Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O ENEM privilegia os alunos menos preparados



Semana passada tive a oportunidade conversar com algumas pessoas que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) sobre a prova e seus métodos de correção  enquanto eles explicavam esse ultimo fiquei embasbacado me perguntando como é possível um absurdo desses! Fui pesquisar e comprovei. O que pretendo é demonstrar como o ENEM privilegia alunos despreparados e medíocres em detrimento aqueles que podem render bons profissionais:

O ENEM baseia-se na Teoria de Resposta ao Item (TRI para simplificar) a prove é dividida entre perguntas fáceis, médias e difíceis possuindo pesos diferentes – o que faz sentido – muito bem o absurdo começa na correção a TRI avalia o desempenho do aluno e supões que se alguém acertar questões difíceis deve acertar a fáceis também. Parece razoável? Continue lendo.
Se um aluno acertou uma questão difícil ele deve ter acertado uma fácil, se não aconteceu o avaliador supões que o aluno chutou a questão e a anula. É isso mesmo que você leu. Peguemos um exemplo: o aluno ralou para entender uma parte da matemática considerada difícil – calculo avançado por exemplo e dedicou menos tempo a uma matéria considerada fácil como frações ele acertou a primeira e errou a segunda. O TRI e seus defensores agem como senhores da verdade e anulam a questão alegando que o rapaz esforçado chutou.
O TRI trás oculto uma filosofia (perdão aos filósofos) nefasta e cruel o aluno deve-se manter medíocre vale mais acertar todas as fáceis do que alternar entre fáceis e difíceis o ENEM e os gênios que vem ocupando o ministério da educação incentivam os estudantes a não se esforçarem muito se mediano é suficiente.
Ser medíocre é uma escolha e as pessoas podem sim viver na média sem almejar nada mais na vida. O que não se pode é incentivar a preguiça intelectual e punir os esforçados e os acima da média. A coisa piora já que falamos do ensino superior. Todo o ensino deve ser nivelado por cima, o superior mais ainda. Um país não pode formar profissionais medíocres, deve-se concentrar nos bons profissionais ou melhores.
Algum leitor deve estar pensando “mas as pessoas não tem o direito de conquistarem o sonho de estudar em uma universidade?” – parabéns se você pensa assim você é um idiota! Em primeiro lugar nem todos que passam no vestibular se formam. Muitos ficam pelo caminho. E mesmo dentre aqueles que se formam a minoria atua na área um profissional mediano acostumado a não se empenhar não vai ter sucesso na área.
Universidade não serve para realizar sonhos, não são gênios da lâmpada, são locais de preparo profissional os quais oferecem seus serviços a outras pessoas. Se você argumenta que os mais pobres não tem o mesmo preparo então você é preconceituoso que chama pobre de burro. Em geral os alunos que trabalham para pagar a faculdade (podemos chama-los de pobres pois sem essa renda extra não conseguiriam) são os mais esforçados e dedicados a matéria. Na minha época de faculdade eu ficava impressionado com pessoas que pegavam duas conduções para ir e voltar, trabalhavam, estudavam, liam os livros e iam muito bem nas provas – nenhum deles precisava de uma provinha voltada aos medianos. Creio que ficariam ofendidos com a filosofia da TRI.
Em geral quem defende esses programas são membros da Esquerda Caviar – habitantes de áreas nobres que nunca pisaram em bairros da classe média ou baixa, nunca falaram de igual para igual com alguém de classe mais baixa isso porque julgam saber o que é melhor para eles, alimentam o preconceito: “pobre é burro” e assumem a missão sagrada de proteger as classes baixas delas mesmas.
Se você vai prestar o ENEM boa sorte e tenha o pior desempenho possível, quem sabe assim você passa.

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