terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mini conto: O ministério de Dilma 04: Alianças sinistras pt. 01


Dilma, Marta, Netinho, Zé Dirceu e Genuíno estavam na sala de reuniões, localizada no castelo assombrado, sede do PT, estavam todos impacientes esperando pelo fim da reunião entre Lula e o PMDB, uma criatura de 10 cabeças cujas cada cabeça fala uma língua diferente.
Dentro do calabouço onde ocorria a reunião entre Lula e o PMDB o ex-presidente estava ajoelhado com a testa encostada no chão, as 10 cabeças falavam intervaladamente.
- Não se atreva a delegar nenhuma função sem nossa permissão
- Sim cumpanheiro cabeça 2.
- Antes de tomar qualquer decisão nos ligue antes.
- Sim cumpanheiro cabeça 5.
- Não escolha nenhum ministro sem nos perguntar antes, temos algumas sugestões que devem ser apreciadas.
- Nem mesmo para o cumpanheiro Mercadante? Cumpanheira cabeça 7.
- Principalmente o Mercadante - as ventas da criatura exalam fogo - Mais importante, coloque uma coleira bem apertada naquele Pit Bull de peruca.
- Fala da Dilma, cumpanheiro cabeça 9?
- Sim, falo da sua terrorista favorita.
- Eu também gosto do Chavez e do presidente do Irã.
- Silêncio!
- Sim, cumpanheiro.
- Agora pode ir.
Minutos depois Lula aproxima-se da sala de reuniões, antes de entrar na ele olha para os dois lados, tendo certeza de que não estava sendo seguido Lula retira um tijolo da parede, revelando um esconderijo, onde encontra uma cachaça e bebe um gole, Lula entra na sala triunfante, senta-se em seu trono de crânios humanos. Dilma levanta a pauta da reunião.
- Precisamos selecionar os cargos ministeriais e demais funções do planalto.
- Preste atenção Dilma - Lula ergue seu tom de voz intimidando todos na sala - Não se atreva a delegar nenhuma função sem minha permissão.
- Sim, companheiro Lula.
- Antes de tomar qualquer decisão me ligue antes.
- Sim, companheiro Lula.
- Não escolha nenhum ministro sem me perguntar antes, tenho algumas sugestões que devem ser apreciadas.
- Nem mesmo para o Mercadante?
- Principalmente o Mercadante. Agora vamos começar nossa reunião.

Continua...


Na próxima segunda-feira: o ultimo mini conto "O ministério de Dilma"

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Chiaki Kuriyama


Esta é uma nova série dos deuses mortos, uma vez por mês irei postar sobre uma gata, escreverei uma breve e postarei algumas imagens, nada muito diferente do que você leitor está acostumado em meu Blog. "J´apelle un chat un chat" (ser honesto sem preocupar-se). Para tão agradável tarefa de iniciar esta nova sessão escolhi uma das mulheres mais bonitas do mundo a atriz Chiaki Kuriyama.
Chiaki kuriyama (Tchiaki Kuriyámá) é uma atriz japonesa, nascida em 10 de Outubro de 1984 na cidade de Tsuchiura, talvez você não a conheça pelo nome, mas certamente já esta garota no cinema, Chiaki interpretou Go go Yubari em Kill Bill - a Kogal assassina, segurança da líder Yakuza e fetiche ambulante.
Tarantino escreveu a personagem especialmente para Chiaki após assistir "Batalha Real" um filme sobre um game onde os alunos de uma sala de aula são sorteados para enfrentarem-se até a morte em uma ilha deserta, Tarantino ficou fascinado após Chiaki ter matado um rapaz com facadas na região escrotal.
Em sua vida real Chiaki é muito diferente das assassinas sádicas que interpreta na tela, delicada e gentil ela afirmou em entrevistas que algumas pessoas tem medo dela, porém ela faz um estilo mais sedutor e menos "menina meiga" que a diferencia das demais atrizes. Durante as filmagens de "Azumi 2" onde Chiaki interpreta uma assassina sádica a atriz principal Aya Ueto afirmou sentir inveja do estilo da Chiaki por ela ser muito linda.
Como atriz ela já atuou em quase todos os tipos de papel no cinema, atualmente ela está se dedicando á música, é possível ver o clip de Ryuusei no namida (Tears of Falling Stars) no You Tube.
Além de atriz ela é formada em ballet clássico e gisnática olímpica (fundamentais para ser atriz japonesa e interpretar cenas de ação), gosta de vestir-se como gotic lolita e adora animes, principalmente Evangelion, ser fã de animes é pré-requisito obrigatório para namora-la.
Não posso encerrar esta coluna sem mencionar o seu troféu do MTV Movie Awards na categoria "melhor cena de luta" por Kill Bill. Está bom assim ou precisa mais?

Site oficial (em japonês): http://www.spacecraft.co.jp/chiaki_kuriyama/
Fan site (em Inglês): http://www.chiakikuriyamashrine.com/
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=3877926
Ryuusei no namida (Tears of Falling Stars): http://www.youtube.com/watch?v=vGu-Fsl_uek

































































segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mini conto: O ministério de Dilma 03 Isto nunca acaba


Dentro da sala de reuniões, no castelo assombrado do alto da colina onde se estabelece a sede do PT Dilma limpava sua pistola perante os olhos incrédulos de Marta.
- Mas Dilma, você tem que tomar cuidado com estas coisas.
- Que coisas?
- Sua arma?
- Fala da Catarina?
- Você deu nome para sua arma?
- Eu e ela tivemos muitos momentos de felicidade.
A porta da sala de reuniões abrem-se, entram Lula e Eduardo Suplicy, o primeiro senta-se na cabeceira da mesa, em seu trono de crânios humanos, o segundo senta-se sorridente ao lado de Marta, ofertando-lhe uma rosa, Marta saca uma tesoura e corta a rosa ao meio.
- Hoje eu pedi para o cumpanheiro Suplicy vir falar pra nóis - começa Lula - ele pediu para apresenta um pojeto social.
- Muito obrigado presidente Lula - começa Suplicy, ignorando o olhar de protesto da Dilma - muito bem, como todos sabemos a situação dos pobres, moradores da periferia, que não são abastados monetariamente e por isto vivem na miséria abrange a falta de recursos monetários para suas necessidades...
Meia hora depois Suplicy termina de ler a quarta folha, Dilma e Lula estavam quase dormindo, Marta dedilhava impaciente na mesa, Suplicy continua sua leitura.
- Os moradores da periferia evidenciam sua situação em manifestações artísticas, estas envolvem música, poesias, prosa, pintura, grafitagem. Acho necessário evidenciar a diferença entre pintura e grafitagem, separei 37 pequenos tópicos que ilustrem tais diferenças.
Furiosa Marta levanta-se acertando um tapa na cabeça de Suplicy, Lula e Dilma acordam.
- Chega, eu aguentei esta ladainha por todo nosso casamento, este cara é muito lerdo. Vocês tem ideia de como é fazer sexo com ele? O Eduardo levava dez minutos para colocar e retirar o Pênis na minha xota! Ele é tão de vagar que a gravidez do Supla demorou 18 meses!
- Por favor Martinha...
- Martinha o caralho! Você lembra quando demos duas tartarugas para nossos filhos? Um dia você ficou de tomar conta e elas fugiram!
- Elas corriam muito.
- E quando eu trai você pela primeira vez? Eu errei seu nome e te chamei de Tonhão do caminhão, mesmo assim consegui te convencer de que Tonhão é fácil de confundir com Eduardo.
- Você me traiu Martinha?
- Sim!!! Eu trai você, você é chato, lerdo, broxa, recita letras de rap, passa horas conversando com a torradeira, acredita que duendes existem, torce pelo Rubinho. Você me irrita, sua voz me irrita, sua presença me irrita, sua respiração me irrita.
- Eu amo você Martinha.
Marta arranca os cabelos e acerta outra bordoada em Suplicy, Lula e Dilma saem da sala de vagar, pé-ante-pé, deixando marta e Suplicy discutindo.
Continua...
Na próxima segunda-feira: começa a composição do ministério pmdebista, digo petista.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

As correntes da moralidade


O que é ser moral? Podemos dizer que a moralidade permite que nós vivamos em sociedade, a moral é um conjunto de regras e normas, a ética e as leis fazem parte desta moralidade. As normas sociais e leis que não estão escritas, mas todos seguimos fazem parte desta moral.
A moral permite que o mundo em que vivemos permaneça como ele é, ao mesmo tempo em que a moral é criada pelo homem, ela é uma invenção que criou vida e agora nos desafia com suas regras.
Podemos concluir que a moral é necessário, precisamos viver em um mundo com certa ordem, mas qual ordem mas qual ordem? Comentei sobre esta ordem nos quatro tópicos sobre a "moral nietzscheana" por isto não vou me deter no assunto. Ao contrário falarei sobre as correntes da moral ou como ela nos aprisiona.
Esta ultima semana foi marcada por duas controvérsias morais relacionadas ao esporte. No ultimo domingo disputou-se o ultimo GP da fórmula 1 com muita controvérsia. Fernando Alonso disputava o título graças ao jogo de equipe da Ferrari que ordenou ao Felipe Massa que desse passagem para Alonso no meio do campeonato. Também especulava-se um possível jogo de equipe na Red Bull, narradores, comentaristas e especialistas argumentavam a diferença entre fazer jogo de equipe no meio e no fim do campeonato.
A outra polêmica esteve no futebol com a "pergunta" São Paulo e Palmeiras deveriam entregar seus jogos contra o Fluminense, prejudicando assim o rival Corinthians? São Paulinos e palmeirenses ficaram indignados, cronistas desportivos gritavam furiosos contra o jogo de equipe, corintianos defendiam-se previamente contra rivais, que pregavam a derrota de suas amadas equipes.
De fato a moral é um conjunto de regras MAS não podemos ignorar que para cada regra existem uma exceção, a moral nos aprisiona ao mesmo tempo que cria brechas. O jogo de equipe é proibido, mas se for na ultima corrida do campeonato onde pode-se decidir um título está tudo bem. Se o campeonato de F1 é decidido pelo somatório de todos os pontos da temporada que diferença faz fazer jogo de equipe na primeira, quinta ou ultima prova do campeonato? E quanto ao futebol o desportista não pode entregar o jogo mas pode entrar desmotivado. Qual a diferença entre perder de propósito e jogar sem vontade de vencer? Sim meus amigos, eis as correntes da moralidade.
Podemos quebrar estas correntes no momento em que quisermos, mas não o fazemos, não conseguimos nos soltar, no momento em que algum espírito livre dá uma bela banana para á moral ficamos ofendidos, rabiosos e tecemos discursos moralistas contra estas pessoas quando na verdade queríamos trocar de lugar com esta pessoa.
Links para a Moralidade Nietzscheana:

Sobre a moralidade nietzscheana I: O ideal é não ter moral

Sobre a moralidade nietzscheana II: A moral nietzscheana no Brasil

Sobre a moralidade nietzscheana III: Ações nietzscheanas na política ou adentrando o lado obscuro do Brasil.

Sobre a moralidade nietzscheana IV: O übermensch nas personagens de ficção

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mini-Conto: O ministério de Dilma 02: Um ministério para Mercadante


Um lobo esfomeado uivava para a lua, uma aranha gigante devorava um animal indefeso que caíra em sua teia, mas no castelo assombrado, sede do PT, Dilma atreve-se a sentar no trono de ossos humanos de lula, assim que aproxima sua bunda do acento dois dobermans invadem a sala latindo. Dilma lembra-se de seus dias como terrorista e rosna mais forte assustando os cachorros.
Agora todos os seres do castelo acordaram, as portas rangem, espíritos condenados gemem por absolvição e Dilma desiste de sentar-se ao trono, subitamente o porta abre-se e Mercadante entra na sala de reuniões.
- É você que está aqui Dilma?
- O que você quer Mercadante?
- Eu queria falar com o Lula.
- E o que você quer falar com o Lula?
- Eu queria pedir um cargo no novo ministério do governo dele.
- Acontece que o governo é meu e sou eu quem escolho o meu ministério, entendeu bigodudo.
- Se você diz - Mercadante estava incrédulo e sussurra - ela realmente acredita nisto.
Furiosa Dilma saca sua arma apontando para Mercadante, que caminha para trás assustado.
- calma Dilma, eu não disse nada.
- Não? Eu ouvi.
- Mas eu juro, eu não falei nada, assim como não prometi abandonar o cargo no senado após os escândalos de corrupção, voltando atrás no dia seguinte ou como fingi não ter faltado nas votações do senado.
- Você não sabia das datas!
- isto mesmo, não é que eu faltei, eu não sabia, a culpa é da oposição que não me avisou.
Dilma guarda sua arma no coldre, senta-se em sua cadeira, ao lado direito do trono do lula, e coloca os pés na mesa.
- Então você quer um ministério?
- Sim.
- Qual deles?
- Qualquer um, pode ser a casa civil mesmo.
- Você quer o meu lugar palhaço? - Dilma aponta mais uma vez sua arma para Mercadante.
- Veja bem, qualquer ministério serve, só me arruma uma boquinha lá em Brasília.
- Você gosta de Brasília?
- Na verdade eu nunca fui, mas gostaria muito de conhecer.
- Tudo bem, passa aqui amanhã que eu falo pro Lula arranjar um bico.
- Mas o governo não era seu?
- Você quer que eu arranque todos os dentes da sua boca?
- Não Dilma, tudo bem, eu volto amanhã. Prometo.
No dia seguinte Lula estava reunido com Dilma, Marta, Netinho de Paula, Zé Dirceu e Genuino. Lula começa a reunião.
- Muito bem cumpanheiros, hoje nois vai escolher meu novo ministério.
- Espera um pouco companheiro Lula - interrompe Dilma.
- Pode me chamar de presidente.
- O governo não ia ser meu?
- Vai sonhando.
- Acontece que o Mercadante quer um ministério, eu pedi para que ele viesse hoje.
- Mas que saco, tá bom manda ele entrar.
A porta da sala abre-se, após alguns minutos a moça que serve o café entra, ficando o mais longe possível do Netinho, e aproxima-se de Lula.
- Sabe o que é presidente? O Mercadante mandou avisar que ele vai faltar hoje.

Continua...

Na próxima segunda-feira: Eduardo Suplicy faz uma aparição e declara seu amor para Marta.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ayrton Senna: O ultimo grande herói brasileiro


Existem pelo menos três tipos de heróis: os heróis fabricados: frutos de um trabalho de marketing; heróis por aclamação: aqueles eleitos pelo público e por fim os heróis necessários este é o tipo mais raro de herói, eles aceitam esta alcunha.
O herói necessário é uma combinação rara de talento, coragem e certas circunstâncias, o maior exemplo esportivo de herói necessário, também é o ultimo grande herói brasileiro Ayrton Senna da Silva. Senna era indubitavelmente talentoso, ele era o terceiro de uma veloz geração brasileira (precedida por Emerson Fitipald e Emerson Piquet). Senna estreou em 1984 pela nanica Toleman onde quase venceu em Mônaco sob uma forte chuva, o show de Senna rendeu a ele uma vaga na Lotus em 1985, onde venceu sua primeira corrida, onde permaneceu até 1988 onde transferiu-se para a McLaren e tornou-se campeão mundial.
O brasil estava em uma cruel ditadura até 1989 onde ocorreram as primeiras eleições para presidência, até então o país era governado pelo coronel (e amigo dos petistas) José Sarney, após tantos anos de opressão e um péssimo governo Sarney a população elegeu Fernando Collor de Melo (que também é amigo dos petistas) o brasil estava na pior crise de sua história. O futebol, esporte mais popular também estava em crise, após duas dramáticas desclassificação em Copas do mundo a seleção enfrentava sérios problemas sob comando de Falcão (o comentarista da Globo) e posteriormente Lazaronni o comandante do fiasco de 1990.
Parecíamos sem perspectivas, surge então Ayrton Senna, piloto talentoso, arrojado de personalidade forte, os olhos da nação voltam-se para o jovem piloto que percebe esta atenção e assume o papel de portador da esperança.
Naqueles tempos negros Senna torno-se a luz de uma nação, o responsável por nossos sorrisos,provavelmente seu título mais importante tenha sido o de 91, após o impeachment de Collor, a moral da nação estava caída, após tantos anos de luta pela democracia a desesperança reinava e Senna sabia disso cabia a ele erguer nossas cabeças.
Ele foi nosso herói, ele foi o herói que precisávamos, ele sacrificou-se por nós, enceu por nós. Nunca houve enterro mais tocante da história.

Valeu Senna

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mini-conto: Escolhendo o ministério de Dilma 01: Tal pai, tal filha


A lua estava cheia, um lobo uivava, no alto daquela montanha havia um castelo assombrado, onde localizava-se a sede do Partido dos Trabalhadores. a sala principal estava ocupado pelos membros que iriam compor a reunião daquela noite.
Lula sentava-se na cabeceira em um trono feito de crânios humanos, a longa mesa era ocupada por Zé Dirceu e Marta Suplicy, a cadeira ao lado direito de Lula estava vazia. Este dedilhava sobre o braço da cadeira entediado quando a pesada porta abre-se. Dilma entra na sala, assume seu lugar e senta-se desconfortavelmente, ela levanta-se retirando o revolver da cintura, ficando assim mais confortável.
- Uma arma Dilma? - Lula estava surpreso com a arma de sua companheira.
- Velhos hábitos, sabe como é.
- É verdade... - Lula pensa na cachaça - mesmo assim você tem que aprender que a imprensa é nossa arma.
- Mudando de assunto - Marta se intromete - por que você se atrasou?
- O Mercadante me pegou para cristo, ele está lá na porta de nossa sede pedindo um ministério.
Os quatro presentes assobiam disfarçando.
- Cumpanheira Marta, onde está o cumpanheiro Netinho?
- Ele ficou batendo na mocinha que serve o café e já vem.
- Então vamos começar, cumpanheira Dilma, aqui está o seu discurso de posse.
Dilma pega o discurso da mão de Lula e olha estranhamente "Lula, Lula, Lula, Lula, Lula, ..."
- Mas aqui só tem o seu nome!
- E qual o pobrema cumpanheira?
- Companheira Dilma - Marta interrompe novamente - nossos bastardinhos só precisam saber de duas coisas o santo nome do Lula e que nós assim como eles somos do povo, da classe trabalhadora - Marta bebe um gole de sua água Dom Perignon, abre sua bolsa Gucci e borrifa um pouco do perfume Chanel no. 5.
- Agora vamos para o próximo passo - Lula ergue uma moto-serra ligando-a - passa o dedinho para cá.
- O que!?
- Depois vamos fazer um tratamento capilar para nascer a barba, a final meio macho você já é.
- Zé, pelo amor de Deus fala alguma coisa.
- Minha irmã de armas, o povo votou outra vez no Lula, agora se nada disto der certo vamos pegar em armas e matar quem for contra nós. - Zé Dirceu e Dilma sacam suas armas atirando para cima.
No lado de fora do castelo Mercadante continuava de pé, segurando uma vasilha de esmolas onde lia-se "ministério".
Continua...

Na próxima segunda-feira: Aloisio Mercadante pede um ministério...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Estão querendo passar a mão ou existe honra no brasil?


Em 1810 a "Sociedade holandesa de Harrlen" tentou estipular os fundamentos da moral, na época diversos pensadores estipularam textos refletindo sobre o tema, dentre eles Arthur Schopenhauer, seus argumentos sobre a moralidade transformaram-se no livro "Sobre o fundamento da Moral".
Schopenhauer estipula que a honra impede os impulsos criminosos, ele parte da premissa de que os nobres são honrados, já os pobres são impelidos pela lei - em tempo Schopenhauer está falando da nobreza europeia, bem diferente da nobreza brasileira. Por outro lado a classe mais baixa da Europa assemelha-se com a brasileira em alguns pontos. Sobre eles o filósofo escreve:
"Em contra partida, o pobre que se vende por pouco e que se vê condenado, por causa da desigualdade de posses, à penúria e ao trabalho pesado, enquanto outros vivem diante de seus olhos em abundância e em ociosidade, bem dificilmente reconhecerá que no fundamento desta desigualdade esteja uma desigualdade correspondente de méritos e de ganhos honestos" [1].
Lógico que existem diferenças entre a sociedade alemã de 1810 e o brasil de 2010 porém esta lógica ainda se iguala, Schopenhauer comenta que os pobres se vendem por pouco, incluindo a sua honra, hoje em dia as pessoas continuam se vendendo por pouco, se esta afirmação não fosse verdadeira ninguém prestaria concursos públicos, mas antes temos algumas questão a serem consideradas:
Vocês acham que alguém que se vende por pouco pode ter honra? Alguém que aceita ser sustentado pelo governo e se orgulha deste fato tem honra ou dignidade? O que é o "bolsa família" se não uma grande coleira? E o que são os assistidos se não pessoas que vendem sua honra por migalhas? Estes cães que subsistem graças ao governo petista latindo alegremente o nome do Lula, eles não tem dignidade. Não é necessário ter dignidade para viver, mas é fundamental.
Schopenhauer diz que o pobre dificilmente reconhecerá que os bens ganhos dos outros vieram a partir de esforço e trabalho, mas não é assim que esta nova classe petista pensa, ao contrário você que trabalha e paga seus impostos deve dar muito duro pois todos aqueles vagabundos que usufruem do bolsa cachaça dependem de você para serem sustentados. Não é errado pensar que o bolsa família é um grande roubo.
Embora estejamos sendo roubados pelo governo o PT faz ainda algo pior ao contrário do que diz a Dilma diz seu objetivo não é eliminar a pobreza, mas sim criar escravos, temos 10 milhões de dependentes que abanam seu rabo para o Lula, mais uma vez recorro as palavras do filosofo estas pessoas se vendem por uma miséria, o resultado só pode ser mais miséria, não estou falando da miséria material mas de outra miséria. O rebanho perde aquilo que classe social alguma determina: dignidade e honra, quando estas qualidades deixam de existir o que sobra são bons petistas, eis um dos motivos por eu escrever brasil com letra minúscula.

[1] SCHOPENHAUER, A. (2001) Sobre o fundamento da moral. São Paulo: Martins Fontes.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Cidade de Sangue, um conto nietzscheano


O que aconteceria se tudo aquilo em que você acredita fosse falso? Este é o dilema de David, um policial que acredita ser um herói, ao mesmo tempo em que torna-se amante de Yuki, líder da máfia asiática. Com a chegada de dois irmãos psicopatas (de 9 e 10 anos) que iniciam um derramamento de sangue, matando os mafiosos da cidade e ninicando uma guerra, David coloca em dúvida sua infância, seus ideais e a própria realidade como ele a vê. Toda sua vida seria baseada em uma ilusão?
Some a esta dúvida assassinatos sádicos, rajadas de balas e o submundo mafioso demonstrado pelo triângulo: um neurótico (David); uma perversa (Yuki) e dois psicóticos (os irmãos assassinos) e você terá o meu mais novo conto "Ruas de Sangue" (por link).
Deus está morto e nós o matamos?

Link para o Conto "Ruas de Sangue": http://recantodasletras.uol.com.br/contosdesuspense/2586551


Um trecho do conto:

"O carro de Yuki encosta ao lado de um prédio, onde David estava encostado na parede esperando por ela.
- Você veio em uma boa hora, estava muito animada para dormir.
- Tenho uma informação para você.
- Sobre os assassinos? - Yuki debochava de seu amante - você vai me dizer algo que eu não saiba?
- Sim.
Yuki fica séria e encara David percebendo que sua expressão denotava preocupação, mais até, algo perturbava David, ele precisava falar. Yuki entra no prédio acompanhada de David, ambos sobem para o quarto dela.
Uma vez dentro do quarto Yuki retira seu blazer e o coloca no recosto da cadeira, em seguida guarda o revólver, com o qual matou seu pai, em uma gaveta. Yuki acende um cigarro, senta-se na cadeira cruzando as pernas e exibindo para David uma de suas coxas cobertas por uma meia preta 3/4. O detetive permanecia de pé, andando em círculos.
- Então? O que era tão importante?
- Os assassinos são crianças.
- Ah é?
- Eles devem ter no máximo 10 anos.
- E...
-E? Eles são crianças Yuki!
- Eu comecei mais cedo, no lugar onde cresci era matar ou morrer, a única amiga que eu tinha era minha arma - Yuki lembra-se rapidamente dela aos oito anos segurando sua pistola fumegante, apontada para um cadáver, a pequena Yuki ostentava uma expressão neutra com lágrimas nos olhos - violência acontece em todos os lugares do mundo, por que se sensibilizar agora? logo com estes garotos? O que não mata, torna-me mais forte.
- Sinto muito.
- Cale a boca, se quisesse sensibiliza-lo eu contava sobre a primeira vez que fui estuprada, eu tinha 12 anos. Nada pior do que ser tratada como prostituta pelos meus companheiros.
- Sim, acho que entendo.
- David, se algum dia você olhar para mim com piedade, da mesma forma que aqueles pseudo-humanitários olham para os pobres, se você pensar, apenas uma vez, "coitada dela" eu mato você, entendeu?
- Sim, você é muito mais frágil do que eu imaginava.
Yuki levanta-se furiosa encarando David, o policial se vê invadido por uma profunda tristeza, ele não conhecia a origem daquela dor mas sabia que precisava fazer algo, David abraça Yuki "vai ficar tudo bem" Yuki livra-se de David acertando um soco em seu rosto. Em seguida ela o beija, os dois vão para cama.
- É sempre sombrio ao seu lado, Yuki.
- Se você quiser pode mudar de lado.
- Não pretendo sair daqui, se ficar ao seu lado significa ficar envolto pelas trevas, então eu serei tragado.
- Não se aproxime do abismo, você não vai conseguir voltar. Neste ponto nós dois somos diferente.
Os dois beijam-se sobre a cama, retirando a roupa para uma noite de sexo."

"Os Deuses Mortos" Sete Anos

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