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sábado, 16 de setembro de 2017

Arlequina: A nova rainha da DC

Não é de hoje que essa palhacinha vem conquistando seu espaço, atualmente a coisa mais fácil é chegar na banca de jornal ou em alguma loja especializada em comics e deparar-se com uma de suas revistas. 
Em um mercado polarizado entre Batman e Superman é a Arlequina quem rouba a cena.
A maluquinha, como é cariosamente chamada em sua revista, fez algo muito raro nos comics: passou de vilã para heroína sem traumas ou perca de popularidade. 
O exemplo mais próximo seria Venon, vilão do Homem-Aranha, diferente da Arlequina muitos fãs ainda não engoliram essa passagem.
A Arlequina consegue ocupar outra lacuna, existem poucas heroínas com revistas próprias. A maioria delas compõe uma equipe ou são personagens secundárias. 
Agora a DC tem as duas principais heroínas solo dos quadrinhos: Mulher Maravilha e Arlequina. A Marvel tentou uma estratégia maluca, mudar o sexo de seus heróis, como resultado afastou seus leitores (leia aqui).

O Sucesso

É difícil atribuir o sucesso da Dra. Quinzel a um só fator, vou tentar expor todos, o que é difícil por ser uma personagem multimidiática.

Coringa
Sua origem não poderia ter sido melhor, uma psiquiatra promissora que ouou analisar o Palhaço do Crime. Grande erro... ou não. O Coringa a seduziu, usou e jogou fora.
Nascida na animação Batman The Animated Series a Arlequina migrou para a publicação do Batman na saga Terra de Ninguém. Desde então figura entre os vilões do morcego, sempre ajudando seu pudinzinho.
Mesmo virando uma heroína fica impossível separar as duas figuras. O Coringa é o melhor vilão do universo dos Comics. Como vilã Arlequina sempre foi uma ameaça, nos Novos 52 ela despirocou de vez, ficando aterrorizante. Na sua fase heroína ela é engraçada e imprevisível.

Sensualidade
As personagens femininas dos quadrinhos sempre foram sensuais, as mimizentas de plantão detestam, criticam e exigem imagem diferente, vão ficar querendo. A Arlequina é sensual, gostosa e sabe disso.
Ela não tem vergonha em expor sua sensualidade, em quase todas as histórias ela dá um jeito de aparecer de biquine ou nua, seu uniforme é pequeno e sexy. Mas não se enganem esse não é o assunto da HQ, é só um elemento a mais.
As histórias brincam bastante com essa imagem sexualizada aliada a sua moral única. Ela é gostosa, vive com mulheres gostosas e se diverte de maneira independente. 
Ela é a líder da gangue das Arlequinas e dona da revista. Viu como dá para gradar a todos? Isso é menos as chatas do mimimi, elas nunca ficam felizes, nunca!

Margot Robbie
Sim, a crítica detestou o Esquadrão Suicida, teve muita gente que gostou e pede um segundo filme (que foi anunciado na San Diego Comic Con). O que todos concordam é como a Arlequina de Margot roubou a cena.
Eu sei que a Arlequina já vendia bem antes do filme, mas é inegavel que a personagem se popularisou. A prova é o visual da Arlequina na HQ, que mudou aproximando-se da do filme. Saiu o cabelo bicolor, entrou o loiro com as pontas tingidas. A jaqueta é outra alusão ao longa metragem.
Margot Robbie era vista como uma estrela em ascensão, depois de dar vida a palhaça ela tornou-se uma estrela e ninguém discute isso.
Qualidade das histórias e Participações Especiais
Nenhum desses fatores acima dariam resultado sem um bom roteiro e esse sobra em suas revistas. Chega até a destoar da linha editorial da DC devido a loucura em suas páginas, muitas vezes precisamos das participações especiais para nos lembrar que a moça está no mesmo universo de Mulher Maravilha e Superman.

As participações especiais são muito bem feitas com heróis não acreditando que estão fazendo dupla com a Arlequina: ela faz o Lanterna Verde se apaixonar, rouba o laço da Mulher Maravilha para se divertir, brinca de jogo da Verdade com Jimy Olsen e combate um espírito com a Zatanna.
De longe a melhor participação especial é da Poderosa, em uma saga hilária a kryptoniana casca grossa perde a memória, é justamente a Arlequina que a encontra.
Querendo se firmar como heroína a maluquinha convence a Poderosa de que elas são parceiras de longa data. As duas chegam a ir para outra dimensão, ajudar um império libertino para poderem voltar ao seu universo.
É nesse clima de loucura e despretensão que a Arlequina vem se firmando como uma das personagens mais vendidas e mais divertidas dos comics. 
A ideia do Renascimento da DC é devolver o otimismo e a diversão ao universo DC, a Arlequina já fazia isso antes.

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