Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 30 de junho de 2012

Serra se lança candidato em São Paulo ressaltando sua experiência






No ultimo dia 24 José Serra foi apresentado publicamente como candidato à prefeitura de São Paulo no ginázio do Ibirapuera, o tucano foi o terceiro candidato a ser oficializado (no mesmo dia Gabriel Chalita foi apresentado pelo PMDB). Como marca principal do evento Serra relembrou sua carreira política e justificou que não basta inovar sem competência: “É preciso ousadia para inovar, experiência para fazer acontecer” afirmou Serra que ainda acrescentou “O tempo não desgasta os que lutam. Experiência é uma virtude” discurso claramente inspirado no slogan petista que glorifica o novo.
Ainda em críticas ao seu principal adversário político Serra lembrou que o PSDB é um partido democrático, que respeita seus integrantes e não tem um “dono” como afirmou o senador Aloysio Nunes em seu discurso: “A democracia está no nosso partido. Que diferente em relação ao partido que comanda o governa federal e também pretende abocanhar São Paulo, um partido que tem dono, que impõe um candidato que passeia por ai com um urso amestrado levado pela coleira”.

Aloysio foi na jugular do PT ao relembrar para todos o recha petista e os desmando de Lula no partido que ajudou a fundar e depois tomou posse. O momento é bom para o PSDB pois enfrenta um partido cindido com um candidato que ainda não decolou. Porém ninguém no PSDB se ilude. Todos conhecem o poder de Lula como cabo eleitoral. Tanto que o senador Alvaro Dias comparou a experiência de Serra e Haddad como ministros.
Por outro lado José Anibal, pré-candidato derrotado por José Serra nas prévias, criticou a formação da chapa tunada com número proporcional de candidatos a vereadores dos partidos PSDB, DEM, PR e PSB. "Acho que se a votação que definiu a coligação proporcional não tivesse sido secreta, teria perdido. Muita gente foi estimulada e não fez o voto que queria fazer, contrário à votação não proporcional". Aníbal ainda está chateado por ter sido preterido nas prévias por José Serra e insinuou que o voto é secreto.
Segue a baixo uma entrevista de serra concedida a Folha de São Paulo:
 
Folha - Como foram os dias que antecederam a decisão de se candidatar a prefeito?
José Serra - Quando você tem uma decisão fundamental a tomar a respeito de candidatura, você não pode ser ambíguo. Ou você é, ou você não é. Foi uma decisão essencialmente solitária, levando em conta as diversas opiniões e as circunstâncias.
Por que resistia a disputar?
Disputei uma eleição muito recente, em 2010. Achei que devia ficar um período maior cuidando da minha vida. Mas, na política, você não é dono das circunstâncias.
Seus adversários citam o abandono da prefeitura em 2006, dizem que usou o cargo de prefeito como trampolim.
Minha saída deveu-se a uma circunstância: a necessidade de manter o governo do Estado nos eixos, inclusive para a cidade. A cidade tem duas prefeituras, a municipal e a estadual. O governador é um coprefeito. Isso já foi usado em 2006 e 2010. Inutilmente, uma vez que venci em São Paulo.
O sr. estava concentrado em questões nacionais. Tratará novamente de temas do país?
Não dá para ter dois sonhos ao mesmo tempo, num mesmo plano da vida. Meu sonho é ser prefeito. Então, não estou sonhando mais com a Presidência. Não consigo ter dois sonhos simultâneos.

O sr. vive uma ironia. Em tese, todo político gostaria de ter cara de presidenciável, mas isso se tornou um problema para o sr.
O fato de que as pessoas acham que eu posso ser presidente não é um problema, é um fator a mais para votar em mim para prefeito. Quem pode mais, pode menos.
A prefeitura é menos?
Como tarefa é dificílima, mas é menos que a da República. A nação paulistana para mim é um desafio tão grande quanto é a nacional.
Vai defender a gestão Kassab?
A partir do final dos anos 80, São Paulo teve três estilos de administração: Maluf-Pitta; o PT, com Erundina e Marta; e PSDB e DEM, comigo e o Kassab. A comparação dos nossos oito anos com os dos outros é amplamente favorável, sob qualquer indicador: financeiro, saúde, educação. Não há paralelo.
E a reprovação do prefeito?
Creio que vai haver maior reconhecimento a respeito da administração do Kassab, mas atribuo [a reprovação] ao fato de que ele se empenhou na criação de um partido, e a população vê o prefeito como um síndico. Como o partido foi um dos centros do noticiário, pode ter dado a ideia de que ele estava alheio à cidade, o que é errado, injusto. Política todos fazem. Ninguém fez mais do que o Lula.
A criação do PSD pode ter dado a sensação de que o prefeito estava ausente da cidade?
Imagina alguém no trânsito engarrafado, liga o rádio e está lá o prefeito falando do partido. A pessoa pensa: 'Ele devia estar cuidando do trânsito'. Agora, de fato, isso não subtraiu tempo do Kassab na administração da cidade. O próprio Kassab fará esse balanço, relembrará o que foi feito em cada área.
Haddad foi criticado pela aliança com Maluf, mas o PSDB também negociou com ele.
Foi uma negociação que não deu certo [com o PSDB]. E deu certo com o PT, porque certamente fizeram uma oferta que ele considerou boa.

Qual o impacto que o mensalão pode ter na eleição?
É uma incógnita. Mas para mim a questão do mensalão é de natureza jurídica, não política, não eleitoral. Sinceramente não estou preocupado com o efeito nas eleições.
Kassab esteve com o ex-ministro José Dirceu para tratar de alianças com o PT em outras cidades. Como avalia essa aproximação dele com o PT?
A política brasileira tem essas particularidades. Há uma heterogeneidade. No que se refere ao Kassab, nossa relação tem a ver com São Paulo. Agora, o partido dele tem orientações diferentes em diversos lugares.
Mas o sr. tem 100% de confiança no Kassab como aliado?
Há uma relação pessoal muito boa. De certo não será a política que nos afastará.

Como está o empenho do Alckmin na sua campanha?

Dedicado, mas moderado em função do cargo.

Falam na possibilidade de problemas por ele ter sido derrotado pelo Kassab em 2008.

Não houve nada disso até agora. Quero lembrar que em 2009 Alckmin se integrou ao governo, o que para mim foi motivo de orgulho. Em 2010 caminhamos juntos.

Lula tem se empenhado muito por Fernando Haddad.

Ele indicou e fez o candidato. Se empenharia em qualquer circunstância.

Que peso acha que o apoio do ex-presidente pode ter?

Só os resultados vão mostrar. Em 2004, Lula apoiou a Marta e eu ganhei. Em 2006, ele apoiou Mercadante e eu ganhei. Em 2008, apoiou a Marta e o Kassab ganhou. Em 2010, apoiou a Dilma e eu ganhei aqui na cidade. Infalível ele não é. Agora, longe de mim menosprezar o peso que ele possa ter.

O problema da cracolândia ainda não foi solucionado.

Vamos fazer algo parecido com o que fizemos com o cigarro. Campanha educacional, trabalho massivo. A intervenção [no início do ano] produziu efeitos positivos, mas é limitada.

Já tem o esboço de algumas propostas para a cidade?

Vamos aumentar a densidade das regiões e, ao mesmo tempo, fortalecer os bairros. Vamos ampliar a reciclagem, acabar com as áreas de risco e duplicar a operação delegada. Na área social, vamos ampliar a rede de cuidadores e criar um programa para o idoso. Poderá ser chamado de Terceira Idade Paulistana. E vamos estudar replicar o Expresso Tiradentes.

Tem projetos se ganhar, mas está preparado para perder?

Ninguém que entra numa disputa para ganhar está preparado para perder.

O sr. já fez uma reflexão sobre os motivos que levaram à sua derrota em 2010?

Mais ou menos. Eu não me detenho muito nas análises a respeito de 2010 porque é muito pouco tempo. Vez por outra vem uma ideia, vem algo do que aconteceu, enfim. Mas eu realmente não me prendo a isso. Mas é evidente que ao longo do tempo vai se decantar uma visão própria minha a esse respeito.








quarta-feira, 27 de junho de 2012

Vai começar o julgamento do mensalão e a CPI do Cachoeira: o erro estratégico do PT, as eleições e a CPI da Delta




No começo tudo parecia um sonho: Demostenes Torres, um dos maiores críticos do PT e orador da ética e da política limpa, foi acusado de favorecer o bicheiro Carlinhos cachoeira, em um esquema que envolvia a Revista Veja e o governador de Goiás Marconi Pirillo (PSDB) como perder esta oportunidade? Lula sabia que em um ano de eleição limpar o nome do partido era essencial. Mas como fazer as pessoas esquecerem o mensalão? Simples desacreditando seus acusadores enquanto recita o mantra “o mensalão não existiu”.

Diferentemente de Lula Dilma era contra a CPI, a presidenta sabe que nenhum partido sai ileso da CPI, a sede de vingança foi maior que o bom senso e a vontade de Lula prevaleceu sobre a vontade de Dilma. Eu já disse neste blog como a CPI da Delta foi usada para ocultar o julgamento do mensalão e como a CPI se conduzia para virar uma Pizza o plano lulista era queimar Demóstenes e a Revista veja. Foi ai que as coisas começaram a dar errado.

Como diria José Simão “Não existe virgem na zona” e a CPI começou a tomar outros rumos, o governador do distrito federal Agnelo Queiroz (PT) e o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) começaram a aparecer, PSDB e PMDB fizeram um acordo de cavalheiros para não convocarem seus governadores. Até que uma foto mudou o rumo da CPI – o deputado petista Candido Vacarezza enviou uma sms ao governador Sérgio Cabral “A Relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe você é nosso e nós somos teu”.

O resultado foi a convocação do governador Sérgio Cabral para a CPI, provavelmente não vai acontecer nada com ele, porém o atual prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, candidato do PMDB e de Cabral,apoiado pelo PT, não goza de popularidade na cidade maravilhosa, o escândalo da CPI apenas complementa a situação.


A Delta e Cabral

Carlinhos cachoeira revelou ter relações com a empreiteira Delta, responsável pela reforma do maracanã. Segundo apuração da Veja a Delta possuiu uma loja de pneus/empresa fantasma usada para lavagem de dinheiro de seus contratos com os governos da base aliada. Estima-se que a Delta tenha emitido R$ 115 milhões em notas fiscais por empresas fantasmas, este dinheiro era desviado para políticos, garantindo contratos públicos superfaturados.
Fernando Cavendish, da Delta Construção, e Sérgio Cabral
Governador do Rio de Janeiro
O relatório do Concelho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ligado ao governo federal apurou oito empresas fantasmas ligadas a Delta e registradas em nome de laranjas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás
A revista veja de 06/06/12 esta empresa fantasma repassou R$ 6 milhões de dinheiro lavado para o PMDB de Goiás; em São Paulo a Delta repassou R$ 23 milhões para a empresa Legend, que não existe, porém a mesma empresa aparece como doadora da campanha do PT em Mato grosso do Sul.
Esta transação provavelmente nunca teria sido descoberta se não fosse a CPI do Cachoeira e o desejo de vingança “aloprado” de Lula. Como já disse acima ninguém deve ser preso, porém os efeitos já são sentidos a popularidade de Sérgio Cabral e Eduardo Paes vem caindo perigosamente para um ano de eleições e o governo periga perder a prefeitura do Rio de Janeiro e quem sabe o governo daqui a dois anos.

Veja Vs. Carta Capital

Também já tinha dito aqui como a revista carta capital vem se aproveitando da CPI para ocupar o lugar da Veja como principal revista semanal. Tudo ia dando certo até a discussão entre Lula e Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, ocorrido no escritório de Nelson Jobim, ex-presidente do STF e ex-ministro de Dilma.
Lula alegava que o julgamento do mensalão deveria ser adiado para 2013, para poupar seu partido de constrangimentos durante a campanha eleitoral ou nas palavras de Lula “É inconveniente julgar este processo agora” (Veja 06/06/12 pag. 70). Lula foi além e ameaçou usar a CPI para investigar Mendes caso este não agisse de acordo. Gilmar e outros magistrados se ofenderam e revelaram o teor da conversa.
A Carta Capital publicou a versão de Lula em uma capa intitulada “As mil faces de Gilmar Mendes” o chamando de empresário (e não magistrado) enquanto a Veja publicou a versão de Gilmar. Na época Jobim tinha dito que não houve encontro nenhum.
Jobim, Lula e Gilmar
Num segundo momento, após ser inquerido pela Revista Veja o ex-ministro Jobim respondeu negou novamente e disparou “Me deixa fora disso. Tenho uma boa relação com Lula e quero preserva-la”. Após as duas capas serem publicadas as demais publicações foram atrás de Jobim revelou que a versão mais próxima da verdade foi à declarada por Gilmar Mendes (Veja 06/06/12 pag. 73) e lá se vai à credibilidade da Carta Capital.

Julgamento do Mensalão: Ninguém será preso

Os principais nomes do mensalão podem sair livres do julgamento do mensalão, isto porque as maiorias dos crimes já prescreveram. Se o julgamento ocorresse em 2013 como queria Lula todos os crimes seriam prescrito e não haveria publicidade negativa durante as eleições. Mesmo com todos os envolvidos saindo livres os envolvidos com o mensalão podem ser punidos, pelo nosso voto. Caso alguém seja condenado a pena mínima por um crime prescrito o réu será inocentado

As acusações:

Formação de Quadrilha: Associação de mais de três pessoas para cometer crimes. Prescrição: 2011.
Corrupção Passiva: Pedir ou receber, usando cargos e prestígio, vantagem indevida. Prescrição 2011.
Corrupção Ativa: Oferecer ou prometer vantagem a funcionário público para que ele infrinja a lei. Prescrição: 2011.
 
Lavagem de Dinheiro: Ocultar origem do dinheiro ou propriedade provinda do crime. Prescrição: 2015.
Peculato: Crime cometido por funcionário público que usa seu cargo para desviar dinheiro público. Prescrição: 2011.
Evasão de Divisas: Fazer operação de câmbio não autorizada para tirar dinheiro do país (vulgo caixa 2). Prescrição: 2011

Os acusados


José Dirceu
Formação de quadrilha
Corrupção ativa

Delúbio Soares
Formação de quadrilha
Corrupção ativa






José Genoino
Formação de quadrilha
Corrupção ativa
Marcos Valério
Formação de quadrilha
Corrupção ativa
Lavagem de Dinheiro
Peculato
Evasão de Divisas

João Paulo Cunha
Corrução passiva
Lavagem de Dinheiro
Peculato
Roberto Jefferson
Corrupção Passiva
Lavagem de Dinheiro 


segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Tabu do sexo anal: O que elas dizem


O sexo anal ainda é um dos maiores tabus da sexualidade, não à toa a cantora Sandy, outrora símbolo da moralidade e defensora da ideia de se casar virgem, surpreendeu a todos com suas declarações “É possível ter prazer anal” este tópico visa lançar uma luz sobre o tema, sem nenhuma frescura. Pois se a Sandy gostou Carol Miranda detestou a experiência: "doeu muito" disse a moça.

Para termos uma visão neutra sobre o assunto copiei as respostas femininas (e só femininas) do Yahoo Respostas, onde fica claro que ao extrairmos o gosto pessoal de cada mulher resta o preconceito, vejam mais nas respostas a baixo:



Elas falam

Seguem as respostas que mulheres deram no site "Yahoo Respostas":

Pergunta: o que você sente quando faz sexo anal?

Mazi: "Muito prazer. É uma delicia embora não sendo
igual ao vaginal. O prazer ou tesão é um pouquinho
menor quando faço sexo vaginal. Me sinto totalmente
preenchida pelo parceiro o que me leva a ter orgasmos
intensos".

Fântome: "Só dando para saber. Sei que no homem, a próstata fica no final do ânus e acaba sendo massageada pelo pênis do parceiro e o prazer vem daí".



*Lindinh... "nossa, é bem melhor! ‘Fika’ empinadinha na bancada da cozinha com ele atrás. aiii mtooo bom. É apertadinho, sei lá. Mto melhor, é como um orgasmo elevado a 10000000000. Eu adoroooo, vc tb deve adorar xD".
Sandra "não sou homem mas acredito que deva ser mais prazeroso pq o anus é mas apertado".

A. P. "Não é igual, mas eu sinto um tesão muito louco, tanto para mim quanto ao meu parceiro que adora demais!!!!"
Mel: "tesão no começo é dolorido... mas depois é tudo de bom sinceramente acho melhor que vaginal, da uma sensação que somos uma presa e que estamos sendo devorada rs".

Dona: "igual ao vaginal??????????? Caraca!!! não chega nem perto!!! eu nunca fiz, mas tenho amigas e ate parentes q. vivem fazendo e dizem q. só fazem p. agradar".




Talvez o grande tabu da questão esteja envolvido com a "má fama da mulher" Nietzsche já dizia "em prol da sua boa reputação, quem já não se sacrificou apenas uma vez?" Vejam as respostas que vão nesta linha.
A pergunta era: Mulher que faz sexo anal é confiável? Você acha que isto desvaloriza a mulher?
Lika R. "Talvez sim. O sexo anal requer muito mais cuidados que o sexo convencional por via vaginal. Fazer sexo anal com alguém que não se conheça pode gerar desconfiança. Nossa sociedade é extremamente machista. Apesar de um homem querer sexo anal, dependendo do comportamento da mulher, o próprio homem que propôs o ato, fica desconfiado... é muito louco isso".

Menina Super Sábia "com certeza por isso que por mais que eu ame meu namorado eu não dou pra ele vai que um dia nós terminamos e ai eu to com outra pessoa e por vingança ele diz : essa daí ..já comi até o ** dela ... Deus me defenda. O homem que faz isso com uma mulher não a ama e principalmente não a respeita".
Morena "Acho que quando faz por fazer, acaba ficando vulgar, mas se você ama a pessoa, confia nela...porque não?? Eu gosto sim, e não to nem aí com os que são contra, acho que não desvaloriza se você se dá o respeito!!!".

Nathall... "É confiável com camisinha! Eu já tentei uma vez, confesso. Dueu muito!
Mais isso talvez não desvaloriza nenhuma mulher, é questão de prazer mesmo.
Cada um, cada um".

Silvergi... "Eu acho que se for namorada tudo bem! Mas se for em uma relação casual, ficante e tal... desvaloriza mesmo! Pois os homens ainda tem esse preconceito infelizmente, a sociedade ainda é muito machista!".
A Gatinha do Bocão "sim... não acho que desvaloriza a mulher pq ela não tá fazendo nada demais até pq ela está fazendo com seu companheiro".
Camila "Eu faço sempre, gosto e peço! Não é falta de respeito coisa nenhuma. O cara é meu namorado ha anos. São 7 anos juntos,. Não tem mais como ficar nessa paranoia de ser valorizado ou não. Entre 4 paredes vale tudo!"
Saneavel... "Por que não???? Desvalorizar por que????"
Nyna "a se fazer com jeitinho e ninguém ficar sabendo ñ tem nenhum problema".
Nine "Eu não faço isso de jeito nenhum".
Rita "Claro que não. E quem acha isso tem mais é que tomar no c...".
As perguntas sobre o prazer anal não revelam nenhum estranhamento, pois as moças responderam o que sentiram e nada mais. Não podemos querer impor nossa opinião sobre o prazer alheio. Agora as respostas sobre a segunda pergunta (sobre a desvalorização) são realmente divertidas.
Se lermos nas entrelinhas veremos que aquelas que respondem “sim, nos desvaloriza” nunca fizeram o sexo anal, provavelmente morrem de vontade de fazer mas tem medo de serem julgadas. De onde vem este julgamento? Dos homens? Em parte sim, muitos homens repudiam uma mulher se eles a levarem para cama com facilidade. Mas e a mulher? Como ela entra nesta história?
O psicanalista Jack Lacan dizia que pode-se conhecer uma mulher pelo homem que ela escolhe, muitas das mulheres que responderam que a prática do sexo anal as desvaloriza tem receio do próprio julgamento moral, o que será delas se tiverem prazer? Temos ai um resquício do final do século XIX onde se acreditava que só os homens podem ter prazer sexual.
Felizmente a maioria parece se libertar das correntes da moralidade, mesmo se for escondido, em quatro paredes.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cidades Fantasmas


As cidades fantasmas permeiam nossa imaginação desde sempre, onde são figurinhas fáceis em desenhos animados, já na adolescência elas se tornam o cenário ideal para um filme de terror; na idade adulta estas cidades são esquecidas por nós. As cidades fantasmas passam a ser vistas como uma lenda ou uma lembrança distante das brincadeiras infantis.

Tamanha fascinação explica-se pela própria ideia das cidades fantasmas. As cidades foram feitas para serem ocupadas, ver uma cidade vazia gera estranhamento, um fascínio que rapidamente é substituído pelo medo. Mas medo de que? Provavelmente pelo medo da falha humana, estas cidades vazias revelam uma fresta em nossa crença absoluta sobre a superioridade do homem.

As cidades fantasmas se constituem de várias maneiras, algumas são construídas para a exploração de algum recurso natural e são abandonadas com a escassez deste mesmo recurso; outras nascem devido a alguma necessidade: como uma base aérea ou algum desejo megalômano e terminam vazias; ainda temos aquelas que são esvaziadas pelo progresso e por fim algumas cidades tornam-se vazias devido a fenômenos naturais.

Kolmanskop (Namíbia) Típico exemplo de uma cidade fundada exclusivamente para exploração de algum recurso natural. No caso trabalhadores alemães a fundaram para exploração do diamante. Construída no deserto africano em 1908, o que outrora foi uma bela cidade com escolas, ginásios e até cassinos Kolmanskop foi abandonada sem remorsos em 1954. Com o final da primeira guerra mundial a procura por diamantes foi diminuindo, os mineradores alemães se mudaram e o governo local não se interessou em investir na cidade. Hoje em dia as casas ainda estão de pé, revelando a qualidade da construção, porém sem cuidados a cidade vem sendo tomada pelo deserto.








Centralia (Estados Unidos) Centralia é uma das cidades fantasmas mais impressionantes do mundo, outrora uma próspera cidade da Pensilvânia, fundada em torno de uma mina de carvão no ano de 1841. O que torna esta cidade diferente das demais é o motivo do abandono. Em 1962 um incêndio ainda não explicado começou nas minas, o combustível natural alimentou o fogo, que logo ocupou todo o subsolo da cidade. O incêndio provocou o surgimento de gases tóxicos que colocavam em risco a vida da população.

O fogo subterrâneo aumentou a temperatura da cidade, o calor tornava-se insuportável e provocava incêndios nas casas de madeira, típicas dos EUA, um dos registros mais significativos foi do dono de um posto de gasolina que fugiu da cidade ao descobrir que a temperatura da gasolina estava em 75 oc. O fogo subterrâneo provocou rachaduras no asfalto, que engolia os moradores locais. Em 1984 o governo americano aprovou verbas para recolocar seus moradores, em 2002 o código postal da cidade foi revogado e Centralia tornou-se oficialmente uma cidade abandonada por seu governo.











 Hashima (Japão) Um projeto megalomaníaco da Mitsubishi, em 1887 a empresa comprou a ilha de Hashima e construiu lá uma cidade apenas para extração de carvão em minas submarinas, Hashima entrou para a história do Japão por ter tido o primeiro edifício de concreto do arquipélago. A ilha era um exemplo do progresso e até hoje impressiona por suas construções abandonadas no oceano.
Sua decadência começou na década de 1960 quando a indústria japonesa substituiu o carvão pela gasolina, gradativamente as minas de carvão foram sendo fechadas, em 1974 a Mitsubishi anunciou o fechamento de Hashima. Foram mais de vinte anos de total abandono, todas as barcas para ilha foram suspensas e Hashima passou a ser conhecida como ilha fantasma. Em 22 de Abril, de 1999 voltaram a acontecer viagens para Hashima, que permanece abandonada.










Pripyat (Ucrânia) Esta cidade ucraniana carrega consigo o triste título de cidade fantasma mais famosa do mundo o motivo da fama é muito simples, Pripyat foi construída para acomodar os trabalhadores da usina nuclear de Chernobyl, no apogeu da URSS, após o acidente provocado pela falência da ideologia soviética e pela típica megalomaníaca dos comunistas Pripyat foi abandonada após a descoberta do vazamento nuclear.
Pripyat era uma cidade modelo com escolas, hospitais e parques de diversão, ainda hoje encontram-se objetos dos moradores espalhados pela cidade tais como: peças de roupa, discos de vinil e quadros de líderes soviéticos. Os moradores não puderam levar seus pertencesuma vez que estes estavam contaminados pela radiação, ainda hoje Pripyat e suas cidades próximas estão interditadas e são consideradas altamente perigosas. Estima-se que Pripyat poderá ser habitada novamente em 900 anos quando a radiação tiver se esvaído.










San Zhi (Taiwan) eis uma legítima cidade fantasma, ou pelo menos uma cidade que faz jus ao adjetivo “fantasma”. Rigorosamente San Zhi nunca foi uma cidade, projetado para ser um resort de luxo e uma fuga do cotidiano o hotel nunca foi terminado. Uma série de acidentes durante a construção forçou seus idealizadores a abandonarem o projeto.
Houveram vários acidentes fatais acobertados pelo governo, que visava lucrar alto com o resort, para cada acidente não investigado ocorria outro, não demorou para San Zhi ganhar fama de assombrada. Para se ter uma ideia até hoje o número de vítimas fatais é desconhecido. Uma das lendas dizia-se que espíritos dos trabalhadores mortos vagavam em San Zhi atrás de almas.
Outras histórias relacionam o desaparecimento dos trabalhadores aos OVNIs, estas pessoas acreditam que a estranha arquitetura do lugar, prédios circulares e um ambiente futurista, foi inspirado por alienígenas. Não são poucos os registros de atividades ufológicas no resort abandonado.







"Os Deuses Mortos" Oito Anos

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