VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vereadores que aprovaram o aumento do IPTU

Na ultima semana Fernando Haddad estuprou os paulistanos ao aprovar o aumento abusivo do IPTU. pois bem segue a lista dos vereadores que foram a favor do aumento e dos vereadores que foram contra o aumento.

sábado, 26 de outubro de 2013

O Corvo de Edgar Allan Poe

O Halloween está chegando, para comemorarmos a noite em que as barreiras do mundo dos vivos e dos mortos fica mais tênue ascendi algumas velas, fechei todas as janelas e evoquei o arauto do macabro. Vindo diretamente do inferno aqui está Edgar Allan Poe com seu poema mais famoso “O Corvo” (com tradução de Fernando Pessoa).

 

O CORVO
(de Edgar Allan Poe)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!”
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Chico, Caetano, Gil e os novos censores ou Como eu posso procurar saber se eles me impedem?


O nome censura ainda gera arrepios nas pessoas, a censura é o cúmulo da violência, mandar alguém se calar é ainda pior do que lhe implicar dor física.  Durante a ditadura Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, MIlton Nascimento e outros nomes sofriam com a fúria ignóbil dos censores militares.

Ninguém melhor do que eles para saber o quanto um “cálice” pode ser sofrido, punitivo e acima de tudo alienador. Ninguém melhor do que eles para combater a censura. Eis que nossos ídolos do passado agem em favor da censura. Provando que nossos heróis morreram de overdose.

Os nomes acima somados a Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Djavan integrar o grupo Procure Saber, presidido por Paula Lavigne, ex-esposa de Caetano, vem apoiando a censura, baseada no projeto de lei do deputado Newton Lima do PT de São Paulo. Tal lei permite que figuras públicas e seus descendentes proíbam o lançamento de bibliografias não autorizadas.

Foi graças a essa lei que “Roberto Carlos em Detalhes” de Paulo Cesar de Araujo foi retirado das livrarias em 2007, os advogados de Roberto estão querendo retirar das livrarias um livro sobre moda da Jovem Guarda.

 A revista Veja da semana passada trouxe depoimento do advogado Gustavo Binenbojm, professor de direito da Uerj e da Anel: “Não há outro termo para designar isso senão censura”. Já Paula Lavigne, figurinha carimbada da revista Caras, afirma não defender a censura, mas sim preservar a privacidade.

Ao mesmo tempo sempre que os mesmos lançaram discos, compuseram músicas, publicaram livros eles usaram da mesma mídia para divulgarem-se. Os compositores não se importam em posar para caras ou outras mídias, revelando sua intimidade para faturar.

O melhor exemplo foi dado por Juca Kifouri ao contar quando fora contratado por Pelé, para escrever sua bibliografia. No mesmo ano Pelé fez um acordo com Ricardo Teixeira, Kifouri sugeriu que esse capítulo chamar-se-ia “o dia que Édson traiu Pelé”, o rei não gostou e abandonou o projeto. Bibliografias autorizadas são sempre defasadas.  

Felizmente alguns nomes da MPB permanecem fieis aos seus ideais de liberdade e livre expressão Alceu Valença, Nana Caymmi e Lobão são contra a mordaça defendida pelo Procure Saber. Como eu posso procurar saber se eles me impedem?

sábado, 19 de outubro de 2013

TOP 10 Anos 90


É muito difícil resumir uma década inteira em apenas 10 tópicos, mas decidi aceitar o desafio. Peguei o principal do que acontecia no Brasil, dando preferência para o que sobreviveu seja em tendência, seja em memória. Vamos dar uma olhada no melhor que aconteceu em entre 1990 e 1999.  


Arquivo X

Durante a década de 90 o Brasil e o mundo acompanhava um agente do FBI paranoico, correndo atrás de fantasmas da sua infância ao caçar alienígenas com sua parceira cética. Falando assim Arquivo X fica diminuído. O seriado mostra os estranhos casos investigados pelos agentes do FBI Fox Mulder e Danna Scully.

Os dois agentes tropeçaram em uma conspiração governamental que visa a produção de híbridos entre humanos e alienígenas. A coisa era muito bem construída e as pistas disfarçadas entre nove temporadas. Porém nem tudo girava em torno de conspirações do governo. Os agentes ainda investigavam casos envolvendo lobisomens, vampiros, telepatas, satanistas, aberrações de circo e outras esquisitices.

 

Ayrton Senna

Durante a década de 90 o Brasil estava cabisbaixo Tancredo Neves, esperança da democracia, faleceu ao assumir a presidência, José Sarney foi responsável por autos índices de inflação, o primeiro presidente eleito Fernando Collor de Mello ajudou a afundar ainda mais o pais e sofreu um impeachment, para piorar nosso futebol, principal refugo social, estava para baixo. Sobrou para Ayrton Senna carregar o Brasil nas costas.

O tri campeão mundial, e hoje reconhecido como um dos melhores da história, Senna recuperou o orgulho dos brasileiros, que acordavam cedo aos domingos para torcerem. Seu ultimo título veio em 1991, vencendo o inglês Mansel. Víamos nele um herói, um símbolo de esperança, Senna provava que era possível dar a volta por cima. Em 1994 o Brasil viu seu herói morrer. Ficamos órfãos de Senna.   

 

Cavaleiros do Zodíaco

Sempre que as forças do mal tentam dominar a terra a deusa Athena volta à vida e com ela surgem seus cavaleiros, homens que lutavam com o poder de deuses, acreditava-se que estes cavaleiros podiam rasgar os céus com um soco e rasgar a terra com um chute.

Tudo muito bonito, até o mestre do santuário tentar matar Athena, quando era bebê, Airos um dos cavaleiros salva a jovem deusa ariscando sua vida. O bravo Aiors entrega o bebê para Mitsumasa Kido que a cria como neta. O mesmo recruta órfãos e os manda para diversas partes do mundo para tornar-se cavaleiros.

 Cavaleiros do Zodíaco foi a principal febre dos anos 90, exibido na extinta TV Manchete (hoje Rede TV!) acompanhávamos as aventuras de Seiya e seus colegas enfrentando as forças do santuário evocando a força das constelações. O ápice veio com a batalha das 12 casas onde os cinco cavaleiros enfrentaram os 12 cavaleiros de ouro, um para cada constelação.

 

Copa do Mundo de 1994

Faziam 24 anos que o Brasil não vencia uma copa do mundo, as glórias de Pelé ficaram no passado, ostentávamos o título de consolação campeão moral, a geração de Sócrates e Zico havia sido derrotada e coube ao retranqueiro e pragmático Carlos Alberto Parreira, ao labo do contestado Zagalo montar uma seleção baseada na defesa.

A tal “era Dunga” iniciada no fracasso da copa de 1990 ressurgiu das trevas. Parecia enredo de filme, um grupo de fracassados se une em pró de um ideal. O resultado é que Romário comandou o time até a final contra a Itália do melhor jogador do mundo Roberto Baggio. Após uma disputa de pênaltis Dunga levanta o caneco.

 

Morte de Renato Russo

Em 11 de Novembro de 1996, falecia Renato Russo, o maior poeta do rock, um dos maiores músicos e compositores do nosso país, Renato Russo fundou a Legião Urbana, um dos grupos musicais mais influentes da história. Renato sempre escondeu sua condição de soropositivo. Mas sempre apoiou as campanhas de prevenção e tratamento da doença. O período em que esteve contaminado com a doença foi o mais produtivo de sua carreira, ele nunca produziu tanto e nunca se empenhou em tantas campanhas sociais a favor dos direitos dos gays e do combate a AIDS.   

 

Música

A música dos anos 90 gera amor e ódio, amor pelas grandes bandas que surgiram como Nirvana e seu álbum Nevermind, que simplesmente redefiniu a música. Aqui no Brasil tivemos o nascimento do Pato Fu, Planet Hanp, Chico Science & Nação Zumbi e seu Mangue, J. Quest,do  saudoso CXharle Brown Jr., Raimundos e Los Hermanos “Oh Ana Julia”.

A parte triste da música foram conjuntos nacionais que infestavam nossa programação tais como Raça negra, Molejo, e outros do gênero que não acrescentavam nada e ainda embutia refrãos insípidos e superficiais que enalteciam a pobreza, foi nessa época que conhecemos o hoje político e espancador de mulheres netinho de Paula. Mas nada nos preparava para a grande tragédia musical o “Axé Music”.

 

Nascimento do Real

No início dos anos 90 o Brasil era assolado pela inflação – imagine que você quer comprar uma calça, você a vê na vitrine de manhã, mas não tem tempo de comprar. Ai você volta a tarde e descobre que a calça está mais cara. Essa era a realidade de quem vivia naquela época. As pessoas faziam grandes compras mensais, estocavam alimento, pois poderiam não conseguir comprar comida. Após várias tentativas frustradas, o que envolveu o confisco do dinheiro da poupança o Brasil foi salvo por um sociólogo.

Filho de um general, educado nas melhores escolas, professor em Paris e combatente da ditadura Fernando Henrique Cardoso formulou um plano econômico que liquidou a inflação, o Real fora oficialmente adotado em 1 de julho de 1994. FHC fora eleito presidente em 1995, em seus dois mandatos iniciou todos os programas sociais que temos hoje e ainda combateu três crises financeiras impedindo que o Brasil entrasse em crise econômica, a qual a Argentina vive até hoje.

 

Quentin Tarantino

Se os anos 90 tiveram um dono este foi Quentin Tarantino de balconista em uma vídeo locadora a diretor cultuado Tarantino redefiniu o cinema independente, trouxe a violência para a cultura pop e mostrou criminosos como pessoas normais, onde assassinatos eram parte de seu cotidiano, como classificar a teoria de Like a virgin ou o hilário diálogo de John Travolta e Samuel L. Jackson após estourarem a cabeça de um coitado.

Foi essa mistura de tendências, violência, humor negro, referência de filmes B, filosofia e muita crítica social que Tarantino redefiniu a cultura pop. Foram dessa década “Cães de Aluguel”, “Pulp Fiction”, “Grande Hotel”, “Jackie Brown” e a primeira de muitas parcerias de Tarantino e Robert Rodrigues “Um drink no Inferno”.

 

South Park

Desenhos ácidos e crianças de boca suja não eram novidade, mas nada se comparava com South Park, muito mais crítico do que seus parentes comportados “Os Simpsons” os meninos de South Park vivem em uma pequena cidade do Colorado, a canção inicial trazia South Park como uma cidade acolhedora, onde todos se conhecem e são amigos. Escondendo uma população atrasada, racista e por que não idiota? Os quatro garotos tentavam entender o mundo em que viviam.

Stan Marsh é um garotinho neurótico que tenta suportar seu pai idiota, sua irmã briguenta e sociedade injusta; Kyle Broflovski é um garotinho judeu – único na cidade,como na véspera de natal onde a família de Kyle compra briga com a cidade inteira e  Kyle conta a todos sobre o Sorentinho o cocô de natal. Kyle é internado em um hospício; Kenny é o garoto pobre, que come qualquer coisa por dinheiro e morre ao final de todos os episódios; porém a personagem mais divertida é Eric Cartman é um gordinho irritado e preconceituosos que dispara frases como “ruivos não tem alma”, “Judeus são mentirosos e escondem dinheiro”, “não vou ficar em casa de pobre” e a clássica “chupe meu saco peludo”.

 

Tiazinha 

Os anos 90 tiveram muitas musas, a maior de todos foi Tiazinha (Suzana Alves), uma jovem que dançava de lingerie e depilava os marmanjos que erravam perguntas durante o programa H! Comandado por Luciano Hulk. Não sabíamos direito para quem torcer, se o rapaz acertasse a pergunta Tiazinha retirava uma peça de roupa, se ele errasse a moça rebolava e arrancava um tufo de pelos. Suzana foi a primeira mascarada a se destacar, a moça gravou um CD com o hit “Uh Tiazinha”, teve um programa de televisão onde virou a primeira heroína nacional e ainda retirou sua máscara na Playboy, que até hoje está entre as 10 mais vendidas. Na sequencia vieram Feiticeira, como o próprio nome diz, usava uma roupa inspirada em Jeane é um gênio, Joana Prado foi outra que posou para a Playboy e fez recorde de vendas. Na mesma década tivemos dançarinas do Tchan, Carla Perez foi o sonho de consumo dos homens, cedendo o trono para as duas Scheilas e ainda sobrou tempo para Alexandre frota e suas funkeiras a proibida do funk e a ninja do funk.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Priscila Saravalli



Este monumento loiro é natural da cidade de Monte Alto. Interior de São Paulo, ela já modelou em Minas Gerais, São Paulo, tendo aparecido em vários veículos televisivos Priscila ganhou o concurso Garota Fitness Brasil em 2009; fez ensaios sensuais para o virgula e o Sereias e ficou famosa como Legendete. Atualmente Priscila é empresária sendo fundadora do Saravalli Fitness.

O corpo perfeito não é obra do acaso, Priscila ou Prih (como gosta de ser chamada) mantém a forma com musculação “eu malho a mais de seis anos; eu treino quatro dias na semana” e cuidados com a alimentação “eu evito frituras, doces e procuro diminuir um pouco o sal da comida, pois retém muito líquido”.

A Priscila é boazinha e dá a receita para o homem que quer conquista-la: “simpático, atencioso, atraente, companheiro e muito carinhoso”. Mas a pergunta é inevitável quanto ao corpo do cara “Eu vou ser sincera, muito sincera... geralmente um homem consegue me conquistar no olhar, no jeito... mas em relação a perfil físico eu não curto homem muito forte não”. O que não faltam são pretendentes, a moça sofre assédio “na rua, no elevador, na padaria, rsrsrs”.

Prih tem duas tatuagens uma fada na nuca e uma borboleta na cintura e é torcedora do Palmeiras, sobre sua vida e metas Priscila é enfática: “Meu maior desafio é estar encarando minha vida independente, profissional e pessoal, pois sai do interior de São Paulo da cidade de Monte Alto, deixei família e amigos para encarar essa luta aqui na grande São Paulo, meu desafio hoje é superar todas as barreiras e conquistar cada vez mais meu espaço profissional”.

Bate Bola com a Priscila:

Perfume – Fantasy Britney Spears; O que mais gosta no seu corpo? - Pernas; Filme – Maldita Sorte; Prato Predileto – Lasanha de Berinjela e não vive sem – Academia.


Perfil:

Data de Nascimento: 07/06/1985

Altura: 165 cm

Peso: 60 Kg

Silicone: 260 ml

Busto: 93 cm

Cintura: 74 cm

Quadril: 101 cm




 

 
























































sábado, 12 de outubro de 2013

Por dentro da Ku Klux Klan


A maioria dos leitores deste blog deve conhecer a Klan ou KKK através de menções culturais americanas ou aparições em filme, porém nosso conhecimento não se aprofunda no horror e no nojo que seus membros despertam. O objetivo deste poste é informar sobre este grupo odioso e levantar um alerta para nossa sociedade. Continue lendo que vocês vão entender.

Conhecidos como KKK a Klan é uma organização ultranacionalista nascida em tempos ermos nos estados do sul americanos, os mesmos que defendiam a escravidão, a Klan prega a purificação raça americana, a purificação caucasiana e defende o protestantismo radical.

A Ku Klux Klan nasceu no Tennessee, EUA, em 1865, fundada pelo general Nathan Bedford, após a derrota do sul na guerra civil americana, seu objetivo era impedir a integração social dos afrodescendentes recém-libertos. Em 1872 a organização foi considerada uma entidade terrorista e banida dos EUA. Desde então a Klan se subdividiu e vem agindo clandestinamente.

A origem do nome possui várias versões a mais aceita seria que Ku Klux viria da palavra grega Kuklos que significa “círculo” ou “anel” enquanto Klan significa clã, as reuniões do Klan ocorreriam em círculos outra versão – KKK seria uma onomatopeia referindo-se ao som de uma bala sendo engatilhada no rifle. Esta segunda versão não me convence.

A Klan permaneceu clandestina e regional até a década de 1950 quando os afrodescendentes passaram a ter direitos civis básicos como poderem usar os mesmos banheiros que os brancos ou poderem beber água do mesmo bebedouro. Os Klanistas buscaram auxílio no movimento nacionalista americano e na perseguição dos comunistas que começava a surgir atingindo alguns milhares de seguidores.

A Klan promove crimes raciais espancando e enforcando afrodescendentes, latinos, feministas e todos aqueles que não compartilham de sua ideologia política e religiosa. Atualmente a Klan está decadente e possui cerca de três mil membros todos sitiados no sul do país.

Antes de sua decadência a Klan chegou a ter importantes defensores o primeiro épico do cinema “O Nascimento de uma Nação” de 1915 narra os precedentes e as consequências da guerra civil e o nascimento da Ku Klux Kaln retratada como única entidade capaz de transformar os EUA em uma nação.

O filme é narrado pelo ponto de vista de duas famílias os Stonemans do norte e os Camerons do sul, seus escravos são retratados com os piores estereótipos possíveis e a medida em que o país é destruído pela guerra os escravos e os abolicionistas são apresentados como principais responsáveis, como uma força destrutiva que ameaça o lar americano.
O Nascimento de uma Nação (1915)

Na segunda metade os membros fundadores da Klan são apresentados como heróis e os únicos capazes de salvarem o país. “O Nascimento de uma Nação” foi baseado na peça “Na Historical Romance of the Ku Klux Klan” escrita pelo racista Thomas Dixon.

Outro ponto importante para demonstrar o poderio que a Ku klus Klan já teve: três presidentes americanos como membros do grupo, são eles o democrata (o hoje partido de Barak Obama) Woodrow Wilson (1913 – 1921) autor do livro “A História dos Americanos” onde chama a KKK de “Venerável Império do Sul”; o Republicano Warren Harding (1921 – 1923) que filiou-se a Klan em 1923, em uma cerimônia realizada na casa Branca e por fim o democrata Harry Truman (1945 – 1953) havia sido levado para a KKK ainda jovem e foi eleito presidente já integrando o grupo terrorista.

 

Os símbolos da KKK

 

O Ku klux Klan possui vários símbolos que contam sua história e refletem sua ideologia, vamos a seguir entender os principais:

O emblema da KKK é um círculo vermelho e branco, uma referência ao nome do grupo, a cruz branca é referente aos valores cristãos do grupo, sobre a cruz existe um losango branco com uma “gota” de sangue simbolizando o sangue derramado em nome da raça ariana. O número 6 faz referência ao número dos fundadores iniciais do grupo terrorista.

O uniforme é constituído por uma túnica e um capuz branco baseia-se na ordem católica espanhola “Devotos de Santíssimo cisto das Injúrias”, uma ordem que promove penitências públicas para glorificar a paixão e ressureição de cristo, os espanhóis não tem nenhuma relação com os membros da KKK, exceto sua fé.

A KKK tem como preceito básico a influencia do protestantismo radical, porém alguns historiadores preferem a versão de que a roupa faz referência a fantasmas dos espíritos dos soldados sulistas mortos durante a guerra.

O ritual de iniciação da KKK passa pela leitura de um trecho do novo testamento da bíblia, mais especificamente Romanos, capítulo 12 “rogo-vos, irmãos, que apresenta o nosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a deus, que é o vosso culto racional”. Os candidatos não podem ser católicos e nem judeus.

Um dos mais conhecidos símbolos da KKK é a cruz em chamas temos algumas teorias para ela a principal seria que o protestantismo se opõe a símbolos e imagens, a queima da cruz seria uma amostra de superioridade. Porém o principal motivo é colocar medo nos “seus inimigos”.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Shina – A Amazona de Cobra


Em meados dos anos 90 os brasileiros paravam o que estavam fazendo para assistirem duas séries “Arquivo X” e “Cavaleiros do Zodíaco”, é esta que nos interessa mais especificamente a amazona protegida pelo poder da cobra.

Para quem não sabe ou não se lembra Cavaleiros do Zodíaco conta a história dos defensores da deusa Athena, os chamados cavaleiros eram homens treinados a exaustão para adquirirem poderes sobre humanos, conta-se que com um chute poderiam abrir fendas na terra, eles eram chamados de defensores da paz pois estavam por trás da queda de todos os impérios tirânicos.

Sim eram, pois uma traição no âmago dos cavaleiros provocou uma guerra interna, Athena, ainda bebê, foi salva da morte e da traição do então mestre do santuário (uma espécie de papa) e cinco cavaleiros de bronze, a ordem mais fraca dos cavaleiros, assumiram a responsabilidade de defender sua deusa e derrotar os traidores do Santuário.

O anime começa com Seiya, o protagonista do anime, conquistando a armadura de Pégaso, para isso ele derrota Casius, discípulo de Shina (Shaina, no original) irritada por ver um japonês conquistar a armadura sagrada a amazona o persegue a noite e após uma breve luta a guerreira de cobra é derrotada.

Sobre Shina

A primeira pergunta Shina é uma vilã? Sim, ela
corresponde a duas subdivisões de vilões dos animes aquela que opta pela vilania por questões pessoais, que não envolvem busca pelo poder ou riqueza, e ao mesmo tempo ela é aquele tipo de vilão que após ser derrotado alia-se ao herói.

Segundo as leis da deusa Athena apenas os homens podem lutar em seu nome, as mulheres que quiserem lutar pela justiça devem esconder seu rosto com uma máscara e ocultar sua feminilidade, Shina leva a sério esta máxima, ela esconde seu rosto e sua feminilidade perante uma “máscara” de força e raiva. De certa forma funciona ela chega a ser uma das pessoas mais influentes no Santuário e a colocar medo em muito marmanjo.

Shina evoca o poder da cobra
Shina é uma amazona de prata, da segunda classe mais forte dos cavaleiros, ela é muito mais forte que as outras mulheres, evocando o poder da serpente para lutar, seu principal golpe é o “garras do trovão”. Para atacar Shina ergue sua mão em uma postura similar ao bote de uma serpente, representada por uma cobra naja, ela perfura o corpo do adversário com suas unhas afiadas e desfere choque elétrico de 10.000 volts.

Ao se tornar amazona Shina recebe a armadura de Ofiúco (e não de cobra, como dizia nossa dublagem) – na mitologia Ofiúco era um semi-deus, filho de Apolo, capaz de ressuscitar os mortos, Hades ficou ofendido e pediu a Zeus que o matasse, o dsenhor do panteão concordou, porém elevou Ofiúco aos céus e o rodeou por uma serpente, símbolo da vida que se renova (portanto símbolo da medicina). Um humano que desafia os deuses, tudo a ver com Shina.

Assim como a maioria dos cavaleiros Shina foi, ainda criança, para o Santuário da Grécia, natural da Itália, possui 16 anos e evoca o poder da serpente para lutar, assim como Ofiúco evocava o poder da serpente para curar os feridos e ressuscitar os mortos. O mesmo veneno que mata pode curar.

O Coração de Shina

Seiya descobre o coração de Shina
Shina enfrentou os cavaleiros várias vezes, sempre decidida a matar Seiya, acreditava-se que a amazona não conseguia esquecer a humilhação de ter sido derrotada. Neste caso seria muito barulho por nada. Pensem comigo se Shina não conseguia tirar Seiya da cabeça, arrumava qualquer pretexto para enfrenta-lo e mesmo assim nunca o matava só poderia haver um motivo. Acertaram... o amor.

 As amazonas devem esconder sua feminilidade, Shina leva este preceito muito a sério, porém em seu coração ela é uma mulher gentil e feminina, quando criança ela foi flagrada por Seiya acariciando um coelho, irritadíssima por ter sido descoberta Shina tentou mata-lo, mas estava ferida, de maneira inocente Seiya cuidou dela. Shina nunca esqueceu.


Shina revela seu amor para Seiya
A amazona, que foi a principal vilã da primeira fase dos cavaleiros, insso é antes da batalha das 12 casas, tentou derrotar Seiya uma ultima vez, quando Aiolia, o cavaleiro de Leão, apareceu para matar o cavaleiro de Pégaso, Shina ficou desesperada e tentou salvar a vida de seu inimigo. Ferida mortalmente ela revela seu amor por Seiya.

Este foi um dos episódios preferidos dos fãs, que ficaram angustiados pelos outros capítulos, esperando pela conclusão do caso dos dois e para saber se Shina tinha sobrevivido ao ataque do Leão.

Infelizmente, para Shina, Seiya escolhe Saori (a deusa Athena), a amazona passa a ajudar os defensores de Athena, como competir com uma deusa? Nietzsche já dizia “Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara que o homem”.

A sensualidade de Shina

Shina é uma personagem fascinante, o que é raro em animes voltados ao público masculino, principalmente aqueles de ação onde o que importa é o desenvolvimento da força e a luta por um ideal e as mulheres são apenas apoios e distrações para os olhos. Sendo uma coadjuvante a amazona rouba a cena sempre que aparece.

Shina luta com o poder da cobra, seu grito “venha cobra” gerava muitas brincadeiras, um ser peçonhento, que virou símbolo da medicina, ela escondia sua feminilidade, sem jamais se desligar dela, a pesar de querer tornar-se uma dama de ferro Shina é meiga, exceto quando está lutando.

Na falta de musas Shina tornou-se o principal referencial de beleza em CDZ, convenhamos que não haviam tantas opções assim, ela era retratada em fanfics (histórias escritas por fãs) como símbolo sexual.
página da revista Hypercomix

Aqui no Brasil a equipe da revista Animax, prima pobre da Herói, só que muito melhor, começou a publicar histórias em quadrinhos, que realizavam sátiras com animes, totalmente escritos e desenhados por brasileiros. Dai nasceu “Los Cabaleros Ridículos”, em uma das histórias Shina busca sua “vingança” contra Seiya, tentando mata-lo de tanto fazer sexo. Outros tempos.

Seja como for Shina é mais uma personagem que se destaca no hall das vilãs.

"Os Deuses Mortos" Oito Anos

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