Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

domingo, 6 de outubro de 2013

A Escolha de Marina ou Oposição unida contra o PT e o Chavismo no Brasil


Quando as manifestações vieram uma das primeiras questões levantadas é “quem levaria os votos dessas pessoas”? A principal beneficiada fora Marina Silva, que surgiu como alternativa nas ultimas eleições presidenciais.

 Marina não é a esperança messianica ou a nova política que todos pensam, possuo certas reservas quanto a ela, não por suas ideias políticas (das quais eu gosto) mas por aspectos de sua vida pessoal.

Esta ultima semana foi decisiva para dois (até então) possíveis candidatos a presidência da república José Serra e Marina Silva – o primeiro recebeu propostas para sair do PSDB e candidatar-se, porém o pequeno tempo na TV o fez mudar de planos e esperar por uma improvável desistência de Aécio neves.

Já Marina e sua Rede Sustentabilidade tentavam lidar com o boicote petista que a impedia de fundar seu partido – “já somos partido político, sim. Se agora não temos o registro legal, temos o registro moral perante a sociedade brasileira”.

O prazo final terminaria sábado as 00H Marina não conseguiu fundar registrar seu partido, o que a colocou em um dilema – muito bom para a situação: Se Marina migrasse para uma legenda sua imagem de “política diferente” ficaria arranhada, se ficasse ausente Dilma poderia ficar com os 20 milhões de votos de Maria e se eleger no primeiro turno.

Sua rede estava dividida. Membros como André Lima e Maria Alice Setubal apostavam em uma linha cautelosa optando por esperar pelas eleições de 2018 – “Você vai perder toda a credibilidade se trocar o seu sonho pelo pragmatismo” afirmou Lima; por outro lado os políticos com mandato apostavam em um “tudo ou nada” como os deputados Alfredo Sirkirs e Walter Feldman que apoiavam uma candidatura imediata – “Não dá para esperar 2018, sua chance é agora. É loucura jogar 20 milhões do votos no lixo” afirmava Sirkis.

Marina tem algo que se perdeu no atual PT ela se mantém fiel as origens, não vendeu seus ideais por poder, como Aloisio Mercadante deixou bem claro ao responder uma pergunta de Paulo Bufalo em debate nas ultimas eleições para governador de São Paulo “tínhamos que optar entre o ideal e chegar ao governo” (em vídeo que inexplicavelmente saiu do Youtube) ou conforme está registrado no livro “Dirceu A Biografia” Lula chamou Zé Dirceu e disse não importa como eu quero ser presidente.

Voltando para marina a ex-senadora recorreu a suas bases no Acre, local onde iniciou sua militância, ela retorna a suas origens: “A dificuldade de Marina em decidir o caminho a seguir reflete uma carreira marcada pelo confronto entre a defesa dos seus ideais e as realidades com que ela muitas vezes deparou e de que não gostou” (trecho da reportagem O Dilema de Marina da revista Veja desta semana).

Marina Silva será vice de Eduardo Campos

O prazo estourando Marina tirou uma carta da manga e fez a melhor escolha possível, melhor escolha política, filiou-se ao PSB e irá disputar as eleições como vice de Eduardo Campos.  Marina ausenta-se da corrida pelo planalto, mantém sua imagem de política alternativa ao mesmo tempo em que apoia Eduardo campos um político jovem (algo requerido pelos eleitores desde as eleições de 2010) com imagem de executivo eficiente e histórico de governador mais bem avaliado e recebe apoio de diversos setores que se opõe à Dilma.

Na coluna do dia 06 de Outubro do Blog de Reinaldo Azevedo o jornalista trás trechos de conversas de Marina com seus próximos sua intenção em filiar-se ao PSB: “Eu fiz essa aliança com Eduardo Campos porque chegou a um ponto que eu não tinha outra alternativa. E o PSB é um partido sério. A minha briga, nesse momento, não é para ser presidente da República; é contra o PT e o chavismo que se instalou no Brasil”.

Marina também deixou claro que existem cerca de 2 mil militantes espalhados pela internet prontos para desmoraliza-la, as mesmas pessoas sobre as quais eu falei no meu ultimo post.

A união também é muito boa para Eduardo Campos, um candidato muito bem avaliado em seu estado, que mantém excelente trânsito político e que ao mesmo tempo ninguém de fora do nordeste via, marina lhe empresta visibilidade e credibilidade. A mesma união também é boa para a oposição. Diferente das ultimas eleições onde haviam vários candidatos e todos sabiam que o segundo turno seria entre PT e PSDB e consequentemente o candidato tucano ficaria sozinho, agora a oposição se fortalece.
Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina Silva: Oposição fortalecida

Eduardo Campos e Aécio neves conversam todos os dias por telefone, existe um movimento crescente nos bastidores contra o PT e contra a Dilma (dentro do próprio PT) alguns dizem que a aliança é ruim para Aécio, sempre acreditei que Aécio é um nome para 2018 e estas eleições são uma apresentação. Uma corrida presidencial mais disputada pode desgastar a imagem dos petista e fortalecer  o discurso da oposição.
 
Já os petistas ficaram com a certeza de que seu tiro saiu pela culatra, eles que comemoraram o não para Marina Silva e seus militantes da mídia - que vão desde alienados anônimos a jornalistas e artistas colocavam-se contra a criação de novos partidos, tinham como intenção secreta tirar Marina da disputa, herdar seus votos e ver o primeiro candidato petista a vencer no primeiro turno; os petistas também contavam com o voto conservador que hesitaria em dar seu voto para Marina, optando pelo certo. A aliança entre Campos e Marina deve tirar o sono dos petistas mais exaltados.  

Se campos for para o segundo turno ele terá o apoio de Aécio, isso é certo, se Aécio for para o segundo turno ele pode ficar sozinho, não sabemos qual o movimento de Campos, marina certamente não vai apoiar Dilma e dificilmente apoiaria Aécio mantendo sua imagem de política diferente. Mas em política tudo é possível.

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