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terça-feira, 24 de maio de 2016

Blade e X-Men vieram nos salvar: A Terceira Era dos Quadrinhos no Cinema

Depois de tantos fracassos de público e crítica os produtores tiraram o pé e o número de adaptações diminuíram; os poucos exemplares tiveram uma mudança de enfoque os novos filmes deveriam ser sérios, com um pé na realidade e com orçamento muito menor o assim chamado “sombrio e realista”.
 Em 1998 Wesley Snipes deu vida a um herói do segundo esquadrão da Marvel “Blade” um filme sério, barato e simples aproveitando duas imagens da cultura Pop os vampiros e o caçador. O sucesso deu sinal verde para novas empreitadas.
Em 2002 viria “Blade 2” dirigido por Guillermo del Toro o filme foi mais, mais violento, com mais ação e muito melhor. Mais uma vez a produção foi acertada e a Marvel finalmente insere, com sucesso, um de seus heróis nos cinemas, mesmo sem ter uma atuação direta (Blade foi licenciado e não uma produção da editora).
Blade veio primeiro e merece os méritos, porém o grande sucesso que ressuscitou as adaptações dos quadrinhos nos cinemas foi “X-Men” de 2000 um filme barato (para os padrões de hoje) fincando os dois pés na realidade o filme adaptou os mutantes
para o público geral um bom exemplo foram uniformes de couro pretos e padronizados. A trama politico/racial deu o tom. A película que tornou Hugh Jackman um astro não trazia nenhum nome estrelado “apenas” o consagrado ator de teatro e drama Ian McKellen e promessas como Halle Barry e Famke Janssen.
O diretor Bryan Singer estava quase pulando fora quando alguém lhe disse imagine Malcon X e Marthin Luther King discutindo suas opiniões em um filme. Ao compararmos com os filmes de hoje “X-Men” era muito mais adulto ao usar os mutantes pera discutir preconceito e ações extremistas de grupos que preferem substituir o diálogo pela violência (tal qual alguns substituem pelo cuspe).
Em 2003 o filme ganhou uma sequência com “X-Men 2” na mesma linha o filme foi outro sucesso espalhando os mutantes após um ataque a sua escola enquanto explorava a origem do Wolverine. Infelizmente a franquia perderia o rumo com o horroroso “X-Men: o Confronto Final” um filme cheio de mutantes e efeitos especiais, porém sem história ou enredo. O mesmo aconteceu com “Wolverine: Origem” a franquia iria se recuperar com os bons “Wolverine Imortal” de 2013 e “X men – Dias de um Futuro Esquecido” de 2014 tendo ainda os muito bons “Primeira classe” e “Dias de um futuro esquecido”.
Animada com o sucesso de suas personagens no cinema a Marvel começou a vender os direitos autorais para grandes estúdios era o adeus aos filmes da Cannon – a Fox adaptou os subestimados “Demolidor” de 2003 e “Elektra” de 2005 ambos com a pegada realista “Demolidor” sofreu nas mãos dos produtores, anos depois foi lançada a versão do diretor revelando um filme sombrio que se aprofunda nos conflitos do protagonista ou seja completamente diferente da versão multilada exibida nos cinemas.
Já Elektra entrou para o hall dos bons filmes que não foram compreendidos pelos espectadores some a ele “Hulk” e “Superman – o Retorno”:
Em 2003 a Universal comprou os direitos do Hulk e teve uma ideia brilhante, para filmar a saga do gigante esmeraldino cuja dualidade humana é o núcleo da personagem o estúdio contratou Ang Lee que vinha do excelente e premiado “O Tigre e o Dragão”, Lee filmou como se fosse uma história em quadrinhos, a edição é uma obra de arte nunca antes um herói foi tão profundo. O filme contava com o promissor Eric Bana como Bruce Banner e a vencedora do Óscar Jennifer Connelly, infelizmente o público não entendeu a proposta – os exageros dos filmes da Marvel de hoje com o profundidade de um drama psicológico.
“Elektra” de 2005 mostra a assassina solitária e angustiada pelas escolhas que fez na vida e vê em uma garota sua chance de redenção. Muito mais humano do que violento o filme frustrou muita gente que esperava um festival de Sangue e tripas. A escolha intimista foi um acerto não compreendido pelo público.
O terceiro filme da classe dos incompreendidos foi “Superman - O Retorno” de 2006 Bryan Singer delegou “X-Men O Confronto Final” para dirigir o retorno do homem de aço, a proposta era homenagear a obra de 1979 – na trama Superman descobriu destroços de Krypton e parte para investigar voltando três anos depois, neste meio tempo o homem de aço encontra um mundo que talvez não precise mais dele.
De todos os filmes esse é o que apresenta mais erros como a escalação da péssima Kate Bosworth como Lois Lane e a surpresa do filme Superman teria um filho. A produção tem como méritos o clima de 1979 e humanizar a personagem, infelizmente não
foi compreendido.
Voltemos aos sucessos a Sonny lançou a segunda maior franquia desta época em 2002 “Homem Aranha” filme que inovou ao aproximar os quadrinhos do cinema relativamente fiel o filme apresenta a mesma origem e um uniforme de quadrinhos. Os fãs criticam, corretamente, o visual do Duende Verde e o esquecimento da fase adolescente do cabeça de teia.
Sam Raimi, diretor vindo do terror e fã da personagem dirigiu mais duas sequencias “Homem Aranha” 2 de 2004 foi melhor que o primeiro apresentando um Dr. Octopus perfeito, porém ele errou feio em “Homem Aranha 3” filme repleto de vilões, onde nenhum é aproveitado corretamente, um desperdício do Venon e uma alteração na origem da personagem. Um horror!
A terceira fase dos heróis no cinema termina com a melhor franquia da história nos quadrinhos, em qualidade perde apenas para “Superman O Filme” de 1979, falo da trilogia “O Cavaleiro das Trevas”: Em 2005 a Warner recruta Christopher Nolan que imprime o tom sombrio e realista, que influencia as produções até os dias de hoje.
Nolan recruta atores de peso, conhecidos por filmes independentes ou dramas intimistas como Christian Bale; Morgan Freeman; Michael Caine; Liam Nelson o filme “perdeu” trinta minutos contando a origem do Batman, extremamente fiel à origem da personagem no final da década de 1930.

O melhor filme da trilogia foi “O Cavaleiro das Trevas” de 2008 onde Heath Ledger deu vida ao melhor curinga de todos os tempos louco e violento o Curinga é o agente do caos. A trilogia provou que filmes baseados em heróis podem ser fieis e sérios, sem precisar colocar uma piada a cada cinco minutos. O coringa aterrorizou muita gente a caótica Gothan City ficou crível como qualquer metrópole.

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