Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mini-conto: Escolhendo o ministério de Dilma 01: Tal pai, tal filha


A lua estava cheia, um lobo uivava, no alto daquela montanha havia um castelo assombrado, onde localizava-se a sede do Partido dos Trabalhadores. a sala principal estava ocupado pelos membros que iriam compor a reunião daquela noite.
Lula sentava-se na cabeceira em um trono feito de crânios humanos, a longa mesa era ocupada por Zé Dirceu e Marta Suplicy, a cadeira ao lado direito de Lula estava vazia. Este dedilhava sobre o braço da cadeira entediado quando a pesada porta abre-se. Dilma entra na sala, assume seu lugar e senta-se desconfortavelmente, ela levanta-se retirando o revolver da cintura, ficando assim mais confortável.
- Uma arma Dilma? - Lula estava surpreso com a arma de sua companheira.
- Velhos hábitos, sabe como é.
- É verdade... - Lula pensa na cachaça - mesmo assim você tem que aprender que a imprensa é nossa arma.
- Mudando de assunto - Marta se intromete - por que você se atrasou?
- O Mercadante me pegou para cristo, ele está lá na porta de nossa sede pedindo um ministério.
Os quatro presentes assobiam disfarçando.
- Cumpanheira Marta, onde está o cumpanheiro Netinho?
- Ele ficou batendo na mocinha que serve o café e já vem.
- Então vamos começar, cumpanheira Dilma, aqui está o seu discurso de posse.
Dilma pega o discurso da mão de Lula e olha estranhamente "Lula, Lula, Lula, Lula, Lula, ..."
- Mas aqui só tem o seu nome!
- E qual o pobrema cumpanheira?
- Companheira Dilma - Marta interrompe novamente - nossos bastardinhos só precisam saber de duas coisas o santo nome do Lula e que nós assim como eles somos do povo, da classe trabalhadora - Marta bebe um gole de sua água Dom Perignon, abre sua bolsa Gucci e borrifa um pouco do perfume Chanel no. 5.
- Agora vamos para o próximo passo - Lula ergue uma moto-serra ligando-a - passa o dedinho para cá.
- O que!?
- Depois vamos fazer um tratamento capilar para nascer a barba, a final meio macho você já é.
- Zé, pelo amor de Deus fala alguma coisa.
- Minha irmã de armas, o povo votou outra vez no Lula, agora se nada disto der certo vamos pegar em armas e matar quem for contra nós. - Zé Dirceu e Dilma sacam suas armas atirando para cima.
No lado de fora do castelo Mercadante continuava de pé, segurando uma vasilha de esmolas onde lia-se "ministério".
Continua...

Na próxima segunda-feira: Aloisio Mercadante pede um ministério...

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