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segunda-feira, 4 de julho de 2011

FHC por FHC parte II Política nos dias de Hoje


Concluindo meus tópicos sobre a entrevista concedida pelo presidente FHC à Ilustríssima do jornal Folha de São Paulo em 19 de Junho, farei um resumo critico das opiniões de Fernando Henrique sobre o quadro político brasileiro.
Sobre a oposição FHC escreveu em Abril deste ano "enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os movimentos sociais e o povão, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhas". Embora perfeita sua afirmação a mesma fora criticada pela expressão "povão" - Lula usa o mesmo termo mas fica impune.
Então qual seria a posição do PSDB na política atual? Segundo FHC seu partido deve se afastar de pensamentos conservadores e de qualquer relação com o Partido Republicano americano, mas também pretende afastar o partido dos mais pobres, manipulados pelo assistencialismo. Ele defende um olhar para uma parcela da população que não encontra associado do o PT de Lula. “O pressuposto de que olhar para as classes emergentes te empurra para a direita não tem sustentação. A direita pode estar em outro lugar. Inclusive entre os mais pobres" - vele lembrar que FHC foi presidente do clube de ex-presidentes de Madrid.
Faz algum tempo que postei aqui uma opinião sobre a fusão entre DEN e PSDB a qual me oponho por razões ideológicas o DEN ter por tradição um pensamento conservador, do qual, infelizmente, alguns novos tucanos são adeptos. No PSDB de Fernando Henrique não existe espaço para esta direita.
Sobre a descriminalização da maconha afirma ser um tema mais fácil para um político sem pretensões eleitorais do que alguém no jogo político e acusa os políticos (de forma geral) de não assumirem a vanguarda de qualquer movimento, sobre a maconha em especial este admite que a população brasileira seja muito conservadora e nenhum político quer arriscar seu prestígio.
Neste ímpeto FHC quer ver o partido tucano longe da discussão "É melhor que não se meta. Se for se meter vai meter com o preconceito. Quando na sociedade houver uma coisa mais clara, opções reais, ai os políticos entram".
Este é Fernando Henrique Cardoso.

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