Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sábado, 9 de março de 2013

Começa a disputa para 2014

Faltando um pouco mais de um ano os partidos começam a se organizar visando a disputa pelo planalto: O PT estreita alianças com o PMDB, na comemoração de 10 anos de governo o partido da estrela vermelha apoiou a eleição de Renan Calheros para presidente do Senado e em troca receberá apoio para mais quatro anos de mandato.
A chapa petista para 2014 deverá ter novamente Dilma e Temer, o PMDB desistiu de ter um candidato próprio a presidência, preferindo operar pelas sombras, com poderio no senado e na câmara.
Eduardo Paes, governador do Rio de Janeiro, e membro do PMDB foi claro: “Só é possível fazer transformações com aliança e nós temos essa aliança sólida que adversários tentam destruir. Essa aliança é Michel Temer e Dilma”.
O plano de Lula sempre foi uma disputa bipartidária – com apenas duas forças fica fácil produzir uma cisão no eleitorado, através de discursos e atitudes carismáticas Lula aproxima-se do povão, promovendo uma identificação e transformando o PT no “partido bom” rogando ao PSDB o “partido mal” o PT tornou-se o partido do povo enquanto o PSDB o partido da elite. Porque esta divisão é importante? Por causa do PSB.
Nas ultimas eleições para prefeito o PT conquistou a prefeitura de São Paulo e sepultou a carreira política de José Serra, porém pagou um preço auto sua aliança com o PSB. O atual presidente do partido Eduardo Campos, governador de Pernambuco mostrou sua força no nordeste elegendo seus candidatos, derrotando os petistas apoiados por Lula.
Até o momento a aliança PSB e PT está desgastada, membro dos dois partidos percebem esta aliança com data para terminar, o que pode promover a candidatura de Eduardo Campos a presidência da república, quebrando a cisão promovida por Lula e angariando grande parte dos votos do nordeste.
O plano original do PSB era lançar Eduardo Campos em 2018, conforme afirma Cid Gomes, governados do Ceará, que apoiou os candidatos de seu partido, mas preferiria uma aliança com o PT.
Porém a retaliação do planalto contra os estados governados pelo PSB, como redução de verba e preferência para estados governados por outros partidos da base aliada vem desgastando a relação entre PSB e PT. Mesmo se derrotado no primeiro turno este desgaste pode empurrar o PSB para o lado do PSDB em um possível segundo turno.
Por fim, mas não menos importante, temos os tucanos preocupados com a demora em oficializar Aécio Neves como candidato a presidência. Os últimos 10 anos foram marcados por uma guerra civil entre o PSDB paulista e o mineiro, após a queda política de Serra e Alckmin Aécio, senador eleito por MG, tornou-se o candidato óbvio.
Aécio tem o apoio formal de FHC, que o lançou candidato de forma indireta, porém os governadores tucanos não estão satisfeitos, segundos eles Aécio é pouco conhecido em grande parte do Brasil e quanto mais demorarem em lançar sua candidatura mais difícil será tornar Aécio conhecido: “em muitas regiões o grau de conhecimento dele é baixo. Acho que é hora, sim, dele aparecer mais, apresentar propostas e alternativas que o PSDB tem para o país” declarou Beto Richa, governador do Paraná, que continua “para quem quer se confirmar como candidato de oposição o timing é diferente, tem que começar num prazo maior. Acho que é prudente, se for o caso, prévias nesse ano e já entra em campanha ano que vem”.
Antonio Anastasia faz coro ao seu colega dizendo que o PSDB deve começar 2014 com um candidato definido; Anchieta Jr. Governador de Roraima concorda “não dá tempo de construir uma candidatura para presidente, faltando 30 dias para as convenções”. FHC e Sérgio Guerra, presidente do PSDB, são a favor de definir o nome de Aécio o mais rápido possível. Mesmo Alckmin que ainda não se posicionou a favor de Aécio e coloca-se contra a antecipação das prévias concorda que Aécio deve percorrer o país o quanto antes para tornar-se conhecido.




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