garota, seus longos cabelos negros e pele pálida, modos delicados a fazem uma linda garota, comparando com a espécime anterior (Aki) esta aqui (Hitomi) é mais evoluída.
O documentário é interrompido com Aki acertando Diego com um taco de basebol.
De volta ao quarto de Hitomi esta abraçava a boneca feita à imagem de Rika demonstrando um pouco de sua emoção.
- A rotina desta garota envolve um ritual peculiar, a garota é uma cosplayer - Hitomi abre seu armário mostrando centenas de uniformes e fantasias - cosplay é aquela pessoa que veste-se como sua personagem favorita de anime, comix ou seriados imitando seus trejeitos e interpretando cenas.
Hitomi intercala as cenas do documentário fantasiada de: enfermeira, professora, empregada, freira, jogadora de tênis, chefe de torcida, coelhinha da playboy, diabinha, anjinha, prostituta, salva-vidas.
- Esta fêmea possui outros artifícios para atrair os machos de sua espécime como suas grandes mamas, o representante masculino é particularmente atraído pelas mamas e quadris avantajados, curiosamente as fêmeas preocupam-se em emagrecer cada vez mais.
Hitomi estava ajoelhada perante o documentalista oferecendo para ele um almoço caseiro e um jornal.
- Eu farei tudo o que você quiser - Hitomi faz uma mesura perante Jacques Cousteau - Se quiser testar meus atributos é só pedir mestre.
Desta vez estamos no quarto de Rika que acena alegremente para o documentalista.
- Esta terceira espécime não apresenta muitos atrativos, ela não é alta nem baixa, não é magra e nem gorda, não é diferente, mas também não é comum.
Rika estava chorando no canto de seu quarto perguntando "o que eu sou?".
As três amigas passeavam por um shopping já habituadas com a narração com sotaque francês.
- Iremos nos despedir com a imagem destas três espécimes em seu habitat natural uma espécie de estrutura de concreto e vidro onde os seres marinhos nadam sem rumo.
- Eu já disse que não sou um peixe! - grita Aki.
- Estas três espécimes convivem pacificamente em sua rotina, compartilhando seus problemas e dividindo suas alegrias quase nada pode afetar tal estado.
As três garotas vêem a ultima bolsa em liquidação e correm até ela uma empurra a outra tentando chegar na bolsa primeiro.
- Como toda forma de vida estas espécimes podem competir por aquilo que é essencial para sua sobrevivência.

FIM

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