Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

domingo, 28 de outubro de 2012

Segundo Turno Eleições 2012: A Busca pelo novo e os Resultados das Urnas

O ano era 1989, eram disputadas as primeiras eleições direta após anos de repressão, tortura e assassinato. Os nomes favoritos tais como Ulisses Guimarães e Mario Covas ficam muito abaixo das expectativas. O segundo turno é disputado entre um analfabeto e um total desconhecido.
O eleitor estava cansado de política, a repressão e a corrupção acabaram com a esperança de alguns brasileiros, que desesperadamente buscavam pelo novo. O resultado desta busca nós já conhecemos: Collor revelou-se um farsa e Lula um coronel.
Por alguns anos os brasileiros buscaram refúgio em velhos políticos, desesperançosos e conformados. Desde as eleições de 2010 a busca pelo novo vêm tomando força, Marina Silva revelou a existência deste eleitorado, particularmente formado por jovens – votações como a do Ratinho Júnior e Celso Russomano revelam que existe esta busca porém com mais crítica do que em 1989. A boa notícia foi o alto número de abstinências e votos nulos (31.58%).
Lula reconheceu esta brecha inventando “novos políticos” foi o caso de Dilma e agora Haddad, seu trabalho foi especialmente bem feito em São Paulo, ao dar uma maquiagem para Haddad parecer novo – sim, pois ele é um político tão antigo quanto Serra.
Para o PSDB resta aprender uma lição valiosa ou o partido se renova ou ele segue encolhendo ao ponto de ficar menor do que era antes da primeira eleição de FHC – uma voz sábia e solitária dentro do ninho tucano.
Por sua vez o PSDB envelheceu e muito, seu único nome “jovem” é o Aécio Neves, por outro lado o PT também envelheceu quem se gabava de ser ético e diferente revelou-se o partido mais criminoso e corrupto da história deste país. O que existe é um acordo informal entre PT e os eleitores o partido finge que trás novidades e o eleitorado finge que acredita.
A eleição de Haddad foi principalmente uma vitória contra Serra (e a velha e tradicional política) do que uma vitória do PT. A expressiva votação do PSB revela a existência de uma brecha, porém resta uma dúvida se este partido é realmente uma novidade. A meu ver o PSOL é o único partido que tenta fazer política diferente, partido que conquistou sua primeira capital com Clécio, em Macapá. Vamos esperar 2014 para ver como a política e o eleitorado se desenvolvem.

Precisamos de um novo rumo na política, da maneira como está apenas uma crise financeira poderia desbancar coronelismo atuante em nossa política, outra possibilidade seria o voto nulo, este não tem força suficiente, a juventude da mídia, novos comediantes e celebridades que poderiam fazer a diferença preferem ficar com piadas antigas e críticas vazias. Está na hora de alguém tomar a iniciativa.
Resultados do segundo turno:
 
São Paulo
Fernando Haddad (PT) – 56% prefeito eleito
José Serra (PSDB) – 44%
Salvador
ACM Neto (DEM) – 53.98% prefeito eleito
Pelegrino (PT) – 46.02%
Fortaleza
Elmano (PT) – 46.67%
Roberto Claudio (PSB) – 53.33% prefeito eleito
Manaus
Artur Neto (PSDB) – 66.75% prefeito eleito
Vanessa Grazziotin (PCdoB) – 33.25%
Curitiba
Gustavo Fruet (PDT) – 60.65% prefeito eleito
Ratinho Júnior (PSC) – 39.35%
Belém
Zenaldo Coutinho (PSDB) – 56.62% prefeito eleito
Edmilson Rodrigues (PSOL) – 43.38%
São Luiz
Edivaldo Holanda Júnior (PTC) – 56.10% prefeito eleito
Castelo (PSDB) – 43.90%
Campo Grande
Alcides Bernal (PP) – 62.55% prefeito eleito
Giroto (PMDB) – 37.45%
 Teresina
Elmano Férrer (PTB) – 48.61%
Firmino Filho (PSDB) – 51.39% prefeito eleito
 
Natal
Carlos Eduardo (PDT) – 57.96% prefeito eleito
Hermano Moraes (PMDB) – 42.04%
 
João Pessoa
Luciano Cartaxo (PT) – 68.13%
Cícero Lucena (PSDB) – 31.87%
Cuiabá
Mauro Mendes (PSB) – 54.59% prefeito eleito
Lúcio (PT) – 45.41%
 
Florianópolis
César Souza Júnior (PSB) – 52.64% prefeito eleito
Gean Loureiro (PMDB) – 47.36%
 
Porto Velho
Dr. Mauro Nazif (PSB) – 63.67% prefeito eleto
Lindomar Garçon (PV) – 36.33%
Vitória
Luciano Rezendo (PPS) – 52.73% prefeito eleito
Luis Paulo (PSDB) – 47.27%
 
Macapá
Clécio (PSOL) – 50.59%
Roberto (PDT) – 49.1%
 
Rio Branco – impossível saber
Marcos Alexandre (PT)
Tião Bocalom (PSDB)





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