Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 10 de maio de 2016

Kathleen Kinmont

Não é muito comum encontrarmos sequencias tão boas quanto os filmes originais, mais incomum ainda é encontrarmos nessas sequencias momentos que marcam nossa memória. Imagine agora quais as chances dessas cenas serem protagonizadas pela mesma atriz. Kathleen Kinmont tinha tudo para ter duas bombas em sua carreira que acabaram se transformando em boas pedidas para os fãs de terror, muito se deve a presença da moça, uma excelente scream queen. Para quem ficou curioso as sequencias são “Halloween 4” e “A Noiva de Reanimator”.
Kathleen não poderia ter nascido em lugar melhor para alguém que almeja o estrelato, natural de Los Angeles, Califórnia, ela não precisou atravessar o país em busca de seus sonhos. Dona de uma beleza característica a loira sempre teve tudo para ser uma boa rainha do grito: seios fartos, um grito estridente e pré-disposição para ficar pelada na frente das câmeras (o que mais alguém precisa?).
Como de costume seu início de carreira foi de vagar com participações em programas de televisão e pontas em seriados e filmes. Seu primeiro papel com um pouco mais de destaque veio em “A Primeira Transa de um Nerd” de 1984 com título autoexplicativo. As comédias sobre adolescentes querendo transar foram um grande sucesso dos anos 80 e muitos títulos semelhantes eram feitos produções ideais para jovens atrizes desinibidas.
Aparentemente ninguém a notou e Kathleen seguiu em participações para TV e cinema até protagonizar “Phoenix: A Guerreira do Século XXI” de 1988 fantasia sensual apocalíptica típica dos anos oitenta, depois do sucesso de “Conan O Bárbaro” produtores passaram a investir em filmes do tipo, uma subcategoria foi criada com mulheres barbaras, beldades de biquíni enfrentando criaturas bizarras.
Depois de pegar na espada (sem maldade) Kathleen foi convidada para “Halloween 4” - o
Halloween 4
sucesso dos dois primeiros filmes ruiu após a péssima recepção a parte três e produtores decidiram trazer Michael Myers de volta para um filme convencional. O resultado foi o segundo melhor filme da franquia, ficando atrás apenas do primeiro.
No filme descobrimos que Michael tem uma sobrinha e volta a Haddonfield para mata-la, nossa musa vive a “fura olhos” da cidade enquanto a protagonista lutava pela vida a personagem de Kathleen se divertia com o namorado dela. Se a personagem existia para ser odiada não deu certo, ao passar o filme de camiseta apertada e calcinha ela rouba a cena e até hoje é lembrada como uma das principais scream queens da saga.
Filmado no mesmo ano, mas lançado em 1899 veio outro filme de terror “Trágica Semana de Calouros” pouco conhecido o filme retrata estranhos desaparecimento de estudantes em uma universidade, voltado mais a comédia sensual que ao terror.
Ainda em 1989 vieram “Midnight” e “Snake Eather II: The Drug Buster” no primeiro, mais um terror, ela faz apenas uma ponta, no Segundo, um policial, ela vive uma detetive, mas é um papel secundário, ambos filmes ruins.


A Noiva de Re-Animator
É a partir desse ano que ela colhe os louros de atuar em um sucesso de bilheteria. Quando Brian Yuzna decidiu produzir “A Noiva de Re-Animator”, sem Stwart A
Noiva de Re-AnimatorGordon, ele assumiu a direção e contratou nossa musa para ser “a noiva”. Seu papel foi semelhante ao de Barbara Crampton no final do primeiro filme.
Uma vez revivida a moça anda nua matando quem se coloca entre ela e seu amor. Percebendo o que fizeram os doutores Herbert West (Jeffrey Combs, repetindo o papel do médico que sonha em reviver os mortos) e Dan Cain tentam para-la, mas aí já é tarde. Mais bem produzido que o primeiro “A Noiva de Re-Animator” é uma continuação digna que amplia conceitos do primeiro filme e foi um dos clássicos do Cine Trash marcando a juventude de muitos brasileiros.
Ainda em 1989 Kathleen protagonizou outro filme sensual de capa e espada futurista “Roller Blade Warriors: Taken by Force” como sugere o nome ela vive uma guerreira contratada para salvar uma garota que seria sacrificada por mutantes. Em 1991 protagonizou “A Arte de Morrer” sobre um cineasta que deseja filmar mulheres sendo mortas. Mesmo fazendo um filme policial ela não se afasta do terror, a arte de morrer fala sobre Snuff Movies ou filmes que mostram pessoas sendo mortas. Uma lenda urbana difundida pelo horror.
O ano de 1992 começou bem com mais um papel de destaque na fita de ação “Final Impact” onde
Kathleen conheceu seu futuro marido Lorenzo Lamas; a dupla retornou em C.I.A Codenome Alexa”, “C.I.A II: Missão Alexa” de 1993 (ela escreveu o argumento do filme), “Final Round” de 1994 e no seriado “Renegado” de 1992 a 1996. Depois disso o casamento acabou.
 Em 1995 ela voltou ao terror com “Stormswept” sobre bruxaria, filmado na Louisiana, em 1996 viria outro filme de terror “Sangue nas Trevas” sobre um vampiro em busca de sua noiva ressuscitada.
Os anos se passaram com participações em séries de TV e filmes menores até atuar em outro cult “Testemunha Muda” de 2002 um vídeo retrata a imagem de um possível assassino, o qual pertence a classe política da sociedade. No mesmo ano ela fez “Psychotic” e “Prank” de 2008, com a participação de Danielle Harris, com quem trabalhou em Halloween 4.


Atualmente, aos 51 anos ela está na ativa como produtora e roteirista. 


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