Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Shigatsu Wa Kimi no Uso: Um anime que vai mentir para você

Shigatsu Wa Kimi no Uso ou Sua Mentira em Abril é um dos animes mais belos, profundos e tristes produzidos no século XXI com potencial para entrar para a história como um clássico absoluto e tornar-se referência no gênero drama. 
Prepare-se para conhecer uma das histórias mais tristes e bonitas já contadas.
No anime acompanhamos Kossei Arima, um pianista prodígio que não consegue mais tocar piano, tentando esquecer seu passado ele vive como um adolescente normal, incapaz de se distanciar completamente a música está em sua vida.
Arima trabalha escrevendo a letra de músicas famosas para karaokes, seu local preferido é a sala de música do colégio onde passa a maior parte do seu dia, mesmo assim ele não toca uma única nota. Tsubaki Sawabe, sua amiga de infância, repara e comenta abertamente sobre a ambiguidade do rapaz que odeia piano e vive junto a ele.
Um dia Tsubaki decide apresentar uma menina ao melhor amigo de Arima, Ryota Watari e convida o rapaz para ir junto, assim ficariam em dois "casais", é onde a história realmente começa.
Arima chega cedo ao local do encontro e vê uma linda menina tocando uma flauta com teclado junto a algumas crianças. A cena provoca impacto em nosso protagonista, para quem música nunca foi sinônimo de diversão.
A menina chama-se Kawori Miyazono, uma violinista livre que dedica sua carreira a se divertir e fazer com que as pessoas se lembrem dela. A moça gosta de improvisar, tentar coisas nova, mudar a interpretação de músicas clássicas. Ela experimenta coisas novas para ver como sai e se divertir.Atitude que deixa os músicos puritanos furiosos.
A apresentação da Kawori não podia ser melhor, ela está se divertindo, a câmera dá um close em seu rosto e em slow motion vemos lágrimas em seu rosto. A imagem é breve, mas impactante, no desenvolvimento do episódio suas lágrimas não voltam. Só o sorriso e a empolgação.
Esse é o primeiro indício de que tem alguma coisa errada: porque essa garota é tão animada e empolgada com a vida?; qual a relação da música com suas lágrimas? A narrativa do anime vai brincando com o espectador ora mostrando o lado frágil dela, ora seu lado forte. O resultado é a apreensão para saber o que está acontecendo, com um final épico.

Preparem seus Lenços

O anime gira em torno desses dois personagens, no primeiro momento somos apresentados a eles por suas diferenças: Arima é famoso e respeitado no mundo da música, conhecido como "metrônomo humano" o rapaz conseguia tocar perfeitamente as melodias, sem um único erro, dedicado e concentrado; Kawori é seu oposto a garota prefere improvisar e inventar sobre a música ao invés de segui-la rigorosamente. São duas posturas válidas.
A personalidade de ambos também são bem diferente, o pianista é quase melancólico, vive calado é passivo e dificilmente toma atitudes; a violinista é agressiva, empolgada e ousada. Arima não gosta de estar vivo, já Kawori quer viver ao máximo.
Logo no início do anime (isso não é um spoiler) ficamos sabendo que a mãe de Arima era uma pianista que não conseguiu seguir carreira, tornando-se professora de piano, assim ela treinou seu filho para viver seu sonho. 
Com duras e incessantes lições de piano qualquer erro era punido com agressões verbais e físicas, fazendo o garoto acreditar que a única forma de demonstrar seu amor seria tocando bem. Achou cruel? Em determinado momento a mulher adoece e convence seu filho que a única maneira de salva-la é tornando-se o melhor pianista. 
Quando o anime começa a mãe de Arima está morta e essa historinha é sugerida logo nos primeiros episódios. Como consequência o rapaz não consegue mais tocar, sempre que tenta ele não ouve a melodia.
Voltando a Kawori, logo depois daquele primeiro encontro ela vai para uma competição de violino, onde deve ser acompanhada por um pianista, a apresentação da moça encanta o público, mas enfurece os jurados - a loirinha ignorou completamente seu acompanhante e improvisou, algo muito mal visto em competições. 
Aprovada graças ao público Kawori passou para a segunda fase e pede para Arima ser seu acompanhante. O garoto entra em desespero.
Nessa fase da trama (por volta do terceiro episódio) Arima está apaixonado pela loirinha, mas sabe que ela está interessada no seu amigo (Watari) que também gosta dela, partindo do princípio que vai perder nosso protagonista decide afastar-se da garota, que não o deixa em paz.
Se Shigatsu Wa Kimi no Uso promete muitas lágrimas ele também trás muitos risos, as cenas de persuasão da garota são hilárias, ela espalha a partitura da música pela casa do rapaz, pela sala de música, corre atrás dele até convence-lo a tocar (isso não é spoiler, uma vez que é óbvio que ele aceitaria).
Assim eles fazem sua primeira apresentação e... acho que dá para imaginar o que acontece. Arima está tão machucado que ele enxerga sua mãe moribunda sorrindo cruelmente na plateia, ele não consegue tocar.
Kawori para sua apresentação e a recomeça, incentivando o rapaz, que não consegue ouvir a música que toca, assim ele toca por instinto, ao invés de acompanhar faz um duelo. 
Vale dizer que a cena é maravilhosa em vários sentidos: pela animação, a emoção passada pela reação da plateia e dos protagonistas, mas principalmente pela música, dá vontade de aplaudir.
Após a apresentação Kawori desmaia, volta a sensação de que existe alguma coisa muito errada com a garota, que fica hospitalizada, ela esconde um segredo de Kosei e seus amigos.
E agora, como os dois vão se desenvolver, Kawori convence Kosei a entrar em uma competição de piano, ele vai conseguir superar as marcas de seu passado? Qual o segredo que Kawori esconde? E Tsubaki, a amiga de infância que percebe-se apaixonada por Kosei, o que ela vai fazer? Qual a verdade por detrás das atitudes da mãe de Arima?  Não existem respostas fáceis ou lugares comuns assim como a vida não existem promessas de finais felizes ou certezas de finais tristes. E qual seria essa mentira referida no título? Você vai ter que assistir. 

sábado, 12 de agosto de 2017

Sailor Moon - Live Action


Encerrando a série de posts comemorativos aos 25 anos de Sailor Moon chegou a vez de falar do Live Action.
Mas antes, foram anunciados dois filmes baseados no quarto arco do mangá, assim que tiver mais informações posto aqui.
O ano é 2002, Sailor Moon completa 10 anos, fazem cinco anos que o mangá terminara sua publicação, os fãs esperam por algo especial. Foi quando Naoko Takeushi, a criadora da série, sinalizou novidades.
E novidade é o termo certo, muitos esperavam uma continuação do mangá ou um remake do anime. O décimo aniversário era a chance perfeita de apresentar a obra para uma nova geração, de certa forma foi o que aconteceu. Naoko anunciou a produção de um live action.
Os fãs ficaram inertes: não sabiam se ficavam animados com a volta, imaginativos com a produção ou preocupados com a adaptação. Vale dizer que até hoje o live action divide opiniões.
Em Agosto de 2003 o seriado estreou e foi um sucesso.

O Choque Inicial

É inevitável olhar a caracterização das atrizes e não ficar chocado, os uniformes parecem cosplayers, as lutas são feitas em coreografias de Ballet (o que faz
sentido dentro da mitologia fofa de Sailor Moon), os vilões são monstros de borracha ao melhor estilo Changeman ou Jaspion (Power Rangers, para os mais novos) o que mais chocou foram os cabelos.
Todas as cinco são japonesas, ou seja cabelos negros e "normais" dentro de um padrão, Usagi usa marias chiquinhas e Makoto um rabo de cavalo, uma vez transformadas seus cabelos também se transformam, resultando em um visual bizarro.
O seriado é repleto de momentos "vergonha alheia" como vilões fantasiados, figurino exagerado, transformação em computação gráfica, tudo isso dá um tempero trash irresistível, que faz o live action ficar irresistível.

Personagens Profundas

O grande mérito da série é a maneira como as cinco guerreiras são trabalhadas, diferente do anime, onde cada episódio trazia Usagi em aventuras solo e episódios esporádicos para cada Sailor brilhar. Aqui a coisa é mais dividida e profunda.
A série clássica tem dois problemas: fora a Usagi ela não aprofunda a vida e os dramas de cada personagens e existe um excesso de episódios que não acrescentam nada. O live action veio para corrigir esse erro.
Cada Sailor tem seu drama pessoal, na série eles são bem explorados: a solidão da Makoto, a relação da Rei com seu pai, a dificuldade que Ami tem para se ajustar e as renúncias que Minako faz pela sua missão.
A maioria dos episódios possuem algum elemento que contribui para a mitologia, são raros aqueles em que nada acontece, tornando a coisa mais dinâmica. É muito legal ir acompanhando mais de perto a vida pessoal das meninas, seus momentos de fragilidade e alegria. Nesse contexto a trama e os vilões são apenas uma desculpa para a interação das cinco.
O grande tema do live é a amizade, diferente do anime onde tudo sempre está bem e as meninas se entendem e até se separam. Aqui a coisa é mais real. Toda a amizade tem discussões, brigas, desentendimentos não resolvidos e que vão crescendo e as vezes tomam proporções desmedidas.
De início Rei não quer saber de amigas, topando lutar apenas para cumprir sua missão, Ami tenta mudar quem ela é para ficar mais amiga da Usagi, já Minako trata suas companheiras com frieza devido sua missão. Usagi sofre por um amor não correspondido, Mamoru (o Tuxido Mask) tem uma noiva.


A Trama

O Live Action não é muito diferente de tudo que vimos: a Rainha Beryl quer encontrar o Cristal de Prata para reviver sua soberana, a rainha Metália, para isso conta com ajuda de seus quatro generais.
As Meninas vão despertando seus poderes e se reunindo tentando encontrar a princesa, a qual acreditam ser a Sailor V (que tem um destaque maior do que no anime). 

Ao mesmo tempo Tuxedo Mask salva Sailor Moon, mas não sabe o motivo de estar apaixonado por ela, o rapaz tem sonhos que o mandam encontrar o Cristal de Prata.
A maioria das personagens da série clássica estão lá, alguns bem diferentes como o Motoki Furuhata, que no anime era o amor platônico de todas as garotas, aqui ele é um esquisito que ama tartarugas! A mãe da Usagi ficou tão amalucada e brincalhona quanto a filha. O que explica muito da garota.
Quem chama a atenção é a Naru, melhor amiga de Usagi (no anime seu nome foi traduzido como Moly, lembram dela?). De todos os coadjuvantes ela é quem tem mais destaque, graças a beleza e simpatia da atriz e cantora Chieko Kawabe.
Em determinado momento a série vai se distanciando do mangá, chegando a ter personagens próprios (que eu não vou falar, se quiser saber vai ter que ver a série).
Antes de acabar uma ultima curiosidade, a música tema foi escrita pela própria Naoko. Com tudo isso vale a pena assistir o Live Action? A resposta é um grande sim! Sendo ou não fã das marinheiras da lua o seriado é diversão certa. 


Personagens


Usagi/ Sailor Moon
Atriz: Sawai Miyuu
De longe a adaptação mais fiel, vemos todos os exageros do anime, abobalhada e atrapalhada ela vive esbarrando nas pessoas na rua e está sempre no mundo da lua. Apaixonada pelo Tuxedo Mask (ou Tuxido Kamem). Nessa versão ela é menos medrosa e chorona, sendo mais útil nas lutas do que sua versão animada.
Outra característica muito legal da Usagi é sua popularidade, na escola ela está sempre rodeada por amigas, isso se deve a sua personalidade, um verdadeiro imã de pessoas. Ela conhece alguém e logo vai chamando pelo nome e dando apelidos, algo raro e não muito bem visto pelos japoneses. A Rei que o diga, a garota fica indignada com a proximidade da coelha pouco depois de se conhecerem.
A Usagi foi a personagem de mais destaque da Sawai Miyuu, que depois nunca mais protagonizou outro drama, série ou filme. Ela lançou algumas músicas, faz pitacos em dramas e filmes, tem uma carreira sólida como modelo. O ramo onde mais se destaca é na dublagem de animes.


Ami Mizuno/ Sailor Mercúrio
Atriz Hama Chisaki (ou Rika Izumi)
Ami é a preferida dos japoneses, logo teve um destaque maior na série.
Ami é a típica nerd: se isola dos outros e só pensa em estudar. Diferente do anime, onde tudo está sempre bem aqui a garota é sozinha, não porque quer, mas por não saber como fazer amigas. Ela fica radiante quando Usagi se aproxima.
Como alegria de sailor dura pouco ela descobre que foi escolhida para lutar e pensa que a aproximação da Usagi se deu apenas pela missão delas e se afasta. 
Em outro episódio a garota tenta aprender a fazer amigas e para isso compra um livro ensinando (típico lixo de auto ajuda), ela se força a ser mais como a Usagi, nossa coelhinha da lua não percebe nada de estranho nisso (vai ser burra assim lá na lua). 
Das cinco ela é a mais observadora, sempre percebendo quando alguma coisa incomoda uma amiga e está sempre disposta a ajudar, seu vínculo com as demais segue sendo o mais frágil devido a sua insegurança, em alguns momentos ela precisa se deparar com sua inveja e com a decepção.
Se a Ami é recatada e delicada o mesmo não pode ser dito de sua interprete, Chisaki até tentou seguir carreira como cantora, mas ela mudou de nome e virou Gravure Idol - um tipo de modelo que faz fotos sensuais lançadas em livros. Sensualidade é a palavra certa, faça uma pesquisa, mas antes certifique-se em estar sozinho.


Rei Hino/ Sailor Marte
Atriz: Kitagawa Keiko
Arredia, severa e muito sincera (ou quase) Rei aparenta não querer amigos, ela vive isolada em um templo (palmas para quem construiu o cenário, está perfeito) e mantém uma cara fechada. Tudo isso é uma máscara da garota que reprime seus sentimentos e evita outras pessoas, evitando assim novas feridas.
Esse isolamento tem motivo, Rei era muito apegada a sua mãe, quando essa morreu seu pai (um político) a abandonou no templo se encontrando uma vez por mês. Em um episódio vemos a tristeza de Rei ao perceber que um desses encontros serviria apenas para mostrar aos eleitores como é um bom pai. 
Outro drama da garota é a saudades que tem de sua mãe falecida quando ela era uma criança. Não é de se estranhar que a sacerdotisa ficou arredia. Com o passar dos episódios seu coração vai amolecendo, principalmente depois que conhece a Minako.
Rei e Minako são muto parecidas, elas não permitem se divertir, são duras e severas. Por isso brigam tanto, dai nasce uma forte amizade, clara referência a mitologia romana onde Marte e Vênus são casados.
De todas as atrizes a Keiko foi quem se deu melhor, hoje ostenta status de estrela protagonista de dramas e filmes, chegou a fazer uma participação em Velozes e Furiosos 3. Dentre seus filmes recomendo Paradise Kiss (adaptação brilhante de outro Shoujo). 


Makoto Kino/Sailor Júpiter
Atriz: Azama Mew
Outra grande sacada do live action, Makoto nos é apresentada como uma garota de trejeitos masculinos, Usai chega a dizer algumas vezes que ela parece um garoto. Meio rude e vestindo-se como rapaz ela afasta as pessoas só com sua presença e olhar selvagem, lógico que Usagi se aproxima fazendo amizade.
São nos pequenos detalhes que Mako se revela, uma história de percas fez com que ela se feche para outras pessoas: marcada pela morte de seus pais e depois a cruel rejeição de um cara de quem ela gosta resultou numa briga e sua transferência de escola. 
Logo de cara ela é enganada por três moleques que forjam uma carta de amor, a menina se arruma toda e espera horas na chuva. Uma crueldade, devidamente vingada por Usagi, Rei e Ami.
Depois de virar uma Sailor Mako vai se soltando e vira uma das personagens mais divertidas do live action, ao lado da Rei (por causa da Keiko) ela é minha personagem preferida do live. Após tanto sofrimento ela encontrou amigas que a aceitam e ela pode ser quem é.
Azama Mew parece ser bem diferente da Mako, a atriz é a encarnação da meiguice, o que só revela sua boa atuação, mesmo conseguindo se consolidar como atriz ela é mais conhecida por seus singles e trabalhos como modelo, onde empresta seu rosto para marcas e produtos.


Minako Aino/ Sailor Vênus
Atriz: Komatsu Ayaka
De todas a Sailor a Minako foi quem mais sofreu mudanças, o motivo deve ter sido evitar um cast duplicado, quem leu meu post sobre Sailor V sabe que a Usagi foi inspirada na Minako. Diferente de um anime uma série com atores precisa de personagens bem delimitados, até para dar liberdade de criação e interpretação. A solução foi deixar a protegida de Vênus mais amarga.
O Live começa com Minako sendo uma idol, uma das mais famosas, no primeiro episódio vemos um pôster dela no quarto da Usagi, sua vida é muito diferente das outras quatro, ao encontrar com Sailor Moon e as outras a cantora se recusa a fazer parte do grupinho, não por estrelismo, mas por experiência. Ela se passa pela princesa, atraindo a atenção do inimigo, protegendo Usagi. Ao preço da solidão ela se sacrifica.
Minako tem todas as lembranças da vida passada e sabe da tragédia que pode se repetir, por isso é 100% dedicada a sua missão, considera qualquer tipo de diversão uma perca de tempo e até mesmo perigosa! Postura essa que cobra um preço alto, Ayaka empresta profunda tristeza em sua Minako, que diferente do anime é melancólica e sombria. Após a metade da série descobrimos uma terrível sombra se aproximando dela.
O live action dá mais espaço para Sailor V, que combate crime e observa as demais guerreiras a distância, nos poucos momentos em que se aproxima das demais ela revela-se uma garota amiga e companheira, essa dureza é para tentar preservar a vida da princesa se colocando como alvo.
Minako se identifica com Rei, as duas começam brigando, isso porque Rei se vê na protegida por Vênus, erguendo uma barreira para ficar isolada, já dizia o sábio: "eu odeio as pessoas por elas mostrarem o que odeio em mim mesmo". 
Intrigada Marte tenta aproximar-se, aos poucos, onde vai conhecendo o coração de Mina e uma relação não muito definida surge entre elas. 
A Ayaka é outra atriz que deu muito certo, depois da Kitagawa é quem tem a carreira mais sólida nas atuações tanto em dramas como em filmes, ela também é uma cantora de sucesso e modelo que sabe explorar muito bem seu erotismo, mas sem ser vulgar. 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Os Titãs Renasceram


Depois de Superman, Batman, Mulher Maravilha, Arlequina e outros heróis mais maduros chegou a vez da molecada da DC renascer, está nas bancas a edição número um dos Jovens Titãs Renascimento.
Para quem não sabe a linha Universo DC Renascimento é a reestruturação do universo DC vindo unicamente para corrigir as bobagens dos Novos 52. A revista da vez é a equipe adolescente composta dos "ajudantes" da DC com algumas personagens originais, vamos a ela:
Eu particularmente fiquei muito feliz com esse lançamento, sou fã dos Titãs e sempre sofri com as publicações nacionais, que vinham com uma história da equipe enquanto o restante da revista era preenchida por heróis sortidos. 

Um Pouco de História

Tudo começa com a Ravena, essa personagem original juntou os Titãs em sua primeira aparição nos quadrinhos em 1964. Sombria e capaz de usar poderes mágicos ela é uma empata, simplificando ela sente e absorve as emoções das pessoas a sua volta e esse é um dos motivos dela viver isolada.
Ravena viaja o país encontrando os aprendizes dos principais heróis: Robin, Moça Maravilha, Kid Flash e por ai vai avisando de uma grande ameaça que aproxima-se da Terra, o demônio dimensional Trigon.
Apelando ao lado heróico de cada um e seduzindo os adolescentes pela liberdade de agir sem o "comando de um adulto" ela funda os Titãs, que rapidamente são confrontados pela Liga da Justiça: inicialmente Ravena buscou os heróis por ajuda, mas foi rejeitada após sentirem uma força sinistra nela.
Ravena revela-se filha de Trigon, que pretende usar seu corpo como um portal dimensional, por isso a empata mantém distância, qualquer pertubação em sua energia pode abrir o portal, sua intenção é estar preparada para quando o papai vier.

O Renascimento

Nessa nova versão a estrutura básica da equipe continua a mesma, com algumas mudanças, que não
vou falar quais, você vai ter que comprar e ler.
Somos apresentados individualmente a cada personagem: Mutano (personagem original dos Titãs) capaz de mudar de forma, ele aparece curtindo a vida em uma balada; Kid Flash que passa seu tempo jogando basquete; Ravena a isolada empata que vive nas sombras; Estelar uma princesa alienígena adulta e que tem um caso com Asa Noturna e o Robin, vivido por Damien Waynne.
Uma das heranças dos Novos 52 foi a Estelar adulta, o que faz muito sentido. Qual herói deixaria um bando de adolescentes super-poderosos morando sozinhos sem supervisão? Pois é um adulto se faz necessário e que seja a Estelar.
Estelar se faz uma guerreira mais experiente e casca grossa, bem diferente de sua versão animada - Teen Titans e Teen Titans em Ação! Alias quem conhece a equipe apenas pelos desenhos do Cartoon tem aqui uma ótima oportunidade.
Damien, o atual Robin, também é conhecido como o filho do Batman com Talia Al Ghul, quem não conhece ou não acompanhava os quadrinhos Ra´s Al Ghul é líder da Liga dos Assassinos - Ele foi mostrado em Batman Begins e sua filha aparece em Batman - O Cavaleiro das Trevas Resurge.
Damien foi treinado para suceder seu avô e liderar um novo mundo, purificado pelos assassinos, o que não combina muito com os ideais do morcego. Uma vez sob a tutela do pai Damien torna-se o novo Robin, onde vive o dilema sobre qual caminho seguir.
Damien tem algumas caracteristicas bem interessantes: ele é arrogante e despreza certos conceitos como ética e respeito ao sofrimento alheio, o que provoca alguns cabelos brancos em Bruce Wayne. O garoto é desobediente e não está acostumado a trabalhar em equipe.
A Ravena parece ter saído de algum mangá, com cabelo colorido e presilha de caveira ela se distancia da visão clássica que era quase uma mestra indu.
Se sua imagem está mais moderninha. Sua personalidade também mudou, mas manteve-se fiel a original. Ravena sempre foi serena e solitária aqui ela está um pouco mais vaidosa, seu visual é mais selvagem que o clássico com uma capa rasgada e um cabelo rebelde.
A Ravena clássica nunca demonstrava emoções, dai sua eterna melancolia, a renascida tem momentos de raiva e faz piadas (nada que a descaracterize) porém sua essencia se mantém, uma garota aprisionada aos medos do passado que precisa tomar cuidado com as emoções.
Ela segue sendo gótica, porém está um pouco mais cool e muito bonitinha, o que ajuda bastante. Parabéns para DC!

Outro motivo para alegria é o formato, assim como ou outos heróis da DC Jovens Titãs tem 52 páginas e conta com duas histórias completas, finalmente podemos comprar uma revista dos Titas que tenham apenas suas aventuras, um pulo de qualidade.
E por falar nas aventuras as duas primeiras histórias estão ótimas com a equipe se reunindo (a origem é diferente da clássica) com um gancho que nos deixa ansiosos pelo próximo mês, então corra para a banca mais perto de sua casa, sendo fã ou não vale a muito apena.
Jovens Titãs é publicado pela Panini e custa R$ 7.50.

sábado, 5 de agosto de 2017

A Nova Liga da Justiça: Zack Snyder Vs Joss Whedon


Passado algum tempo dos anúncios da DC no cinema pude respirar um pouco e ainda estou sem ar com as novidades, principalmente pela cereja do bolo o trailer da Liga da Justiça, marcado para estrear em 16 de Novembro.
A Liga da Justiça é descendente direto de Homem de Aço e Batman vs Superman, dois projetos de Zack Snyder, diretor que divide opiniões mas deve ser reconhecido por ser um autor de assinatura, é praticamente impossível assistir um de seus filmes e não reconhece-lo como tal.
Snyder abandonou o projeto em Maio após o suicídio de sua filha de 20 anos, incapaz de seguir adiante com o projeto, o que ele tentou mas a tristeza foi devastadora. Todos do elenco compartilharam o sentimento, porém tendo em mente que deveriam continuar com o filme.
Foi então que Joss Whedon foi contratado para seguir adiante com o projeto, para quem não ligou o nome a pessoa Whedon é o criador de Buffy - A Caça Vampiros e Angel, também dirigiu o ótimo Vingadores e o sofrível Vingadores: A Era de Ultron.
O trailer anunciado promete um filme de Whedon e não de Snyder, mas o que muda? A princípio muita coisa, a diferença entre os dois cineastas é tanta que é quase inconcebível um filme feito por ambos, por isso as notícias de refilmagens devem ser todas verdadeiras. Vamos lá.


Estilos diferentes

Snyder é um diretor de assinatura, seus filmes são muito semelhantes: protagonistas decididos porém humanos, repletos de dúvidas e lutando por fazer a coisa certa.Seus filmes são ambientados em um universo de desesperança,habitando um mundo sombrio e decadente, de onde sabem que não podem fugir. É no heroísmo que tem a certeza da morte.
A Mulher Maravilha surge no trailer como principal heroína

Pegue alguns alguns de seus filmes: Madrugada dos Mortos, 300, Sucker Punch e Watchmen. Evito aqui os filmes do universo Dc propositadamente. Reparem nessas quatro obras bem diferentes. O protagonista ou herói é sempre representado por uma figura humana ao extremo.
Em Madrugada (...) um vendedor de carros guia os sobreviventes por entre os zumbis; em 300 um rei pesa o destino de sua família e seu povo contra uma morte iminente, enxergando a salvação em um ato extremo; Suker Punch nos trás cinco amigas dispostas a enfrentar os maiores desafios para saírem do inferno já em Watchmen o Coruja é um e-herói derrotado pela vida e pela impotência sexual, sem confiança cabe a ele juntar uma equipe de fracassados e salvar o mundo.
Os quatro filmes são ambientados em um mundo apocalíptico, cada um a sua maneira, desde o apocalipse zumbi até um bravo guerreiro que ao despedir-se de sua esposa sabe que nunca mais irá vê-la. 
Seus filmes trazem a essência do heroísmo, alguém que abdica de tudo por uma fagulha de esperança, mesmo sabendo que não irão viver para ver um novo nascer do sol.
E quanto a Whedon? Seus filmes são mais genéricos (o que não quer dizer ruim), ele é um diretor sem marcas registradas, você facilmente assiste a um filme dele sem saber. Suas principais características são mulheres fortes apoiadas nos conceitos do herói clássico - Buffy e Doll House.
A caça vampiros está mais preocupada com os rapazes do que em caçar vampiros, com o desenvolver do seriado suas feridas vão moldando uma protetora valente e machucada. 
Temos ai outras duas virtudes de Whedon: boa construção de personagens e desenvolvimento de dramas pessoais.
Quais os melhores momentos dos dois Vingadores? Sim a interação das personagens, Whedon trabalha turmas como ninguém, ele trabalha um outro lado da humanidade, aquele que sabe descontrair, mas não esquece suas tragédias.
Se Snyder desconstrói o herói clássico Whedon trabalha o herói trágico dos amores impossíveis, porém mais próximo do clássico.


O Trailer da Liga da Justiça

O trailer não deixa dúvidas estamos diante de um filme do Whedon a começar pela guitarra ao fundo logo na primeira cena, a fotografia é mais clara - Snyder gosta de filmar a noite e usar tons sombrios. O trailer de Liga da Justiça é colorido, exceção feita as cenas do Batman.
Liga da Justiça mostra uma Invasão
alienígena comandada pelo Lobo da Estepe vindo do planeta Apokolips, um universo bélico que conquista e destrói. Seus emissários trazem a morte e a guerra. 
Nesse clima de invasão a emoção do trailer é de esperança, basicamente ele nos diz: "Apokolips vem ai, mas nós temos uma amazona, o morcego, o rei de Atlantis e o maior herói de todos". Pressuponho que um trailer de Snyder traria um tom de desesperança.
Comparando com os trailers de Homem de Aço e Batman Vs Superman esse é descontraído, os outros filmes tem trailer sóbrios, com uma música clássica ao fundo e um certo tom épico. O trailer da Liga está descontraído.
O trailer promete o retorno de Superman, não que alguém duvidasse. Seu surgimento está em "suspense" com Alfred dizendo que ele é a esperança.
Outro destaque óbvio é a presença Mulher Maravilha sendo apresentada como a principal personagem, acredito que o trailer está assim pelo sucesso do filme e a alta da personagem.
Agora é esperar para ver, torço para que o filme não sofra do mal das piadinhas que assolam os filmes da Marvel. No demais sigo esperançoso.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Nina Dias


A gata desse mês é mais uma beldade vinda de Santa Cataria (êh terra bonita) a loira descreve-se como muito crítica consigo mesma e que espera demais das pessoas. Ela adora dançar, cursou publicidade e virou capa da sexy.
Sua carreira começou por necessidade, depois do primeiro divórcio começou a ser perseguida pelo ex-marido provocando sucessivas demissões, até que uma amiga a levou para uma boate, precisando de dinheiro ela começou a fazer strip-tease, sua sorte mudaria em 2008.
Um produtor da Record a procurou para integrar o programa O Melhor do Brasil, onde apaixonou-se pela televisão. Sua carreira deslanchou, foi para o SBT, fotografou para Playboy e Sexy e o resto é história.
Como nós do Blog somos legais ensinamos o caminho das pedras, veja o que a Nina diz sobre homens, o que ela gosta e como conquista-la: "Gosto de pessoas com atitude, de sentir que faço falta. Homem para mim tem que ser cheiroso, preciso admirar a pessoa antes de ser conquistada e adoro homens inteligentes, isso me excita!".
Nina diz que mantinha a forma só na base da dieta, mas a carreira a obrigou a fazer academia e dança: "hoje faço academia três vezes por semana, mantenho uma dieta bem regrada e Ballet duas vezes por semana", alguém aposta qual a parte preferida de seu corpo? "Eu gosto demais da minha cintura, já gostei mais do meu bumbum, mas com a academia ele diminuiu 6 cm". Maldita academia.














Perfil
Altura: 163 cm
Busto:
Cintura: 53 cm
Quadril: 98 cm 

Ensaio Dreamcam

sábado, 29 de julho de 2017

Stallone e Jackie Chan farão filmes juntos

Dois dos maiores astros de ação do século XX assinaram contrato para atuarem em Ex-Baghdad, filme a ser dirigido por Scott Waugh, de melhorzinho em sua carreira ele tem Triplo X.
Algo como "Ex-Bagdá" o filme começa com um ataque a uma refinaria de óleo chinesa no Iraque. A personagem de Chan vai investigar o incidente descobrindo que as motivações do ataque não foram o terrorismo, mas sim financeiro. A personagem de Stallone é um ex-membro da Marinha americana, ambos vão unir forças para encontrar os culpados.
Essa é a primeira vez que os dois atores contracenarão, muitos esperavam por esse encontro na série Os Mercenários. A notícia pode surpreender aqueles que caíram nos boatos da morte de Jackie, isso porque o astro não teve seus últimos filmes, feitos no China, lançados em nosso mercado.
Oriundos das décadas 1980 e 1990 os dois atores tem trajetórias distintas: Stallone chegou a ser morador de rua e fez bicos para se bancar até escrever o roteiro de Rocky, o qual se recusou a vender o roteiro desejando o protagonismo do filme.
Iniciando sua carreira como ator de drama Stallone tornou-se herói de ação com os sucessos de Rambo 2 e filmes como Cobra, Tango & Cash e Rocky 3 e 4. Até a década de 1990, onde começou sua decadência até 2006, onde ressucitou com Rocky Balboa, seguido por Rambo IV de 2008 e Os Merenários, que realizou os sonhos de uma geração.
Já Chan começou como dublé, ainda na década de 1970 fez alguns filmes imitando o estilo de Bruce Lee, foi depois de ter liberdade para atuar que Chan desenvolveu seu estilo de ação cômica.
Chan começou a chamar a atenção do ocidente na década de 1990, o que não foi por acaso. Já tendo se consolidado o astro chinês quis conquistar o Ocidente, assim ele alternou títulos caseiros como a série Police Story, os ótimos Operação Condor e Quem sou eu? Com títulos internacionais: Arrebentando em Barcelona e Arrebentando em Nova Iorque.
Uma vez nos EUA Chan alternou ótimos filmes com algumas furadas, vale destacar os Dois primeiros A Hora do Rush, Bater ou Correr e Mr. Nice Guy. Depois de fazer alguns filmes de menor sucesso e ver a idade chegar Chan começou a aceitar dublês e voltou para a China.
Agora nos resta esperar o início das filmagens e a data para Ex-Baghdad, até lá podemos aguentar a vontade com Rota de Fuga 2, portagonisado por Stallone, que deve estrear em 2018.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Anya Taylor-Joy

Os fãs do horror tem motivo para ficarem animados, os últimos anos vem trazendo boas surpresas como filmes bem feitos, roteiros amarrados, histórias envolventes e assustadoras sem apelarem para sustos fáceis. Mais raro são os filmes que revelam uma grande atriz. É o caso de A Bruxa.
Essa obra prima baseada em documentos dos colonos americanos é uma preciosidade, prende a atenção e angustia o espectador em sua narrativa densa e claustrofóbica cujo final é imprevisível.
Toda essa intrododução serve para falar da atriz Anya Taylor-Joy, interprete de Thomasin, uma adolescente apreensiva com um futuro negro: acusada por sua mãe de ter permitido que o filho caçula (um bebê) fosse levado e temendo ser vendida por seus pais, para economizar despesas, Thomasin vê seus esforços em agradar pai e mãe sumirem como bolhas de sabão.
A atuação dessa jovem atriz favorece o sucesso artístico do filme (que seria brilhante mesmo sem ela). Anya usa sua doçura e inocência para dar vida a uma personagem confusa com a chegada da
A Bruxa
adolescência e impotente ao se tornar um bode expiatório. E esse foi só o seu primeiro trabalho.

Anya é uma jovem modelo e atriz inglesa-argentina nascida em Miami (o que explica suas curvas). 
Calma que eu explico essa confusão étnica: natural de Miami Flórida, sua mãe é uma inglesa filha de
Fragmentado 
espanhóis e seu pai um argentino com descendência escocesa. Foi no meio dessa "bagunça" que ela e mais cinco irmãos foram criadas. Vendo sua beleza só posso gritar: Viva a miscigenação! 

Atualmente com 21 anos a garota viveu sua infância dividida entre dois países Inglaterra e Argentina, quem assistiu A Bruxa percebeu um suave, mas inconfundível sotaque inglês. Desde cedo a garota sonhava em ser atriz, sonho esse que ficou mais próximo quando aceitou um trabalho como modelo. Não demorou muito para que alguém a descobrisse.
Esse "alguém" foram os produtores de A Bruxa, as críticas positivas recebidas pelo filme no Festival de Sundence e as reações a sua esplendorosa atuação lhe abriram portas. É assim que funciona, não basta ser uma boa atriz (ou ator) você deve estar em um bom filme, já vimos casos em que excelentes interpretes demoraram para ser descobertos ou nunca receberam o merecido respeito, felizmente esse não é o caso de Taylor-Joy.
Em 2016 ela fez mais dois projetos um curta metragem chamado Huntsville e ganhou o papel principal em Morgan uma co-produção Inglaterra EUA que mistura ficção científica e horror. 
Na trama Anya interpreta Morgan, um ser criado geneticamente a semelhança de uma mulher, com inteligência avançada Morgan é na verdade muito imatura, o clone aparenta ter 19 anos, mas na verdade tem cinco. Essa diferença vai fazendo com que seu ódio aumente e ela torna-se uma ameaça.
Em 2017 esteve em Fragmentado, a grande volta do diretor M. Night Shyamalan, que estreou com o suspense O Sexto Sentido, viveu um momento de glória, mas veio se perdendo. Fragmentado foi seu melhor filme em décadas, ressuscitando sua carreira. 
Na película Kevin possui 23 personalidades, as quais consegue mudar quimicamente, nosso amigo dividido sequestra três adolescentes que passam a conviver com suas diferentes personas. Taylor-Joy é uma desas garotas que passa a ser tratada como namorada de uma das faces. 
Mais uma vez Anya esteve em um ótimo filme com uma atuação brilhante. Seu próximo projeto será Novos Mutantes, filme ligado ao universo de X-Men. 
É reconfortante ver novos talentos surgindo, principalmente se forem tão bons (e belos) quanto Anya Taylor-Joy, mesmo sendo cedo para afirmar sobre o futuro da moça, se ela vai ou não ser uma estrela, posso afirmar que seu talento é indiscutível.

sábado, 22 de julho de 2017

As Gatas de Baywatch

Aproveitando a Gata desse mês, Charlotte Mckinny, a nova loira de Malibu listamos algumas  musas que vestiram o maio vermelho, estão preparados?


PAMELA ANDERSON
Pamela é a mais famosas das salvavidas, ainda hoje é um sex simbol inquestionável, tanto que na escolha do elenco para o novo filme necessitou-se de uma loira voluptuosa.
Natural do Canadá a moça se naturalizou americana, fez sucesso como modelo e ensaiou uma carreira "séria" no cinema, conseguiu relativo sucesso dado a quantidade de filmes, em geral produções B, desses destacam-se Todo Mundo em Pânico 3; Almas Nuas e Desejo Fatal.


CARMEN ELECTRA
De todas as garotas de Baywatch Carmen é que possui carreira mais consolidada, oriunda do meio artístico - mãe cantora e pai guitarrista, essa gata se destacou no seriado das salva-vidas e foi uma das mais graciosas coelhinhas da Playboy.
Anos depois Carmen encontrou-se na comédia provando para os críticos (e invejosos) que é muito mais que um rostinho (e um corpo) bonito. com carreira consolidada ela não é mais lembrada como uma salva-vidas, mas por seus trabalhos posteriores, destaques para: Todo Mundo em Pânico; Os Espartalhões e Starsky & Hutch.


SHANNON TWEED 
Outra canadense que construiu uma boa carreira após Baywatch, não exatamente por suas habilidades dramáticas. Muito mais conhecida pelos ensaios na Playboy Shannon tornou-se atriz de filmes eróticos (não confundir com pornô). Ela é uma das mais requisitadas e famosas da industria. Para conhecer mais: Uma Relação Perigosa; Human Desires (1997) e Intenções Perigosas.


KRISTA ALLEN
Você também pode chama-la de Emmanuelle, foi a Krista quem protagonizou todos aqueles filmes exibidos pela Band nas noites de Sábado. Sua carreira foi marcada pela personagem, o que não a impediu de seguir com a carreira de atriz tendo uma filmografia de respeito. Em sua grande maioria são produções B e participações em filmes de sucesso. Para conhecer mais: Emmanuelle no Espaço; Confissões de uma Mente Perigosa e Baquete no Inferno.


ANGELICA BRIDGES
Angelica é outra modelo e atriz que destacou-se com o colante vermelho e fez a alegria dos marmanjos da época que compravam a Playboy, menos famosa que suas colegas de elenco o mesmo não pode ser dito de suas curvas a loira ainda fez carreira como cantora e atuou em alguns filmes.


GENA LEE NOLIN
Mais uma loira turbinada que fez carreira como modelo, nos anos 2000 ela voltou a televisão protagonizando a serie Sheena, que durou apenas duas temporadas e teve alguns episódios exibidos pela Globo. Sua carreira está concentrada na televisão, onde faz participações em séries e como modelo.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Vende Tudo Dória! ou Como Dória caminha para ser o melhor prefeito de São paulo

João Dória está empenhado em ser o melhor prefeito da história de São Paulo, após um começo avassalador limpando a cidade e otimizando a prefeitura via parcerias que economizaram fortunas chegou a vez de se livrar do obsoleto e privatizar estatais.
João Dória (PSDB) viu sua proposta de privatização ser ser aprovada pela Câmara dos vereadores. Dentro desse pacote encontram-se serviços públicos como administração de parques, pontos de ônibus, estádio do Pacaembu e a recarga do bilhete único.
Por que privatizar? Empresas públicas adquiriram duas funções nada nobres: lavagem de dinheiro e/ou troca de indicações de cargos públicos com apoio no governo e sustento de pelegos em troca de votos;
A privatização elimina essas ervas daninhas e ainda alivia o bolso do estado, que não deve ter empresas.
A privatização também melhora os serviços, o exemplo mais clássico é a telefonia. 
Quem se lembra como era no começo dos nos 1990? Poucas pessoas tinham aparelhos telefônicos, se você precisasse fazer uma ligação tinha que ir a um vizinho ou um estabelecimento (que cobrava por telefonema) ou buscar um orelhão. Por que isso? Porque a venda de linhas telefônicas era feito pelo estado. Se hoje você acessa a internet pelo seu celular saiba que só foi possível depois da privatização.
Voltando ao projeto de Dória, pense no bilhete único: Se você perdeu seu bilhete prepare-se, vai ser mais fácil achar um gnomo correndo por ai do que conseguir comprar outro, uma vez em mãos vai precisar de sorte para encontrar um terminal eletrônico que funcione com todas as funções disponíveis ou uma atendente de bom humor.
Uma vez privatizado esses inconvenientes devem sumir, por que? Simples, uma empresa visa lucro, vender bilhetes dá lucro. Logo vão surgir mais pontos de vendas, a recarga dá lucro, assim terminais que funcionam são mais vantajosos. É assim que a privatização melhora sua vida.
Outro fator positivo é a geração de empregos. Toda estatal tem aqueles empregados que não fazem nada e matam tempo por saberem que não podem ser demitidos, em empresas privadas esses tipos não tem vez, sendo substituídos por quem está a fim de trabalhar. 
Com a melhor produção e aumento de renda as empresas expandem, contratam mão de obra para produzir e vender gerando emprego. 
Excesso de estatais, o chamado estado forte, é sinônimo de poucos empregos e programas sociais excessivos, estado mínimo significa empregos e pessoas vivendo com dignidade.
O Estádio do Pacaembu é outro que deve ser vendido, é um verdadeiro elefante branco. Com todos os times de São Paulo tendo seu estádio próprio o Pacaembu funciona esporadicamente. Sabe quanto custa manter esse estádio que ninguém usa? Cerca de 10 milhões de reais por ano, esse dinheiro poderia ser melhor empregado certo?
De olho em 2018 o prefeito defende a privatização da Petrobras, empresa que serviu para o maior escândalo de corrupção da história de nosso país e quase foi a falência, graças a dupla Lula e Dilma:
"Eu acho que a Petrobras também é um caminho de gradualização. Para que ela, gradualmente, possa ser privatizada. Tempos em tempos que diminua a presença do estado e aumente a presença privada no controle da Petrobras. Isso fará bem a Petrobras, não vai gerar desemprego, não vai gerar falta de oportunidade. Boa gestão gera mais empregos, mais oportunidades e mais benefícios" (fonte).

sábado, 15 de julho de 2017

Porque a Reforma Trabalhista é boa para você ou O fim da bolsa pelego

Quando Michel Temer assumiu a presidência ele encontrou um país a beira da falência, o dólar em alta, inflação subindo e juros lá em cima. Mas no que isso interfere na sua vida? Com tudo mais caro e faturando menos empresas e indústrias começam a demitir, os desempregados cortam gastos, o que diminui o lucro e o desemprego sobe. Aos empregados resta o medo de não saber até quando pode sustentar sua família.
Sendo bombardeado por todos os lados, até por aquilo que não lhe diz respeito, sob o rancor de todo o tipo de esquerdistas e recebendo as vaias de quem resolveu odiar políticos Temer conseguiu aprovar uma reforma que moderniza o país, valoriza o emprego e apenas os encostados não gostam.
Após a reforma trabalhista o presidente ainda tem mais duas missões de suma importância: a reforma da previdência e a reforma política, só assim ele vai conseguir reverter parte do mal praticado por Lula e Dilma.
Existem três pontos na reforma que ajudam muito você que trabalha todos os dias.
Possibilidade de demissões em grande quantidade; contratação de funcionários terceirizados para cargos públicos e fim do imposto sindical obrigatório. 
Mas porque isso é bom? Quantas vezes você foi prejudicado por greves ou boicotes de funcionários públicos certos da impunidade de seus atos?
A demissão em massa é a forma mais eficaz de terminar e prevenir greves, a terceirização repõe rapidamente a mão de obra e gera empregos, isso é para quem gosta de trabalhar, e o fim do imposto sindical fragiliza os sindicatos, que sentados na impunidade usam esse dinheiro para se sustentarem. O número de sindicatos existentes no Brasil é absurdo, o que era uma organização trabalhista virou um bom negócio, Temer pode acabar com isso.
A terceirização, tão odiada por sindicalistas, repõe mão de obra, estimula a produtividade dos contratados, melhora o serviço oferecido e faz girar contratações, fazendo justiça ao desempregados e aos acomodados que batem cartão e vão passear.
Com a aprovação da reforma você não perdeu nenhum direito, ao contrário pequenos e médios empresários (aqueles que contratam) tiveram sua vida facilitada podendo contratar e gerar empregos.
Todo mundo já ouviu uma história parecida, onde alguém contrata um preguiçoso que falta ao trabalho, não faz direito e se esconde por detrás de leis antigas e desatualizadas. O gerador de empregos encontra-se em situação difícil, sendo ameaçado e não podendo se livrar do vagabundo. Isso agora mudou.
Mas você, que trabalha honestamente, acorda cedo, não perdeu nenhum direito, ganhou a possibilidade de negociar algumas coisas como férias e horas extras e não tem mais a obrigação de pagar o imposto sindical (ou bolsa pelego). Agora o Brasil é um país progressista, ele está se igualando a outras nações.

E as outras reformas?

A maior pedra no sapato de Temer é a reforma da previdência, tem muita gente dizendo que você não vai se aposentar, vai trabalhar até morrer e outras bobagens o tipo. A reforma onde homens aposentam-se com 65 anos e e mulheres 62 (aqui as feministas esqueceram de se empoderar e lutar por igualdade) coloca o Brasil na média do mundo, essa história do fim da aposentadoria é mais uma mentira contada por vagabundos.
Sua ultima reforma (e talvez a mais necessária) é a reforma política, que remete a uma promessa feita logo após assumir a cadeira da presidência. Temer pretende tornar o Brasil um país parlamentarista.
O presidencialismo é um modelo falido, dentre as nações mais ricas e desenvolvidas a única que segue com o modelo presidencialista é os EUA e todos vimos o que aconteceu nas ultimas eleições. 
O modelo Parlamentarista seria implantado para as eleições de 2022, sendo que 2018 está muito próximo. Segundo as intenções de Temer ano que vem teríamos a última eleição onde votaríamos em um presidente.
A partir de 2022 haveria o voto distrital, assim cada estado votaria em um número de parlamentares, ao final da soma dese número seria eleito um primeiro ministro já pré-escolhido por essa coligação. 
A aprovação da reforma trabalhista mostra que Temer está mais forte do que muitos imaginam e caso ele caia Rodrigo Maya, presidente da câmara e seu sucessor direto já se predispôs a seguir em frente, ao menos com a reforma da previdência. Agora é esperar, temos até 31 de Dezembro de 2018 para descobrirmos se o Brasil vai mesmo para frente.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O Homem de Aço - A Melhor História do Superman

Antes de começar o post em si é bom explicar esse título, uma vez que ele é um tanto polêmico, não confunda a HQ O Homem de Aço com o filme do Zack Snyder (um diretor injustiçado por fugir de clichês dos filmes de heróis), antes que alguém levante a polêmica das sagas do azulão o post se refere a uma história fechada. 
Existem muitas histórias fechadas brilhantes que os fãs do kryptoniano colocariam como a melhor de todas, alguns exemplos: Para o homem que tem tudo do Alan Moore ou Superman All Star (essa eu considero muito depressiva). Escolhi O Homem de Aço de John Byrne, publicado em 1986. Considero que essa história captou toda a essência da personagem.


Origem

Na década de 1980 a DC publicou a saga Guerras Infinitas colocando ordem no Universo DC e muitos heróis tiveram sua origem recontada. Byrne deu ao homem de aço os traços de Christopher Reeve, ator que interpretou Superman no filme de 1979 e ainda hoje considerado o melhor interprete do kryptoniano.
Mais do que feições Homem de Aço trás o clima ingênuo e a personalidade bondosa e ética do herói. O enredo em si não trás grandes novidades, vemos o fim de Krypton onde Zor-El e sua esposa enviam seu filho único para Terra; a juventude de Clark Kent que descobre seus poderes e precisa renunciar ao futebol americano enquanto descobre como foi adotado.
Em um pulo temporal Superman está salvando Metrópolis, em um de seus salvamentos encontra a intrépida e determinada repórter Lois Lane. A relação dos dois, assim o fascínio que aquela forte mulher provoca nele são explorados com a suavidade necessária.
Acompanhamos a criação da identidade secreta e o surgimento de Lex Luthor, com tudo que um vilão precisa ter para ser odiado.
O diferencial de O Homem de Aço está nos detalhes, o comics é altamente maniqueísta: Superman é o bem e Luthor o mau, esse paralelo é levado a extremos. 
Em um momento antológico dos quadrinhos uma garota passava pela rua ouvindo rádio quando é assaltada. Superman intervem, prende o bandido, devolve a bolsa para a garota e diz para ela abaixar o volume do rádio pois está atrapalhando pessoas que não querem ouvir a mesma música (como um herói desses faz falta nos dias de hoje).
Aqui não temos um herói só interessado em salvar o mundo, mas próximo as pessoas. Ele não é distante de nós como uma lenda que só ouvimos falar. Superman está pela vizinhança e preocupa-se com a convivência sabendo que não se melhora o mundo prendendo vilões e sim pregando o respeito. 

Também temos o lado humano do herói Clark que está apaixonado por Lois Lane, mas é alvo da paixão de Lana Lang, seu primeiro amor. Vemos outro dilema do herói mesmo com seus poderes ele é impotente.
A impotência do herói explica sua admiração por Lois, ela é tão ou mais impotente que ele, mas supera seus limites constantemente, some a esse amor as lições dadas por seus pais, fazendeiros simples do Kansas. Clark possui personalidade nobre que decide sempre pelo que é certo e não pelo mais fácil. 
Kal-El escolhe se juntar a nós e apreciar a vida junto aos humanos, mesmo sabendo que irá sofrer. Nossas imperfeições revelam as dele.
Finalizando O Homem de Aço ajudou a definir o Superman que temos hoje de forma tão marcante que o renascimento da DC revisitou. Nessa versão o herói está casado com Lois e tendo um filho, mérito de John Byrne que o humanizou, sem precisar colocar Superman de cabelo raspado ou andando de moto. O homem envolvido com a pessoa amada e pai de família entende como pequenas coisas podem ser mais grandiosas do que salvamento épicos. 
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