Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 13 de março de 2013

Marco Feliciano: o outro lado da religião



Todos devem estar sabendo que o pastor Marco Feliciano, deputado eleito pelo PSC de São Paulo, foi eleito presidente da comissão de direitos humanos e minorias pela base aliada do governo. A polêmica vem de declarações do pastor: em tom preconceituoso o pastor declarou que os africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé e também coloca-se contra o casamento dos homossexuais.

Ao ser eleito Feliciano tentou consertar e se atrapalhou ainda mais: “Na minha secretaria vou atender negros e gays como se fossem pessoas normais”. Em um legítimo momento em que a emenda sai pior que o soneto Feliciano reflete as ideias de milhares de fieis e de seu partido, o PSC (Partido Social Cristão) que alega defender a família, mas qual família? A família do PSC exclui gays, lésbicas, filhos adotivos, filhos de outros casamentos, filhos de um pai ou mãe viúvo(a) que apaixonou-se novamente, esta família é contra o divórcio além de estimular o ódio contra as minorias.

As posições de Feliciano e as do PSC são endossadas pela religião, evidente que nem todos os cristãos pensam assim, mas o cristianismo fundamental é preconceituoso por definição; Feliciano idealiza fechar terrenos e prender pais de santos por praticar o curandeirismo. E os exorcismos que ele e seus colegas afirmam realizar? Qual a diferença? Feliciano enviou projetos de lei para criação de “terapias para reversão de homossexualidade” e chamou a AIDS de “câncer gay”.

 O verdadeiro câncer é a religião, uma prática repleta de doutrinas, obrigações morais, que reprime quem pensa diferente e converte pelo medo. Deus em todo o seu poderio afira “Eu amo você, me adorem ou vou envia-lo ao inferno” é esta a mensagem que algumas pessoas passam. Pastores, padres, médiuns espíritas. Independente da religião todos eles convertem pelo medo, impões uma missão – desde a missão espírita até tornar-se um servo de deus e realizar todas as suas vontades.

A eleição de Feliciano é prova de como a religião corrompe, controla as pessoas, as transforma em escravos do medo. A fé não trás respostas, ela acomoda, impede as perguntas, poda a ambição, a boa ambição, e promove o comodismo.

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