terça-feira, 26 de abril de 2016

Batman, O Corvo e As Tartarugas Ninja: A Segunda Era dos Quadrinhos no Cinema

Nos anos 80 as adaptações dos heróis iam de mal a pior os sucessos de Superman e Connan pareciam distantes e ocasionais, foi quando a Warner decidiu adaptar outro grande herói da DC e recrutou o então iniciante Tim Burton para dirigir “Batman”, lançado em 1989 um estrondoso sucesso que ressuscitou as adaptações dos heróis para o cinema.
 O filme tinha duas missões difíceis: provar que adaptar os heróis era viáveis e fazer as pessoas esquecerem aquele seriado horroroso da década de 1970. A pré-produção foi tumultuada os fãs detestaram a escolha do baixinho Michael Keaton para vestir o traje do morcego, por sua vez Jack Nicholson roubou o filme como Curinga.
“Batman” fez tanto sucesso que em 1992 Burton e Keaton voltaram para “Batman – O Retorno” filme superior ao primeiro trazendo Michelle Pfeiffer como a melhor mulher-gato do cinema e Danny Devito como Pinguim infelizmente as poucas cenas de ação fizeram com que o filme não fosse bem nas bilheterias e Burton foi afastado das produções.
Esta segunda era foi marcada por mais sucessos do que fracassos e pelas adaptações de personagens menos conhecidas. Em 1990 surgiu a adaptação menos fiel de todos os tempos, o que não impediu o sucesso comercial do filme. Falo de “As tartarugas Ninja” – a série original mostrava as tartarugas
sombrias e violentas, sendo treinadas por um Splinter vingativo e amargurado cuja missão era matar o destruidor, vingando assim seu mestre.
Felizmente o filme ficou no meio termo entre os quadrinhos e a série animada tornando-se um filme infantil que não ofende os adultos o resultado foi um sucesso estrondoso e uma sequencia apressada “Tartarugas Ninja – o Segredo de Ooze” contava a origem dos quelônios, optando pelo humor e trocando elenco humano a bilheteria ficou aquém do esperado.
Em 1994 tivemos outra personagem alternativa ganha as telas em um excelente filme com um lucro surpreendente para os padrões de uma produção pequena: “O Crovo” – no Halloween um roqueiro e sua noiva são mortos, um ano depois o espírito atormentado retorna a vida buscando vingança.
Infelizmente “O Corvo” ficou marcado por uma tragédia Brandon Lee, filho de Bruce Lee, morreu durante as filmagens, vítima de um revolver que não foi limpo corretamente, o ator faleceu no auge de sua carreira, tal qual seu pai não pode colher os louros do sucesso.
O Corvo
Em 1995 a Warner recruta o diretor Joel Schumacher para dirigir “Batman Eternamente” com Val Kilmer como Batman, Jim Carrey como Charada, Tommy Lee Jones como Duas Caras, Chris O’Donnell como Robin e Nicole Kidman no elenco “Batman Eternamente” foi uma aventura histérica e colorida, descaracterizando totalmente o homem morcego, mas que fez muito sucesso, sem que ninguém soubesse a tragédia estava anunciada.
Nesse meio tempo a Marvel também tentou emplacar dois de seus heróis no cinema em 1990 a Paramont produziu junto a editora um dos maiores equívocos da época “Capitão América”.  Na trama o Capitão foi amarrado a um foguete que teria como destino a Casa Branca, Rogers consegue desviar o foguete e envia-lo para o Alasca, onde foi congelado, constrangedor, porém melhor que o filme de 1979, onde o Caveira Vermelha era italiano.
A Cannon detentora dos direitos do “Quarteto fantástico” estava quase falindo, para não perder os direitos o estúdio produziu um filme que nunca seria lançado Roger Cromam, o “rei do trash”, filmou “O Quarteto Fantástico” sem saber que o estúdio não pretendia lançar o filme – é isso mesmo a Cannon perderia os direitos das personagens, sem dinheiro o estúdio bancou uma produção barata, apostando que equilibraria suas finanças em outras produções e ai sim faria uma versão do quarteto para ser lançado comercialmente, com uma estratégia como essa não é de se estranhar a falência do estúdio.
Em baixa Sylvester Stallone tenta aproveitar a onda de adaptações e estrela “O Juiz” de 1995 a escolha parecia perfeita, a personagem menos conhecida favorecia a escalação de um astro de ação, infelizmente o público não comprou a ideia, os fãs não gostaram da descaracterização da personagem. Visto hoje o filme é divertido e merece uma segunda chance.
Em 1997 Shaquile O’Neal foi escalado para viver o primeiro herói negro dos cinemas em “Aço” uma bomba tão grande, tão mal interpretada, tão malfeita que acabou com as pretensões do ex-jogador de basquete nos cinemas.
Porém nada nos preparava para o que estava por vir em 1997 Joel Schumacher faria aquele que até hoje é considerado o pior filme de super-heróis de todos os tempos “Batman e Robin” colorido e infantil o filme enterrou por anos todos os projetos de
"Batman e Robin" um dos piores filmes de todos os tempos
adaptação de quadrinhos.
Batman (George Clooney) e Robin (Chris O’Donnel) perseguem o Senhor Frio (Arnold Schwarzenegger) quando a sobrinha de Alfred (Alicia Silverstone) chega a mansão Wayne e transforma-se na Batgirl ao mesmo tempo Era venenosa (Uma Thurman) planeja matar a humanidade e proteger as plantas. Entre outras pérolas Batman ostenta um traje com mamilos e protetor de saco além do célebre batcartão de crédito!!! Como Bruce manteria sua identidade secreta e pagaria a fatura do cartão?

Fracasso é pouco Schumacher pediu desculpas públicas e ficou anos sem dirigir outro filme, atualmente só consegue emprego em produções pequenas, Uma Thurman teve que voltar a fazer cinema independente e só se recuperou em 2003 com Kill Bill; enquanto que as carreiras promissoras de Chris O’Donnel e Alicia Silverstone simplesmente acabaram, hoje eles só conseguem emprego em produções feitas para televisão. Clooney e Schwarzenegger conseguiram se salvar graças ao peso de seus nomes e assim acaba a segunda era das adaptações nos cinemas.

sábado, 23 de abril de 2016

Caroll Marques

Educadora física, musa do Bota Fogo e modelo profissional essa morena é tudo isso e muito mais, aliás sua beleza é tão farta que não falta gostosura fivando impossível tirar os olhos dela.
O apelido de “musa não é a toa” ela mantem sua forma com musculação e surfe. Sua formação em educação física e amor aos esportes contribuem com o físico perfeito.  “Uma musa não se faz só por beleza (...) como simpatia, carisma, alegria, cumplicidade, espontaneidade, carinho com toas as pessoas que se aproximam”.

Concordo com tudo que está escrito acima, uma coisa é inegável ela é muito gostosa! Dona de maravilhosos 105 cm de bunda.






terça-feira, 19 de abril de 2016

Jean Wyllys tem que ser caçado!

Domingo, durante a votação do impeachment de Dilma, o deputado Jair Bolsonaro acenava para seus colegas congressistas e populares que assistiam a votação quando Jean Wyllys, desrespeitando o direito democrático (o mesmo que o deputado do PSOL defendeu em seu voto) e cuspiu no rosto de Bolsonaro.
A atitude é suficiente para cassação do mandato do psolista por quebra do decoro parlamentar. Decoro significa decência; um comportamento recatado; acatamento das normas morais; dignidade; honradez e pudor.
Não é de hoje que Wyllys e Bolsonaro são rivais políticos, os dois costumam se envolver em debates acalorados, é assim que os adultos resolvem suas pendengas. Pessoas adequadas a uma moral vigente devem se comportar dentro da ética aristotélica, o limite do outro sou eu – só posso ir até onde está o outro, reconhecendo esse outro posso (e devo) ampliar os meus limites.
O que é isso? Dentro do respeito imposto pela cultura posso fazer o que quiser, dentro do respeito ao outro. Esse respeito não é sinônimo de concordância, é sinônimo de limite. Adultos devem resolver problemas como adultos, quem cospe no rosto de um desafeto não está agindo como adulto, não domina os preceitos da ética e não possui decoro.
O que diz o regimento interno da câmara: “o decoro parlamentar serve para extirpar a maçã podre do parlamento, que compromete a imagem e abala a segurança e estabilidade das instituições” e continua “(...) O poder de legislar seria de pouca valia se não houvesse o poder de punir os membros por quebra de decoro” e define o decoro parlamentar como “No fundo falta de decoro parlamentar é a falta decência no comportamento pessoal, capaz de desmerecer a Casa dos Representantes e falta de respeito à dignidade do Poder Legislativo” em suma uma lei puramente ética.
Em seu Facebook Jean Wyllys se defendeu: “ Depois de anunciar meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista, viúva da ditadura me insultou, gritando ‘veado’, ‘queima-rosca’, ‘boiola’ e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar violentamente meu braço na saída. Eu reagi cuspindo no fascista”.
A cusparada foi filmada e mostra outra coisa, Bolsonaro estava com os dois braços erguidos acenando, enquanto Wyllys abre caminho por entre parlamentares e a uma distância de três pessoas cospe no deputado Bolsonaro. Veja o vídeo aqui
Sobre a cusparada Bolsonaro falou: “Um cara completamente desequilibrado, perdeu a noção, perdeu a votação! Diz que é oposição a Dilma e vota não ao impeachment. Agora essa cusparada é preconceito, é ódio, eu não sei o que vou fazer”. E ironiza “queria entender o que é esse amor e ódio por mim”. 
Por esses motivos o Blog “Os Deuses Mortos” defende a cassação do mandato de Jean Wyllys por decoro parlamentar, sua atitude é incompatível com seu cargo.

Clique AQUI para assinar a petição 

O blog está aberto para qualquer um dos lados se manifestar. 

domingo, 17 de abril de 2016

Tchau Querida: Deputados aprovam o Impeachment de Dilma

O que parecia impossível, um pedido absurdo está se tornando realidade hoje o povo brasileiro conseguiu uma importante vitória contra os petistas que vem espalhando mentiras, tais como: “impeachment é golpe” “Lula e Dilma nunca cometeram nenhum crime” do outro lado o povo brasileiro que finalmente acordou.
Com a eleição de Lula e o deflagrar do mensalão o filósofo Olavo de Carvalho avisou que o PT estava usando a presidência da república para se consolidar no poder, a corrupção estaria sendo usada para fortalecer o partido e implantar sua ideologia, de acordo com o Fórum de São Paulo, reunião de políticos socialistas dos quais faziam parte Hugo Chávez, o casal Kirchner, Evo Morales e Lula, dentre outros, ali  discutia-se (e ainda discute-se) os rumos da América Latina via uma socialização, onde a corrupção seria usada para sustentar os líderes no poder.
Na mesma época Reinaldo de Azevedo laçava seu livro “O País dos Petralhas” – junção de petista com irmãos metralha – uma compilação de textos publicados em seu blog trazia em sua primeira frase “Tudo que é bom para o PT é ruim para o Brasil”. Palavras proféticas e cunhadas muito antes da eleição de Lula, o jornalista e ex-petista conhecia muito bem o partido da estrela vermelha.
Ambos os autores foram muito criticados, taxados de paranoicos, ofendidos virtualmente pela militância, o país se sustentava sobre um piso de cristal que ameaçava rachar, a maquiagem começou a borrar em 2013 quando a Copa do Mundo, marco da propaganda petista falhou e o povo foi para as ruas queimando bandeiras do PT.
Em 2014 Dilma pensou ter ganho ao omitir dados reais do país, ao ter desviado dinheiro para continuar no poder (as pedaladas) ao ter manipulado a população mais pobre ameaçando que Aécio acabaria com o Bolsa Família (o PT vem fazendo a mesma coisa, dizendo que Temmer acabará com o Bolsa Família) acusando Aécio de violência contra a mulher e cheirar cocaína, acusando marina Silva de ser aliada de banqueiros e planejar instaurar a pobreza.
   Em campanha o PT afirmou que se Dilma perdesse a eleição o brasil “voltaria para trás” e a pobreza e o desemprego cresceriam. O desemprego vem aumentando, a inflação circunda os 7%, muitos perderam o Bolsa Família. Quem deu golpe?
Com ou sem impeachment o governo do PT acabou, melhor que acabe por vias oficiais, sem o jeitinho brasileiro, de acordo com a constituição, as claras,
como um país deve ser. O resultado de hoje foi expressivo, mas ainda não acabou. A votação deve ir ao senado, primeiro haverá a apresentação do caso, os senadores ouvirão a acusação e a defesa de Dilma, então será votado se haverá ou não o julgamento da presidente.

Precisaremos que uma maioria simples de senadores votem por seu afastamento, teremos até 180 dias para o impeachment ser julgado, novamente precisaremos de dois terços dos senadores favoráveis ao processo, 41 senadores, no dia de hoje 47 posicionam-se a favor do processo de impedimento. Os ventos são favoráveis, mas ainda não podemos festejar a guerra contra os corruPTos continua.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Quem Inventou o Fanservice?

Não é incomum ouvirmos críticas voltadas a cultura pop sobre games ou filmes elogiando ou criticando a quantidade e qualidade dos fanservices. As mais recentes se deram em “Batman Versus Superman” e no trailer de “Capitão América: Guerra civil”. Mas todo fã de uma área da nerdice já se deparou com um servisse em sua produção favorita.

O Que é Fanservice?

Um dos primeiros posts desse blog foi sobre o assunto, explicando seu significado e significante, sete anos depois percebo os defeitos daquele post e decidi criar um post novo e mais completo.
Fanservice (você também vai encontrar como Fan Service ou service) em bom português é serviço ao fã é um elemento, em sua maioria visual, que existe apenas para agradar ao fã. Se ele não existisse a história continuaria idêntica, em geral apenas os fãs pegam ou aproveitam totalmente.
Muito comum nos animes e mangás o fanservice se expandiu para diversas áreas da cultura pop, sua origem consistia em inserir apelos sensuais no meio da trama, com o passar do tempo agregou fortes conteúdos eróticos, o que permanece até hoje, ao sair do universo anime e entrar nos comics, dos games e do cinema o service transformou-se em referências.
Vamos lá no trailer de “Capitão América: Guerra Civil” quando o Homem Aranha aparece, com aquele uniforme, naquela pose temos um fanservice. Seu uniforme faz referência ao primeiro usado por ele nos quadrinhos, um serviço aos fãs do cabeça de teia.
As cenas em que Batman derrota muitos inimigos de uma só vez no confronto com o kryptoniano é um fanservice aos fãs do morcego e mais especificamente aos fãs da trilogia Arkhan lançados para PS3 e X-Box.
Em Smallville, quando o jovem Clark Kent tinha trechos de sua história ritmada pela trilha sonora de “Superman: O Filme” aquilo era um fanservice, voltado aos fãs do Superman, a presença de Chirtopher Reever em alguns episódios foi outro serviço.  
Scarlett Johansson fazendo
 fanservice em "Homem de Ferro 2"
A lista é grande, praticamente todo o seriado ou filme traz fanservices, um pouco distorcido de sua origem quase toda sexual. No segundo Homem de Ferro, a cena em que a viúva negra (Scarlet Johanson) troca de roupa no banco de trás da limusine é um fanservice, assim como a cena de banho de Angelina Jolie em “Tomb Rider”. Outro anime muito bom, é MM! Onde o protagonista transforma-se em Super Saiajin ao atingir o nível máximo de tesão.
Alguns animes são só fanservice o caso de “Lucky Star” e “Genshiken” animes sobre Otakus que assistem animes e discutem, brincam a respeito. O primeiro é recheado de piadas e referências, o segundo brinca com a estrutura das animações aproveitando para brindar os fãs com imagens ou referências.
Fanservice em DXD
O anime mais recente a usar o fanservice é “DXD” em quase todos os episódios Rias Gremory aparece nua seja tomando banho ou se preparando para dormir. Os OVAs especiais, histórias curtas com cerda de três minutos, são 100% fanservices com a princesa carmesim usando biquínis justíssimos ou com cenas do Issey agarrando seus peitos ou a vendo nua.
As figures (estatuetas de personagens) também não escapam quando algum anime é comercializado lança-se uma linha convencional paralelo a uma linha “alternativa” temos a Rias Gremory de uniforme escolar, mas também temos ela no pole dancing. Eu tenho uma estatueta dela de lingerie preta removível, seus seios são de silicone. Puro fanservice.

Mas afinal quem inventou o fanservice?

Algumas coisas simplesmente acontecem, outras são cuidadosamente planejadas, o fanservice se enquadra na segunda categoria, ele tem até data de criação 04/10/1995 quando foi ao ar o primeiro episódio de “Neon Genesis Evangelion” o anime que criou o fanservice.
Mais especificamente o fanservice foi idealizado pela Gainax, estúdio que produziu Evangelion. A Gainax nasceu com uma proposta ousada, ser diferente. Foi o primeiro estúdio preocupado em produzir animes de fãs para fãs e Evangelion foi a obra escolhida. Provavelmente nunca saberemos o porquê já que a série tem proposta séria e intimista. 
Analisando a obra encontraremos na genialidade (ou seria espírito de porco) algumas dicas - superficialmente Evangelion é um anime de robôs gigantes, um dos gêneros mais populares do Japão, alguns elementos estão lá para brincar com o espectador, é como se o diretor falasse “você pensa que está vendo uma coisa, mas na verdade está vendo outra”. Como as situações clichês exploradas de maneira alternativa.
O primeiro episódio é quase 100% fanservice com o protagonista frágil e assustado como mundo a sua frente, uma foto da Missato apontando para seu decote com a inscrição: “você percebeu esses volumes? ”; a organização secreta que combate seres estranhos. Quando você pensa que vai ver uma luta épica, corta para o quarto onde Shinji dormia, ai o anime diz para o que veio.
No decorrer da série vemos o que se popularizou
o erotismo, ainda leve, Missato é mostrada nua de cima para baixo; Rei sai do banho e encontra Shinji que cai sobre ela, apalpando seu seio (cena que viraria clichê); os plug suits (as roupas que os pilotos usam) demarcando o corpo feminino; a Asuka seduzindo Shinji com seu corpo ou saindo da piscina.
Foi a Gainax, hoje um estúdio mais modesto, se compararmos aos gigantes da indústria que começou esse movimento, em parte por seus fundadores serem jovens. Eles foram a primeira geração que cresceram assistindo animes e lendo mangá a meterem-se na indústria com autonomia.
Sabendo que o fã quer ver: suas musas nuas; alguma cena com um significado que só ele entende ou ainda uma referência a outro anime os rapazes, hoje jovens senhores, iniciaram uma tendência e quase pagaram caro por isso. A Gainax quase faliu por ser diferente.
Ainda hoje os animes da Gainax possuem essa característica, muito difundida, mas eles  ainda tem seu toque especial: o anime “Shikabane Hime” tem um fanservice logo na abertura. Makina, a protagonista, é focalizada de baixo para cima, delineando suas curvas glúteas (a bunda em bom português) já nos primeiros acordes.


Na próxima vez que você estiver jogando um game, lendo um comics, vendo um filme e se deparar com algum fanservice, saiba que aquela cena, que pode ser uma referência ou uma imagem sensual, só existe porque um grupo de nerds japoneses se arriscaram então agradeçam a Evangelion e principalmente a Gainax.   

terça-feira, 12 de abril de 2016

Medaka Box: A Metalinguagem no Anime/Mangá

Kurokami Medaka, ou simplesmente Medaka, é uma das personagens mais criativas da Shonen Jump, o mais correto seria dizer que ela é uma personagem “anti-Shonem Jump” – a mais famosa das editoras japonesas, que possui em seu plantel nomes como Goku; Seiya; Yusuke, Naruto e outros todos construídos dentro de uma fórmula, enquanto que “Medaka Box” mangá protagonizada por nossa estrela é um exercício de metalinguagem com a estrutura da editora.
Começando pelo começo o mundo em que Medaka vive admite a existência de pessoas que nasceram com alguma habilidade extraordinária explicada apenas por sua existência. Algo como eles existem e pronto! Essas pessoas são chamadas de “anormais” Medaka é uma delas, uma garota que dedica sua vida a ajudar os outros. Uma vez dentro do colegial foi eleita presidente do conselho estudantil com 98% de aprovação.
Como plataforma eleitoral Medaka prometeu uma caixa onde atenderia pedidos de qualquer pessoa, para cada realização ela coloca uma flor na sala do conselho estudantil. É nesse clima cômico de “fatia de vida” que o mangá/anime começa. Bom até a página dois. Existem 2% de alunos que não gostam dela.
A escola é dividia em séries escolares, cala série possui treze salas onde os alunos são separados de acordo com suas habilidades inatas dos mais normais até os anormais concentrados na sala 13 onde Medaka estuda. Adivinhou quem não votou nela? Essa mesma escola possui um projeto que visa estudar os poderes dos anormais, não vou entregar o ouro, mas Medaka e seus amigos posicionam-se contra essa iniciativa dando origem a uma série de combates uns mais grandiosos e violentos que os outros.
Você deve estar pensando, legal, mas todos os mangás da Jump são assim. A metalinguagem se faz na Medaka e sua habilidade que eleva o absurdo a extremos e chuta a lógica para longe. Qualquer mangá/anime de ação possui um herói que por algum desígnio do destino vira herói e vai ficando cada vez mais forte ao ponto de esmigalhar as leis da física. Temos personagens viajando na velocidade da luz, voando, soltando golpes de energia,
Medaka no modo deusa da guerra
ressuscitando, etc... Medaka leva a coisa a outro nível.
Entre as personagens temos uma garota que pode prender a respiração por um mês, um rapaz capaz de provocar terremotos com um pisão e outro que controla as pessoas com a vontade, nada comparado a Medaka cuja habilidade inata The End consiste em aprender instantaneamente qualquer habilidade que veja ou ouça falar e melhora-la 120% teoricamente ela pode replicar qualquer habilidade: jogar basebol, botar ovo, voar, disparar raios de calor com os olhos, tocar violão, ser simpática, oratória, aprender matemática, etc....
Um dos clichês dos produtos da Jump é quando o herói está encurralado ele tira um poder desconhecido da manga surpreendendo a ele, seus aliados e ao vilão. Nós, o público, aceitamos, uma vez que esperamos por essa reviravolta. Medaka Box perverte essa lógica na mesma situação, onde ela está encurrelada pelo vilão Medaka desenvolve um novo poder, ela e seus amigos aceitam a situação com tranquilidade jogando o estranhamento ao público. Entenderam a jogada? O manga/anime escancara todos os clichês mostrando ao público como eles são feitos e como funcionam. É um mangá/anime que explica como são feitos mangas/animes sem odidatismo e de maneira despercebida. Metalinguagem!
No mangá Medaka defrontou-se com adversários poderosos absorvendo suas habilidades: leitura de pensamento, descargas de raios elétricos, ocultação de armas (independentemente do tamanho), manipular realidade, apagar alguém ou alguma coisa da existência, regeneração instantânea, infringir doenças, reabrir feridas mentais ou físicas que estejam cicatrizadas e ressuscitar dos mortos – lembrando que todas essas habilidades são realizadas 120% melhor que os donos originais.
Nenhuma das habilidades acima é exatamente nova, já vimos em outras produções da mesma editora Medaka reúne todas e as exagera brincando com o absurdo aceito instantaneamente e sem questionamento pelos fãs da revista. Mais uma vez mostrando como qualquer ideia pode ser aceita com naturalidade dependendo de seu contexto. “Medaka Box” é puro pensamento crítico.
Medaka copiou todas as habilidades de Ajimu, a grande vilã da história, uma entidade cósmica que transcende a criação do Universo possuindo 12 quartilhões 850 trilhões, 51 bilhões, 967 milhões, 633 mil e 866 poderes diferentes. Deu para entender o nível do absurdo?
Ajimu
Como se não bastasse a moça é extremamente ingênua, incapaz de desconfiar ou guardar rancor. Mais uma vez são características de qualquer protagonista de um mangá/anime da Jump novamente elevados ao absurdo, apenas para nos mostrar no que acreditamos e brincar com nossa percepção de realidade, em nenhum momento a obra se leva a sério e não serei eu a levar Medaka a sério.
A própria estrutura narrativa é icônica a narrativa tradicional do manga consiste em imagens passando a impressão de movimento e falas espalhadas, já o manga de Medaka traz longos e profundos diálogos amontoados em um curto espaço com imagens paradas. O mesmo acontece no anime com falas se amontoando cuspidas como uma metralhadora pelos dubladores. Se pensarmos que a Shonem Jump é das editoras a mais comercial, portanto a mais metodológica e a que menos se arrisca “Medaka Box” fica ainda mais genial.
Quando o anime foi produzido e esteve prestes a estrear Ajimu falou diretamente ao leitor, não em um momento pós créditos, mas no final do capítulo, o mesmo acontece no último episódio do anime, uma técnica chamada “quebra da quarta parede” – na teoria do teatro (vale para cinema) existem três barreiras que dimensionam a trama estruturadas pela cena as laterais e o fundo. A quarta parede é a tela que separa o espectador da trama. Quando a personagem fala com você ela quebra a quarta parede fundindo realidades o objetivo é trazer o público para dentro da trama e envolve-lo com a história – Mais uma vez “Medaka Box” inova deturpando essa técnica no discurso de Ajimu, ao invés de trazer o público ela o fasta, como se
dissesse: “você está vendo um anime, não acredite”.
Regularmente a Shonen Jump faz enquetes sobre as obras preferidas de seus leitores “Medaka Box” sempre amargou as últimas posições, ao tempo que seu autor Nisio Isin (escritor renomado no Japão) sempre teve carta branca e em nenhum momento foi pressionado pela direção da revista. Sua ousadia e criatividade não foi entendido por muitos leitores da Jump (em geral adolescentes) enquanto o público mais maduro entendeu e acompanhou Medaka, uma leitura para poucos com o passar dos anos obras da moda vão caindo no esquecimento enquanto Medaka fica cada vez mais famosa, assumindo status de cult. Citando Nietzsche “alguns homens nascem póstumos”.
Os próximos parágrafos contem spoilers, portanto se não quiser saber pule para a conclusão: o último episódio do anime simplesmente não existe, ele acaba de forma aberta no penúltimo episódio (a produtora do anime, Gainax, é muito boa nisso): Medaka volta da batalha quando encontra seus aliados e inimigos todos mortos. Eis que surge Kumagawa e fim. O último episódio ignora completamente o anime e parte para uma história solo desse simpático psicopata capaz de desfazer elementos da realidade apenas negando sua existência, não antes da introdução de Ajimu falando diretamente ao público, quebrando a quarta parede no começo do episódio.
Existem diferentes formas de entender o final. Uma delas passa pelo anime não ter uma terceira temporada, então termina em aberto. Podemos supor que Medaka enfrentou Kumagawa, aprendeu sua capacidade de negar a realidade e negou a morte de seus companheiros trazendo-os de volta a vida. Considero essa uma interpretação bastante preguiçosa, porém possível. A Gainax já sabia que a audiência não era das mais altas e o anime não alavancou a venda do mangá, portanto não seria renovado.
Outra leitura do final: os animes de ação terminam em um grande clímax, seguido por um ou dois capítulos de calmaria, “Medaka Box” mais uma vez subverteu esse clichê e terminou num anticlímax. Ao assistir os dois últimos episódios fiquei furioso ao ver que ele não acabava, duas semanas depois me dei conta o quão genial era aquele final - um final sem final, não em aberto, mas absurdo e subvertido como a obra em si.

Conclusão

Obras muito inovadoras e desruptivas tendem a ter pouca popularidade de início tomando ares de cult com o passar do tempo, é assim com Medaka enquanto grandes sucessos desaparecem com o tempo nossa heroína de cabelo azul fica mais popular. Uma prova disso é sua presença como personagem jogável no game “J Star Victory Vs”. Para Play Station.
Lançado para comemorar o aniversário de 45 anos da Shonen Jump o jogo traz quase todas as personagens da editora em personagens jogáveis ou de apoio. Medaka é uma das poucas personagens femininas jogáveis, possuindo duas personagens de seu maná/anime no superando em número obras como “Cavaleiros do Zodíaco”, “To Love Ru!” e “D-Grey Man” e igualando-se a “Samurai X”.


“Medaka Box” foi publicado na Shonen Jump entre Maio de 2009 e Abril de 2013 e possui duas temporadas de anime produzida pela Gainax (estúdio de Evangelion) ambas de 2012. É um manga/anime para pessoas dispostas a degustar uma obra diferente e pensar no que estão vendo. 

sábado, 9 de abril de 2016

Sadako vs Kayako

Os dois maiores ícones do terror japonês contemporâneo irão se encontrar nos cinemas ainda esse ano no que promete ser um dos filmes mais assustadores de 2016. Para entender a história é necessário voltarmos no tempo:
Estamos em 1998, um filme de baixo orçamento quebra recordes de bilheteria e apavora pessoas do mundo inteiro transpassando as barreiras continentais do Japão praticamente criando no ocidente um novo subgênero: o “terror japonês”.   
“Ring – O Chamado” (Ringu no original) gira em torno de uma fita de vídeo amaldiçoada, quem a assiste entra em contato com imagens criadas por Sadako, filha de uma paranormal a pequena Sadako conseguia matar as pessoas apenas desejando sua morte. Tanto poder a isolou, amedrontados moradores de uma pequena ilha a prenderam em um poço. Uma vez presa a menina demorou sete dias para morrer. Mesmo tempo que aquele que assistiu ao vídeo tem de vida.
“Ju-On” teve sua primeira versão feita para a televisão no ano de 2000, o sucesso foi tanto que ganhou dois filmes nos cinemas e uma série no cinema americano. Todas pelo mesmo diretor. Nos cinemas nipônicos a franquia continua até hoje.
Em comum ambas as séries tem o sucesso mundial, o medo e o ar misterioso. Na primeira uma fita de vídeo amaldiçoada trás a morte em sete dias anunciada por um telefonema; já na segunda uma casa abandonada amaldiçoa quem entrar, a vítima passa seus ultimos dias atormentado por visões de espíritos até a hora de sua morte.
Ring possui uma narrativa clássica com protagonista e início, meio e fim. As descobertas são realizadas por intuição das personagens (algo que se perde na versão americana) já Ju-On é contado em capítulos atemporais, cada personagem que entrou
Sadako
na casa tem seu destino, sem uma ordem cronológica. A temporalidade não se segue, o filme se monta em um quebra-cabeças instigante com direito a passado e futuro se cruzarem na mesma cena. Sendo muito mais experimental.
Outra relação em comum é que ambos filmes possuem remakes dignos, porém inferiores (para não dizer muito inferiores) O Grito conta a mesma história, com mesmo diretor protagonizado por Bill Pulman e Sarah Michelle Gellear a história está mais mastigadinha e os ótimos efeitos práticos do original são substituídos por Computação gráfica, diminuindo o terror.
Já o Chamado muda algumas coisas, principalmente os efeitos sonoros que mais assustam no japonês, enchem o filme de explicações, algo totalmente desnecessário, que impede o espectador de pensar por si só e tasca um moleque chato, precisamos lembrar que pouco antes foi filmado “o Sexto Sentido” o os produtores aproveitavam qualquer brecha para entuchar crianças sinistras na história.
Ambas as películas possuem final nebuloso. Acontece que nós estamos acostumados a uma estrutura de Hollywood (isso não é uma crítica) filmes divididos em três atos (apresentação das personagens, desenvolvimento e final), uma explicação mastigada e um final por vezes previsível. O público médio americano não quer ser surpreendido enquanto que o cinema japonês possui características distintas.
Os cineastas nipônicos são fortemente influenciados pelo cinema francês, em especial um
Kayako
movimento chamado de Nouvelle Vague um cinema de intenção experimental, o foco é a imagem ou o som, não existem explicações (pois a vida não as dá), a estrutura clássica de um filme pode ser desafiada pelo diretor e o final não tem obrigação de fazer sentido! Por vezes é completamente absurdo, o que faz os filmes desse movimento serem tão bons. No fundo o movimento é apenas uma experiência cinematográfica. “Ring” e “Ju-On” são influenciados pelo movimento, cada qual a sua maneira.
Ambos os filmes possuem um final interpretativo, que vou explicar (alerta de Spoiler): “Ring” induz o espectador a acreditar que Sadako quer ser encontrada, quando na verdade ela quer ser ouvida. Incompreendida a garota não sabia o que fazer com seus poderes psíquicos e sem pais fortes o suficiente para controla-la a menina se descontrola chegando a matar um repórter apenas desejando sua morte. Com o tempo ela foi ficando amarga e perigosa até ser morta.
Ao ser trancada dentro de um poço sua solidão ficou escancarada, a fita de vídeo demonstra seu desejo em ser compreendida. Então por que ela mata? Ai está Sadako não mata quem vê sua fita, as pessoas sofrem um ataque cardíaco fulminante ao vê-la. Imagine-se num dia normal quando a televisão liga sozinha, você já levou um susto? O que acontece com seu coração? Imagine então quando Sadako sai da televisão? Pois é o susto é tamanho que as pessoas morrem de medo.
Quando o esqueleto de Sadako é encontrado e abraçado por Reiko (a protagonista do filme) lágrimas escorrem pelos orifícios do crânio da menina, a trilha sonora, junto com o abraço da protagonista nos levam a entender que Sadako sentia falda do abraço materno, por isso a fita de vídeo, ela procura por alguém que cuide dela. A morte é apenas um acidente.
Ju-On é um pouco mais complicado. Naquela casa morava uma família de três: um menino assustado (Toshio), uma mãe oprimida e um pai violento, a mulher apaixona-se por outro, sem amigos ela escreve tudo em um diário, quando é descoberta acaba sendo espancada e morta pelo marido, que, em um acesso de raiva mata seu filho, o gato da família e comete suicídio.
O filme começa explicando que uma maldição nasce quando alguém morre com rancor em seu coração. As pessoas que entram na casa acabam repetindo os últimos momentos de vida, eles são atormentados por imagens de Kayako e Toshio.
Acreditamos que kayako mata as pessoas, quando quem mata é o espírito do homem raivoso. O filme dá várias dicas, como Toshio no restaurante ou o idoso brincando com uma criança invisível. Ficando claro na cena em que a protagonista olha-se no espelho e enxerga Kayako. É por isso que o menino sempre aparece, ele está do lado de sua mãe, que possui o corpo de quem entra na casa.
Kayako surge ensanguenteda se arrastando e gemendo, fruto de seus ferimentos, ela busca uma nova vida, o que é impossível, seu marido, que suicidou-se após matar a família está condenado a repetir seus últimos momentos de vida pela raiva que não passa. O coitado que entrar naquela casa vai reprisar uma história de abuso, ódio e medo.

A História do Filme: Sadako vs Kayako



O que temos é um trailer muito assustador que explica a trama sem entrar em detalhes, alguém encontrou a tal fita de vídeo e a assistiu, enquanto investigava a origem da maldição, tentando salvar a própria vida em sete dias, acabou trombando com a história de Kayako e procurou respostas no lugar errado, a casa.
O mal entendido é um dos temas mais recorrentes e eficientes do cinema, podemos imaginar o pobre coitado sendo perseguido por duas mulheres de cabelos escorridos. Como morrer vítima das duas maldições?
Não temos como saber se o filme será uma história vertical, como “Ring” ou em capítulos como “ju-On”. Quem sabe uma mistura dos dois? Inventividade é o que não falta aos cineastas japoneses.
Se for bem feito o filme tem tudo para ser um dos filmes mais assustadores dos últimos anos, nos resta esperar para ver quem vence. Até o momento não existe previsão de lançamento no Brasil. 
Trailer



terça-feira, 5 de abril de 2016

Presidente Bolsonaro?

A guerra política está instalada: petistas assistem desesperados e impotentes a queda de seu partido, atiram para todos os lados esperando atingir alguma denúncia em alguém enquanto novos escândalos surgem a cada semana. Do outro lado o senador Aécio Neves foi citado em delações, algumas totalmente sem coerência (leia aqui) e outras ainda não apuradas enquanto o PSDB segue cindido.
O fogo cruzado tem o poder de tirar votos de tucanos e petistas (esses os mais atingidos) com a queda de Lula e seu partido era esperado que outro político esquerdista crescesse, no cenário nacional a mais forte é Marina Silva (ex-PT atualmente REDE) não é o que acontece Marina passeia pelos 16% - 20% que sempre teve, mantem-se estável nas pesquisas, variando na margem de erro, mas não sobe nem um ponto. Nas duas campanhas políticas que participou vimos uma candidata que não se sustenta como alternativa confiável. Vale aquela velha piada “o problema em votar na Marina é ‘e se ela ganha?’”.
No cenário nacional apenas um pré-candidato cresceu nas pesquisas, ele mesmo Jair Bolsonaro. O instituto Paraná de pesquisas trouxe o deputado com 7% de intenções de votos – no começo do ano ele variava entre 4% e 5% um crescimento significativo se comparado aos demais permaneceram estáticos; o Datafolha o coloca com variação de 6% a 7% enquanto todos os outros nomes caem ou ficaram inertes.
O PSDB segue em conflito interno os três pré-
candidatos enxergam possibilidade real de chegarem a presidência Alckmin peitou até  FHC e tenta lançar João Dória Júnior a prefeito de São Paulo para aumentar sua margem de votos na capital, Serra por enquanto é o mais quieto e Aécio é o candidato natural. Já vimos outras vezes como conflitos internos prejudicaram tucanos, por isso ainda é cedo para sabermos como as acusações contra o mineiro vão repercutir em 2018.
Por sua vez Bolsonaro, recém filiado ao PSC, possui total apoio de seu partido, cujo eleitorado, em sua maioria, evangélico é fiel e vota em peso. Bolsonaro tem uma vantagem por não ser pastor ele transita em outros territórios eleitorais.
Bolsonaro soma votos de pessoas ofendidas e ameaçadas pelas supostas minorias – para ser justo uma parte delas – cujos membros raivosos militam de forma agressiva e por vezes preconceituosas contra quem não pensa como elas, sentindo-se ameaçados algumas pessoas olham para Bolsonaro como seu protetor.
Bolsonaro é o único candidato que apoia abertamente a pena de morte e diminuição de idade penal, posições defendidas por grande parte dos brasileiros, diferente dos esquerdistas que gostam de bandidos Bolsonaro os detesta.
Ele costuma ser confrontado por parte da militância GLST e feminista, o deputado federal repete sua posição: o estado não pode e nem deve interferir na vida pessoal do cidadão.
Parte da população cansada do discurso esquerdista de tolerância ao crime, pessoas que aguardam uma ordem nacional e a juventude desiludida com as mentiras esquerdistas defendidas por professores de história e geografia apoiam o deputado federal, que recentemente ultrapassou Dilma em número de seguidores no Facebook. Dado difícil de ser computado, mas relevante se compararmos o reconhecimento público dos dois.
A medição da rejeição de um candidato é tão ou
mais importante do que a margem de intenção de votos e mais uma vez Bolsonaro se destaca apenas 3.2% dos brasileiros o rejeitam. A campeã de rejeição é Dilma com 28.4%, seguida por Lula 25.8%, Eduardo Cunha 17.9%, FHC 5.3%, Aécio 5.0% e Renan Calheiros 3.4%. O índice de rejeição depende do conhecimento e ainda não dá para saber quantas pessoas conhecem Bolsonaro, mesmo ele estando sempre na televisão esse número deve ser bem menor do que Lula, Marina ou Aécio com o conhecimento aumentam intenções de votos e rejeição.
Já dentre os manifestantes pró-impeachment Bolsonaro é conhecido e querido, no último dia 13 o instituto Paraná pesquisou em quem os manifestantes votariam para presidente se as eleições fossem hoje: Aécio teve 29.1%; Bolsonaro apareceu em segundo com 16%; Marina veio em terceiro com 12.2% já 20.5% disseram nenhum deles e 6.4% não souberam responder.
A pesquisa trouxe alguns dados. O primeiro deles as vaias para Aécio e Alckmin partiram de uma minoria, sua postura foi prepotente ao entrarem no meio da manifestação, em compensação Bolsonaro foi acolhido e ainda deu um chute no Pixuleco. O deputado vem agregando uma imagem fundamental para qualquer político: ele faz parte do povão.
Outro fator 20.5% dos manifestantes precisam ser conquistados, caberá aos candidatos entenderem essa demanda. O dia 13 mostrou que Aécio, Alckmin e Marina não entenderam. Os dois primeiros agiram como políticos tradicionais e a terceira não se decide apoiando o direito de se manifestar, mas criticando o pedido de impeachment.
As pesquisas foram feitas antes das denúncias mais recentes contra Aécio e a tentativa de empoderamento de Lula do governo como ministro. Esses eventos engordaram os 20.5% de desiludidos?
Uma porcentagem grande da população está insatisfeita com o pensamento esquerdista. Quantos deles sabem que Marina foi um nome importante do PT e ajudou o partido a chegar ao poder? Eles sabem que o PSDB se considera um partido de centro esquerda? Que o único dessa lista, realmente de direita é Jair Bolsonaro?
2018 ainda está longe, muita coisa vai acontecer, REDE e PSC são partidos pequenos com pouco tempo na televisão em comparação a gigantes como PT e PSDB, e mais como o PMDB vai se comportar nos próximos anos? Resta esperar, mas a pergunta é válida. Bolsonaro será presidente da República?



"Os Deuses Mortos" Sete Anos

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