quarta-feira, 11 de junho de 2014

Greve dos Metroviários: Benefícios para qual trabalhador?

Existem greves e greves – a greve é um direito do trabalhador, também existem greves ilegais e abusivas, a greve dos metroviários que colocou São Paulo como refém foi considerada abusiva e ilegal. O sindicato pediu um aumento superior a 36% para logo em seguida diminuiu para 12%. O governo ofereceu 8.7 % muito acima da inflação e do merecimento dos metroviários.
Insatisfeitos com este generoso aumento os metroviários convocaram a greve, o tribunal regional do trabalho (TRT) aplicou a lei da greve – os trabalhadores tem o direito de convocar greve sempre que julguem necessário exceto nos seguintes casos: 1) a lei definirá os serviços essenciais que devem permanecer em atividade; 2) os abusos cometidos serão julgados pela lei.
Os cinco dias de paralisação foram julgados abusivos e desrespeitosos – o TRT ordenou que 100% dos metroviários trabalhassem em horário de pico. Não foi cumprido; o governo de São Paulo recusou-se a ceder a chantagens, como escrevi no post anterior.
Foi ai que simpatizantes dos grevistas começaram a se manifestar – estas pessoas tem algumas características em comum: 1) nenhum deles usa metrô; 2) nenhum deles precisa chegar no trabalho para “bater cartão” e 3) nenhum deles será demitido caso se atrase.
Estes cagadores de pérolas distorceram a situação em pró de ideologias vazias, as quais eles não seguem, “quem apoia a greve entende o coletivo antes do individual”; “os metroviários estão lutando por seu direito”; “é um absurdo obedecer à ordem do tribunal e trabalhar 100% em horário integral” e a mais imbecil de todas “as pessoas vão parar um dia para ver um jogo, por que não podem parar pela greve?”.
Os verdadeiros trabalhadores revoltam-se após serem toados como reféns pelos grevistas

Vamos lá
Quem apoia a greve entende o coletivo antes do individual.
Não é verdade quem foi mais prejudicado e poderá continuar sendo prejudicado são as pessoas da cidade, o coletivo está sendo sacrificado em detrimento de caprichos de uma minoria.
 Os metroviários estão lutando por seu direito.
Não é verdade os metroviários receberam uma proposta de aumento concreta, muito maior do que a maioria dos trabalhadores prejudicados  pela greve de cinco dias. Os metroviários receberão o aumento de 8.7% - neste período de crise quantas pessoas tiveram um aumento destes? A greve não tem nada a ver com direitos trabalhistas.
 É um absurdo obedecer à ordem do tribunal e trabalhar 100% em horário integral.
Esta é a legislação trabalhista – os grevistas gostam de usar a lei pela metade, eles parecem crianças usam a parte da lei que lhes interessa e recusam-se a cumprir suas obrigações.
A paralização da greve aconteceu porque o governo demitiu 24 baderneiros que agora fazem cara de bunda e choramingam “eu não fiz nada”. Fizeram sim descumpriram a lei!
 As pessoas vão parar um dia para ver um jogo, por que não podem parar pela greve?
As pessoas não vão parar por cinco dias seguidos para ver os jogos da Copa, alguns lugares irão funcionar em meio período, outros irão funcionar em tempo integral. E mesmo quem quiser faltar para assistir pode desde que seja uma escolha e assuma as consequências de um dia parado – consequências que os grevistas não querem sofrer e que pessoas prejudicadas pela greve serão obrigadas a sofrer.

Volto à pergunta inicial: A greve beneficia quem? Leiam a baixo depoimento de pessoas prejudicadas pelo crime trabalhista cometido pelos metroviários que tentam se passar por vítimas:

A estudante de odontologia Vanessa, que faltava nas aulas da faculdade desde quinta-feira (5), dia do início da greve, conta que perdeu duas provas por não ter como se locomover até a Praça da Árvore, na Zona Sul. Na manhã de segunda, ela conseguia tomar seu café tranquilamente na porta da estação Tucuruvi, da Linha 1-Azul, na Zona Norte. "São Paulo é uma cidade muito grande, então depende do Metrô. Sem Metrô, os ônibus ficam lotados e a cidade, com muito trânsito." Filha de metroviário, ela também foi prejudicada com a paralisação e disse que o funcionamento desse meio de transporte é fundamental.
Morador de Francisco Morato, na Grande São Paulo, o segurança Janiel Peixoto, de 23 anos, sai de casa todos os dias às 4h e leva cerca de 2h30 no trajeto para ir até o serviço, no Bosque Maia, bairro de Guarulhos, na Região Metropolitana. "Eu vinha até a estação da Luz, mas não conseguia prosseguir. Gastei dinheiro e paciência. [Para] Acordar cedo e depois voltar para casa, preferia ter ido trabalhar. É um alívio ter como chegar aos serviço", afirmou o usuário do Metrô.
O deficiente físico Rubens Ferreira, de 53 anos, levou mais que o dobro do tempo para fazer o mesmo trajeto do Jabaquara até Santana, o que costuma ser feito em 45 minutos nos dias sem greve. Ele só conseguiu ir trabalhar, pois pegava o ônibus no ponto final e conseguia sentar. "Eu não posso ficar muito sentado, que é ruim", revelou o usuário, que considera a greve injusta. "Eles não ganham mal, isso só prejudica a população."

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