quarta-feira, 27 de abril de 2011

Colocando as cartas na mesa

Já disseram aqui neste blog, que eu pego pesado em minhas críticas sociais. Este tópico é uma resposta para quem pensa desta forma. No ultimo 10 de Abril a jornalista Vanessa barbara publicou na sua coluna "Vanessa vê TV", na Folha de São Paulo, sobre o programa "Manos e minas" da TV cultura.

A atração, voltada à periferia, mostrou o Mc Rashid morador da Zona Norte paulistana que faz música sobre seu cotidiano, uma delas sobre os dois ônibus (sempre lotados) que pega para chegar ao trabalho - as linhas 1744 e 178L. Diz o refrão: "Ô cobrador, deixa os meninos passar/vou sofrer uma hora e meia e ainda tenho que pagar/Libera aê, porque tá caro pra caraio".

São necessárias duas considerações: 1) Os ônibus em São Paulo vivem cheios, são sujos, caros e lentos. Dependendo do horário subir em um ônibus é como entrar no inferno; 2) A música de MC Rashid revela o real desejo dos usuários do transporte público resolver os seus problemas e não o do sistema.

Quando Rashid pede para entrar sem pagar ele revela suas intenções, e do resto do rebanho, ele não está interessado na melhoria do transporte urbano, mas sim solucionar o seu problema e as outras pessoas que também dependem do transporte se fodam. A responsabilidade pela melhoria da cidade fica sobre nossas costas.

O mesmo acontece com os abutres do bolsa família, eles se vendem por uma coxinha e um guaraná, ignorando o que acontece no país, ligando apenas para o imediatismo, e ainda existem os imbecis que defendem estas pessoas.

São Paulo, e outros centros urbanos, possuem muitos problemas seus principais interessados estão cagando para eles, o rebanho quer dar risada e ser sustentado pelo governo, cabe a nós nos responsabilizarmos por eles e pelo bem das cidades. Até quando vamos carregar esta culpa?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Charlie Sheen e o moralismo

two and a half men foi cancelado o que é uma pena. Sou fã deste seriado (ou deveria dizer era fã), porém mais penoso do que o cancelamento da série foram as condições deste cancelamento.
Vamos por partes: two and a half men tinha um charme especial pelo seu protagonista Charlie Sheen interpretava ele mesmo: Charlie (a personagem) é um músico mulherengo, que vive bêbado, trata as mulheres como objeto sexual e não está nem um pouco preocupado com o dia seguinte. Outro componente da série era seu irmão todo certinho, Alan, pregando uma moral que ele mesmo não seguia.
Esta diferença entre os dois remete um pouco a diferença entre sociedade americana e Charlie (o ator) um promíscuo assumido que debocha daqueles que o criticam, por que sabe que eles também não seguem esta moral que pregam. A prova é a audiência do show, uma das maiores da América.
Mas por que two and a half men foi cancelado? Porque Charlie foi ele mesmo - voltava bêbado para casa, saía com estrelas pornôs e principalmente planejou a "mansão pornô" onde planeja morar por um mês com estrelas pornôs. Posso concluir que: Charlie Sheen pode ser ele mesmo na ficção, mas não em seu cotidiano, ai ele deve seguir o código moral americano, que os próprios americanos não seguem ou os americanos estariam dizendo para Charlie "Nós não podemos ser como o Charlie então você também não pode". Mas que inveja.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reta final do paulistinha e o futebol regional pelo brasil

Pois é o paulistinha, este campeonato insonso e sem propósito, está chegando ao seu final, mas não sem surpresas: o Palmeiras considerado o mais fraco dos quatro grandes surpreende e mesmo sem encantar fez uma campanha invejável; meu São Paulo renasceu no melhor estilo Jason. Mesmo assim me deixa com um pé atrás por ser o time grande com maior número de derrotas; algo acontece com o Santos o time que encantou ano passado nos deixa com uma interrogação no rosto já o corinthians joga como qualquer time do Tite.

Vamos lá: campeonatos regionais já foram espetáculos hoje em dia atrapalham o campeonato brasileiro - que também não é lá grande coisa. O carioca que é o mais charmoso e o paulista o mais disputado são campeonatos fracos e enganosos. Veja o Flamengo invicto, porém sem empolgar armado com a grande fraude do futebol mundial, Ronaldinho Gaúcho, não deve disputar o título nacional, o Corinthians apresentou Adriano, o imperador deposto, e foi derrotado pelo São Caetano.

E a Portuguesa? Está merece um parágrafo só seu, a lusinha (forma carinhosa e não depreciativa) sempre bate na trave. Na série B joga bem, ganha fora de casa e quando precisa é goleada em casa, no paulistinha não é diferente quando se classificavam quatro times ela ficava em quinto, agora que se classificam oito times para a segunda fase ela conseguiu no sufoco a ultima vaga.

Agora vamos esperar pelo mata-mata (sistema medíocre, o qual vou falar em outro post) para chegarmos ao grande campeão de um pequeno campeonato. Hoje como estão São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense quais destes tem chance de vencer o brasileirinho?

Para fugir destes oito os campeonatos mineiro e gaúcho possuem dois times - por falar nos gaúchos Falcão é o novo técnico do Internacional, o Grêmio vai de qualquer jeito na libertadores, o galo mineiro é aquele time que todo ano falamos "agora vai" e nunca vai e o Cruzeiro? Arrasador como sempre sem nenhuma estrela, o problema da raposa é este falta alguém que decide na hora h.

E o que falar dos times nordestinos? Seus estaduais não acarretam nenhum interesse nos demais estados, enquanto nossos estaduais são acompanhados por eles, seus clubes jogam em campos lotados por torcedores apaixonados que se contentam com migalhas (como todo bom brasileiro) enquanto no brasileiro disputam para não cair. É até engraçado os clubes nordestinos se esforçam para subir da série B para cair no ano seguinte.

A nota realmente triste fica por conta do rebaixamento do América no carioca, uma pena por todo seu passado e seus torcedores.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Significado de Alguns Símbolos Pascais


Você já pensou por que o coelho é um dos símbolos da páscoa? E por que a coelhinha é um símbolo sexual? Saiba que existe uma relação. Ou então por que damos ovos de chocolate e não cenouras de chocolate (estamos falando de um coelho oras!)? Então continue lendo...

Antes de qualquer coisa é bom dar algumas explicações sobre a páscoa. Sua comemoração remete a rituais pagãos, dai seus símbolos variados diversos do cristianismo, ou você acha que os coelhos frequentaram a ultima ceia? Simplificando a história:

Quando o cristianismo estava sendo implantado haviam várias seitas e comemorações e a melhor maneira de implantar uma nova ideia é aproveitar ideias existentes. Vejam alguns exemplos:

Na Europa comemorava-se o equinócio (fim do inverno) em homenagem a deusa da primavera EE-ah-tra; já os judeus comemoravam a páscoa (Pessach) como a libertação após anos de escravidão. Nossa páscoa Juntou duas celebrações: muitos cristãos eram judeus e estes precisavam de mais adeptos, juntam-se estas duas comemorações em uma terceira o renascimento de Jesus Cristo = liberdade judaica + “nascimento” da primavera. Sacaram a relação?

Mas por que a páscoa não tem uma data fixa? Muito simples: O Imperador Constantino I, que havia aderido ao cristianismo pediu que o Papa Gregório XIII aproveitasse o encontro líderes religiosos ecumênicos no Concílio de Nicea, na Ásia Menor (atual Turquia) em 20 de maio de 325, para fixar uma data oficial: o primeiro domingo após a primeira lua cheia a partir do primeiro dia de primavera.

Como o Concílio não conseguia chegar a um acordo, Constantino enviou cartas aos líderes que não haviam comparecido pedindo uma celebração uniforme ignorando o calendário judaico (e seu Pessach) sob a alegação de que os judeus rejeitavam Cristo.

Por falta de consenso, as celebrações prosseguiram em datas diferentes: as Igrejas do leste europeu (ortodoxas) passaram a seguir o calendário Juliano. As do oeste (romanas) adotaram as determinações do Papa Gregório.

Os símbolos da páscoa

Agora sim saiba que cada detalhe tem uma explicação cultural, que foi agregada na comemoração cristã.

Por que damos ovos de chocolate? O ovo significa vida, é considerada a embalagem natural mais perfeita. Outros povos usam o ovo como metáfora para o nascimento do universo. A própria teoria do “Big Bang” diz que antes da explosão havia um núcleo energético, um ovo oras, menos científicos, porém sábios, os druidas escolheram o ovo como símbolo de sua seita.

Não menos carregado de simbolismo é o chocolate. O cacau começou a ser cultivado no que hoje é o México. Os astecas e maias acreditavam que o Deus Quetzalcoatl - personificação da sabedoria e do conhecimento - trouxera dos céus as sementes sagradas, um verdadeiro alimento dos deuses.

Tanto o ovo como o cacau está relacionado com divindades e adoração, o que combina perfeitamente com a doutrina cristã.

Como o coelho entra nesta história? O coelho representa fecundidade ou reprodução – quem já fez a besteira de criar um casal de coelhos sabe o que estou falando. Outro fator é que a lebre já nasce com os olhos abertos fato que fez os antigos associarem o animal é nova vida, logo aà figura da lebre fundiu-se com o coelho.

Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura apenas um mês, era a representação da Lua, que durante a comemoração pascoal passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da lua Cheia. A última Lua cheia após o equinócio de inverno determinava a data da Páscoa.

As crianças suíças acreditam que um cuco traz os ovos, as tchecas esperam que uma cotovia lhes traga presentes e as alemãs possuem outras duas opções, além do coelho : galos ou cegonhas.

No Brasil, tradição do coelho e dos ovos de Páscoa data do início do século XX. Foi trazida, em 1913, por imigrantes alemães.

O coelho significa fecundidade, a qual se associa ao sexo, acredita-se que os coelhos transam constantemente, não demorou em associar a figura da coelha com o sexo. Diferente da galinha e da vaca a coelha aproxima-se de ideias divinas logo o tom pejorativo dos outros animais inexistem. A playboy pode apropriar-se deste símbolo que significa sensualidade e a vida.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Michael Mayers o "bicho-papão" ou um pioneiro com o facão

A rigor o primeiro psicopata mascarado do cinema de terror seria Leatherface de "O Massacre da Serra Elétrica" de 1974, porém o marmanjo atuava em família o que o coloca em uma categoria a parte. Desta forma o primeiro psicopata-mascarado-dos-anos-80 é Michael Mayers, que de quebra estipulou as regras do gênero (quem bebe, se droga, faz sexo ou fica para trás morre).
Antes de qualquer coisa é bom esclarecer algumas coisas sobre Michael, criado em 1978 está presente em duas séries diferentes Halloween original e sua reinvenção - a qual muitos amaldiçoam, eu não. Outro ponto importante é que Mayers possui ao menos quatro versões diferentes durante as séries:
Ele é apresentado como o mau no filme de 78; como portador do mal em Halloween 4 e 6; Como um assassino imortal nas sequências Halloween 2, 5, H20 e Ressureição; finalmente como uma criança traumatizada que tem sua identidade dissolvida nos filmes de Robie Zombie.
De todos os assassinos dos filmes de Terror Michael Mayers é sem dúvida o mais complexo de todos, considerado uma criança normal até assassinar sua irmã que acabara de transar com o namorado. Se assistirmos cuidadosamente o primeiro filme veremos uma expressão de dúvida no jovem Michael após matar sua irmã, como se não soubesse o que estava fazendo. Durante o filme Dr. Loomis nos informa que Michael permaneceu anos sentado de frente para uma parede em silêncio "não havia nada lá, apenas o mal" nos informa o psiquiatra.

Podemos pensar que Michael "nasceu" simbolicamente como assassino após ver sua irmã transando com o namorado, se pensarmos que Halloween escreveu algumas regras do slasher movie temos aqui a principal: quem faz sexo morre, qualquer filme que tenha um assassino mascarado veremos esta regra. Em Halloween o "sexo proibido" gerou um assassino. O fato da série se passar no halloween contribui para o misticismo da personagem como enviado das trevas ou portador da morte.
Os filmes:
Halloween A ideia de John Carpenter era simples criar o "bicho papão" - Ele está se referindo aquele medo sentido pelas crianças durante a noite, uns medos que elas não conseguem identificar de onde vem, para aplacar este medo criam-se figuras monstruosas, Mayers é uma destas figuras, ele não tem rosto, apenas uma máscara branca inexpressiva.
Notem o simbolismo: Michael Mayers fora uma criança que teve sua inocência perdida ao assassinar sua irmã, logo ele repete esta cena matando jovens na idade de sua irmã enquanto tenta matar "crianças inocentes" ou simplesmente apresenta-las a morte.
No filme Mayers ataca as crianças e suas babás (mães ou irmãs substitutas) enquanto Dr. Loomis (saudoso Donald Plesance) descreve Mayers como o mal ou não humano, tese comprovada na meia hora final na luta da babá (Jamie Lee Curties) com o assassino e em um dos melhores finais de filmes de terror de todos os tempos.
Halloween 2 O filme se passa logo após o final do primeiro, aqui Mayers transforma-se em uma espécie de Jason que empilha corpos enquanto tenta matar a personagem de Jamie Lee Curties, que descobrirmos ser sua sobrinha, neste momento todo o simbolismo da personagem se acaba, se anteriormente Mayers matava sua irmã vista na figura de outras mulheres, aqui ele procura alguém da sua família.
Halloween 3 a Noite das Bruxas Este é um filme curioso, Mayers morreu no segundo filme, sendo assim devemos seguir em frente. Halloween 3 não tem absolutamente nada a ver com os dois episódios anteriores, mesmo assim merece uma conferida pois é um filme bacana sobre bruxaria, o que atrapalha o filme é seu título que remete a personagem de Mayers. A brincadeira fica interessante se pensarmos em universos paralelos: perto do final do filme a televisão ligada em m bar anuncia o filme "Halloween" para aquela noite.
Halloween 4 O Retorno de Michael Mayers Depois do primeiro este é meu filme favorito da série, o título já diz tudo, muito próximo do primeiro a parte 4 se difere pelo clima onírico, muitas cenas parecem alucinações ou sonhos. Somos introduzidos à sobrinha de Mayers (Danielle Harris) que sonha com seu tio vindo busca-la.
A pesar da estrutura simples a parte 4 trás algumas características do primeiro filme como o ambiente assustador e Mayers como o mal, porém com uma diferença fundamental Michael passa a ser o portador do mal - dizer mais seria estragar a surpresa, mas reparem no final do filme (o segundo melhor final da série) o qual merece um pouco de atenção do espectador no momento em que Mayers é morto (ele morre em todos os filmes e volta no próximo) a parte quatro alcançou o primeiro lugar nas bilheterias americanas em sua segunda semana em exibição.
Halloween 5 Estava tudo encaminhado para uma nova sequencia de filmes, teríamos um novo assassino e Mayers seria representado como um "fantasma" de Handolfield, uma figura que gera paranoia e medo. Porém o produtor não quis e ressuscitou Mayers. Assim como no episódio 2 Michael é retratado como um assassino comum, para piorar vemos sua face por trás da máscara o que aniquila toda a mitologia do bicho papão, Michael Mayers torna-se humano. O resultado final é que esta quinta parte quase matou a franquia.
Halloween 6 A Ultima Vingança Após seis anos os produtores decidem por fazer um sexto filme e explicar a origem de Michael Mayers, a personagem volta a ser o portador do mal, produto de um culto druida que o escolheu ao nascer. A pesar da premissa duvidosa ela funciona bem e esta parte seis é a terceira melhor da franquia, não existe nada de novo, mas o filme funciona e bem. A figura do assassino fora muito bem explorada com momentos de terror e tensão aliados a um clima de paranoia. Este foi o ultimo filme de Donald Plesance que morreria pouco depois. Sua primeira cena acarreta humor negro involuntário ao dizer "ainda estou vivo" – Plesance morreria meses depois. Halloween 6 foi uma despedida digna.
H20 Existe Halloween sem o Dr. Loomis? Sim, se tivermos Jamie Lee Curtis. Este é um filme comemorativo de vinte anos da obra original. Assim sendo H20 é uma grande brincadeira e deve ser encarado sem maiores pretensões. Descobrimos que a personagem de Curtis não está morta (como informam na parte 4) e agora vive com outra identidade como professora de uma escola, onde seu filho estuda.
Com aproximação do Halloween ela passa a ter pesadelos com Mayers que logicamente irá persegui-la; ao mesmo tempo seu filho, a namorada dele e mais um casal farão uma festa na escola deserta. O único grande pecado é H20 ter ignorado todos os filmes anteriores e partido do final do segundo filme, isto por que o diretor do filme Rick Rosenthal dirigiu a parte 2. Aja ego.
Rosenthal é um diretor absolutamente mediano, dedicado ao gênero horrífico em H20 ele entrega um trabalho divertido que funciona como uma boa matinê, mas fica sempre aquela sensação de que poderia ter sido melhor.
Halloween A Ressureição O horror! Você já assistiu a um filme tão ruim, mas tão ruim que ficou se perguntando como alguém desperdiçou dinheiro naquela coisa? É o caso deste Halloween, o filme é um lixo.
A Era Robie Zombie
Halloween O Início Some o desastre do filme anterior a esta maldita moda de refilmagem e teremos este novo Halloween. Como disse no começo do post não sou daqueles que crucifica Robie Zumbie e o acusa de ter destruído a personagem Michael Mayers, prefiro encarar estes filmes como uma realidade alternativa ou um filme que não tem nada a ver com o primeiro Halloween - assim como a parte 3.
O grande charme de Mayers é a justificativa pelo seu comportamento assassino, ele é o mal. Zombie fez uma leitura diferente da personagem mostrando Mayers como uma criança perturbada, a primeira parte é bem legal principalmente a desintegração da identidade do pequeno Michael no hospital psiquiátrico.
A segunda parte do filme é quase igual ao original - é uma refilmagem oras! Com um porém ela é mais visceral logo teremos mais sangue e sexo. Zombie namora com o proibido. Outra grande sacada do diretor é trazer de volta para a série Danielle Harris, uma ótima atriz com carreira dedicada ao horror como uma das babás.
O simbolismo de Michael procurando sua irmã permanece, porém menos aprofundado, concluindo "Halloween o Início" deve ser visto como Halloween de Robie Zombie e não como uma refilmagem, mas como homenagem.
Halloween 2 Sabe aquele lance de reinterpretação das personagens e uma versão totalmente diferente de Zombie? Pois bem, neste filme ele exagerou. Existe um meio termo entre uma homenagem e uma nova imaginação - Robie Zombie reimaginou todas as personagens de Halloween o que descaracterizou completamente o filme, fica a sensação de que não estamos mais assistindo Halloween, mas outro filme qualquer.
Aquela imagem da mãe morta ao lado do cavalo branco mandando Michael matar é até uma boa ideia, mas muito mal usada, fora que aproxima Michael Mayers de Jason. De bom o filme apresenta algumas cenas violentas.
Já está em pré-produção uma terceira parte, sem Zombie vamos ver o que acontece com Mayers.
Abaixe aqui todos os filmes da série Halloween, como sempre todos devidamente legendados:


domingo, 10 de abril de 2011

Babi "Panicat" Rossi


Esta coluna de "A Gata do mês" é dedicada a Bárbara Cristina Rossi ou Babi, a Panicat mais bonita, diferente da Juju que possui pernas grossas ou da Bolina, com sua "Lomba sarada" a Babi possui tudo no lugar certo sem excessos ou faltas.
Aos 21 anos a loirinha já passou pelo Brothers (uma coisas coisas mais toscas da TV) e "O Melhor do Brasil" mas foi como Panicat que ela chamou atenção fazendo a entrada do programa, honra destinada a poucas, mostrando que além de beleza possui simpatia. "Sou louco para trazer ela para o Pânico desde a época que fazia o Brothers" diz Alan Rapp diretor do "Pânico na TV!" - dai você tem ideia do poder da moça.
Babi se define como "romantiquinha e apaixonadinha" que não curte muito balada, mas sai para se divertir com as amigas. Como fato curioso ela tinha vergonha de seus seios na época de estudante, sendo chamada de peituda. Hoje ela mudou de ideia acrescentando 250 ml de silicone na silhueta superior. Outro fato curioso é Babi ter sido musa da fiel e torcedora do São Paulo, ela foi a Musa tricolor na edição 38 da revista "São Paulo FC" podemos dizer que ela conheceu os dois mundos e preferiu o tricolor.
O talento de Babi não se limita à ocupação de assistente de palco, ela é atriz formada mas reconhece que ser Panicat trás mais visibilidade do que o teatro. Sua estreia atuando foi em um clip da banda Noox, a qual nunca tinha ouvido falar, mas vale apena conhecer - pelo menos este clip.
Você pode ver sua Beleza distribuídos em 90 cm de busto; 62 cm de cintura; 97 cm de quadril com 1.63 m altura na Playboy deste mês ou aqui nos deuses mortos em outros ensaios da moça como seu perfil no twitter.
Perfil no Twitter: @panicatbabi




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Hentai: A quebra do Tabu

Antes de começar acho necessário algumas definições Tabus (ou Taboo) é uma palavra polinésia criada em 1777 expressa proibição e generalidade da mesma - Tabu engloba basicamente as normas sociais que garantem certa ordem mundial. Nossa sociedade tem como base a proibição baseada na moralidade e na culpa (a estrutura básica das religiões ocidentais) - Jesus morreu na cruz para pagar pelos NOSSOS pecados; Deus Jeová fez chover fogo e enxofre nas cidades de Sodoma e Gomorra e por ai vai...
É graças a estas proibições que podemos viver em sociedade, porém tais regras apresentam brechas onde surgem "aspectos mais primitivos" ou mais especificamente aqueles que escapam de uma censura ficando nas sombras. Um bom exemplo é a sexualidade: como já disse antes toda sexualidade é perversa agrupam-se as manifestações sexuais mais comuns e classificam-nas como normais e as de mais se tornam perversas o Tabu existe, mas pode ser driblado, ai entra o Hentai.
Hentai é uma palavra japonesa significa bizarro podendo ser facilmente substituído (aqui para nós brasileiros) por perverso. Hentai é um insulto, usa-se esta palavra para ofender os rapazes mais "saidinhos" (ou seriam os mais honestos com sua sexualidade) está associado com animações eróticas, porém muito diferente do que conhecemos como erotismo explícito o hentai não dribla o Tabu ele o racha ao meio com um machado. Alguns temas comuns aos Hentais: sexo entre madrasta e enteado; entre irmãos; com alienígenas ou demônios; estupros coletivos; dominação e tortura.
Já falei do Ero-Guro (tripas eróticas) Veja aqui ele traduz cenas indigestas como torturas, assassinatos, desmembramentos em meio a sexualidade (Suehiro Maruo é um maestro do assunto) gostaria de falar especificamente de Bible Black uma série que mistura satanismo com sexo.
Tudo começa com um garoto que descobre um antigo livro de magia utilizado há décadas atrás por um grupo que sacrificava humanos para o demônio em troca de poder. Lógico que este garoto usa o tal livro para comer todas as menininhas de sua escola (estamos falando de um adolescente oras!) infelizmente, para ele, o tal grupo mantém uma reminiscente que ainda busca o encontro com o demônio.
Em Bibe Black temos logo de início a presença de uma mulher com pênis que também é a vilã da série (falarei sobre isto mais para frente) uma fantasia primerva explicitada, assim como sexo sadomasoquista e tortura. Fora assassinatos, sacrifícios e sexo com demônios - este ultimo tema é muito interessante devido a uma antiga proibição de mostrar os pelos pubianos foram inventados os tentáculos (Shokushu ou tentacle) onde monstros, aliens ou demônios possuem vários pênis com metros de comprimentos semelhantes a... Tentáculos (óbvio) mantendo a aparência peniana existem cenas onde dezenas de tentáculos surgem de uma única vez com uma garota: basicamente um para cada orifício da mulher com mais alguns para enrolar seus braços e pernas além dos seios, rosto e onde mais a imaginação do autor permitir.
Bible Black não conta com estes instrumentos os substituindo por cenas de tortura, submissão e estupro coletivo.
Proibir a exibição de pelos pubianos é muito curioso, não se proíbe os órgãos sexuais em si, mesmo assim temos a clara manifestação do tabu a saída encontrada - tentáculos ou cobrir pênis/vagina com um mosaico mostra como esta regra é frágil e facilmente destruída - inicialmente desejava-se proibir o sexo o resultado foi um estupro - vários pênis esfregando uma colegial indefesa e amarrada - uma clara referência a sexualidade bestial de todos nós. Posteriormente os tentáculos migraram para as animações não eróticas surgindo em situações cômicas com teor sexual o Tabu não apenas foi quebrado, mas foi ridicularizado.
O Hentai difere-se da sexualidade expressa nas comédias italianas de Tinto Brass ou das nossas pornochanchadas, no Hentai a sexualidade é sádica, destrutiva. Este sadismo aparece nas figuras monstruosas que ameaçam. Todas as imagens surgem através de simbolismos arcaicos ou fantasias primitivas, temos no hentai a sexualidade mais primitiva possível.
A mulher com pênis é uma fantasia persecutória arcaica, ela representa uma ameaça provinda do sexo, onde este é movido pelo sadismo em outras palavras: o sadismo sexual - representado pela humilhação ou pelo estupor, gera temores primitivos - como a vilã que tortura sem remorso. No caso de Bible Black a destruição da mulher retorna como ameaça.
A mocinha da história é uma virgem apaixonada pelo garoto que usa o satanismo para sua satisfação, com o passar dos episódios a vilão encontra na virgindade da mocinha um receptáculo ideal para a vinda do demônio, mas para isto a virgem deverá ser destruída de corpo e mente. Esta destruição simbólica de uma garota meiga e gentil transformando-a em um demônio expressa as consequências sádicas e o peso do tabu que castiga o protagonista ao transformar esta garota em entidade demoníaca. Sim mesmo desmascarado o tabu consegue ressurgir, logo ele se reorganiza como era antes com aparência diferente. A diferença é que estamos seguros sentados no sofá, protegidos pela televisão, local onde podemos brincar com o Tau por 30 minutos (tempo de cada episódio) já é o suficiente.
Por fim existe mais uma característica importante para nós brasileiros, em nosso país a animação ainda está fortemente vinculada á infância, este conceito está mudando lentamente mas ainda é forte. Um "desenho" com cenas eróticas, sexo grotesco e tortura está diretamente ligado a um dos maiores tabus do mundo ocidental a sexualidade infantil se no Japão o hentai abre um leque de possibilidades no brasil o hentai é maldito corrompe o "mundo infantil das animações" mostrando que nada é sagrado assim como Bible Black.
Clique na imagem para fazer download de Bible Black

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sorria para câmera ou sobre criadores e criaturas


Assistentes de palco são mulheres perfeitas: elas são lindas, de corpo perfeito e simpático. Por isto causa estranhamento quando elas são surpreendidas pelas câmeras agindo naturalmente. Lembro-me de uma panicat perguntando as horas para alguém da produção, assim que percebeu que estava sendo filmada ela volta a sorrir. Esta é a regra do jogo as assistentes de palco precisam sorrir o tempo todo, independente do que ouvem.

O segredo das assistentes de palco não é o corpo invejável, mas seu sorriso. Este é permanente, enquanto elas perceberem que estão perante as câmeras. Não estou criticando estas moças, sempre tão belas, elas tornam os programas dominicais (ou de sábado) suportáveis (ou quase isto), mas vale uma provocação.

A farsa do sorriso é apenas uma faceta do nosso mundo contemporâneo, ou seria da realidade em si? Assim como o sorriso das assistentes de palco a realidade inexiste, ela é apenas uma farsa aceita. Desde as normas sociais até aquilo que aceitamos como real não existem.

De forma ampla (as normas sociais) até fragmentos específicos: políticas públicas; economia; copa do mundo e outras "entidades" são criações humanas que fugiram do controle e criaram "vida própria" no sentido que elas nos dominam. Ficamos subordinados ao sistema econômico, os economistas falam deste como se fosse um ser independente.

Um bom exemplo são os manifestos por melhorias nas políticas públicas: exigimos, nos manifestamos, criticamos ou elogiamos os governos (mais criticamos do que elogiamos) por ser a única forma de algo ser feito por nós. Manifestamo-nos porque é a única forma dos políticos fazerem algo. Porém nossa política está estruturada de tal forma que algo só é feito se nos manifestarmos. Este ciclo, que nós criamos, nos controla. Ficamos furiosos com a política pública no brasil quando esta fora criada por nós, mas assim como o belo sorriso das assistentes de palco não conseguimos ver o que existe por trás desta farsa.

"Os Deuses Mortos" Sete Anos

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