Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

domingo, 3 de outubro de 2010

Kogal Mini-Contos: Real


Aki estava deitada em sua cama, abraçando seu urso de pelúcia com os olhos voltados para o nada, seu pensamento se perdia no passado, lembrando-se da caça aos velhos e como os executivos a sustentavam.
- Não tem mais graça.
Aki fecha os olho, pensando em um universo perfeito onde ela era a rainha e seus amigos ajoelhavam-se na sua presença. O pensamento da garota é interrompido pela morte que flutuava sobre sua cama.
- É isto mesmo que você quer?
Aki vira-se de lado, contrariada.
- Perdeu alguma coisa?
- Acho que quem perdeu foi você.
- O que você tem com isto?
- Você está triste.
Aki atira seu ursinho sobre a Morte, os olhos da garota estavam repletos de lágrimas Morte percebe que deveria ir embora.
Era tarde da noite quando Aki consegue dormir, em seu primeiro sonho Aki vê-se como um ornitorrinco. Desesperada a garota corre em círculos abanando seus pequenos braços, desajeitada Aki tropeça e cai de cara no chão.
- O que está acontecendo.
Eis que surgem Rika e Hitomi, também como ornitorrincos, Rika batia seu rabo no chão enquanto Hitomi comia algumas frutas, Aki começa a chorar.
- Eu não quero isto!!!
Rika faz sinal para que sua amiga pare de chorar.
- Não adianta ficar chorando, nós temos que terminar a represa.
- O que?
Rika e Hitomi iam na frente carregando pedaços de tora, Aki as segue sem entender direito o que acontecia, no caminho o ornitorrinco Takami entrega uma flor para Aki, a garota o atinge com seu rabo quebrando o óculos de Takami.
Ao fim do dia as duas amigas terminaram de construir a represa, Aki estava distante das demais olhando seu reflexo na água.
- O que está acontecendo?
A morte aparece atrás dela, flutuando, em sua forma humana.
- Então ficou mais fácil?
- O que você está fazendo aqui? E por que não virou um animal fedido?
- Algumas coisas nunca mudam - Morte tentava se consolar - você não estava triste? Eu tentei mudar a realidade para você.
- Não é isto o que eu quero.
Morte sorri. Um segundo depois Aki volta a sua forma humana, apenas de roupa íntima, em um universo todo negro.
- Por que eu estou pelada? SEUS TARADOS!!! Pelo menos me coloquem em um fundo claro assim vocês podem ver meu maravilhoso corpo.
A morte surge ao lado dela.
- O preto é a ausência de todas as cores. Mas se quer clarea-lo.
O fundo fica branco.
- Pronto, mas sua liberdade diminuiu.
- Liberdade?
- Não é o que você queria? Agora este mundo é seu, você pode cria-lo como quiser e ser quem você quiser, porém quanto mais estruturado for seu mundo menor será sua liberdade.
- Acho que vou começar com o céu e a terra.
Cria-se um chão e um céu, em seguida Aki aparece vestida, ela começa a recriar o que conhecia mas para com a desaprovação da morte.
- O que foi agora?
- Você quer um novo mundo para fazer o mesmo de antes?
- Existe uma ordem neste mundo que precisa ser seguida.
- A é? Meu pai é o deus da morte, já estava vivo antes do tempo ser tempo e nunca me disse que tal ordem existe.
- Ele mentiu para você.
- Meu pai mentiu?
- O mundo precisa de uma ordem.
- Por que? Quem disse que o muno precisa desta ordem?
Aki coça sua cabeça sem entender o que a morte falava "o que?"
- Vou simplificar. Vocês humanos criaram as regras que vocês mesmos seguem, com o tempo vocês tornam-se escravos de sua criação. Com o tempo vocês esqueceram desta criação e queixam-se delas.
- Mas eu não posso mudar o mundo.
- Você precisa?
- Eu tenho que mudar quem eu sou? Me enquadrar e ser parte do todo?
- Não. A menos que você queira.
- O que você quer dizer?
- Você pode ser feliz com seus amigos e família sem precisar deixar de ser você mesma.
- Mas para isto eu tenho que tentar.
- Sim, mas não é muito fácil.
- Como você sabe de tudo isto?
- Eu conversei com o escritor.
- A, ele. O cara ficas nos usando para fazer experiências.
- Parece que você está descrevendo um cientista louco - Morte estava incrédula com sua amiga - de qualquer forma ele pediu para para lhe dar um recado: "você ainda não percebeu, mas existem outras possibilidades".
- O que ele quer dizer?
- Não sei, ele só disse isto.
Voltamos ao quarto de Aki ela e morte olham em volta, a garota deita-se aliviada.
- Você não vai dormir? Está quase amanhecendo.
- E quem disse que a noite é para se dormir?
Aki sorri para morte, as duas amigas ficam rindo juntas.
No dia seguinte Aki, Rika, Hitomi, Takami e a Morte iam se divertir de ônibus cansadas pois eles saíram de casa muito cedo. Hitomi finge dormir para apoiar-se no ombro de Rika, cansada, esta não se incomoda, Takami tenta fazer o mesmo com Aki levando um soco no rosto.
Os amigos passam o dia juntos, Rika foge das mãos escorregadias de Hitomi, Takami apanha de Aki, Morte sobrevoa todos, muito feliz.
Ao final do dia todos dormiam na viajem de volta, Aki percebe que ninguém olhava e segura a mão de um adormecido Takami.

Fim

Boa noite a todos e muito obrigado por lerem estes minicontos até o final.

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