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terça-feira, 15 de maio de 2018

O Fim do PT

José Neumane Pinto escreveu em seu livro O que sei de Lula: Lula é o melhor político do Brasil", já avisando que a frase não é um elogio. Concordo com as duas ideias.
Lula é o melhor político do Brasil: sabe fazer alianças, vender sua imagem e criar sucessores; ao tempo em que comete graves erros para quem conquistou o topo. O mais gritante deles foi eleger Dilma duas vezes a presidência da república.
Lula acreditou que poderia controlar sua sucessora, uma vez percebendo seu erro insistiu no mesmo. O que leva alguém tão experiente e sábio na política cometer um erro tão primário: "insistir no erro"?
A seus próximos, que o visitam na cadeia Lula desabafa: "A culpa do Brasil estar assim hoje é da Dilma, que não soube governar direito" (Revista Veja edição 2581). A pergunta permanece: como Lula não percebeu que escolheu errado, duas vezes?
Soberba seria uma boa resposta e provavelmente correta, mas não a única. O complemento da resposta esbarra no segundo (e fatal) erro de Lula, se tornar o PT.
É impossível dissociar a imagem de Lula do PT, muito pelo seu esforço e muito pelo boicote aos nomes fortes que surgiam: existiam dois tipos de políticos expoentes no PT criaturas de Lula e sucessores naturais.
Enquanto os primeiros eram eleitos a cargos "menores", sempre com a benção de Lula o segundo grupo foi sendo ofuscado lenta e irremediavelmente.
Quem acompanhava o PT entre os anos 90 e começo dos anos 2000 sabe o peso e a importância que Eduardo Suplicy tinha dentro do partido, senador admirado até por quem não ia com a cara do partido, muitos militantes sonhavam com ele sucedendo Lula (isso entre 2002 e 2006).
Suplicy foi sendo deixado de lado, sempre que seu nome era levantado para um cargo executivo era rapidamente substituído, boicotado dentro do partido. Um dos nomes usados foi justamente o de sua ex-esposa Marta Suplicy.
Marta teve uma acensão rápida e consolidou-se como um nome forte dentro do PT, Lula fez o mesmo a boicotou dentro do partido, usando o nome de Fernando Haddad.
Zé Dirceu foi outro nome que ameaçava Lula, quando foi preso o PT abandonou.
Recentemente outro nome que ameaçava ofuscar o de Lula, Lindemberg Farias, queria ser candidato a presidência do PT. Lula foi um forte opositor, cortando contatos e apoiando Gleisi Hooffmann, uma de suas crias.
Essa sequencia de cabeças ceifadas tornou o PT um partido de um nome único, todo candidato eleito tinha a sombra de Lula, cada petista derrotado via Lula apoiando um adversário - Eduardo Suplicy perdeu sua cadeira no senado vendo Lula apoiar Gilberto Kassab.


Um partido rachado

Hoje Lula está preso e inelegível e o PT sem candidato. Jaques Wagner vem defendendo uma ideia impopular: apoiar Ciro Gomes, afirmando que sem Lula a melhor estratégia seria compor uma chapa, a ideia é emplacar Fernando Haddad como vice candidato de Ciro Gomes.
Haddad, uma das crias de Lula, vem se encontrando regularmente com Ciro, o que pode sugerir uma aliança.
Do outro lado Gleise Hoffman é veementemente contra, afirma que Wagner esqueceu Lula e defende a manutenção do criminoso como candidato a presidência até o limite máximo e então substituí-lo por outro nome e deixou claro, vai usar toda sua influência dentro do partido para não apoiar Ciro.
Outro racha se apresenta nas esquerdas, Lula conseguiu agrupar vários partidos em uma única candidatura, hoje esses partidos estão fragmentados. Gleisi teme que ao nomear um vice pode empurrar os ditos "movimentos sociais" para outros partidos.
Guilherme Boulos, líder do grupo terroriste MTST é pré candidato pelo PSOL e Manuela D'Ávilla, uma expoente da esquerda é pré-candidata pelo PCdoB, Marina da REDE, que é um partido que mistura nada com porra nenhuma, é outra que pode se beneficiar.
Está cada vez mais claro que o fim de Lula é o fim do PT. 

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