Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Os 30 Anos de Predador

No final do mês o filme Predador, um cult oitentista comemora trinta anos de existência, e continua sendo muito bom. Prepare-se para uma viajem no tempo (ou para conhecer um grande filme, caso nunca o tenha visto) e descobrir coisas novas sobre a película.
O plot é muito simples alienígena atraído pelo calor viaja espaço a fora procurando os espécimes mais poderosos de seu habitat para caça-los, um dos seus resorts é nosso planeta. 
Mais especificamente seu local de caça é o nosso Brasil, ambientado na chapada das mangabeiras onde uma equipe de elite do exército americano acabou de exterminar terroristas.


A Origem

Antes do filme em si vamos dar uma olhada nos bastidores da produção. Tudo começou quando alguns roteiristas estavam vendo Rocky 3 depois de verem o Stallone derrotando o Mr. T eles brincaram "quem falta o Rocky enfrentar?", um deles respondeu "O E.T", sim daquele filme do Spielberg. 
Aparentemente alguns dos roteiristas levaram a brincadeira a sério e imaginaram um bando de brucutus enfrentando um ser do espaço. 
Quem vê o sucesso da franquia não imagina que na época nenhum estúdio se interessou pelo projeto, foi preciso colocar o roteiro escondido sobre a mesa de um executivo da FOX, que leu e gostou da história.
Uma vez aprovada a verba correram atrás dos fortões o protagonista: Arnold Schwarzenegger - no meio do caminho de ser um atro; Jesse Ventura (que depois virou governador do Minessota); Sonny Landham; Bill Duke (que contracenou com Schwarzenegger em Comando para matar) e Carl Weathers (o Apolo em Rocky).
Na época o governador da Califórnia ainda não era um astro, apesar de ter feito dois grandes filmes Exterminador do Futuro e Conam "Scharza" vivia de filmes menores: Comando para Matar Guerreiros de Fogo e Jogo bruto - Predador foi responsável por ele entrar de vez no hall dos astros, esse foi seu primeiro papel como protagonista em um grande sucesso. 
Além de estrelar aqui ele interpreta (o máximo que consegue) em Conam o astro foi monossilábico e um bárbaro, em Terminator um Ciborgue. Foi enfrentando o alienígena que o ex-mister Olímpia pode mostrar seus talentos: enorme simpatia, presença em cena e o absurdo de sua persona (com aquele sotaque e tamanho Arnold é quase tão alienígena que a criatura).
O elenco de apoio não fica atrás: Ventura esteve em O Sobrevivente (com Schwarzenegger) e O Demolidor com Stalone, Weathers é ninguém menos que Apolo o Doutrinador, aqui ele está gigante. Porém ninguém se compara  a Sonny Landham o brutamontes que fez Condenação Brutal (com Stalonne), Os Selvagens da Noite e 48 Horas exigiu um segurança durante as filmagens. O que? O cara estava com medo? Não, o segurança era para os outros. Landham é tão maluco que ele tinha medo de sair do controle durante as filmagens e bater em alguém - aqui no Brasil sua personagem foi apelidado de "Rambo" por sua imagem - ele é o cabeluda com faca grande.
Uma das lendas urbanas sobre o filme é que Van Damme seria o Predador, é uma meia verdade. Ele seria, mas na época foi chamado para viver O grande Dragão Branco. Sem poder sair das filmagens por uma multa o belga começou a aprontar: chegava tarde, filmava de má vontade, até ser dispensado do papel.
Quem assistiu predadores deve ter reparada em um bicho estranho que parece um cachorro, ele seria o Predador original, felizmente sua imagem foi redesenhada por alguns membros da equipe técnica, dentre eles um novato chamado James Cameron, foi ele quem sugeriu as presas do bicho.
Uma das cenas mais memoráveis é quando o alienígena finalmente se revela (assim como o Jason em quase todos os filmes da franquia) era comum ficar esperando pela cena em que o o monstro tira a máscara, Predador repetiu esse clima.
Predador é um típico filme B - repleto de coadjuvantes, com um quase astro como protagonista, orçamento curto o filme quase não foi terminado, o dinheiro acabou antes do filme ficar pronto, o diretor levou tudo que tinha para a FOX e exibiu o filme, rapidamente os produtores perceberam o potencial e aumentaram a verba.
Predador

Mistura de Gêneros

O filme é basicamente uma mistura de dois gêneros muito populares nos anos 80 - guerra estilo Exército de um homem só e terror - na primeira parte parece
mais uma película onde o exército americano enfrenta terroristas de vertente socialista ameaçando a América do Sul, na metade tudo muda. Um monstro ataca um grupo de pessoas, saem os jovens libidinosos e entram os brucutus.
A protagonista é Dutch (Arnold) faz parte de um esquadrão de elite especializado em resgatar reféns. Seu grande amigo personagem de Carl Weathers  o engana dizendo que terroristas tinham sequestrado algumas pessoas, Dutch percebe que foi enganado e fica puto da vida, logo os membros de seu esquadrão começam a sumir.
Predador é um bom exemplo de como apresentar uma personagem,diferente da grande maioria das películas de hoje, que tratam o público como idiota, em que o filme para e surge um personagem com para explicar o que está acontecendo: o alienígena não fala, os humanos não sabem o que está acontecendo. Mesmo assim é possível saber tudo sobre a criatura.
O Predador, como o nome diz, faz parte de um mundo bélico, onde os seres caçam por esporte, sua presa as maiores ameaças do universo. Schwarzenegger é o macho Alpha, não existe ninguém acima dele na cadeia alimentar, isso fica claro no final do filme, quando ele cai no rio e fica frente a frente com o monstro, percebendo que acabou.
Em 1990 Tivemos Predador 2, dessa vez ambientado em Los Angeles, durante uma onda de calor, gangues brigam pelo controle da cidade e a polícia não pode fazer nada, exceto pelo tenente Mike interpretado por Danny Glover.
O alienígena começa matando os criminosos, vai para a polícia e termina seu embate contra Mike, porém faltam os brucutus e o clima de terror, as cenas de ação sãoa té melhores que as do primeiro filme, mas falta o cima de mistério e a alma do primeiro filme, a franquia foi deixado de lado por um longo tempo até ser ressuscitado com Alien Vs Predador.


Trinta anos depois

Um novo filme do Predador está marcado para 2018,
não existem muitas informações, exceto que ele está confirmado. Os trinta anos da personagem, a falta de imaginação dos roteiristas, o comodismo dos produtores e a onda saudosista devem fazer com que o filme saia.
A Neca possui uma linha de figuras de ação muito legal com a personagem, são vários modelos fáceis de achar e relativamente baratos. O mais difícil de encontrar é Dutch. O leque é vasto existem figures de personagens de lucho até figuras de ação.
O filme original foi lançado em DVD e Blu-Ray, mas encontra-se esgotado, o que é possível encontrar é um BOX em DVD com os três filmes Predador de 1987, Predador 2: A Caçada Continua de 1990 e Predadores de 2010. O filme solo Predadores e os dois Alien Vs Predador são facilmente encontrados em DVd e Blu-Ray.
Com os trinta anos e um novo filme é bem possível que a obra original seja relançada tanto em DVD como no disquinho azul. Convenhamos esse é um filme que merece estar constantemente em catálogo.
Boa caçada.   

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Live Action de Cavaleiros do Zodíaco

Lá pelos anos 1990, quando Cavaleiros do Zodíaco enfrentava o Fantástico nas noites de Domingo e a Rede Manchete vivia o seu ápice na audiência eu e meus amigos ficávamos pensando "como seria um live action de Cavaleiros do Zodíaco" lembro que o Vann Dame (na época lançando Street Fighter nos cinemas) aparecia em nossas fantasias.
E não é que em 2017 esse devaneios começam a virar realidade? Cavaleiros do Zodíaco vai ganhar sua versão com atores, com supervisão do Masami Kurumada, criador da obra, o que espero não resulte em um novo Dragon Ball Evolution.
O anúncio da produção foi feito em terras tupiniquins, no CCXP 2016 (Comic Con Experience)onde o presidente da Toei Animation (estúdio responsável pela animação) fez o anuncio para os fãs que lotavam o lugar: "Isso é para a nossa base de fãs leais que apoiam os Cavaleiros do Zodíaco nos últimos 30 anos, bem como a nova geração de fãs".
Agora você deve estar se perguntando, por que demorei para escrever a respeito? Bom uma coisa é o anúncio, outra coisa é a produção. Agora em maio o filme começou a sair, ele ainda está em pré-produção, mas tem diretor escolhido.
O nome escolhido para dirigir é o polonês Tomasz Baginski, responsável por poucas obras, sendo a mais famosa o seriado The Witcher e dirigiu a animação Katedra, vencedora do Oscar.
Baginski começou bem, afirmando; "É hora de uma adaptação sólida de anime", depois da decepção que foi Ghost in the Shell Hollywood precisa mostrar algo de bom e respeitoso. Detalhes da trama e elenco ainda não foram anunciados.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sailor Moon

"Vou punir você em nome da lua"

Em 2017 o anime e o mangá de Sailor Moon completam 25 anos, essa obra segue sendo importante e influente e já atingiu o status de imortal.
Atrapalhada, chorona, preguiçosa e meio burrinha é assim que Usagi (ou Serena, na versão dublada) se apresentava antes de cada volume de mangá ou capítulo de anime. Essa desconstrução do herói que hoje virou clichê era uma grande novidade em sua época, também conhecida como o ano de 1992.
Sailor Moon também foi pioneira do gênero mahou Shoujo ou garotas mágicas, em bom português. Se não fosse pelas marinheiras da lua obras maravilhosas como Sakura Card Captors ou Madoka Magica não existiriam.

Há Muito Tempo Atrás...

Existia uma princesa na lua, Serenity, seu reino chamava-se o Milênio de Prata, essa princesa apaixona-se pelo príncipe Edymiun da Terra sem saber que a sombra do ciumes pairava sobre eles. O casal prepara seu casamento, o que nunca pode existir.
Beryl, que amava Edymiun em segredo, influenciando os soldados da Terra inicia uma guerra contra a lua resultando na morte de Serenity, de Edymiun e das protetoras da princesa, as Sailor Guerreiras. Esse foi o fim do Milênio de Prata, de toda a vida na lua e da princesa e seu amado príncipe.
Séculos depois nasce Usagi Tsukino ou Coelho da Lua, se formos traduzir, uma referência a uma lenda japonesa onde acredita-se que as manchas lunares são um coelho, equivalente ao nosso São Jorge.
Ao completar catorze anos Usagi é uma adolescente normal, desleixada que prefere dormir e jogar video-game a estudar, por isso está sempre ameaçada de repetir de ano. Um dia ela salva ma gata com uma marca de meia lua na cabeça (no mangá Usagi está atrasada e pisa em cima da gata), é ai que a
aventura começa.
Luna (e não Lua, como foi traduzido) desperta poderes mágicos em Usagi, dizendo que ela é uma guerreira com roupa de marinheiro cuja missão é encontrar e proteger a princesa da lua e descobrir o paradeiro do cristal deprata, capaz de destruir um planeta.
Assim começam as aventuras dessa heroína com fatos de navegante, a cada episódio defronta-se com um ser de outra dimensão sendo salva por um misterioso e belo rapaz mascarado que auto intitula-se Tuxido Mask.
Os mais atentos já sacaram que Usagi é a reencarnação de Serenity e Tuxido Mask, cujo identidade secreta é Mamoru Chiba (Darien, na versão dublada), é a reencarnação de Edymiun.
Ao longo da primeira temporada surgem outra quatro guerreiras: Mercury, Mars, Jupter e Venus. 
Ao todo Sailor Moon teve cinco temporadas e duzentos episódios indo ao ar de 1992 a 1997, rendendo vários musicais, até hoje ostenta a marca de ser o musical com mais tempo em exibição de forma ininterrupta no Japão.
Também foi realizada uma série em Live Action muito boa que revelou Kitagawa Keiko, interprete de Sailor Mars é hoje uma das atrizes mais requisitadas do Japão.  


As Sailor Guerreiras

Com o passar dos episódios Usagi vai descobrindo outras guerreiras até chegar a formação clássica e oficial das cinco Sailors (sim eu sei que existem nove ou dez se você contar a Sailor Chibi Moon, mas as cinco sempre estão juntas como equipe). O que ajuda a movimentar a histórias, por mais divertida que seja Usagi não carregaria 200 episódios nas costas.
Cada Sailor Guerreira possui um planeta guardião, peculiaridades referentes a eles e personalidade própria. Vamos a elas:
Ami a Salor Mercury: Doce e meiga a bela guerreira das águas e do gelo é a segunda a despertar, a maneira como Usagi aproximou-se dela mostra muito da personalidade de ambas.
Ami é estudiosa, ela gosta e se empenha, motivo? Sonha em ser médica como sua mãe, por sempre tirar as melhores notas de seu colégio acaba sendo vítima de muita inveja, Ami prefere ler um livro didático a ficar jogando conversa fora e por isso suas colegas de classe a julgam fria e arrogante. 
Via interferência da Luna Usagi percebe que Ami é bem diferente do que suas amigas dizem e decide aproximar-se, uma por achar a garota meiga e outra para aproveitar-se do intelecto dela e assim melhorar suas notas (nada digno de uma princesa).
Não demora para as duas tornarem-se muito amigas, uma complementa as características da outra, Ami tem a meiguice e feminilidade japonesa enquanto Usagi é extrovertida e espontânea, o par perfeito.
Como guerreira Ami usa os poderes da água e do gelo, seu planeta é frio e azulado, daí a cor de seu uniforme, ela também é a estrategista do grupo e a mais ponderada, é ela que bola os planos de ataque até a Usagi estragar tudo. Ami é a preferida dos japoneses.
Rei Sailor Mars: Sacerdotisa de um templo xintoísta e dona de uma beleza tipicamente japonesa essa recatada e elegante jovem esconde um temperamento forte e explosivo, que combina perfeitamente com os poderes das chamas.
De todas as guerreiras é ela que se torna a melhor amiga de Usagi, o motivo? Elas são idênticas, mesmo que nunca admitam. As duas vivem brigando, tudo que a Usagi faz irrita a Rei que cutuca a amiga.
Rei é elegante e discreta, mas perde as estribeiras quando vê um rapaz bonito, assim como Usagi, as duas parecem duas solteironas na seca. Rei vive chamando sua amiga de intrometida, mas está sempre tentando descobrir os segredos das demais e por ai vai.
O planeta guardião de Rei é marte, o planeta vermelho, porém sua maior influência vem da mitologia, Marte (na mitologia grega chama-se Ares) é o deus da guerra, intempestivo e pronto para a batalha. Rei herdou seu temperamento, a moça apresenta-se como "a guerreira do fogo da paixão" é quase uma latina, o que explica ter sido a preferida dos brasileiros quando a série foi exibida pela primeira vez na Manchete.
Makoto ou Sailor Jupter: Mako (como é carinhosamente chamada) é prova viva de que as aparências enganam. Quando mudou para a escola de Usagi e Ami Makoto foi vista como violenta e amedrontadora, transferida de outro colégio onde andou brigando, vestindo uniforme de outra escola e ostentando cabelos encaracolados a moça atraiu muita atenção.
Porém Makoto não queria provocar ninguém, sua estatura alta intimida rapazes e moças, o que sempre a deixava sozinha. Foi Usagi quem se aproximou depois de ver como Makoto organizava seu almoço, sempre muito bonito e bem cuidado. Uma amizade nascida do estômago.
A moça revela-se muito feminina e doce, agindo na maioria das vezes como uma mãezona da equipe, referência a Júpiter (Zeus para os gregos) o deus de todos os deuses, a garota dá conselhos, faz o almoço e está sempre protegendo as demais.
Mako tem uma história triste, seus pais morreram cedo e ela precisou se criar sozinha, já adolescente foi rejeitada pelo rapaz que amava, algo que não superou uma vez que vê o homem que a rejeitou em todos os representantes do gênero masculino, o que é uma péssima cantada.
Guerreira dos raios seus ataques são todos elétricos, ela também é a força bruta da equipe, sendo capaz de erguer inimigos por sobre a cabeça e joga-los longe, logo em seguida veste seu quimono de seda.
Minako ou Sailor Venus: A ultima guerreira a aparecer também foi a primeira, explico antes de Sailor Moon existir Naoko Takeuchi publicava um mangá chamado Sailor V protagonizado pela loirinha.
A sailor Vênus é a guerreira da beleza e do amor, o que faz dela a mais bonita das cinco (e minha preferida), mas não deixem se enganar por detrás desse rostinho bonito existe uma poderosa guerreira, a mais experiente das cinco e a segunda em comando. Minako consegue enfrentar inimigos sozinha, afinal ela lutava solo.
Se o corpo é perfeito o mesmo não pode ser dito da cabeça, o miolinho dela é meio mole e Minako consegue ser mais atrapalhada que a Usagi. Em um dos episódios ela tenta cuidas de suas amigas que ficaram doentes e só piora tudo, fora derrubar sopa quente nas enfermas ela não consegue nem ligar um aparelho de som sem provocar um incêndio!  
Se fosse só isso tudo bem, seu passatempo preferido é não fazer nada, outra característica marcante de Minako é que ela macaca de auditório e uma stalker de carteirinha, sim quando se apaixona ela começa a seguir o rapaz por onde ele vá e sempre encontra alguém comprometido Isso é que é dedo podre). Inicialmente Luna pensava que Minako era a princesa da lua, acho que ser preguiçosa e atrapalhada são características da família real lunar.
Minako teve seus poderes despertados por Artemis, um gato branco com marca de lua na cabeça.
A deusa Vênus (Afrodite) tem muita influência sobre a garota, na mitologia ela é a deusa do amor e sempre vangloriava-se de ser a mais bela do Olimpo. Minako não é prepotente, mas sonha em ser famosa. Ela sabe cantar e participou de concursos de beleza, seus golpes são todos evocações do amor, como a "corrente do amor de Vênus".


Marte e Vênus

Podemos dizer que esse é um tópico canônico, na mitologia Marte e Vênus eram marido e mulher e por isso muitos enxergam uma relação mais próxima entre Rei e Minako, nada que tenha sido muito explorado no anime.

No anime e no mangá a relação das duas nunca foi além da forte amizade e de seus papéis: Rei é a mais ativa das cinco e está sempre pronta para a batalha Minako é a representação da feminilidade e da sensualidade, elas são o masculino e o feminino.
A relação das duas é melhor explorado no live action do começo dos anos 2000 onde as duas desenvolvem uma forte amizade, são quase irmãs. Rei é quem melhor entende Minako e Minako é quem melhor entende Rei. As duas discutem entre si e muitas vezes vão as vias de fato. 
Em um dos episódios, perto do final, algo acontece com Vênus (não vou estragar) é ai que vemos a extensão dessa amizade.
Fanfics (histórias de fãs) e fanzines (mangás não oficiais) tornam essa relação mais "caliente", porém na versão original ambas não passam de amigas e são claramente heterossexuais.

Sailor Moon no Brasil

Eis um anime injustiçado, as cinco temporadas foram exibidas em terras tupiniquins, mas com alguns poréns muito importantes que atrapalharam seu sucesso.
Começando pela exibição a primeira temporada foi ao ar pela saudosa Rede Manchete que exibiu apenas essa temporada, pouco depois a emissora entraria em decadência e faliria.
Muitos anos depois as outras quatro temporadas foram exibidas pelo Cartoon Network, infelizmente os detentores dos direitos autorais instruíram os dubladores a dublar essa segunda temporada Sailor Moon R como se fosse a primeira, mudando alguma coisa da história, não se faz nenhuma menssão a primeira temporada.
Sailor Moon R também foi exibido na Record, mas de forma incompleta, primeiro no programa da Eliana que tinha em Pokémon seu carro chefe, o anime ganhou uma música especial onde a apresentadora cantava no metrô de São Paulo, o que certamente não ajudou a atrair público, além disso os fãs do Pikashu não se interessaram pelas marinheiras. Os donos da Record devem pensar que fãs de animes são todos iguais, basta ter olho grande para assistirmos.
Essa fase ainda foi exibida com sucesso em um programa infantil aos sábados de manhã, mas o programa foi cortado sem satisfações e Sailor Moon R ficou incompleto na televisão aberta.
Outro problema fica por conta da censura. Sailor Moon possui temas controversos como amor, relações desfeitas, paixões não correspondidas, alguma violência e homossexualidade, ai já viu né?
Tudo bem que o anime está longe de ser adulto, mas foi muito infantilizado na tradução feita para o Brasil, as relações amorosas foram tratadas como amor juvenil, as adolescentes pareciam crianças, todos os temas do anime foram tratados de forma leviana e pueril.
 Na primeira temporada existe um triângulo amoroso entre Uasgi, Tuxedo Mask e Rei - Usagi é apaixonada pelo Tuxedo, já sua identidade secreta namora Rei, mas é apaixonado pela Sailor Moon sem saber se a trata como amiga ou inimiga. Rolo que daria ótimos episódios foi tratado com desleixo, para os pais não reclamarem.
É nos anos 90 era assim desenho era coisa de criança, portanto nada levemente adulto ou complexo podia ser mostrado. Veja a fase R por exemplo lá nos é apresentado Chibi Usa (Rini, na versão BR), uma menina que veio do futuro, logo de cara ela aponta uma arma para Usagi exigindo o cristal de prata, cena cortada pelo Cartoon e pela Record.
Nada se aproxima da polêmica da terceira temporada, onde duas novas sailor guerreiras surgem Haruka (Sailor Uranu) e Michiru (Sailor
Neptuno) que são namoradas e moram juntas. Tente explicar isso para os papais e mamães que deixam seus filhos assistindo ao Cartoon Network.
Não preciso dizer que muita coisa foi mutilada, herança do Cartoon americano que devido a limitações da linguagem tentaram transformar namoradas em amigas, porém a palavra girlfriend é a mesma! A solução foi transforma-las em primas!! Que tipo de primas ficam se beijando e trocando olhares apaixonados!? Só essas que você pensou.
Aqui no Brasil essa relação não é sequer mensionada, as duas são tratadas como amigas e ponto. Mesmo assim nota-se algo no relacionamento das duas. Outro chabu do anime: Haruka gosta de vestir-se de homem, logo no primeiro episódio Minako e Usagi se apaixonam por ela, a Sailor Vênus quase tem um filho quando percebe a concorrência (afinal Usagi namora) e persegue Haruka, sim ela é uma stalker, qual a surpresa das duas quando descobrem que Haruka é uma mulher, o relacionamento com Michiru é mostrado como uma amizade envolta em admiração.
Na ultima temporada, Sailor Moon Star aparecem novas guerreiras, que são homens! São três cantores de quem as garotas são fãs (sim a Minako persegue eles) que transformam-se em mulheres, aparentemente foi mais tranquilo que as Sailors Urano e Netuno, acho que os executivos do Cartoon estavam vacinados.
Como se tudo isso não contribuisse para atrapalhar o anime temos uma das dublagens mais porcas já realizadas, sim dublador é sinônimo de destruidor de obra, mas aqui exageraram.
Começando pela Manchete a Gota Mágica é lembrada com carinho por muitos fãs, puro saudosismo, os erros de dublagem eram grotescos e no caso de Sailor Moon usaram e abusaram de vozes esganiçadas e infantilizações, sem contar o corte da introdução onde Usagi se apresentava.
Nada comparado a dublagem da fase R em diante, aqui até fãs antigos viraram as costas, as dubladoras devem ter fugido da escola de atores ou simplesmente odiavam o anime, nada explica o que foi feito.
Desprovido de emoção as dubladoras declamavam as falas mais importantes como alguém que pede pão na padaria, fica difícil apreciar um momento de amor, raiva ou de batalha quando os dubladores são apáticos. O que dá mais raiva é da Daniela Piquet, dubladora da Usagi a mesma dublou a Sakura (de Sakura Card Captors) lá ela se empenhou enquanto foi burocratica e apática em Sailor Moon, deve ser pessoal, quem sabe a mulher foi mordida por um
coelho ou algo assim.
Com tudo isso é surpreendente a quantidade de fãs que Sailor Moon tem no Brasil, esses dias estava no metrô lendo o mangá e uma moça aproximou-se de mim perguntando onde consegui. Foi a primeira vez que isso acontece.
Ano passado a JBC lançou aqui no Brasil o mangá da Sailor Moon e foi um sucesso de vendas, a obra em si é linda, os traços da Naoko e a encadernação brasileira nos moldes da japonesa com capa trabalhada, letras na cor de cada Sailor dá gosto de ler, mostrando o quão importante é respeitar seu público.
Agora na segunda década dos anos dois mil a Toei está produzindo um remake de Sailor Moon, o que é muito legal por dois motivos: apresenta as guerreiras para uma nova geração e trás muitos colecionáveis para os fãs antigos, os toys e as figures das sailor guerreiras são de fazer qualquer otaku mão de vaca ficar com o bolso coçando.
Existe muita coisa para falar de Sailor moon, infelizmente (ou felizmente) um post não é suficiente, então abram a janela, olhem para a lua e tentem enchergar os coelhos ou as marinheiras.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A DC Renasceu!

Demorou mas finalmente o renascimento do Universo DC chegou ao Brasil, depois daquela pataquada chamada Novos 52 a editora volta a ser o que era e ficou muito bom, antes da análise vamos entender o que aconteceu.

Reorganizando o Universo

Os Novos 52 foi uma tentativa de reorganizar o universo dos heróis e nesse sentido teve exito, os editores achavam que precisavam repaginar seus heróis, começar de novo e conquistar novos leitores. Em fim não foi a primeira vez e nem será a ultima. 
O problema foi refazer heróis longevos em um curto espaço de tempo, nessa reorganização muita coisa importante passou a não ter existido: A Morte do Superman, A Piada Mortal, a Morte do segundo Robin, Lex Luthor presidente... em fim não dá para organizar décadas em poucos capítulos tentaram refazer a coisa.
Logo no primeiro ano do Superman inseriram o Apocalipse, anunciando a história como a sua segunda morte do Superman, mas como se nesse novo universo ele nunca morreu? A Liga da Justiça foi outra que se juntou as pressas. Batman também sofreu, seus vilões (considerados por muitos como os melhores do universo dos quadrinhos) precisaram de tempo para existirem e tornarem-se o que são.
O Coringa sempre foi uma ameaça, porém ter deixado Barbara Gordon paraplégica e ter matado um dos Robins contribuiu muito. Nos Novos 52 vemos o Coringa matando aqueles próximos ao Batman, apenas para provar que o ama! Lógica absurda, que faz muito sentido se olharmos pelos olhos do Coringa, mas de novo os Novos 52 estavam engatinhando e os antagonistas não tinha história o suficiente para essa relação, todos os embates clássicos nunca aconteceram.
Para além da confusão os Novos 52 desrespeitaram os fãs mudando personagens, eliminando identidades secretas, inserindo elementos impensáveis: O Comissários Gordon combatendo o crime em Gotham a bordo de um robô; Superman de cabelo raspado e namorando a Mulher Maravilha.

DC O Renascimento de um Universo

Uma das regras básicas de qualquer industria do entretenimento é Não desrespeite o fã, esses não gostaram das mudanças (é o que a Marvel vem percebendo) foi ai que o Renascimento do Universo DC se deu, tendo como base algumas regras simples:
Manter a fidedignidade: Batman, Superman, Mulher maravilha e os demais personagens voltam a ser o que sempre foram, sua personalidade foi mantida,
Superman volta a ter as feições de Christopher Reeve
nada de grandes inovações. Algumas pessoas até gostaram de ver o Superman de camiseta e cabelo raspado, mas os fãs sabiam que aquele não era o Kal-El.

Em sua revista Superman está casado com Lois Lane e tem um filho, é assim que tem que ser. O grande dilema do azulão é sofrer por seu isolamento. A única coisa que ele não pode fazer é ser um humano comum. Seu amor pela Lois o aproxima de sua falta e de nós, é através de Lois Lane que Kal-El consegue sentir nossas necessidades, nossos limites e nossa força se humanizando e tornando-se um defensor ainda melhor.
Outra personagem que renasceu e vem sendo tratada como uma das principais (se não a principal) da editora é a Arlequina, aqui no Brasil já vinhamos acompanhando sua mudança, o renascimento veio em grande estilo, a aproximando do visual do filme e enfrentando hordas de zumbis (tiha como ser melhor?). 
Depois de ter sido chutada pelo Coringa, presa, seguido carreira como criminosa a palhacinha se regenerou... ou melhor quase, afinal uma Arlequina do bem seria chata. Ela segue sendo maluquinha, mas agora vive em Nova Iorque com sua gangue (várias mulheres com nomes que são trocadilhos com Arlequina e um homem de sunga), um anão marrento, um ser com cabeça de bode, um ovo flutuante e um castor empalhado chamado de peludinha, que rende muitos trocadalhos do carilho.
A Arlequina mostra bem a nova cara da DC otimista e despreocupada, suas histórias não tem aquela carga pesada ou o desejo de seguir uma agenda politicamente correta, ao contrário se preocupam em agradar quem gostou da personagem e é isso que os leitores de quadrinho querem personagens bem feitas em histórias respeitosas com boas tramas. Nada de invenções, mudanças de gêneros ou sagas infinitas.
Outra vantagem da DC é seu universo menor e mais simples que o da Marvel, não veremos aqui cinco Batmans diferentes, nem a Mulher Maravilha passando seu laço da verdade para um rapaz rejeitado por pertencer a uma minoria, temos a simplicidade dos heróis, vistos pelos humanos normais como deuses.
O Renascimento do Universo DC se comprometeu com o básico e as edições lançadas até agora vem acertando, se os Novos 52 tentaram criar tramas elaboradas e realistas o renascimento quer contar histórias e isso é muito bom, eu por exemplo leio quadrinhos para relaxar ao final do dia, não quero ver uma trama onde os pilares de meus heróis são desmontados, quero ver o Superman nos protegendo enquanto salva gatos de árvores (isso não aconteceu, mas caberia).
Não é a toa que no mercado americano a DC reassumiu a liderança nas vendas de revistas, enquanto as HQs da Marvel encalham as da DC desaparecem. RESPEITO e SIMPLICIDADE são as palavras de ordem da DC.  

quinta-feira, 8 de junho de 2017

A Nova Cara da Política Brasileira

Algo acontece no cenário político brasileiro, resultado de roubalheira, defesas em causas próprias e generalizações grotescas a classe política sofre, enquanto pequenos grupos organizados sobrevivem, com essa caça as bruxas vem surgindo uma nova geração de "não políticos" para 2018.
As eleições estão longe e muita coisa pode mudar, mas o cenário para 2018 desenha-se com um confronto envolvendo velhos políticos contra outsiders, antigos coronéis contra os arautos do progresso. as eleições de 2016 já mostraram que o discurso funciona, porém é necessário muito mais do que um discurso para disputar (e vencer) uma eleição.
Recentemente Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente e fundador do PSDB afirmou que mesmo sendo cedo para especular nomes como João Dória Júnior e Luciano Huck representam o novo na política brasileira. 
Os dois citados já trazem esse embate dentro do PSDB o enfraquecimento de nomes tradicionais como Aécio Neves e José Serra enfraquecendo Dória e Huck vem ganhando espaço justamente por não serem políticos e estarem atrelados a esperança.
Principal expoente dessa onda inovadora João Dória provou ser mais do que um discurso, eleito prefeito de São Paulo como gestor ele vem provando ser ousado e sincero rompendo com a política tradicional.
Luciano Huck é outro empresário de sucesso que nunca precisou da política para enriquecer, ele tem a mesma imagem de Dória quando afirmou em debate pela prefeitura de São Paulo: "não sou o candidato dos ricos, sou um candidato rico" o prefeito e Huck fizeram fortuna trabalhando e não se ouve nenhum escândalo envolta de seus nomes.
Outro novo que namora a presidência é Joaquim Barbosa, ex-ministro do supremo que peitou o PT no caso do mensalão e fez o que muitos acharam impossível, prendeu políticos.
Não é de hoje que Barbosa vem namorando candidatar-se, ele deu a entender em algumas entrevistas que talvez saia candidato e permitiu que coloquem seu nome nas pesquisas eleitorais.
Inicialmente ventilou-se o ex-juiz como vice de Marina Silva ele sugere dar vôos maiores, ainda não se sabe qual ideologia segue o homem que peitou o PT se diz eleitor de Lula e Dilma, mas deixou imagem de honesto e trabalhador, muitas vezes comparado a um super herói.
O Partido NOVO que tenta levantar a bandeira dessa nova política feita por não políticos, ou jovens entusiastas contra o velho apodrecido ventila o nome de Flávio Rocha para 2018. Nome forte da Riachuelo o empresário foi um dos poucos a passar ileso com a crise econômica.
A imagem de empresário  e bom gestor o aproxima de Dória, com a diferença de não estar em um partido político antigo, Rocha foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte ente 1987 e 1995.
Por fim, mas não menos importante, Roberto Justus teria se animado com a ideia, de todos os pré-candidatos não políticos ele é o mais distante da candidatura, mas não deve ser descartado.
Empresário e apresentador Justus é outro Gestor bem sucedido com imagem firme e imperativa que transmite segurança e sua experiência como apresentador o ajudaria em possíveis debates.
Estamos diante de novos rumos que podem ou não se fazer, ainda é cedo, mas políticos tradicionais encontram-se acuados alguns com justiça, outros injustamente. A onda  de não políticos encontra menor resistência. Se em outros tempos a figura do político trazia segurança contra ou outsiders, hoje é diferente os novatos trazem consigo a esperança de um Brasil possível contra o coronelismo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

A Vaca Japonesa

Não, esse não é um post sobre pecuária, é um post curioso sobre as vacas japonesas. Mas a final o que é isso?
Primeiramente vamos nos situar na linguagem. Aqui no Brasil vaca é aquela "mulher de família", cujas atividades sexuais são debatidas pelo povo. Uma mulher cuja moral não inspira confiança ou ainda uma ofensa que não necessariamente diz respeito a sua conduta, mas é dita para ofender. Não posso afirmar mas acredito que vaca seja em função de seu marido, o boi que ostenta belos chifres.
Muito bem, de volta ao Japão a palavra vaca não é uma depreciação sexual (existem outras ofensas mais efetivas). Vacas são mulheres peitudas - é uma brincadeira, pode ser uma maneira de ofender via a vergonha pelo corpo voluptuoso ou uma crítica de quem tem dor de cotovelo. E como estamos falando do Japão virou fetiche.
Yume Mizuki
No post sobre as AV Idols postei que a influência americana na cultura japonesa abriu mercado para atrizes de seios grandes, o termo vaca é importado do país do tio San, mais especificamente Milk Lady em comparação ao tamanho das tetas da vaca.
Claro que estamos falando do Japão, lá a coisa atinge outro nível, em 2016 a atriz Yume Mizuki atuou em The Milky Lady - um pornô ao estilo super heroína, aqui ela está devidamente trajada como mulher vaca.
As vaquinhas estão presentes nos animes ecchis - é o caso de DxD, onde a Akeno aparece em um dos encerramentos dançando com biquíni de vaquinha, no anime Sora Otoshimono somos apresentados a um maid café onde as garçonetes, todas peitudas, vestem-se de vacas.
Também são comuns restaurantes que apelam ao
fetiche, no Japão estabelecimentos vestem suas garçonetes com roupas típicas. Algum lugares trajam suas garotas como vaquinhas com direito a decotes, orelhas, chifres e simpáticos sininhos no pescoço.
Temos lingeries de vaca, figures, biquínis... a imaginação é o limite, principalmente no país do sol nascente.  

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Kaho shibuya

O Japão é um polo de exportação de beldades, a gata do mês é AVI Kaho shibuya, dona de um corpo escultural e um rosto inocente, especializada em vídeos hardcore envolvendo ganchos e BDSM, mas ela também faz (muito bem fito) o básico.
Natural de Aomori e está com 26 aninhos, que linda, a moça tem uma trajetória diferente, ao contrário da maioria das AV Idols Kaho não foi descoberta por olheiros, ela era jornalista esportivo que migrou para a industria pornográfica.
Enquanto não está sendo penduradas por ganchos e sendo masturbada a moça faz ensaios fotográficos e fotos avulsas onde equilibra garrafas e potes em seus seios. Tente imaginar ela como jornalista, o atleta se preparava para aquela jogada decisiva, coloca os olhos naqueles peitos e erra o lance.
Para nossa alegria a moça mudou de profissão, caso contrário nunca teríamos esse "A Gata do Mês", sem mais delongas Kaho Shibuya.
















Perfil
Altura: 150 cm
Busto: 93 cm
Cintura: 60 cm
Quadril: 90 cm

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Reinaldo Azevedo Está de Casa Nova

Reinaldo Azevedo ou tio Rei, como é carinhosamente chamado por seus leitores/ouvintes, é uma das poucas vozes inteligentes da análise política - em tempos de gritaria e debates para ver quem é o menos pior Reinaldo é uma voz racional, sem escolher lados, essa é uma que costuma cobrar caro.
Um dos crítico da condução exagerada da Lava Jato, pelas penas brandas para alguns empresários e a violação do estado de direito em algumas ações Reinaldo também critica duramente o procurador da República Rodrigo Janot, em sua análise Janot atuaria em defesa própria, visando governar o país.
Jonot, que é "carinhosamente" de Vovó Mafalda por Reinaldo contra-atacou liberando um áudio entre o jornalista e a irmã de Aécio Neves, Você deve estar pensando, "e qual o problema?". Existem duas questões:
1) A conversa não diz respeito a nenhum processo envolvendo Aécio ou sua irmã, mas sim uma crítica a revista veja, mais especificamente a um editorial da revista que ele foi obrigado a assinar;
2) A irmã de Aécio é uma fonte do jornalista e a preservação da identidade das fontes é um direito preservado pela justiça.
Como consequência Reinaldo pediu demissão da revista e da Rádio Jovem Pan, onde apresentava Os Pingos nos Is - a primeira pelo clima criado após o vazamento e a segunda por acreditar que está na hora de novos rumos em sua vida.
O analista político provou não ter vocação para ficar silenciado e assinou dois novos contratos, o primeiro já em vigência com a Rede TV!, onde deu início a um blog de moldes semelhantes ao mantido na Veja, para conhecer clique aqui.
O segundo emprego é na Rádio Bandeirantes, mais especificamente BAND FM a rádio líder no Brasil onde vai apresentar O É Da Coisa que estreou hoje - de moldes semelhantes aos Pingos nos Is, indo ao ar de segunda a Sexta das 18h as 19h20 m. 
Quem estava comemorando seu silêncio agora deve lamentar, por sua vez os amigo da verdade podem comemorar.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Faces da Morte

Entre o final da década de 1980 e início da década de 1990 era comum entrar na locadoras de vídeo, dirigir-se para a sessão de terror e encontrar fitas de VHS com uma caveira estilizada na capa intitulada Faces da Morte ostentando a frase "Proibido em 46 países".
Diferente de outros filmes Faces da Morte tinha como mérito mortes reais: filmes de segurança, registros de execução, filmagens secretas de torturas, autópsias, mortes registradas por cinegrafistas amadores e por ai vai. Não é de se estranhar que foi proibido em mais de quarenta países.


Faces da Morte

O documentário ou "Chocumentary" termo utilizado para determinar esse tipo de produção, onde acidentes reais são mostrados com o único intuito de chocar o espectador. eram um apanhado de mortes, todas narradas em off.
O primeiro filme gerou uma franquia de sucesso, virando uma espécie de cult: quem via falava aos amigos que podiam quebrar um tabu e ver alguém morrendo. 
Com as vendagens em alta, a propaganda gratuita e o baixo custo de produção não é de se espantar que tenham feito quatro filmes!
De cabeça lembro de algumas mortes icônicas: um turista teve  brilhante ideia de alimentar um urso e foi morto pelo bichinho; um ladrão invade um armazém e acaba sendo morto por dois pastores alemães, um preso político é torturado e morto em algum país da América Latina e um mergulhador que tentou explorar uma caverna submersa morreu sufocado (até hoje tenho medo de cavernas).
Lembro de um amigo denominado esse filmes de "malditos", o mesmo quando soube que eu tinha um VHS pediu emprestado e e devolveu dizendo que adorou. Ecchi homo

O primeiro filme custou por volta de 450 mil dólares e faturou mais de 100 milhões de dólares, só nos cinemas, em VHS faturou ainda mais. Para entender o sucesso é preciso ter em mente que os filmes vinham de uma época onde não existia internet - hoje em dia existem sites e blogs dedicados a mostrar pessoas mortas.
Outro fator que ajudou no sucesso é que naquela época não haviam abutres apresentando programas pseudojornalisticos, em outras palavras Datena e Marcelo Resende não viviam de explorar a morte alheia.


Era tudo uma farsa?

Muitas pessoas ficaram chocadas ao descobrirem que o John Alan Schwartz (o diretor) filmou mais de 60% das mortes usando atores e efeitos especiais, assistindo com cuidado as cenas fica claro que alguns ângulos só são possíveis em uma filmagem em estúdio.
Anos depois um dos técnicos em efeitos especiais que trabalhou no primeiro filme denunciou a produção, o diretor John Alan Schwartz assinou o filme como Conan Le Cilaire e assinou o roteiro como Alan Black, tudo para manter a farsa.
Acessando o IMDB podemos ver a ficha técnica do filme, mas por que da farsa? 


Já havia um precursor italiano de Faces da Morte chamado Mondo Cane, rodado na década de 1970, esse sim mostrando mortes reais. Porém as imagens são de péssima qualidade e a própria morte em si não é tão atraente quanto a romantizada.
Se Schwartz escreveu e filmou 60% das mortes e as outras 40%? Elas resumem-se a mortes de animais no abate de aves, suínos e gado para o consumo humano e sobras de documentários indígenas, onde os líderes religiosos sacrificam animais aos deuses.
Duas cenas reais que chocam são o massacre de focas no ártico e uma luta de cachorros, nessa época era comum diretores mequetrefes fazerem filmes chocantes e os encher de mortes de animais, o exemplo mais comum são as produções italianas de canibalismo: Canibal Holocausto e Canibal Ferox (assista se tiver estômago) essa era uma forma eficiente e barata de chocar.
Outras mortes reais apresentadas na série são imagens de arquivo sobre a Guerra no Vietnam e campos de concentração nazistas. Schwartz usou inclusive imagens de crianças desnutridas na África, com a narração: "A Subnutrição provoca uma das mortes mais dolorosas" (morra de inveja Rede Record).
Oportunista, desprezível e insignificante Faces da Morte ficou como registro de uma época mais ingênua, onde a violência era mais distante, hoje em dia não possui o mesmo efeito e os mais jovens podem acabar achando graça da precariedade da fita, mas entrou para a história do horror e faz parte da infância e juventude de muita gente.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Jill Terashita

Chegou a vez de falar dessa japa que gritou muito nos anos 1980, se você assistiu A Noite dos Demônios ou Acampamento Sinistro 3 Certamente se lembra dela, em uma década dominada por loiras essa asiática conseguiu um relativo sucesso.
Como muitas scream Queen´s dessa época ela acabou sumindo, não sem antes deixar sua marca.



Biografia

A primeira coisa que você precisa saber é que a moça não e japonesa, mas sim canadense, atualmente com 53 anos ela desfruta sua aposentadoria de um modo um tanto inusitado, atuando como extra. Sua ultima aparição foi em Colateral de 2004.
Nascida em Toronto, parte inglesa do Canadá, a 17 de Fevereiro de 1964 a moça desceu a fronteira em busca de fama e sucesso, conseguiu um pouco dos dois. 
Jill estreou como atriz aos 21 anos, estampou revistas, foi capa da Playboy especial de lingeries e estampou os saudosos calendários de borracharia - para quem não sabe na década de 1980 ainda não tinha internet, então as pessoas buscavam erotismo de outras formas, uma das mais comuns eram calendários estampados por lindas modelos.


Carreira

Jill Tarashita tem poucos filmes em sua carreira, também existe pouca coisa sobre ela, pesquisando descobri o motivo seus principais trabalhos foram
como modelo, o cinema sempre foi um bico.
Procurando no lugar certo descobri como ela foi uma modelo popular, seus trabalhos iam muito além do erótico. Cá entre nós ninguém resiste a uma japinha, vou deixar o link de algumas fotos aqui aqui.
Mas você não entrou aqui para saber da carreira de modelo da Jill, sua estreia no cinema aconteceu em 1985 no filme A Grande Aposta, uma comédia juvenil onde mulher ajuda um adolescente a seduzir uma garota de sua classe. Aqui ela interpreta Koko, uma personagem secundária.
A moça voltaria ao cinema apenas em 1987 Dirty Laundry, sobre um casal que fica de posse de uma mala contendo um milhão de dólares e precisam sobreviver a fúria dos verdadeiros donos.
No mesmo ela atuou no filme de ação Terminal Entry, onde os EUA são atacados por terroristas, nada que mereça grande interesse.
Seu primeiro grande papel veio no cult A Noite dos Demônios, Tareshita dá vida a Frannie - no filme Angela organiza uma festa de Halloween em uma casa abandonada, durante os preparativos ela e seus amigos despertam alguns demônios.
Finalmente a moça faz um papel importante e rouba a cena do filme interpretado por ninguém menos que Linnea Quigley, não é para qualquer um! Em uma das cenas a moça faz sexo dentro de um caixão, esse pessoal dos anos 1980 chutava o balde.
Depois vieram pequenos papeis no seriado Santa Barbara (1988), Rajada de Fogo (1992) e Tequila & Bonetti (2000) como disse seu forte sempre foi o mercado fotográfico.
Em 1989 ela voltou ao gênero que lhe trouxe notoriedade com Acampamento Sinistro 3 a terceira parte da cinessérie inspirada em Sexta-Feira 13, narrando os assassinatos cometidos por Angela.
O enredo é simples em um acampamento de férias rapazes e garotas passam o verão, alguns deles acham que as atividades lúdicas do local não são suficientes e partem para brincadeiras eróticas. Eis que Angela (detentora de um segredo trazido no primeiro filme, que eu não vou contar) para eliminar os safadinhos. 
Jill é uma dessas garotas saidinhas, que encontra a morte. 
Depois de Acampamento Sinistro 3 ela apareceu em apenas mais três filmes, sempre em pequenas pontas Por Que Eu? (1990), Colateral (2004) e uma participação especial em Acampamento Sinistro 4 de 2012.
Seus dois filmes de terror são recomendados tanto para fãs do terror oitentista com para fãs em geral, afinal bons filmes não tem idade.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Shimoneta

No futuro todo e qualquer conteúdo sexual foi proibido, as pessoas são obrigadas a usarem duas pulseiras e um colar que monitoram o ritmo cardíaco, movimento do corpo e linguagem a fim do governo manter a moral pública. A pornografia foi banida junto a qualquer tipo de material erótico, o resultado? A nova geração japonesa é composta por virgens abobados.
Nesse pesadelo moral (mais ou menos no que os politicamente corretos querem transformar o Brasil) surge a Nuvem Azul, uma terrorista dedicada a difundir piadas de duplo sentido e o desejo sexual nas pessoas, o que poucos sabem é que Neve Azul é apenas uma garota comum que enxerga como tal censura é antinatural e nociva.
Shimoneta é um Ecchi com história - para quem não sabe ecchis são animes voltados ao erotismo, em
Nuvem Azul
geral os episódios são desculpas para as personagens voluptuosas tirarem a roupa, eventualmente surge um ecchi com enredo, que tenta passar algo mais além de peitos (não estou reclamando) é o caso de Shimoneta, onde o explícito quase nunca aparece, ficando na sugestão enquanto realiza críticas mordazes e necessárias, tudo regado a muito humor. 

Se fizeram um anime sobre o tema da censura é porque esse não é um problema exclusivo do Brasil, se aqui temos os politicamente corretos querendo nos dizer o que podemos pensar e podemos querer o Japão passa por algo parecido, uma recente onda de moralismo e conteúdo familiar assola o país do sol nascente.


Personagens e Enredo

Nosso protagonista é Tanukichi Okuma, filho de um militante favorável a piadas sujas, seu pai foi preso pelo governo e ele hostilizado desde a pré-escola. Sim as crianças japonesas faziam bullying com ele por seu pai ter a boca suja.
Nem tudo na vida de Tanukichi era um pesadelo, uma garota o ajudava, Anna Nishikinomiya, filha da política idealizadora do código da moralidade. Nosso protagonista cresce apaixonado por sua salvadora e
Anna Nishikinomiya
uma vez no colegial se esforça para entrar no mesmo colégio que ela.

Anna é uma jovem política, por assim dizer, presidente do conselho estudantil ela leva a frente as ideias de sua mãe, dona de uma moral inigualável e uma bondade sem igual ela também é pura e inocente, sendo incapaz de reconhecer qualquer brincadeira ou imagem de duplo sentido.
A ultima, porém não menos importante personagem
Ayame Koujou
é Ayame Koujou, vice presidente do conselho estudantil, rígida e severaou é o que parece, essa casca dura existe para esconder sua identidade secreta ela é a Neve Azul (isso não é um spoiler, é dito nos primeiros minutos do anime). Seu pai lutou contra as leis da moralidade pública e passou seus conhecimentos a filha.

Koujou dedica sua vida a "poluir a mente dos jovens japoneses" é ela quem explica os malefícios da lei, onde pessoas não sabem diferenciar luxúria de amor, nem percebem quando gostam de alguém ou ficam excitados, por isso ela fundou a SOX (um trocadalho do carilho) grupo terrorista dedicado a lutarcontra o moralismo.


SOX e Recalque

Koujou tem métodos pouco ortodoxos para começar ela corre por ai pelada enrolada em uma toalha com uma calcinha na cabeça distribuindo fotos de mulheres de biquini!
Seus planos envolvem a distribuição de pornografia, brinquedos sexuais, simulação de sexo e qualquer coisa que possa estimular a nova geração a ter
pensamentos obscenos, mas por que?
Se estamos em um mundo onde qualquer conteúdo sexual é proibido o que as pessoas fazem quando elas se apaixonam? Como lidar com alguma coisa que você não sabe o que é e não pode falar a respeito? Nascem os stalkers.
Anna, por ser linda e popular começa a sofrer com perseguições, alguém está enviando fotografias dela para a própria Anna, o recado é "estou seguindo você", esse tipo de situação revela-se comum e é uma das críticas do anime.
O Japão passa por uma crisa, os jovens não se relacionam, a maioria permanece virgem por não ter coragem de abordar o sexo oposto. A política japonesa tenta resolver a situação reprimindo os conteúdos sexuais. O Japão possui muitos casos de stalkers e estupros justamente pelo rigor e severidade de sua moral, é o que Shimoneta critica.
(A partir daqui terei que colocar alguns spoilers, porém serei o mais cuidadoso possível para não estragar a diversão de todos, se você ainda não viu Shimoneta pule para "Vale a Pena Ver Shimoneta" e depois de assistir ao anime volte aqui e leia a análise da série).
Em determinado momento Anna fica fascinada por
Tanukichi (não vou dizer porque) e entra em desespero, a moça não sabe o que sente (tesão) ela fica quente e molhada quando pensa nele e começa a fazer algumas coisas questionáveis:
Anna coloca sua lubrificação vaginal na comida de Tanukichi, invade sua casa a noite, ameaça matar quem se aproximas dele, entra em desespero só em ouvir fala em erotismo, passa a roubar e cheirar as cuecas do rapaz e como resultado torna-se cada vez mais severa.
Freud já dizia por trás de todo moralista existe um pervertido, respondam rápido qual a melhor forma de pensar em sexo vinte e quatro horas por dia? Vendo sexo em todos os lugares. Pois é Anna é uma recalcada.
O recalque é o ato de reprimir algum tipo de desejo de forma inconsciente, esse desejo não some, fica impedido de se manifestar as claras saindo em pequenas parcelas. Todos nós somos recalcados, o que muda é o grau. 
No caso de Anna o efeito do recalque é sua violência - ela ameaça matar seu amado sempre que o vê perto de outra garota.
Koujou também tem seu recalque, a terrorista dedicada a espalhar a pornografia pelo mundo nunca presenciou um corpo masculino nu e quando vê Tanukichi fazer algo pervertido ela fica vermelha ou irritada.

O recalque de Tanukichi é mais clássico ele é apaixonado por Anna, que praticamente se joga encima dela, então por que o rapaz não leva a perva para um canto e dá uma surra de pinto nela? Anna acalmaria e ele seria mais feliz. Porque Tanukichi não quer macular sua amada virginal, como se o rapaz precisasse da pureza de Anna para "limpar" seu lado pervertido, sem se dar conta ele começa a se apaixonar por Koujou que expressa livremente o que sente. Nesse momento ele começa a trocar uma ideia por uma pessoa.


Vale a pena ver Shimoneta?

Se depois de tudo isso você ainda está em dúvida eu vou dizer claramente vale a pena assistir Shimoneta! Um ecci extremamente divertido graças a suas situações inusitadas e claro manifesto.
O anime foge de alguns clichês e defende o erotismo sem ser explícito, dá para contar nos dedos a quantidade de cenas explicitas apresentadas, deixando tudo para a imaginação, o que é muito mais picante. As cenas da Anna descontrolada são melhores do que todos os ecchis da ultima temporada, sem ela sequer tirar a roupa.
Existem outras personagens que ajudam na trama como Otome, uma pintora prodígio apaixonada por Anna que descobre os prazeres do erotismo e aprende a desenhar com a boca - lembram das pulseiras? Se ela desenhar cenas impróprias o governo fica sabendo; outro destaque é Hyouka Fuwa uma cientista maluca que percebe que o sexo está relacionado a reprodução, mas não consegue juntar as pontas, para isso ela estuda insetos.
A maioria das piadas envolve Koujou e sua boca suja, seu pai desenvolveu um aparelho capaz de bloquear o sinal de sua gargantilha por cinco minutos, tempo que a moça usa para fazer trocadalhos do carilho, gritar palavras proibidas e simular sexo com tudo que encontra desde tampas de caneta até bolinhos.
Mas quem rouba a cena é a Anna descontrolada a moça sobe pelas paredes fazendo caras e bocas.
Shimoneta é um anime de 12 episódios, baseado em um mangá de 4 volumes e um ligth novel de 11 volumes e VIVA A PUTARIA!

"Os Deuses Mortos" Oito Anos

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