Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Quem é Fernando Haddad?

"Há uma diferença entre Hitler e Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos adotando uma postura mais de viés fascistas, que é criticar um livro sem ler" (Fernando Haddad).

Atendendo ao pedido do ex-ministro decidi falar um pouco de sua vida e de sua carreira no ministério, não é suficiente para conhece-lo, porém este post é apenas o primeiro de muitos.
Vamos começar por sua biografia. Fernando é de origem Libanesa, filho do comerciante Khalil Haddad e neto do padre da igreja Cristã ortodoxa Curry Haddad, conhecido no Líbano pelo trabalho beneficente com as vítimas da guerra entre Líbano e França.
Fernando Haddad é bacharel em direito, mestre em economia (com a dissertação O Caráter socioeconômico do sistema soviético) e doutor em filosofia defendendo a tese "De Marx a Habermas - O materialismo Histórico e seu paradigma adequado". Em 1985 ele foi presidente do centro acadêmico XI de Agosto, órgão que representa os estudantes da faculdade de direito da USP (eram seus primeiros passos no mundo da política). Atualmente ele é professor do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.
Acredito que do ponto de vista acadêmico não restam dúvidas sobre suas qualificações, porém como candidato a prefeitura de São Paulo julgo necessário conhecer suas referências. Que são poucas.

Em 29 de julho de 2005 Haddad foi nomeado ministro da educação por Lula, onde implantou o novo Enem. Seu período no ministério foi marcado por escândalos e polêmicas no seu principal projeto, a reformulação do Enen, destacam-se os anos de 2009, 2010 e 2011.

Em 2009 foram furtadas algumas provas, resultando na reimpressão de 4 milhões de provas e remarcação do exame, onde 1.5 milhão de estudantes não compareceram. Saldo: R$ 131,9 milhões gastos sem licitações (qualquer um pode ter pego este dinheiro) e fracasso do novo Enem.

Protesto contra o fracasso do Enem
Já em 2010 ocorreram erros de impressão com questões repetidas e fora de sequência e divulgação errada dos exames. Foram gastos R$ 180 milhões dos quais R$ 150 milhões foram gastos sem realização de licitações (sim, de novo). Cerca de 2 mil estudantes foram prejudicados e tiveram que refazer as provas. Será que o professor Haddad trata assim seus alunos?

Tanto em em 2009 como em 2010 foi realizado um pré-Enem para avaliar o nível de dificuldade da prova (?) em 2009 o gasto foi de R$ 939 mil em 2010 o gasto saltou para R$ 6.1 milhões, um aumento do 559% enquanto o número de alunos que realizaram o pré teste dobrou - Haddad deveria ter chamado um economista para calcular melhor. Opa ele é economista.

Já dizia o ditado errar uma vez é humano, errar duas é burrice e quem erra três vezes? Em 2011 houve vazamento de questões para alunos em um colégio de Fortaleza, a polícia federal iniciou uma investigação concluindo que os alunos teriam recebido o material previamente e o ministério da educação SABIA do vazamento de informações, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo Fernando negou, leia a entrevista na íntegra aqui

Vamos mudar de assunto. No começo de 2011 foram distribuídos 484 mil livros que continham erros de concordância como "nós pega o peixe" e "os meninos pega o peixe" (Haddad ensinando o Lulês) para alunos do Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos. No mesmo ano foram distribuídos 39 mil livros de matemática com erros básicos como 10 - 4 = 7.

Sobre os erros nos livros Haddad se pronunciou assim: "Há uma diferença entre Hitler e Stálin. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Estamos adotando uma postura mais de viés fascistas, que é criticar um livro sem ler".

Na melhor das hipóteses Haddad foi um ministro incompetente, o que chama a atenção é por que o PT preferiu ele à Marta Suplicy (que destruiu São Paulo) ou Eduardo Suplicy que são amplamente conhecidos na cidade ao contrário de Haddad.

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