Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

FHC por FHC parte I O Homem, o sociólogo, o político


No dia 19 de Julho FHC concedeu uma entrevista para Folha Ilustríssima, do jornal Folha de São Paulo onde falou sobre descriminalização da maconha, intelectualismo e futuro político do PSDB separei alguns pontos da entrevista e o separei em dois tópicos.
Nada melhor para iniciar está série de tópicos do que pelo homem. Aos 80 anos Fernando Henrique vive sozinho em seu apartamento em Higienópolis, onde é visitado por seus filhos, amante de poker e admite participar da esquerda brasileira.
O presidente se define como uma pessoa de "temperamento conciliador e pensamento conflitivo" - podemos ver analogia na autoimagem de FHC de esquerdista (a qual concordo) ou no político sociólogo, duas profissões que se distinguem mas permitem uma conciliação social.
Aproveitando o gancho da política é bem desmentir um mito a cerda de Fernando Henrique a frase "esqueçam o que escrevi" supostamente dita em 1993 em um jantar de empresários quando ainda era ministro da fazenda FHC rebate "nunca ninguém afirmou que tenha ouvido esta frase; é maldade pura". Ao contrário o mesmo se mantém fiel a sua obra e aos seus princípios, os fazem parte ideias sessentistas onde FHC discordava dos sociólogos Theotonio dos Santos, Rui Mauro Martins e o americano André Gunder cuja afirmação de que o brasil só sairia da estagnação ao abandonar o capitalismo. FHC remava contra a corrente tendo como base a industrialização brasileira.
Se hoje nosso país progride é por que o modelo econômico do PT limita-se a copiar o implantado por FHC que adaptou o brasil à globalização, "a maior injustiça que fazem comigo é me chamar de neoliberal. O que fiz foi restaurar o estado" - o repórter conclui "de certa forma, o político FHC 'realizou' o que o intelectual Fernando Henrique escreveu - muito mais por exemplo, do que Lula cumpriu o que falava até chegar à presidência" (Fernando de barros Silva). 
Ao final da entrevista, questionado sobre ser socialista Fernando Henrique responde: "Nunca fui militante no sentido estrito. Eu era estudioso. na altura do seminário do Marx, ninguém era ligado a partido. E nunca me entusiasmei com a luta armada. Mas até hoje eu acho o sistema capitalista extremamente difícil de tragar. Pessoalmente, não aceito desigualdades. Tenho horror à prerrogativa". Este é FHC.

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