Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Carta Aberta em defesa de Woody Allen

Woody Allen é um gênio, amante das artes e um dos cineastas mais importantes do século XX – todo o gênio está a frente de seu tempo portanto são incompreendidos. Quando Allen recebeu o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto de sua obra Diane Keaton, uma das musas do diretor e estrela de “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” recebeu o prêmio em nome do diretor.
Outra musa do diretor ficou possessa, sua ex-esposa Mia Farrow trouxe a tona questões de sua vida particular. Em 1992 Mia descobriu fotos eróticas de Soon-Yi Previn filha adotiva do casal. O final do relacionamento de ambos deu-se com o divórcio e o casamento de Allen e Soon Yi.
Não satisfeita a atriz afirmou que Dylan, filha do casal, foi abusada por Allen quando tinha sete anos de idade. A defesa do diretor afirma que essas memórias foram implantadas pela mãe contra o pai. Parece absurdo? Desde 1900 quando Freud escreveu a interpretação dos sonhos sabe-se que crianças possuem desejos sexuais, tais desejos por serem proibidos são alucinados.
Simplificando a criança deseja o pai, por ser proibido esse desejo é reprimido, tudo aquilo que é reprimido torna-se mais forte, para aliviar o desejo este revela-se de maneira alucinada como um desejo invertido – essa é a base da histeria a histérica, no caso Dylan, não suporta a carga erótica de seus desejos e se coloca como a eterna vítima sofredora. Observando sua família não parece uma hipótese absurda.
Vamos para Mia onde ela está agora? Seu ultimo filme bom foi no longínquo ano de 1992 “neblinas e Sombras” dirigido por Woody Allen, não se esqueçam que o ódio de mia por Allen começou quando este a trocou por Soon-Yi, por uma mulher mais nova e também sua filha.
Desde essa época Mia encara a rejeição dupla do homem amado e do cinema, a ela sobram papeis pequenos em filmes insignificantes ou de pouca qualidade – seus últimos trabalhos incluem o remake de “a Profecia” e “Arthur e os Minimoys”.
Se nos perguntamos onde está Mia podemos perguntar onde estava Mia quando Dylan tinha sete anos em seu suposto abuso. Uma resposta poderia ser “ela não sabia”. Bom o “eu não sabia” é a desculpa mais covarde e esfarrapada possível uma mãe que ama sua filha, que conhece sua filha, que vê e cuida de sua filha percebe quando algo de errado está acontecendo. É impossível não perceber a menos que a mãe em questão não queira perceber.
E quanto a Woody Allen? Já dei minha opinião sobre Dylan, mas e quanto Soon-Yi? Nietzsche disse certa vez; “os advogados de um criminoso apenas escassas vezes são suficientemente capacitados para aproveitar em favor do réu a terrível beleza de seu ato”.
Que crime Woody Allen cometeu? Ele tornou-se o Übermensch – o super-homem nietzschiano, o homem além do homem, aquele que usa a sociedade para suplanta-la e assumir seu lugar de superioridade. Não uma superioridade narcísica mas moral. O super-homem cria sua própria moral.

Allen e Soon-Yi se amam, estão casados até hoje, Allen libertou-se de sua moral e junto a sua amada criou uma própria, ele não é um abusador, é um homem apaixonado que casou com a mulher que ama. Nós, seres humanos, não perdoamos aqueles que se libertam, motivados por nossa inveja, não conseguimos fazer o mesmo. Logo odiamos. 

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