Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A Queda da Fúria

O público urra, o toureiro, em todo seu esplendor chacoalha sua capa vermelha atraindo o touro para seu lado esquerdo, em um semicírculo feito com graça e leveza o toureiro crava seu sabre no dorso do animal, que cai em uma poça do próprio sangue. As donzelas gritam, uma chuva de pétalas caem sobre o herói nacional.
A fúria, apelido da seleção espanhola, é uma referência ao touro, besta desenfreada que passa por cima de todos. A partir de 2008 os espanhóis passaram a se chamar de La Roja como quem quer trocar de lugar, deixar de ser touro e virar toureiro o tique-taca encantou e venceu duas Euro copas e uma Copa do mundo.  Hoje a Espanha voltou a ser la furia. Existem outras opções La Furia Roja – uma junção dos dois o importante é seber que existem outras opções, quanto maior  o leque de variedades melhor.
O mesmo aconteceu com o Brasil em 1966 – o então bicampeão mundial termina em um vergonhoso 11° lugar. Após a conquista do penta em 2002 a seleção brasileira vem colecionando eliminações vergonhosas; com o Uruguai bicampeão em 1950 e quarto lugar em 1954 não conseguiu classificação para Copa seguinte, em 1962 amargou um 13° lugar; a Inglaterra campeã em 1966 e oitava em 1970 ficou fora das duas copas do mundo que vieram; a Itália passou pela mesma situação duas vezes campeã em 1982 terminou na 12° colocação em 1986. Pior foi a 26° colocação, junto com a queda na fase de grupos, em 2010 após o tetra campeonato em 2006. Não posso me esquecer da França campeã em 1998 foi eliminada na fase de grupos em 2002, segundo lugar em 2006 os franceses protagonizaram o maior vexame de um campeão mundial em 2010.
A Espanha encontra-se em uma encruzilhada, ela precisa escolher se vai ser toureiro ou touro – o lugar comum que todos os grandes campeões estiveram – após a glória a mesma equipe, ou muito semelhante, cai em um misto de prepotência, nomes consagrados de outrora que não estão mais em seu auge, Vicente del Bosque optou por nomes consagrados que vivem um mal momento em detrimento de nomes menos badalados que estavam em melhor fase optando por morrer abraçado a certeza de ser campeão com apenas um estilo ou apenas sua camisa. Foi assim com o quadrado mágico – Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo – em 2006; foi assim com a Itália de 2006 e foi assim com a França.

Quando o Brasil foi eliminado em 1966 que viu seus campeões serem aposentados em decadência, teve que encontrar uma outra forma de jogar futebol e provar para o mundo que não era o estilo e sim a seleção que ganhou, a Itália, a Alemanha e a Argentina passaram pelo mesmo momento e superam-se; a França, o Uruguai e a Inglaterra nunca conseguiram ir além de episódios – a França resignou-se a geração Zidane, o Uruguai teve que esperar 60 anos para recuperar sua tradição e provar que sua camisa pesa, o time inglês vive de lampejos de craques e uma nova geração talentosa. Chegou o momento da Espanha quem ela quer ser Itália ou França. 

Um comentário:

  1. Espanha sempre foi " aborrecida " em vez de " furiosa "

    Além disso possui um dos campeonatos mais lastimáveis do mundo e eu gostaria de ver o Real e o Barça sem o apoio financeiro além dos jogadores estrangeiros se eles seriam a mesma coisa

    Esses times somente são o que são por causa dos estrangeiros e para piorar além de contratar vários jogadores estrangeiros não os colocam para jogar ( muitas veses prejudicando times sem maior força econômica )

    Se fosse somente cinco estrangeiros e seis espanhóis jogando eu teria respeito pelo Real e Barça ( embora este último conseguir criar um ótimo time com vários jogadores espanhóis novamente contratou vários jogadores estrangeiros )

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