Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 26 de abril de 2016

Batman, O Corvo e As Tartarugas Ninja: A Segunda Era dos Quadrinhos no Cinema

Nos anos 80 as adaptações dos heróis iam de mal a pior os sucessos de Superman e Connan pareciam distantes e ocasionais, foi quando a Warner decidiu adaptar outro grande herói da DC e recrutou o então iniciante Tim Burton para dirigir “Batman”, lançado em 1989 um estrondoso sucesso que ressuscitou as adaptações dos heróis para o cinema.
 O filme tinha duas missões difíceis: provar que adaptar os heróis era viáveis e fazer as pessoas esquecerem aquele seriado horroroso da década de 1970. A pré-produção foi tumultuada os fãs detestaram a escolha do baixinho Michael Keaton para vestir o traje do morcego, por sua vez Jack Nicholson roubou o filme como Curinga.
“Batman” fez tanto sucesso que em 1992 Burton e Keaton voltaram para “Batman – O Retorno” filme superior ao primeiro trazendo Michelle Pfeiffer como a melhor mulher-gato do cinema e Danny Devito como Pinguim infelizmente as poucas cenas de ação fizeram com que o filme não fosse bem nas bilheterias e Burton foi afastado das produções.
Esta segunda era foi marcada por mais sucessos do que fracassos e pelas adaptações de personagens menos conhecidas. Em 1990 surgiu a adaptação menos fiel de todos os tempos, o que não impediu o sucesso comercial do filme. Falo de “As tartarugas Ninja” – a série original mostrava as tartarugas
sombrias e violentas, sendo treinadas por um Splinter vingativo e amargurado cuja missão era matar o destruidor, vingando assim seu mestre.
Felizmente o filme ficou no meio termo entre os quadrinhos e a série animada tornando-se um filme infantil que não ofende os adultos o resultado foi um sucesso estrondoso e uma sequencia apressada “Tartarugas Ninja – o Segredo de Ooze” contava a origem dos quelônios, optando pelo humor e trocando elenco humano a bilheteria ficou aquém do esperado.
Em 1994 tivemos outra personagem alternativa ganha as telas em um excelente filme com um lucro surpreendente para os padrões de uma produção pequena: “O Crovo” – no Halloween um roqueiro e sua noiva são mortos, um ano depois o espírito atormentado retorna a vida buscando vingança.
Infelizmente “O Corvo” ficou marcado por uma tragédia Brandon Lee, filho de Bruce Lee, morreu durante as filmagens, vítima de um revolver que não foi limpo corretamente, o ator faleceu no auge de sua carreira, tal qual seu pai não pode colher os louros do sucesso.
O Corvo
Em 1995 a Warner recruta o diretor Joel Schumacher para dirigir “Batman Eternamente” com Val Kilmer como Batman, Jim Carrey como Charada, Tommy Lee Jones como Duas Caras, Chris O’Donnell como Robin e Nicole Kidman no elenco “Batman Eternamente” foi uma aventura histérica e colorida, descaracterizando totalmente o homem morcego, mas que fez muito sucesso, sem que ninguém soubesse a tragédia estava anunciada.
Nesse meio tempo a Marvel também tentou emplacar dois de seus heróis no cinema em 1990 a Paramont produziu junto a editora um dos maiores equívocos da época “Capitão América”.  Na trama o Capitão foi amarrado a um foguete que teria como destino a Casa Branca, Rogers consegue desviar o foguete e envia-lo para o Alasca, onde foi congelado, constrangedor, porém melhor que o filme de 1979, onde o Caveira Vermelha era italiano.
A Cannon detentora dos direitos do “Quarteto fantástico” estava quase falindo, para não perder os direitos o estúdio produziu um filme que nunca seria lançado Roger Cromam, o “rei do trash”, filmou “O Quarteto Fantástico” sem saber que o estúdio não pretendia lançar o filme – é isso mesmo a Cannon perderia os direitos das personagens, sem dinheiro o estúdio bancou uma produção barata, apostando que equilibraria suas finanças em outras produções e ai sim faria uma versão do quarteto para ser lançado comercialmente, com uma estratégia como essa não é de se estranhar a falência do estúdio.
Em baixa Sylvester Stallone tenta aproveitar a onda de adaptações e estrela “O Juiz” de 1995 a escolha parecia perfeita, a personagem menos conhecida favorecia a escalação de um astro de ação, infelizmente o público não comprou a ideia, os fãs não gostaram da descaracterização da personagem. Visto hoje o filme é divertido e merece uma segunda chance.
Em 1997 Shaquile O’Neal foi escalado para viver o primeiro herói negro dos cinemas em “Aço” uma bomba tão grande, tão mal interpretada, tão malfeita que acabou com as pretensões do ex-jogador de basquete nos cinemas.
Porém nada nos preparava para o que estava por vir em 1997 Joel Schumacher faria aquele que até hoje é considerado o pior filme de super-heróis de todos os tempos “Batman e Robin” colorido e infantil o filme enterrou por anos todos os projetos de
"Batman e Robin" um dos piores filmes de todos os tempos
adaptação de quadrinhos.
Batman (George Clooney) e Robin (Chris O’Donnel) perseguem o Senhor Frio (Arnold Schwarzenegger) quando a sobrinha de Alfred (Alicia Silverstone) chega a mansão Wayne e transforma-se na Batgirl ao mesmo tempo Era venenosa (Uma Thurman) planeja matar a humanidade e proteger as plantas. Entre outras pérolas Batman ostenta um traje com mamilos e protetor de saco além do célebre batcartão de crédito!!! Como Bruce manteria sua identidade secreta e pagaria a fatura do cartão?

Fracasso é pouco Schumacher pediu desculpas públicas e ficou anos sem dirigir outro filme, atualmente só consegue emprego em produções pequenas, Uma Thurman teve que voltar a fazer cinema independente e só se recuperou em 2003 com Kill Bill; enquanto que as carreiras promissoras de Chris O’Donnel e Alicia Silverstone simplesmente acabaram, hoje eles só conseguem emprego em produções feitas para televisão. Clooney e Schwarzenegger conseguiram se salvar graças ao peso de seus nomes e assim acaba a segunda era das adaptações nos cinemas.

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