Oito Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

segunda-feira, 12 de junho de 2017

A DC Renasceu!

Demorou mas finalmente o renascimento do Universo DC chegou ao Brasil, depois daquela pataquada chamada Novos 52 a editora volta a ser o que era e ficou muito bom, antes da análise vamos entender o que aconteceu.

Reorganizando o Universo

Os Novos 52 foi uma tentativa de reorganizar o universo dos heróis e nesse sentido teve exito, os editores achavam que precisavam repaginar seus heróis, começar de novo e conquistar novos leitores. Em fim não foi a primeira vez e nem será a ultima. 
O problema foi refazer heróis longevos em um curto espaço de tempo, nessa reorganização muita coisa importante passou a não ter existido: A Morte do Superman, A Piada Mortal, a Morte do segundo Robin, Lex Luthor presidente... em fim não dá para organizar décadas em poucos capítulos tentaram refazer a coisa.
Logo no primeiro ano do Superman inseriram o Apocalipse, anunciando a história como a sua segunda morte do Superman, mas como se nesse novo universo ele nunca morreu? A Liga da Justiça foi outra que se juntou as pressas. Batman também sofreu, seus vilões (considerados por muitos como os melhores do universo dos quadrinhos) precisaram de tempo para existirem e tornarem-se o que são.
O Coringa sempre foi uma ameaça, porém ter deixado Barbara Gordon paraplégica e ter matado um dos Robins contribuiu muito. Nos Novos 52 vemos o Coringa matando aqueles próximos ao Batman, apenas para provar que o ama! Lógica absurda, que faz muito sentido se olharmos pelos olhos do Coringa, mas de novo os Novos 52 estavam engatinhando e os antagonistas não tinha história o suficiente para essa relação, todos os embates clássicos nunca aconteceram.
Para além da confusão os Novos 52 desrespeitaram os fãs mudando personagens, eliminando identidades secretas, inserindo elementos impensáveis: O Comissários Gordon combatendo o crime em Gotham a bordo de um robô; Superman de cabelo raspado e namorando a Mulher Maravilha.

DC O Renascimento de um Universo

Uma das regras básicas de qualquer industria do entretenimento é Não desrespeite o fã, esses não gostaram das mudanças (é o que a Marvel vem percebendo) foi ai que o Renascimento do Universo DC se deu, tendo como base algumas regras simples:
Manter a fidedignidade: Batman, Superman, Mulher maravilha e os demais personagens voltam a ser o que sempre foram, sua personalidade foi mantida,
Superman volta a ter as feições de Christopher Reeve
nada de grandes inovações. Algumas pessoas até gostaram de ver o Superman de camiseta e cabelo raspado, mas os fãs sabiam que aquele não era o Kal-El.

Em sua revista Superman está casado com Lois Lane e tem um filho, é assim que tem que ser. O grande dilema do azulão é sofrer por seu isolamento. A única coisa que ele não pode fazer é ser um humano comum. Seu amor pela Lois o aproxima de sua falta e de nós, é através de Lois Lane que Kal-El consegue sentir nossas necessidades, nossos limites e nossa força se humanizando e tornando-se um defensor ainda melhor.
Outra personagem que renasceu e vem sendo tratada como uma das principais (se não a principal) da editora é a Arlequina, aqui no Brasil já vinhamos acompanhando sua mudança, o renascimento veio em grande estilo, a aproximando do visual do filme e enfrentando hordas de zumbis (tiha como ser melhor?). 
Depois de ter sido chutada pelo Coringa, presa, seguido carreira como criminosa a palhacinha se regenerou... ou melhor quase, afinal uma Arlequina do bem seria chata. Ela segue sendo maluquinha, mas agora vive em Nova Iorque com sua gangue (várias mulheres com nomes que são trocadilhos com Arlequina e um homem de sunga), um anão marrento, um ser com cabeça de bode, um ovo flutuante e um castor empalhado chamado de peludinha, que rende muitos trocadalhos do carilho.
A Arlequina mostra bem a nova cara da DC otimista e despreocupada, suas histórias não tem aquela carga pesada ou o desejo de seguir uma agenda politicamente correta, ao contrário se preocupam em agradar quem gostou da personagem e é isso que os leitores de quadrinho querem personagens bem feitas em histórias respeitosas com boas tramas. Nada de invenções, mudanças de gêneros ou sagas infinitas.
Outra vantagem da DC é seu universo menor e mais simples que o da Marvel, não veremos aqui cinco Batmans diferentes, nem a Mulher Maravilha passando seu laço da verdade para um rapaz rejeitado por pertencer a uma minoria, temos a simplicidade dos heróis, vistos pelos humanos normais como deuses.
O Renascimento do Universo DC se comprometeu com o básico e as edições lançadas até agora vem acertando, se os Novos 52 tentaram criar tramas elaboradas e realistas o renascimento quer contar histórias e isso é muito bom, eu por exemplo leio quadrinhos para relaxar ao final do dia, não quero ver uma trama onde os pilares de meus heróis são desmontados, quero ver o Superman nos protegendo enquanto salva gatos de árvores (isso não aconteceu, mas caberia).
Não é a toa que no mercado americano a DC reassumiu a liderança nas vendas de revistas, enquanto as HQs da Marvel encalham as da DC desaparecem. RESPEITO e SIMPLICIDADE são as palavras de ordem da DC.  

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