VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

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segunda-feira, 8 de maio de 2017

João Dória 2018?

O que começou como um devaneio louco do MBL começa a ganhar forma, e começar é o verbo correto, Dória é um fenômeno, seu discurso do "não sou político", determinação e trabalho duro aliados a ataques sistemáticos a política do PT, que faliu o Brasil dão a ele destaque nacional.
Até pouco tempo Dória era pouco conhecido fora do cenário empresarial, lançado por Alckmin ele derrotou Haddad graças a uma série de fatores como a inépcia do ex-prefeito em governar, a fase pela qual o Brasil passava (e passa), suas propostas liberais e o discurso não político.
Uma vez eleito o prefeito vem agradando, ele gera piadas: "onde já se viu um político cumprir promessas de campanha?", somado ao trabalho duro - Dória dorme três horas por dia, está de pé as cinco da manhã e faz inspeções surpresas, o trabalhador gosta e se identifica.


Suas Chances

Aos entusiastas é melhor manter os pés no chão, o PSDB, como todo partido possui uma hierarquia, nomes mais renomados e antigos possuem prioridade: Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin estão a frente e são três pré-candidatos óbvios.
Até o final de 2016 Aécio era o nome certo, oponente derrotado na disputa contra Dilma ele saiu da campanha com um ar de "eu avisei, vocês é que não quiseram me ouvir". A mais pura verdade, se Dilma tivesse perdido não teríamos chego ao fundo do poço.
Aécio era concenso desde que ele não saísse prejudicado na Lava jato, cenário que mudou e suas chances diminuíram muito e só será candidato se forçar a barra como presidente do partido.
José Serra, desde sempre o nome mais fraco dos três vem enfrentando problemas de saúde e afastou-se do governo Temer, muito provavelmente não será nem pré-candidato, melhor que fique no senado onde pode fazer muito pelo país.
O terceiro nome é Alckmin, que possui grande capilaridade em São Paulo, é um governador estimado, não é citado em escândalos, mas sua posição de poder e a figura de político o desgastam. Como ponto positivo é o menos conhecido nacionalmente, o que diminui sua rejeição. 
Se Dória fosse ser pré-candidato teria que enfrenta-los e muito provavelmente não sairia em disputa contra Alckmin, a exceção é se o governador apoiar seu nome dentro do partido.
Em conversa no palácio dos Bandeirantes Alckmin teria insinuado que apoiaria Dória, informação da coluna radar da Veja: "João, em política nem sempre é o que a gente quer. Muitas vezes é o que a gente não quer". A frase também pode significar a dobradinha Alckmin presidente e Dória Governador.
A possibilidade de Dória ser candidato vem incomodando muita gente, nomes antigos não gostam de ver um novato na sua frente, enquanto que alas mais a esquerda se incomodam com o liberalismo do prefeito, assumidamente de direita. Você pode ler mais aqui.
Podemos pensar que Dória seria uma carta na manga, se Aécio não ressuscitar e se Alckmin não emplacar e até mesmo se os tucanos perceberem que a única maneira de voltarem ao planalto for com Dória ele pode ser sim o candidato.


Movimentação no Ninho Paulista

Alckmin e Dória não tem o porque brigarem, o resultado seria ruim para os dois, fora o vínculo existente entre eles. Dória fala a quatro cantos que apoia o governador para presidente e que coloca sua mão no forno pelo governador.
Mesmo assim o burgo mestre vem chamando atenção, no ultimo mês ele discutiu com a Amazon, o site fez propaganda acusando o prefeito de impedir acesso a cultura ao apagar pichações (como se vandalismo fosse cultura), qualquer governante acusaria o golpe e viria com um discurso conciliador, Dória não.
Em uma jogada genial Dória questionou se a Amazon estava tão interessada em cultura livre e gratúita então porque não doava e-books para a população? Acuada a empresa se viu forçada a ceder para não perder clientes e abarcou com o prejuizo ao dar um livro para cada pessoa que se inscreveu, vitória para Dória.
Durante um evento de entrega de casas, um programa do Estado de São Paulo, criado por Mario Covas, onde é a mulher quem fica com a escritura Dória discursava quando um petista grita o nome de Dilma, mais uma vez vemos a genialidade do prefeito em ação:
Um governante qualquer tentaria criar um diálogo com quem não quer dialogar e seria visto como frouxo por aqueles que não gostam do PT e da velha política, não Dória o prefeito rebateu no mesmo tom dizendo que aquele manifestante não era bem recebido e que deveria procurar os seus em Curitiba.
E para aqueles que dizem que o prefeito é simplesmente midiático, que não faz nada de concreto, em apenas três meses de governo Dória zerou a fila de esperas da saúde, pessoas que estavam a anos esperando para fazer um simples exame conseguiram vaga no Corujão da Saúde, mais uma promessa de campanha realizada.
Diferente de outros tucanos, que quase sempre foram uma oposição serena e pacata (exceção feita em 2016 quando Aloysio Nunes e Aécio resolveram peitar Dilma) Dória o faz constantemente, a cada ação em que acorda cedo ele diz que está fazendo o que Lula nunca fez na vida: "trabalhar"! Com isso vem ganhando simpatizantes que outros tucanos não tem.
Agora Dória conseguiria reverter sua popularidade para Alckmin? Difícil dizer, na campanha ocorreu o contrário o governador ajudou a eleger Dória, sua vitória no primeiro turno teve muita influência de seu padrinho, mas teve muito da postura de Dória seu discurso e sua presença ganharam adeptos de Russomano e antipetistas que normalmente anulam o voto.
Alckmin não tem o mesmo apoio de Dório, mesmo em São Paulo, o prefeito aparece com pouco mais de intenções de votos que o governador. Quem erá candidato? Só o tempo dirá.

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