Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 5 de abril de 2016

Presidente Bolsonaro?

A guerra política está instalada: petistas assistem desesperados e impotentes a queda de seu partido, atiram para todos os lados esperando atingir alguma denúncia em alguém enquanto novos escândalos surgem a cada semana. Do outro lado o senador Aécio Neves foi citado em delações, algumas totalmente sem coerência (leia aqui) e outras ainda não apuradas enquanto o PSDB segue cindido.
O fogo cruzado tem o poder de tirar votos de tucanos e petistas (esses os mais atingidos) com a queda de Lula e seu partido era esperado que outro político esquerdista crescesse, no cenário nacional a mais forte é Marina Silva (ex-PT atualmente REDE) não é o que acontece Marina passeia pelos 16% - 20% que sempre teve, mantem-se estável nas pesquisas, variando na margem de erro, mas não sobe nem um ponto. Nas duas campanhas políticas que participou vimos uma candidata que não se sustenta como alternativa confiável. Vale aquela velha piada “o problema em votar na Marina é ‘e se ela ganha?’”.
No cenário nacional apenas um pré-candidato cresceu nas pesquisas, ele mesmo Jair Bolsonaro. O instituto Paraná de pesquisas trouxe o deputado com 7% de intenções de votos – no começo do ano ele variava entre 4% e 5% um crescimento significativo se comparado aos demais permaneceram estáticos; o Datafolha o coloca com variação de 6% a 7% enquanto todos os outros nomes caem ou ficaram inertes.
O PSDB segue em conflito interno os três pré-
candidatos enxergam possibilidade real de chegarem a presidência Alckmin peitou até  FHC e tenta lançar João Dória Júnior a prefeito de São Paulo para aumentar sua margem de votos na capital, Serra por enquanto é o mais quieto e Aécio é o candidato natural. Já vimos outras vezes como conflitos internos prejudicaram tucanos, por isso ainda é cedo para sabermos como as acusações contra o mineiro vão repercutir em 2018.
Por sua vez Bolsonaro, recém filiado ao PSC, possui total apoio de seu partido, cujo eleitorado, em sua maioria, evangélico é fiel e vota em peso. Bolsonaro tem uma vantagem por não ser pastor ele transita em outros territórios eleitorais.
Bolsonaro soma votos de pessoas ofendidas e ameaçadas pelas supostas minorias – para ser justo uma parte delas – cujos membros raivosos militam de forma agressiva e por vezes preconceituosas contra quem não pensa como elas, sentindo-se ameaçados algumas pessoas olham para Bolsonaro como seu protetor.
Bolsonaro é o único candidato que apoia abertamente a pena de morte e diminuição de idade penal, posições defendidas por grande parte dos brasileiros, diferente dos esquerdistas que gostam de bandidos Bolsonaro os detesta.
Ele costuma ser confrontado por parte da militância GLST e feminista, o deputado federal repete sua posição: o estado não pode e nem deve interferir na vida pessoal do cidadão.
Parte da população cansada do discurso esquerdista de tolerância ao crime, pessoas que aguardam uma ordem nacional e a juventude desiludida com as mentiras esquerdistas defendidas por professores de história e geografia apoiam o deputado federal, que recentemente ultrapassou Dilma em número de seguidores no Facebook. Dado difícil de ser computado, mas relevante se compararmos o reconhecimento público dos dois.
A medição da rejeição de um candidato é tão ou
mais importante do que a margem de intenção de votos e mais uma vez Bolsonaro se destaca apenas 3.2% dos brasileiros o rejeitam. A campeã de rejeição é Dilma com 28.4%, seguida por Lula 25.8%, Eduardo Cunha 17.9%, FHC 5.3%, Aécio 5.0% e Renan Calheiros 3.4%. O índice de rejeição depende do conhecimento e ainda não dá para saber quantas pessoas conhecem Bolsonaro, mesmo ele estando sempre na televisão esse número deve ser bem menor do que Lula, Marina ou Aécio com o conhecimento aumentam intenções de votos e rejeição.
Já dentre os manifestantes pró-impeachment Bolsonaro é conhecido e querido, no último dia 13 o instituto Paraná pesquisou em quem os manifestantes votariam para presidente se as eleições fossem hoje: Aécio teve 29.1%; Bolsonaro apareceu em segundo com 16%; Marina veio em terceiro com 12.2% já 20.5% disseram nenhum deles e 6.4% não souberam responder.
A pesquisa trouxe alguns dados. O primeiro deles as vaias para Aécio e Alckmin partiram de uma minoria, sua postura foi prepotente ao entrarem no meio da manifestação, em compensação Bolsonaro foi acolhido e ainda deu um chute no Pixuleco. O deputado vem agregando uma imagem fundamental para qualquer político: ele faz parte do povão.
Outro fator 20.5% dos manifestantes precisam ser conquistados, caberá aos candidatos entenderem essa demanda. O dia 13 mostrou que Aécio, Alckmin e Marina não entenderam. Os dois primeiros agiram como políticos tradicionais e a terceira não se decide apoiando o direito de se manifestar, mas criticando o pedido de impeachment.
As pesquisas foram feitas antes das denúncias mais recentes contra Aécio e a tentativa de empoderamento de Lula do governo como ministro. Esses eventos engordaram os 20.5% de desiludidos?
Uma porcentagem grande da população está insatisfeita com o pensamento esquerdista. Quantos deles sabem que Marina foi um nome importante do PT e ajudou o partido a chegar ao poder? Eles sabem que o PSDB se considera um partido de centro esquerda? Que o único dessa lista, realmente de direita é Jair Bolsonaro?
2018 ainda está longe, muita coisa vai acontecer, REDE e PSC são partidos pequenos com pouco tempo na televisão em comparação a gigantes como PT e PSDB, e mais como o PMDB vai se comportar nos próximos anos? Resta esperar, mas a pergunta é válida. Bolsonaro será presidente da República?



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