Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A construção da moralidade ou mulher melão e a vulgaridade

Estes dias encontrei na internet uma declaração da mulher melão, Renata Frison, se surpreendendo ao saber que as pessoas a consideram vulgar. Quando li a manchete concordei com a opinião geral. Em seguida fiquei pensativo, por que vulgar?

Movido por minha surpresa virei um "melologo" levantei imagens, vídeos e declarações da Mulher Melão. De imediato tive duas certezas 1) Ela é gostosa pra caralho; 2) Ela é Robert, do tipo que faz tudo para aparecer.

Como este tópico não é um "deusas vivas" vou direto para minhas reflexões. Por que chamaram a melão de vulgar? Por que concordei com esta afirmação? A Renata não se inibe em mostrar o corpo, vive dando "foras" deixando alguma "parte oculta" aparecer na frente dos paparazzi. Sua apresentação para o público foi com um topless
do lado de fora de uma radio o ápice foi o programa Super Pop onde ela tentou ser panicat, a armação era tão óbvia que me senti um idiota assistindo aquilo, fica fácil entender por que a chamam de vulgar.

Não me interessa o "por que", mas sim o "por que do por que" fiquei pensando O que a mulher melão faz? Ela é uma mulher fruta. De todas só a melancia continua na mídia, ela é funkeira, mas não canta nada; a final de contas o que ela faz? Basicamente a Renata é a mulher melão. Sua profissão é ser mulher melão. Ela não é uma gostosa profissional, ela é extremamente gostosa e vive dos seus melões.

Já falei aqui sobre o Charlie Sheen a inveja provoca as críticas - inveja de mulheres, inveja dos homens por não terem uma mulher desta, inveja daqueles que precisam trabalhar e principalmente inveja dos mais reprimidos.

Bom, a inveja explica o "vulgar", porém não explica a minha adesão tão rápida - não me entendam mal, morro de inveja da "vida fácil" que ela e outras sub celebridades levam, mas esta explicação seria cair em lugar comum. O brasil se orgulha das mulheres lindas, das praias e de termos uma vida mais leve tranquila do que os europeus, asiáticos e americanos, este orgulho é uma mentira.

Nos somos liberais, mas é proibido fazer topless
somos sexualmente abertos, mas qualquer menção de sexualidade é rapidamente retalhada, as conversas mais picantes são permitidas entre amigos, em grupos restritos, mas repudiadas em público. Concluíndo esta liberdade do brasileiro é uma farsa, somos prisioneiros de nossa criação, a sociedade, mais uma vez recorro a metáfora do Frankenstein - não sabemos o que fazer com nossa criação.

A realidade não existe enquanto algo fixo, mas sim como representação, tão poderosa que nos aprisiona dai minha rapidez em concordar com a frase popular. Não estou dizendo que a mulher melão é uma lady porém valores como "mulher vulgar" e "mulher casta" são criações nossas as quais aderimos cegamente, esta é a base da construção da realidade, do nosso cotidiano.

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