quarta-feira, 24 de junho de 2015

Operação Lava Jato: Cada vez mais perto de Lula


Após meses de marasmo a operação Lava Jato voltou a atuar contra criminosos – o que começou com uma investigação pequena sobre lavagem de dinheiro atingiu proporções épicas com uma postura vista apenas em países do primeiro mundo “todos são iguais perante a lei”: é isso que significa o nome da nova fase da operação Erga Omnes para todos em tradução literal.
A polícia federal interceptou mensagens dos investigados e donos de empreiteiras referindo-se a Lula por um apelido inusitado e ao mesmo tempo lógico “Brahma”. A relação foi feita comparando as mensagens com a agenda do ex-presidente divulgada no Instituto Lula:  Léo Pinheiro (ex-diretor da empreiteira Augusto Cezar) envio mensagem a Augusto Cezar Uzêda (Diretor da área internacional da OAS) – “Nosso amigo Brahma pode fazer uma palestra no dia 26/11/13. Tema: Brasil/Chile”. No dia 26/11 Lula participou de um seminário em Santiago, Chile com tudo pago pelos empreiteiros.
Relatório Original da Inteligência
A identificação é importante, pois o apelido Brahma aparece outras vezes em mensagens de tráfico de influências e Loby envolvendo as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez em países da África e América latina.
Em mensagens Brahma promoveu encontros entre empreiteiras e o embaixador de Moçambique. A viagem ao Chile teria sido patrocinada por empreiteiras. Nesta viagem Brahma teria iniciado negociações com os candidatos ao governo no Chile para contratação de empreiteiras brasileiras, essa troca de favor estaria relacionada à investigação lava jato por envolver troca de favores e propina entre governo-empreiteiras.
Porém nenhuma notícia assusta mais Lula e petistas fanáticos do que a prisão de Marcelo Odebrecht herdeiro e atual presidente da empreiteira que leva seu nome – a prisão deve-se um depósito de 97 milhões de dólares feitos pela empreiteira em uma conta comandada por Pedro Barusco, delator que servia ao PT, junto com Marcelo foram presos outros cinco executivos e Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez.
Investigações apontam um elo de pagamentos a dois ex-ministros da Casa Civil: Zé Dirceu e Antônio Palocci – pagamentos que envolviam desvios de dinheiro público realizados por contratos envolvendo a Petrobras.
Com a prisão do filho Emilio Odebrecht afirmou: “Terão que construir mais três celas: para mim, Lula e Dilma” – dono de um temperamento forte o volátil o patriarca é conhecido por não levar desaforo para casa, as coisas pioram quando seu filho está envolvido. Descrito como alguém que não tem condições psicológicas de aguentar a prisão.
Segundo interlocutores e fontes da Revista Época Emilio reuniu-se com advogados e representantes do PT onde afirmou que não cairia sozinho, a relação de amizade e negócios entre O clã Odebrecht e a alta cúpula do PT sugerem que Emilio saiba de muita coisa ou que possa instruir seu filho a aceitar um acordo de delação premiada.
Diferente do comportamento de outros empreiteiros e empresários Marcelo Odebrech foi descrito como “agitado e revoltado” – Marcelo agia como se fosse intocável, sua prisão deve tê-lo frustrado o que certamente favorece a possibilidade da delação premiada.
A Odebrecht tornou-se uma das principais empreiteiras do Brasil, valendo 100 bilhões de reais no mercado graças a sua relação com o governo petista, para quem não se lembra foi a Odebrecht quem construiu a maior parte dos estádios para a Copa do Mundo, incluindo o Itaquerão (processo intermediado por Lula) todas obras orçadas a um valor exorbitante. Fonte.
Outra ligação direta envolve Sérgio Andrade, dono da Andrade Gutierrez, e Fabio Luis da Silva, o Lulinha, filho de Lula – formado em biologia Lulinha trabalhava no Zoológico de São Paulo até 2003 – com a posse do pai Fabio formou uma pequena empresa chamada Gamecorp.

Em 2005 Sergio Andrade comprou parte da Gamecorp por R$ 5.2 milhões tornando Lulinha milionário. Em 2008 Andrade adquiriu a Brasil telecom dando origem a operadora de telefonia Oi – a compra só pode ser realizada após uma mudança na legislação ocorrida durante o governo Lula. Seria um caso de “uma mão lava a outra” ou uma simples coincidência? É isso que a Lava jato investiga.

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