Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

sexta-feira, 29 de julho de 2016

O Governo Temer

O governo interino de Michel Temer completa dois meses, tempo suficiente para apreciação de um esboço, em situações normais não são recomendadas cobranças em tempo tão curto, infelizmente a política brasileira não passa por uma situação normal. Contudo o presidente vem mostrando sua cara, em consequência a luz no fim do túnel volta a brilhar.
Temer é o primeiro a lembrar que é presidente em exercício e não presidente, ele não tem condições de implantar todas suas ideias antes da votação do impeachment: “Embora sinta que a confiança do Brasil está voltando a renascer, reconheço que o investimento estrangeiro está esperando para ver o que vai acontecer depois de agosto, na votação do impeachment” (em entrevista a Veja). 
O capital estrangeiro é importante devido ao planejamento de acertos financeiros com outras nações – Estados Unidos, Emirados Árabes e Japão são suas prioridades – e um programa de privatização que deve envolver os correios e aeroportos. Já Petrobrás e os dois bancos nacionais (Banco do Brasil e Caixa) continuarão no poder do estado. A privatização só pode acontecer com o investimento estrangeiro, a partir de outubro teremos novidades nessa área.
As privatizações são boas para o Brasil? São ótimas! A privatização melhora instantaneamente o atendimento e a qualidade do trabalho (as empresas privadas não tem a mamata da estabilidade, assim sendo seus funcionários são obrigados a produzir) e reduz os gastos do estado, que não precisa mais gastar com milhares de funcionários improdutivos e alguns qualificados.
Só quem não gosta das privatizações são os parasitas e a cumpanherada que fica se empoderando por aí. Vitória do Brasil contra o PT!
Outras mudanças importantes estão em seus ministérios: na fazenda Henrique Meirelles conta com a confiança de políticos, populares e investidores (quando foi a última vez que isso aconteceu?) Recomendando propostas impopulares a curto prazo, mas necessárias e benéficas a longo prazo – como aumentar impostos momentaneamente e a reforma na previdência; enquanto José Serra, no cargo de ministro das relações exteriores, vem deixando claro que o Brasil não vai mais se juntar as ditaduras de terceiro mundo.
Em seu livro O que sei de Lula José Nêumanne Pinto compara presidentes a peões de boiadeiro, só dá para saber se é bom se o boi for bravo – Lula e Dilma governaram sem nenhuma crise, a única crise em 13 anos de governo (crise criada pelo próprio PT) desestabilizou o governo. Ainda não dá para saber se Temer é ou não um bom peão. Ele deu algumas derrapadas, mas continua sobre o touro.
O que não falta é gente disposta a balançar o touro – por um lado petistas furiosos, de outro brasileiros exigindo o impossível. Nesse turbilhão Temer vem desmascarando mais uma mentira petista de que seu governo acabaria com a Lava Jato. Pura cascata, três ministros caíram, o PMDB está na mira da investigação, nomes importantes como Cunha e Renan Calheiros são investigados e o governo não se mete, mesmo porque não tem como.

Resta esperar até agosto para sabermos se o Brasil vai andar para frente ou para trás.

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