Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Chico, Caetano, Gil e os novos censores ou Como eu posso procurar saber se eles me impedem?


O nome censura ainda gera arrepios nas pessoas, a censura é o cúmulo da violência, mandar alguém se calar é ainda pior do que lhe implicar dor física.  Durante a ditadura Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, MIlton Nascimento e outros nomes sofriam com a fúria ignóbil dos censores militares.

Ninguém melhor do que eles para saber o quanto um “cálice” pode ser sofrido, punitivo e acima de tudo alienador. Ninguém melhor do que eles para combater a censura. Eis que nossos ídolos do passado agem em favor da censura. Provando que nossos heróis morreram de overdose.

Os nomes acima somados a Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Djavan integrar o grupo Procure Saber, presidido por Paula Lavigne, ex-esposa de Caetano, vem apoiando a censura, baseada no projeto de lei do deputado Newton Lima do PT de São Paulo. Tal lei permite que figuras públicas e seus descendentes proíbam o lançamento de bibliografias não autorizadas.

Foi graças a essa lei que “Roberto Carlos em Detalhes” de Paulo Cesar de Araujo foi retirado das livrarias em 2007, os advogados de Roberto estão querendo retirar das livrarias um livro sobre moda da Jovem Guarda.

 A revista Veja da semana passada trouxe depoimento do advogado Gustavo Binenbojm, professor de direito da Uerj e da Anel: “Não há outro termo para designar isso senão censura”. Já Paula Lavigne, figurinha carimbada da revista Caras, afirma não defender a censura, mas sim preservar a privacidade.

Ao mesmo tempo sempre que os mesmos lançaram discos, compuseram músicas, publicaram livros eles usaram da mesma mídia para divulgarem-se. Os compositores não se importam em posar para caras ou outras mídias, revelando sua intimidade para faturar.

O melhor exemplo foi dado por Juca Kifouri ao contar quando fora contratado por Pelé, para escrever sua bibliografia. No mesmo ano Pelé fez um acordo com Ricardo Teixeira, Kifouri sugeriu que esse capítulo chamar-se-ia “o dia que Édson traiu Pelé”, o rei não gostou e abandonou o projeto. Bibliografias autorizadas são sempre defasadas.  

Felizmente alguns nomes da MPB permanecem fieis aos seus ideais de liberdade e livre expressão Alceu Valença, Nana Caymmi e Lobão são contra a mordaça defendida pelo Procure Saber. Como eu posso procurar saber se eles me impedem?

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