Anos de Os Deuses Mortos

VIII Oito Anos de Os Deuses Mortos

terça-feira, 25 de julho de 2017

Anya Taylor-Joy

Os fãs do horror tem motivo para ficarem animados, os últimos anos vem trazendo boas surpresas como filmes bem feitos, roteiros amarrados, histórias envolventes e assustadoras sem apelarem para sustos fáceis. Mais raro são os filmes que revelam uma grande atriz. É o caso de A Bruxa.
Essa obra prima baseada em documentos dos colonos americanos é uma preciosidade, prende a atenção e angustia o espectador em sua narrativa densa e claustrofóbica cujo final é imprevisível.
Toda essa intrododução serve para falar da atriz Anya Taylor-Joy, interprete de Thomasin, uma adolescente apreensiva com um futuro negro: acusada por sua mãe de ter permitido que o filho caçula (um bebê) fosse levado e temendo ser vendida por seus pais, para economizar despesas, Thomasin vê seus esforços em agradar pai e mãe sumirem como bolhas de sabão.
A atuação dessa jovem atriz favorece o sucesso artístico do filme (que seria brilhante mesmo sem ela). Anya usa sua doçura e inocência para dar vida a uma personagem confusa com a chegada da
A Bruxa
adolescência e impotente ao se tornar um bode expiatório. E esse foi só o seu primeiro trabalho.

Anya é uma jovem modelo e atriz inglesa-argentina nascida em Miami (o que explica suas curvas). 
Calma que eu explico essa confusão étnica: natural de Miami Flórida, sua mãe é uma inglesa filha de
Fragmentado 
espanhóis e seu pai um argentino com descendência escocesa. Foi no meio dessa "bagunça" que ela e mais cinco irmãos foram criadas. Vendo sua beleza só posso gritar: Viva a miscigenação! 

Atualmente com 21 anos a garota viveu sua infância dividida entre dois países Inglaterra e Argentina, quem assistiu A Bruxa percebeu um suave, mas inconfundível sotaque inglês. Desde cedo a garota sonhava em ser atriz, sonho esse que ficou mais próximo quando aceitou um trabalho como modelo. Não demorou muito para que alguém a descobrisse.
Esse "alguém" foram os produtores de A Bruxa, as críticas positivas recebidas pelo filme no Festival de Sundence e as reações a sua esplendorosa atuação lhe abriram portas. É assim que funciona, não basta ser uma boa atriz (ou ator) você deve estar em um bom filme, já vimos casos em que excelentes interpretes demoraram para ser descobertos ou nunca receberam o merecido respeito, felizmente esse não é o caso de Taylor-Joy.
Em 2016 ela fez mais dois projetos um curta metragem chamado Huntsville e ganhou o papel principal em Morgan uma co-produção Inglaterra EUA que mistura ficção científica e horror. 
Na trama Anya interpreta Morgan, um ser criado geneticamente a semelhança de uma mulher, com inteligência avançada Morgan é na verdade muito imatura, o clone aparenta ter 19 anos, mas na verdade tem cinco. Essa diferença vai fazendo com que seu ódio aumente e ela torna-se uma ameaça.
Em 2017 esteve em Fragmentado, a grande volta do diretor M. Night Shyamalan, que estreou com o suspense O Sexto Sentido, viveu um momento de glória, mas veio se perdendo. Fragmentado foi seu melhor filme em décadas, ressuscitando sua carreira. 
Na película Kevin possui 23 personalidades, as quais consegue mudar quimicamente, nosso amigo dividido sequestra três adolescentes que passam a conviver com suas diferentes personas. Taylor-Joy é uma desas garotas que passa a ser tratada como namorada de uma das faces. 
Mais uma vez Anya esteve em um ótimo filme com uma atuação brilhante. Seu próximo projeto será Novos Mutantes, filme ligado ao universo de X-Men. 
É reconfortante ver novos talentos surgindo, principalmente se forem tão bons (e belos) quanto Anya Taylor-Joy, mesmo sendo cedo para afirmar sobre o futuro da moça, se ela vai ou não ser uma estrela, posso afirmar que seu talento é indiscutível.

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