Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 11 de junho de 2013

Dirceu – Uma Biografia


Neste mês chega as livrarias “Dirceu” uma biografia não autorizada escrita pelo jornalista Otávio Cabral e publicada pela editora Record. O livro, que nem bem chegou às lojas já vem despertando o ódio de petistas militantes e infiltrados na imprensa, a obra faz um apanhado da vida do ex-presidente do PT desde sua infância até os dias atuais.

Alguns amantes de Zé Dirceu vem falando que “Dirceu” é um caso para o PROCON – um chiste que visa desacreditar o autor e sua pesquisa. O jornalista Breno Altman chega a ser engraçado (não de maneira boa para sua carreira) em sua crítica, afirmando que Otávio Cabral não deveria ter usado a Revista Veja como uma de suas fontes. Algum outro veículo da mídia vem acompanhando o julgamento do mensalão tão de perto como a “Veja”?

O autor também foi criticado por Altman por sua narrativa “novelesca” ao contar a vida de Dirceu. Me pergunto se Altman já leu alguma biografia em sua vida, dados são relatados em sequencia, exaltando o afeto dos envolvidos, que tem suas vidas vasculhadas, ou será que Altman queria uma biografia “branca” publicada para puxar o saco de Dirceu?

O jornalista da Record e petista assumido Paulo Henrique Amorim publicou o mesmo texto em seu Blog “Conversa Afiada”, que deveria se chamar “Conversa Fiada” menos de um mês depois de publicar uma coluna onde Dilma defendia Zé Dirceu com o subtítulo “A Vida Quer Coragem” – Uma coisa que Dirceu provou é não ter coragem.

A resposta foi dada pelo público, a biografia está esgotada nas livrarias, ou como disse Reinaldo Azevedo: “Quem conta a verdade possível é a sociedade, não comissões fajutas de estado”. Mas por que esta biografia incomoda tanto?

O livro mostra muitas das faces do mensaleiro: o sequestrador; o homem que assumiu identidade falsa para retornar ao Brasil; o manipulador político e outras desconhecidas como o menino que torturava gatos para se divertir e o homem que chantageava Lula para atingir seus objetivos.
 
 
 
Um Breve Resumo
 
Zé Dirceu sempre esteve por trás de Lula e Dilma
 
O livro conta eventos conhecidos, como quando Dirceu voltou ao Brasil como nome e identidade falsos e se casou com Clara Beker, sem revelar a esta seu nome verdadeiro e se separou após a mulher descobrir sua traição, Dirceu foi frio se limitando a dizer que ela deveria escolher em ir com ele ou não.
Aliás essa época marca a covardia e a manipulação de Dirceu o mesmo acompanhou a luta pela liberdade e pela democracia contra os militares em uma mesa de bar rindo e se divertindo com os amigos, após o conflito armado Dirceu revelou sua identidade e colheu os louros da luta que não participou.
O livro também trás fatos novos, que “mancham” a carreira de Dirceu e colocam em cheque a comissão da Verdade (necessária), idealizada pela presidenta Dilma.
Uma das denúncias levantadas pelo livro foi o sequestro do estudante da Universidade Mackenzie João Parisi Filho, membro do CCC (Comando de Caça aos Comunistas) orquestrado por Zé Dirceu Parisi ficou confinado na USP, onde foi torturado e aprisionado, tudo a mando de Zé Dirceu. Essa tortura a Dilma não quer investigar.
O estudante foi torturado e interrogado e quando não era mais necessário ele foi trancado na copa da universidade com as mãos algemadas e presas ao cano da pia. Parisi ficou deitado no chão por uma noite e dois dias até ser encontrado por duas empregadas que faziam a limpeza. Paulo Henrique Amorim não deve ter gostado de ler essa parte, tão pouco o senhor Altman.
Zé Dirceu era um jovem idealista que se deixou levar por ideais e se contaminou com o clima de guerra existente na época? Pouco provável, se fosse tão idealista ele teria voltado ao Brasil para continuar sua luta e não se casar e ficar bebendo no bar. “Dirceu – Uma Biografia” revela que a crueldade sempre esteve inerente ao ex-chefe da casa civil “O livro começa em Passa Quatro – onde o indisciplinado filho do dono de uma gráfica, terror da vizinhança e contumaz torturador de gatos diz a mãe Olga, o que ele repetiria pela vida afora: ‘Um dia serei presidente da República’” (Revista Veja).
O fato mais estarrecedor, pelo menos para quem está distante do PT, são revelações a cerca da chantagem que Dirceu fazia a Lula: “Dirceu e Lula se conheceram em 1980, nunca mais se largaram e jamais confiaram inteiramente um no outro: 33 anos de caminhada lado a lado sem tirar a mão do coldre”.
Quando Dirceu e seu tesoureiro de campanha, Silvio Pereira, foram acusados de desviar verbas Lula o questionou, revoltado Dirceu lembrou seu amigo de 9 dedos que os mesmos investidores de sua campanha patrocinaram a campanha de Lula, as mesmas empreiteiras ajudaram Dirceu a fazer o caixa dois de sua campanha e da campanha de Lula. Dirceu ainda  ameaçou Lula dizendo que revelaria todo o esquema de roubos e fraudes se não fosse eleito presidente do PT. Lula sabia que não se brinca com Zé Dirceu.
Deu para entender porque esse livro vem sendo tão criticado por petistas e também porque suas edições estão esgotadas? Em breve uma nova remessa chega nas livrarias.
 
Dirceu – Uma Biografia
Autor: Otávio Cabral
Editora: Record 
 

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