Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 20 de março de 2013

Denúncias de humilhação e prostituição no Pânico: “Ali no programa acontece de tudo. Vi muito abuso de poder, meninas sendo assediadas sexualmente”

No início o Pânico era o porta voz do caos, um programa necessário a televisão brasileira. Apresentando um humor inteligente, críticas políticas e sociais e acima de tudo realizando uma ruptura com a “normalidade” com quadros como lingeries em perigo ou o Silvio Santos com gengivite.
A mistura de jovens e talentosos comediantes com macacos velhos da televisão, todos com carta branca para trabalhar. Infelizmente as coisas mudam. O espírito Borat de fazer com que celebridades exibidas se humilhassem foi substituído pela humilhação. O caso mais célebre foi a falsa entrevista com Wagner Moura, sabendo que não conseguiria fazer o ator se trair os integrantes Silveira e Silverinha (o alfinete e o impostor) passaram gel no cabelo de Moura.
Wagner concordou com a entrevista, acreditando se tratar de um jovem repórter de uma emissora de Campinas, disposto a ser gentil Moura concedeu a entrevista quando foi vítima de um dos comediantes. Indignado o ator escreveu uma carta aberta e a publicou na internet desabafando sobre a humilhação pela qual passou.
O programa Pânico teve momentos sublimes como as sandálias da humildade ou Repórter Vesgo desligando o microfone de “celebridades” que tentavam se promover. Gradativamente o humor foi substituído pelo plágio de Jackass promovido pelo diretor homofóbico Bolinha, quadros de assistencialismo e quando parecia que o programa não ia descer mais baixo o Pânico passou a explorar doentes mentais.
O doente Zina, hoje preso e abandonado
O primeiro foi o corintiano Zina, fingindo estar ajudando e chegando a promover uma palestra sobre drogadição na favela em que Zina morava, a Churupita, e após explorar outros moradores o programa deu uma casa mobilhada e dinheiro para um adicto. O que eles imaginavam que Zina ia fazer com a grana?  Para piorar Zina era esquizofrênico, ao misturar os remédios com as drogas Zina teve um surto. O que o programa fez? Enviou Sabrina Sato para dizer “drogas fazem mal para você” e pronto. Atualmente Zina está preso e abandonado, ele não tem mais serventia para o programa.
Outro doente usado foi Charles Henrique, possível portador de um retardo mental ele foi sistematicamente humilhadas em supostas reportagens cômicas, Charles Henrique foi outro a ser descartado após ser usado pelo programa.
 
As Acusações de Prostituição
 
 
Esta é a parte mais delicada deste post – duas ex-panicats fizeram denúncias de prostituição e humilhação nos bastidores da emissora.
A primeira foi Dani Bolina que chamou algumas de suas ex-colegas de garotas de programa afirmando no extinto programa “Hoje em Dia” da Rede Record que um “figurão” do programa obrigava as garotas a saírem com ele sob ameaça de retira-las da atração. Outra ex-integrante do programa a falar sobre os maus-tratos nos bastidores da atração foi Regiane Brunnquell a Sandy Capetinha.
Regiane foi a primeira panicat a fazer sucesso, quando saiu da atração as pessoas estranharam, a moça se limitava a dizer que almejava planos maiores e queria fazer sucesso solo. Ela explicava mas não convencia.
Ano passado Regiane abriu o jogo: “Sai porque quase morri. Tive uma hemorragia interna após levar uma pancada na cabeça após um jogo agressivo que fui obrigada a participar”. Regiane ainda afirmou que não recebia nada por sua participação no programa.
“Vi muito abuso de poder,
meninas sendo assediadas sexualmente”.
Regiane fala mais sobre os bastidores da atração entre os anos de 2007 e 2008 na qual participou da atração: “Ali no programa acontece de tudo. Vi muito abuso de poder, meninas sendo assediadas sexualmente, tendo que mostrar o bumbum também para os integrantes do programa nos corredores só para se dar bem, prostituição e muito ego e humilhação”.
"Nunca soube de prostituição"
Alan Rapp, diretor do Pânico na BAND, defende a atração dizendo que não sabe de nada: “Eu lido com elas profissionalmente. A vida pessoal das meninas que trabalham lá eu não acompanho”.
Babi Rossi endossa a versão de Rapp dizendo que cada pessoa faz o que quiser e afirmando que não teve que transar com ninguém para entrar na atração: “Não sou a queridinha nem tive que transar com o diretor para ficar”.

 

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