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quarta-feira, 12 de julho de 2017

O Homem de Aço - A Melhor História do Superman

Antes de começar o post em si é bom explicar esse título, uma vez que ele é um tanto polêmico, não confunda a HQ O Homem de Aço com o filme do Zack Snyder (um diretor injustiçado por fugir de clichês dos filmes de heróis), antes que alguém levante a polêmica das sagas do azulão o post se refere a uma história fechada. 
Existem muitas histórias fechadas brilhantes que os fãs do kryptoniano colocariam como a melhor de todas, alguns exemplos: Para o homem que tem tudo do Alan Moore ou Superman All Star (essa eu considero muito depressiva). Escolhi O Homem de Aço de John Byrne, publicado em 1986. Considero que essa história captou toda a essência da personagem.


Origem

Na década de 1980 a DC publicou a saga Guerras Infinitas colocando ordem no Universo DC e muitos heróis tiveram sua origem recontada. Byrne deu ao homem de aço os traços de Christopher Reeve, ator que interpretou Superman no filme de 1979 e ainda hoje considerado o melhor interprete do kryptoniano.
Mais do que feições Homem de Aço trás o clima ingênuo e a personalidade bondosa e ética do herói. O enredo em si não trás grandes novidades, vemos o fim de Krypton onde Zor-El e sua esposa enviam seu filho único para Terra; a juventude de Clark Kent que descobre seus poderes e precisa renunciar ao futebol americano enquanto descobre como foi adotado.
Em um pulo temporal Superman está salvando Metrópolis, em um de seus salvamentos encontra a intrépida e determinada repórter Lois Lane. A relação dos dois, assim o fascínio que aquela forte mulher provoca nele são explorados com a suavidade necessária.
Acompanhamos a criação da identidade secreta e o surgimento de Lex Luthor, com tudo que um vilão precisa ter para ser odiado.
O diferencial de O Homem de Aço está nos detalhes, o comics é altamente maniqueísta: Superman é o bem e Luthor o mau, esse paralelo é levado a extremos. 
Em um momento antológico dos quadrinhos uma garota passava pela rua ouvindo rádio quando é assaltada. Superman intervem, prende o bandido, devolve a bolsa para a garota e diz para ela abaixar o volume do rádio pois está atrapalhando pessoas que não querem ouvir a mesma música (como um herói desses faz falta nos dias de hoje).
Aqui não temos um herói só interessado em salvar o mundo, mas próximo as pessoas. Ele não é distante de nós como uma lenda que só ouvimos falar. Superman está pela vizinhança e preocupa-se com a convivência sabendo que não se melhora o mundo prendendo vilões e sim pregando o respeito. 

Também temos o lado humano do herói Clark que está apaixonado por Lois Lane, mas é alvo da paixão de Lana Lang, seu primeiro amor. Vemos outro dilema do herói mesmo com seus poderes ele é impotente.
A impotência do herói explica sua admiração por Lois, ela é tão ou mais impotente que ele, mas supera seus limites constantemente, some a esse amor as lições dadas por seus pais, fazendeiros simples do Kansas. Clark possui personalidade nobre que decide sempre pelo que é certo e não pelo mais fácil. 
Kal-El escolhe se juntar a nós e apreciar a vida junto aos humanos, mesmo sabendo que irá sofrer. Nossas imperfeições revelam as dele.
Finalizando O Homem de Aço ajudou a definir o Superman que temos hoje de forma tão marcante que o renascimento da DC revisitou. Nessa versão o herói está casado com Lois e tendo um filho, mérito de John Byrne que o humanizou, sem precisar colocar Superman de cabelo raspado ou andando de moto. O homem envolvido com a pessoa amada e pai de família entende como pequenas coisas podem ser mais grandiosas do que salvamento épicos. 

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