quarta-feira, 15 de abril de 2015

Números do Datafolha – rejeição a Dilma se mantém em 60% e maioria é a favor do impeachment

Neste domingo, 12 de Abril, tivemos a segunda manifestação contra Dilma, o PT e as esquerdas com número menor que a do dia 15 de março, o marco inaugural que superou todas as expectativas.
O planalto e petistas em geral estão aliviados, o que é muito bom para nós. A primeira manifestação foi catártica, a população tinha um grito preso na garganta e o soltou, desta vez os manifestantes estavam mais focados, muitos já se mostraram indignados e não foram – o que não muda sua opinião.
O planalto está aliviado com a diminuição do número. A primeira manifestação superou todas as expectativas, em eventos como esse, onde marcam um por mês, é natural que o número diminua o que não expressa mudança de opinião. Também é natural que as manifestações se diluam. A primeira foi concentrada nas capitais, esta se espalhou pelas cidades periféricas. Em que me baseio? Na pesquisa Datafolha publicada um dia antes das manifestações:



A boa noticia para a presidente sua rejeição caiu, a má notícia a queda ficou dentro da margem de erro – Em março 62% consideravam seu governo ruim ou péssimo hoje o número é de 60%; em Março 24% consideravam seu governo regular contra 27% em Abril; já aqueles que consideram seu governo bom/ótimo se manteve nos 13%.
Nesta primeira análise percebemos que não houve grandes alterações neste mês: o governo não emplacou seu discurso “quem saiu as ruas foi a elite branca” e as manifestações convocadas por Lula junto a CUT e os supostos “movimentos sociais” não tem mudado a opinião da população, muito menos confundir a população – na sexta-feira Lula convocou o braço mais a esquerda do PT a sair as ruas em todo o país contra o PL da terceirização e falhou miseravelmente.
 Grande parte dos manifestantes pedem o impeachment de Dilma, que os parlamentares insistem em não manifestarem-se favoravelmente, segundo o Datafolha – 63% da população é a favor do Impeachment contra 33% que colocam-se contra e 4% que não sabem.
Segundo estes números até quem considera o governo Dilma Regular é a favor de chuta-la para fora – destes 42% sabem o que acontece se Dilma cair; 29% dizem que quem assume é seu vice (sem informar o nome) e 13% afirmam que Michel Temer irá assumir. Um número grande levando em consideração a complexidade da lei do impeachment.
A pesquisa indica que a maioria da população acredita que Dilma tem alguma relação com a corrupção, caso contrário não haveria a necessidade de pedirem seu impedimento; algo diferente do que aconteceu com o mensalão onde Lula conseguiu descolar seu nome da corrupção, de Zé Dirceu e até mesmo do PT.


Eis que temos a terceira via de pesquisa do Ibope. Se as eleições fossem hoje Aécio Neves venceria Lula com 33% contra 29% dos votos - diferença pequena, é verdade, mas significativa por ser algo inimaginável quatro anos atrás – quando o nome de Aécio surgiu nas primeiras pesquisas presidenciais sofria para se manter nos dois dígitos enquanto Lula era idolatrado.
A mesma pesquisa mostra Marina Silva com 14% e Joaquim Barbosa com 13% - Vemos aqui uma migração do eleitorado de Marina para Aécio (Marina sempre apareceu com 22% de intenções de voto) e Joaquim Barbosa não dá indícios de se candidatar, os votos em Joaquim são votos de pessoas indignadas com a corrupção e dificilmente irão para algum candidato do PT e podem ser muito bem um voto contra o candidato do PT, seja ele quem for.
Vemos aqui um movimento contrario ao ocorrido no Mensalão Lula não consegue desvencilhar seu nome do de Dilma, em duas eleições ele fez muita força para não permitir essa dissociação; o ex-presidente vem perdendo popularidade e, aos poucos, vê Aécio assumir o papel que outrora foi seu o de representante da esperança e da limpeza, sem a rejeição que seu nome tinha antes do século XXI. 

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