Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A enchente no Rio de Janeiro e Fernando Bezerra


Sempre que acontece algum desastre ficamos procurando por um responsável, é comum tentarmos colocar a culpa em alguém, alivia nossa frustração por não poder fazer nada. Na maioria das vezes não existem culpados para tragédias. Só na maioria dos casos:

Neste início de ano 336 pessoas morreram no Rio de Janeiro devido as enchentes, até agora pelo menos, se não existe um responsável por suas mortes existem dois responsáveis por não tentar evitar a perda de vidas. O ex-ministro da Integração nacional Fernando Bezzera que utilizou o dinheiro que deveria ser aplicado para prevenir estas mortes para fazer campanha política e a presidenta Dilma Rousseff que aprovou as verbas ficou calada.

O Estado que mais embolsou verbas do programa "prevenção e preparação a desastres" em 2011 foi Pernambuco, por coincidência Estado onde ex-ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra (o tal ministro) vai disputar eleições para prefeitura de Recife. Pernambuco recebeu R$ 25,5 milhões o que representa 90% dos quase R$ 29 milhões pagos em obras iniciadas no ano passado. Se forem considerados os compromissos assumidos em gestões anteriores, Pernambuco recebeu R$ 34,2 milhões.


Duas obras responsáveis por grande parte dos gastos foram assinadas pela presidente Dilma Rousseff em viagem ao município de Cupira (PE) no final de agosto. As barragens de Panelas 2, em Cupira, e de Gatos, no município de Lagoa dos Gatos, somam R$ 50 milhões em recursos já comprometidos desde maio. O dinheiro que deveria ser usado para evitar os desastres pelo brasil está sendo liberado no decorrer das obras em Pernambuco.

No ranking dos Estados que mais receberam recursos do programa, incluindo os restos a pagar, o segundo lugar ficou com o Estado da Bahia, com R$ 32,2 milhões. São Paulo ocupa a terceira colocação com R$ 16,3 milhões recebidos em 2011.

O uso de verbas para campanha política já acontecia antes de Fernando Bezzerra e funcionou. O antecessor de Fernando Bezerra, Geddel Vieira Lima, utilizou a mesma lógica para fazer os repasses do Ministério da Integração Nacional. Geddel, no entanto, não só privilegiou seu Estado, a Bahia, como também deu preferência aos correligionários do PMDB. No período, em que o pemedebista ocupou o cargo, 80,8% dos recursos foram destinados a prefeituras baianas comandadas pelo partido.



A obra completa de Fernando Bezerra


A enchente no Rio de janeiro provocou 336 mortes e já é o quinto pior desastre do mundo nos últimos 30 anos (até agora).

Esse número de mortos também coloca a tragédia como o mais mortífero desastre natural no brasil em pelo menos dez anos, de acordo com o levantamento do Cred, localizado em Bruxelas, na Bélgica, vem compilando dados sobre desastres em todo o mundo há mais de 30 anos.

De acordo com os dados da organização, as enchentes no Paquistão entre julho e agosto do ano passado, que deixaram 1.985 mortos, foram o desastre provocado por chuvas que gerou o maior número de vítimas fatais nos últimos 12 meses no mundo.

O trabalho bem feito de Fernando Bezerra
O segundo maior número de mortes em desastres do tipo no último ano foi registrado em Zhouqu, na província chinesa de Gansu, com um deslizamento de terra provocado pelas chuvas que deixou 1.765 pessoas mortas em agosto. Também na China, em Fujian, na província de Sichuan, chuvas torrenciais entre maio e agosto deixaram 1.691 pessoas mortas em consequência das cheias e dos deslizamentos de terra.

Caso o número de mortos no Rio de Janeiro continue subindo, pode ultrapassar os totais do quarto e do quinto desastre com mais vítimas fatais no ano passado - entre fevereiro e março, 399 pessoas morreram em enchentes e deslizamentos em Nametsi, em Uganda, e 363 pessoas morreram em consequência das inundações provocadas pelas chuvas que atingiram a região de Guaranda, na Colômbia, na maior parte do segundo semestre do ano passado. PALMAS PARA FERNANDO BEZERRA!

O total de mortos nas enchentes desta semana no Rio de Janeiro também ultrapassaram os maiores desastres no Brasil desde 2000 - as enchentes de abril do ano passado no Rio, que deixaram 256 mortos, as inundações de 2003 no Nordeste e no Sudeste, que mataram 161, e as enchentes de 2008 em Santa Catarina, que deixaram 151 mortos.

A enchente mais mortífera de que se tem notícia, segundo os registros do Cred, ocorreu na região central da China, em 1931, quanto 3,7 milhões de pessoas teriam morrido, segundo as estimativas.

Na última década, as enchentes de maio de 2004 no Haiti, com 2.600 mortos, foram as que deixaram o maior número de vítimas fatais.

Fernando Bezerra
Fernando Bezerra se defendeu das acusações de ter usado a verba "antienchente" em campanha política:

"Não existe aqui política partidária, miúda, pequena. Não se pode discriminar o Estado de Pernambuco por ser o Estado do ministro".

Covardemente Fernando Bezerra tentou transformar uma crítica política em discriminação. Até onde eu vi ninguém discriminou Pernambuco ou os moradores de Recife. As críticas foram exclusivas ao ex-ministro.


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